sexta-feira, 23 de julho de 2010
Olhando para a trás e para a frente
Este foi o plantel que começou a época à 2 anos atrás. Pensando que não estamos muito melhor do que nessa época, só resta dizer que estamos a ficar demasiado parecidos com a gestão do Benfica de há uns anos atrás. Sem coerência, sem dinheiro, sem honra e vitórias, mas com muitas mexidas na equipa. Para quê?
Até breve
O que significa "adorar "?
"Recusei o Génova por adoro jogar pelo Sporting."
Parece que o Miguel mudou de ideias.
A imprensa italiana dá como concluída a transferência de Miguel Veloso para o Géneova por 8 milhões de euros mais o passe de Zapater. Começo a ficar sem paciência para a venda de maçãs podres que são do mais fresco que há assim que saem de Alvalade. Quero ver a justificação de JEB ou Costinha para um negócio tão estúpido como este. Já ninguém vai engolir a seco a história do "ele quis sair".
Até breve
Parece que o Miguel mudou de ideias.
A imprensa italiana dá como concluída a transferência de Miguel Veloso para o Géneova por 8 milhões de euros mais o passe de Zapater. Começo a ficar sem paciência para a venda de maçãs podres que são do mais fresco que há assim que saem de Alvalade. Quero ver a justificação de JEB ou Costinha para um negócio tão estúpido como este. Já ninguém vai engolir a seco a história do "ele quis sair".
Até breve
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Alguém viu...?
Ao olhar para os jogadores com contrato sénior com o Sporting pasmo o facto de ninguém (imprensa ou o Sporting oficialmente) saber nada sobre:
Michael Santos
Pedro Silva
Caneira
Fábio Paim
Ibrahim Rabiu
Celsinho
Purovic
Marco Matias
Podem ser cartas fora do baralho, mas ao que sei são "activos" do clube. Como não leio toda a imprensa escrita, alguém sabe o que se passa em algum destes casos?
Até breve
Michael Santos
Pedro Silva
Caneira
Fábio Paim
Ibrahim Rabiu
Celsinho
Purovic
Marco Matias
Podem ser cartas fora do baralho, mas ao que sei são "activos" do clube. Como não leio toda a imprensa escrita, alguém sabe o que se passa em algum destes casos?
Até breve
Celtic - Sporting (1-1)
O primeiro jogo em terras do Tio Sam, saldou-se por um empate. O adversário foi o Celtic, é uma boa equipa, fisicamente mais apta, mas claramente inferior ao Sporting.
A equipa escocesa pareceu adaptar-se melhor ao estreito terreno de jogo de Fenway Park, um estádio mítico de basebol (faltava pelo menos uns 10 metros em cada faixa lateral) e numa estratégia de contra-ataque “esperou” pelo adiantamento do Sporting para colocar a bola em Samaras e provocar algum perigo. O grego foi mesmo o melhor jogador da partida talvez a par de Vukcevic que só jogou a primeira parte.
Ficou a ideia que o Sporting podia ter ganho facilmente o jogo, falhou algumas oportunidades e sobretudo não foi objectivo nas imediações da área contrária. O Celtic beneficiou da complacência do árbitro perante o seu jogo de faltas duras e de uma penalidade um pouco forçada para se colocar em vantagem e até ao final do encontro pareceu “desejar” que o tempo passasse depressa. Apesar de ter abalado, o Sporting não caiu com o golo sofrido e Postiga acabado de substituir um Djaló completamente perdido (sem as faixas para “respirar”) marcou um golo que veio premiar a insistência leonina e a supra-motivação (onde é que andava?) de Postiga.
Fica a análise jogador a jogador:
1ª PARTE
Patrício – Boa exibição. Uma grande defesa a salvar um golo certo. Sempre certinho.
Abel – Melhor a atacar do que a defender. Apoiou bem o ataque em triangulações com Fernandez e Vukcevic. Andou “pegado” o tempo todo com Samaras o que era desnecessário para um atleta com a sua experiência.
Grimi – Mais do mesmo. Muito esquecido, numa ala esquerda inoperante.
Torsiglieri – Seguro pelo ar, foi mandão e quis sempre sair a jogar. Tem de ter mais cuidado nas jogadas de um para um, nem sempre se pode roubar a bola ao avançado e sair com a bola dominada, por vezes é melhor chutar para a linha ou canto. Nota-se evolução.
Tonel – Discreto e seguro. Não passou nada no seu raio de acção.
P.Mendes – A equipa sob a sua batuta é mais segura e mais apoiada, o melhor elogio que se pode fazer é que fez falta na segunda parte.
Veloso – Uns furos acima fisicamente. Parece um pouco trapalhão na decisão dos lances em que ataca a área. 2 ou 3 grandes passes e uma boa ocupação do terreno que talvez não cheguem para a titularidade no início da época.
Fernandez – Jogou a “8”, solto pelo campo, com a missão de vir buscar jogo ao meio campo. Desenhou bons lances e correu muito atrás da bola, tentou ligar as duas alas, naturalmente descaiu mais para o lado direito, onde tinha Abel, Vukcevic e até Veloso e menos para o lado esquerdo onde só tinha Valdez. Faltou 1 ou 2 remates para ser considerada uma boa exibição.
Valdez – Parece longe de uma boa forma física, mas mesmo assim bons lances pela ala esquerda, faltou o apoio de Grimi para poder assegurar mais jogo pelo seu lado.
Vukcevic – Que bela exibição. Tecnicamente foi o melhor da partida, fintou, rematou, fez grandes passes e conduziu muita posse de bola pela direita. Para mim é de caras um titular. O novo corte de cabelo promete um novo Montenegrino.
Saleiro – Ninguém tem dúvidas que é um bom avançado. Mas um “matador” não falha o golo que este jogador falhou. Bem a combinar com Fernandez e Valdez, perdeu uma boa oportunidade de mostrar “serviço” que para ele é o mesmo que dizer – golos.
2ª PARTE
Golas – Esteve bem. Uma boa defesa. Não teve muito trabalho, mas pareceu seguro.
Pereira – Tal como a ala esquerda da primeira parte, a da direita na segunda foi pouco produtiva. Este lateral só nos últimos 10 minutos teve bola e não se pode dizer que tenha combinado muito bem com Salomão. Mais apagado do que é costume.
Evaldo – Jogou muito e sempre bem. Mas apenas uma falha mancha toda uma exibição. Onde é que estava no lance do penalty? Pois é. Avançar sim. Descuidar o flanco não. Divide as culpas com o médio que lhe devia ter feito a compensação. A ver e rever, estas falhas.
Polga – Parece de facto o Polga mais seguro e forte das boas épocas. Para mim não teve culpa no lance do penalty, muito forçado por Samaras. O árbitro caiu na “encenação”.
N.Coelho – Tal como Tonel, com menos trabalho e muito discreto. Seguro também.
Maniche – Começou cheio de folego e acabou a passo. Bons movimentos e um grande remate que podia ter dado golo. Uns furos abaixo da exibição com o Lyon.
A.Santos – Não jogou o que sabe jogar. Esteve muito trapalhão na condução da bola e apesar de mais voluntário na procura da bola, faltou o esclarecimento e os passes que costuma ser o seu forte.
Djaló – Não se percebeu muito bem se foi colocado na ala ou no centro do terreno, talvez por essa confusão, fez 20 minutos e saiu. Parece estar a perder terreno na luta pela titularidade. A cabeça deve estar em Inglaterra, por que nos EUA, neste jogo, só esteve o corpo.
Liedson – Não é o Liedson que estamos habituados. Preso, com dificuldade em combinar com os colegas. Correu e até podia ter marcado, mas ainda falta tempo e treino ao capitão da segunda parte.
Pongolle – Continua a mostrar vontade e bom jogo. A jogada do golo do Sporting é sua e isso já mais do que tem feito nos últimos jogos. Mas espera-se mais do francês.
Salomão – A ala direita onde jogou foi quase inactiva. Não teve muita bola o que para um jogador como ele é o mesmo que não estar dentro do jogo. Não brilhou.
Postiga – A par com Vukcevic foi do melhor que se viu. Aguerrido, lutador, esclarecido, marcou um golo de cabeça a recarga a uma cabeçada ao poste de Salomão e podia ter marcado outro num remate genial de fora da área. No pouco tempo que jogou, foi um “motor” de perigo para a baliza, grande cruzamento para cabeçada de Liedson.
Resumindo, faltou muito pouco para ganhar a partida e quem sabe num campo de dimensões regulares não tivéssemos visto o “Sporting de Lyon”. Mas a verdade é que a equipa esteve menos ligada e menos objectiva em relação ao último jogo. Num jogo a sério teria jogado contra 10 ou 9, tantas as faltas que os dois médios defensivos do Celtic fizeram, algumas bem duras, para “parar” o ataque do Sporting.
Veremos no próximo jogo como evolui a tal equipa titular.
Até breve
quarta-feira, 21 de julho de 2010
As "outras" equipas
Com quase um mês de pré-época e mais de 70 nomes adiantados na imprensa como reforços, Costinha continua a ter de desmentir nome atrás de nome. Imagino que alguns nomes sugeridos tenham sido verdadeiros contactos e alvo genuíno interesse leonino, mas numa passagem rápida pelos jogadores “quase”, podíamos fazer o seguinte onze:
Na baliza, só, o titular de Portugal - Eduardo.
Nas laterais Paulo Ferreira do Chelsea e Ansaldi, futuro lateral esquerdo da Argentina.
A centrais, Xandão e Xicão, talvez os dois melhores centrais do Brasileirão.
A trincos, apenas, Rios do Uruguai e Diego Souza.
A extremos, Quaresma e Drenthe…
No apoio ao ponta de lança, Geovani dos Santos.
No centro do ataque Pavlyuchenko.
Não sei se seríamos campeões com este onze, mas que seria uma equipa competitiva, disso ninguém terá muitas dúvidas. Mas vivemos dos jogadores que temos e felizmente, não tendo estes, temos outros bons jogadores. De um onze imaginário, passamos para um onze real.
Na baliza, Rui Patrício. Talvez a maior esperança para a baliza de Portugal.
Nas faixas defensivas, Pereira e Evaldo, os “bracarenses”.
No centro da defesa, Torsiglieri e Carriço. São novos e com muito talento.
A trincos, os mundialistas Mendes e Veloso.
Nas alas, os revolucionários “Zapata” e Izmailov.
No lugar de pivot ofensivo, “Matigol” Fernandez.
Na frente da baliza contrária o levezinho Liedson.
Não está nada mal, mas melhora ainda se imaginarmos que para substituir estes temos também:
A guarda-redes, o altíssimo e jovem Gola e o veterano mais veterano do clube, Tiago.
A defesas laterais, o experiente Abel e o desconcertante Grimi.
Como centrais, o “capitão” Polga, o inesperado Coelho e o goleador Tonel.
No centro, o inquieto Maniche e o talentoso A.Santos.
Nas alas, o renovadovic Vukcevic e a sensação Salomão.
A servir o avançado, o “inglês” Djaló.
A avançado centro a “Companhia do Liedson” - Postiga, Pongolle e Saleiro.
Por entre alguns erros de casting, temos de facto valores que podem fazer desta época um percurso bem menos torturante que o da época anterior. Para começar, que tal começarmos a olhar mais para o que fica e o que chegou e um pouco menos para as capas de jornais repletas de astros fabulosos e impossíveis. Se o Sporting somos nós, isso quer dizer que nós também somos os jogadores do plantel, com virtudes e defeitos, têm contrato. Com maiores ou menores capacidades equipam de leão ao peito. Isso faz deles os nossos ídolos, eles e não outros.
Até breve.
Na baliza, só, o titular de Portugal - Eduardo.
Nas laterais Paulo Ferreira do Chelsea e Ansaldi, futuro lateral esquerdo da Argentina.
A centrais, Xandão e Xicão, talvez os dois melhores centrais do Brasileirão.
A trincos, apenas, Rios do Uruguai e Diego Souza.
A extremos, Quaresma e Drenthe…
No apoio ao ponta de lança, Geovani dos Santos.
No centro do ataque Pavlyuchenko.
Não sei se seríamos campeões com este onze, mas que seria uma equipa competitiva, disso ninguém terá muitas dúvidas. Mas vivemos dos jogadores que temos e felizmente, não tendo estes, temos outros bons jogadores. De um onze imaginário, passamos para um onze real.
Na baliza, Rui Patrício. Talvez a maior esperança para a baliza de Portugal.
Nas faixas defensivas, Pereira e Evaldo, os “bracarenses”.
No centro da defesa, Torsiglieri e Carriço. São novos e com muito talento.
A trincos, os mundialistas Mendes e Veloso.
Nas alas, os revolucionários “Zapata” e Izmailov.
No lugar de pivot ofensivo, “Matigol” Fernandez.
Na frente da baliza contrária o levezinho Liedson.
Publicar mensagem
Não está nada mal, mas melhora ainda se imaginarmos que para substituir estes temos também:
A guarda-redes, o altíssimo e jovem Gola e o veterano mais veterano do clube, Tiago.
A defesas laterais, o experiente Abel e o desconcertante Grimi.
Como centrais, o “capitão” Polga, o inesperado Coelho e o goleador Tonel.
No centro, o inquieto Maniche e o talentoso A.Santos.
Nas alas, o renovadovic Vukcevic e a sensação Salomão.
A servir o avançado, o “inglês” Djaló.
A avançado centro a “Companhia do Liedson” - Postiga, Pongolle e Saleiro.
Por entre alguns erros de casting, temos de facto valores que podem fazer desta época um percurso bem menos torturante que o da época anterior. Para começar, que tal começarmos a olhar mais para o que fica e o que chegou e um pouco menos para as capas de jornais repletas de astros fabulosos e impossíveis. Se o Sporting somos nós, isso quer dizer que nós também somos os jogadores do plantel, com virtudes e defeitos, têm contrato. Com maiores ou menores capacidades equipam de leão ao peito. Isso faz deles os nossos ídolos, eles e não outros.
Até breve.
terça-feira, 20 de julho de 2010
Decisão Salomónica
A decisão de ficar com Diogo Salomão na equipa só por si já é uma novela. Mas é das boas. No argumento deste seriado, os interesses do Sporting estão sempre salvaguardados. Se ficar é bom para o Sporting, se for emprestado também.
Mas tal como o Rei Salomão se pautava por analisar todos os ângulos de um problema e decidir a bem de todas as parte, também o futuro deste jogador deve ser assegurado pensando na sua carreira e nas necessidades imediatas do clube.
Uma coisa é segura, é e será ainda mais um jogador com um futebol muito vibrante. Tal como Nani ou Ronaldo, Salomão sabe o que fazer com a bola nos pés e procura um jogo vertical em direcção à baliza. A meu ver tem uma característica que os seus antecessores não tinham (adquiriram no Manchester) é excelente nas assistências para o centro da área.
Enquanto não chega o tal extremo para competir com Izmailov na ala direita, Salomão vai ganhando pontos a cada partida e, verdade seja dita, tem mostrado uma atitude muito competitiva. No que depender do seu empenho o lugar já parece seu.
Mas na gestão de um plantel de clubes que lutam por títulos, a convocatória de cada jogo faz-se com certezas e não com esperanças. Erros passados mostram o quanto o clube dependeu da prestação elevadíssima e regular de jogadores com 1 ou 2 anos de futebol sénior.
A decisão de incluir este jogador, na minha opinião deve apenas depender da possível entrada de um jogador para o mesmo lugar com outros créditos. Se não chegar, então assim a decisão será fácil.
Um jogador com estas características não deve estar parado num banco de suplentes e qualquer que seja a opção tomada por P.Sérgio, deve ser dada primazia à evolução e desenvolvimento do mesmo.
Neste ano ou no próximo, parece que estamos perante mais uma grande descoberta dos olheiros do Sporting.
Até breve
Ser grande
A grandeza de um clube pode ser medida de várias formas, em Portugal costumamos usar a régua dos títulos. É real e na verdade é a base de sustentação de qualquer instituição que compete, as vitórias dinamizam a actualidade e trazem adeptos. Mas há mais. Gosto de pensar que os Sportinguistas são mais inteligentes que o senhor de bigode que no balcão da tasca bebe o seu copo de vinho e coçando a orelha com a unha faz comentários sobre o tempo dos 5 violinos.
Ser grande normalmente significa ter muitos adeptos, muitos sócios, uma grande massa de números que movem dinheiro, assistências no estádio, muito merchandising que se estende até ao vinho, corta-unhas e seguros automóveis. Alguns vêem para além do volume e procuram o valor, a cultura e a identidade, quanto a mim esses são os grandes clubes de futebol – as associações de ideias e formas de estar no desporto.
Se pensarmos quais são os clubes grandes do mundo, dificilmente não escolheremos o Flamengo, Boca Juniors, Ajax, Juventus, Barcelona, Real Madrid, Bordéus, Bayern Munique e Manchester United. Na última década têm aparecido outros que sendo ricos e bem geridos não são “grandes”. Clubes como o Chelsea, Zenit, PSV, Dortmund, Lyon e Twente ainda não têm história, mas têm boas gestões financeiras e desportivas. Falta-lhes a cultura e isso vem com a defesa e patrocínio de valores diferentes que os distingam da “multidão” de todos os que ganham.
Em Espanha, França, Itália e Inglaterra um clube de futebol é uma associação de adeptos da mesma região e por isso reflecte a identidade de uma cidade ou província, às vezes com línguas e nacionalidades diferentes e até movimentos separatistas associados (Barcelona, Atl.Bilbao) chega mesmo a haver clubes com identificações políticas (Lazio, Spartak Moscovo).
Em países como Portugal, mais pequeno, clubes como o Sporting não podem depender da sua cidade ou de uma região, seria possível se Lisboa não tivesse outras referências clubísticas, mas a verdade é que nem o Benfica nem o Porto entendem a sua base de “recrutamento” como regional. Precisam do espaço físico e populacional de todo o país.
Na identidade de um clube nacional, cabem demasiadas realidades, demasiados ambientes para poder existir uma homogeneidade que construa sozinha a realidade cultural do clube. Então em que diverge um adepto do Porto, Benfica e Sporting?
Na actualidade apenas a história e os jogadores, a bandeira e a camisola, o estádio e muito recentemente as estruturas comercias desenvolvidas pelas SADs.
Se olharmos num plano sociológico podemos definir um arquétipo de cada clube: o Sporting é um clube nobre, distinto, com valores e que gosta acima de tudo de bom futebol; o Benfica é um clube mais popular, habituado a ganhar e com a necessidade de grandes nomes nos seus plantéis; o Porto é um símbolo da região do Porto, do Norte que gosta de um futebol agressivo e muito objectivo.
Estes arquétipos são cada vez menos claros e visíveis por muitas razões: o Sporting e o Porto também são populares, o Benfica também conta com muitas figuras de faixas sociais ditas mais elevadas, o Porto não tem só adeptos no Norte, etc.
Actualmente, são muito mais subjectivas as razões para uma criança “adoptar” uma preferência clubística. A explicação mais óbvia é que preferirá a equipa que ganha mais aquando da sua percepção do que é o futebol´. Sendo lógica não é a única. A vitória não é a única base de angariação de novos adeptos.
Por tudo isto penso que seja urgente definir o que é o Sporting, o que é a nossa cultura, em que somos diferentes. Depois deste trabalho, temos de definitivamente investir nessa diferença, nessa imagem e projectá-la com novos métodos, adaptando a essência do clube ao futuro. Facebook, twitter, jogos de computador, música, os novos canais de comunicação necessitam de ser dinamizados em função do adepto do futuro, os seus gostos, espaço de acção, facilidade de acesso e convivência.
Nunca poderemos ter um responsável a dizer coisas como “temos de jogar à Porto” ou “investir como o Benfica” ou “o nosso treinador é o Fergusson do Sporting”. Isto é a negação de uma identidade. Pode e deve haver “benchmarking” mas sempre adaptado à nossa realidade e nunca assumido como outra.
De entre toda a trapalhada das últimas épocas, o Sporting tem um projecto que tem servido de bandeira e muitas vezes desconsiderado e maltratado. As escolas de formação de jogadores são hoje uma das mais fortes identidades e instrumento diferenciador do Sporting. Neste momento até é único à escala planetária e isso não é coisa pouca, significa muito e bom trabalho em décadas. Sucessivas direcções investiram e bem nessa diferença e posicionamento. Penso que é chegada a hora de também os adeptos compreenderem a riqueza que têm.
Um dos erros mais comuns dos adeptos é confundir as escolas com fábricas de craques, não o são apesar de darem muito ao futebol nacional e internacional. São acima de tudo espaço de desenvolvimento humano. São, digamos que Faculdades de jogadores de futebol e mais ninguém o consegue como nós. Destas faculdades saem todos os anos jogadores médios, jogadores bons e às vezes grandes jogadores. Não saem de certeza jogadores maus e isso é o sucesso das Academias do Sporting.
Várias notícias dão conta do projecto de internacionalização das Academias, com base em África, Ásia e no futuro América do Norte e Sul. É um desígnio ambicioso, mas que nos deveria orgulhar e ser estimulado com um pouco mais de interesse por parte dos sócios. Em muitos detalhes é fácil de entender que os Sportinguistas olham com alheamento os sucessos da formação o que é errado. Se o projecto for em frente com a segurança que tem tido, num futuro próximo seremos mais conhecidos pelas nossas escolas, do que pelas nossas escassas vitórias. Alguns verão nisso um problema, eu vejo um diferencial que em tudo tem bases fortíssimas para ajudar nas vitórias do futuro.
Clubes como Auxerre, Ajax, Santos e Barcelona tem usado as suas escolas de referência de formas diferentes. Diferem sobretudo na capacidade de manter os seus “canteranos”, no caso do Auxerre muito pouco tempo, no caso do Barcelona, para sempre.
Espero que consigamos no futuro próximo distinguir a árvore da floresta e apostar mais na transição do nossos atletas da formação para o futebol profissional e dar-lhe os instrumentos mentais para não caírem em extremos de confiança, às vezes demasiada, às vezes nenhuma. Um atleta tem a noção das suas capacidades e tenta ultrapassá-las, isso é o que se chama desporto. Temo que estamos a formar “assalariados” e não desportistas nos últimos tempos. A culpa não é só de quem forma, o mundo e os valores mercantilistas da sociedade pressionam demasiado, o dinheiro é tudo, os valores e a verdade não são nada.
Os meus parabéns sinceros aos profissionais que trabalharam e trabalham nas Academias do Sporting. Muito me orgulho que façam ser cada vez maior o meu clube: o Sporting.
Até breve
Miragens
Primeiro Drenthe, depois Geovani dos Santos e ontem Pavliuchenko. Fico sempre com sorriso tipo Monalisa quando ouço e leio estas notícias. É bom? É. É possível? É. É provável? Não.
Não é por acaso que a pré-época é denominada como a “silly season” do futebol, são rumores como estes (Abola refere como iminente o empréstimo) que fazem as delícias das capas de jornais durante o Verão. Em boa verdade é como ter um anúncio de um perfume com um modelo qualquer ou com um Cloney. O nome e a imagem são como um “produto” aspiracional de consumo rápido.
Ficam para mais tarde as “desculpas”, não há dinheiro, não quer vir para Portugal, quer jogar na Champions, tem uma proposta de um clube turco, etc. Tudo se desfaz numa evaporação seca e com um sabor árido a torrões de pó. A miragem dura enquanto não surge uma nova.
Como já tenho uma boa vintena de “silly seasons” desde que sigo atentamente o Sporting, já tenho bons anti-corpos que rejeitam este tipo de informação viral. Sou realista mas não sou masoquista e deixo sempre uma margem de tolerância para os casos (muito poucos) em que a surpresa acontece.
Se quisermos olhar a questão por outro plano, podemos fazer o seguinte raciocínio: Qual foi a última contratação surpreendente do Sporting?
Até breve
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Contentamento táctico
Costinha está contente com o plantel actual. Dito parece verdade, mas existem verdades que não devem ser ditas e um bom director desportivo faz o que deve fazer. Neste caso "fechou" a porta a mais especulação sobre as entradas e as saídas de um plantel em construção. Eu e outros bloggers podemos especular o que nós quisermos, não temos responsabilidade e muito menos falamos para a imprensa. A nós cabe-nos a parte "divertida" da coisa, a ele cabe-lhe a gestão responsável de uma equipa de 40 e tal pessoas, são panoramas diferentes.
Dito isto, dou-lhe os meus parabéns, que servem para mostrar o meu agrado por uma faceta mais realista e inteligente de como se mantém os patamares de exigência altos em relação aos jogadores que, de facto, já fazem parte da equipa. O que é verdade hoje é mentira amanhã e só ganha quem sabe a verdade. Ganha tempo, ganha espaço e sobretudo ganha calma.
Depois desta lição, que depois de uma vitória sai ainda mais reforçada, convém alinhar "abordagens" com a imprensa com o treinador P.Sérgio para não dizerem coisas diferentes, mas projectarem apenas dois lados da mesma questão. Este alinhamento tem vantagem sobre o "bloco uno soviético" em que todos dizem a mesma coisa, desgastando o valor da mensagem. Até ver a táctica "bad cop - good cop" mata muitos coelhos de uma cajadada só: mantém-se a expectativa dada pelo treinador de reforçar a equipa (motiva-se o adepto) e fecha-se o diálogo especulativo de uma forma oficial (motiva-se a equipa). Todos ganham, excepto a imprensa e dessa não tenho memória de ajudar no que quer que seja.
Todos estes truques e subterfúgios não são eticamente muito correctos, mas no futebol de hoje, só o resultado interessa e ser "bonitinho" não traz vantagens. Mais do que ser inteligente, urge ser esperto e jogar o "campeonato da comunicação social" exige a criação de muitos "factos", implica muita ratice, algo que Costinha, JEB e P.Sérgio devem reflectir sempre em conjunto.
Para já nota 20 para o timing e conteúdo da comunicação de Costinha dada hoje sobre a definição do plantel.
Até breve
Roberto´s
O mundo caiu em cima do jovem guarda-redes do Benfica. Depois de uma transferência de valores consideráveis (por 8,5 milhões de euros existem guarda-redes muito bons no mercado) e uma apresentação feita pela imprensa em que só faltou dizer que era melhor que Casillas, a verdade é que o guardião espanhol tem tido a vida difícil nos jogos de preparação.
Vejo em Roberto alguns dos problemas que tem Rui Patrício, dificuldade na saída dos postes em bolas altas, "medo" dos centrais nos livres e cantos, alguma indecisão na hora de atacar as bolas perdidas. Sinceramente acho que são detalhes técnicos do jogo que se adquirem com muito trabalho e muitos jogos. Jogos que o jogador do Sporting tem tido, mas falta-lhe a auto-confiança que ninguém lhe pode ensinar a ter, as fraquezas defensivas expuseram demasiado Patrício e ele pagou uma factura elevada, que ainda não parece saldada.
Roberto não tem essa "karma" e começando de fresco noutro campeonato, noutra equipa, torna-se num problema mais complicado de explicar. Nervosismo, adaptação, haverá muitas explicações, mas todas elas serão poucas na hora de atribuir culpas pelos golos sofridos em competição. Não serão "pêras doces" os próximos jogos para ambos os jogadores o que se agrava quando as alternativas são menos convincentes.
Sporting e do Benfica têm ambos um problema, guarda-redes fragilizados nas bolas paradas. Cantos e livres são um sufoco constante. No caso do Sporting, é sabido que se procura mais um reforço que tome o lugar de Golas, Stojkovic até pode ficar, e paradoxalmente, é um guardião forte nesse aspecto do jogo.
No Benfica a margem para contratar um novo guarda-redes é muito pouca. Dispensou-se Quim, renovou-se com Moreira e Júlio César, que também foi uma escolha de Jorge Jesus e com tantos "tiros" disparados ficará extraordinariamente complexo de explicar o aparecimento de um novo número 1. Mas como os "milionários" da Luz tem dinheiro que nunca mais acaba, pode ser que haja uma surpresa até ao final de Agosto.
Para Patrício uma consolação, não está sozinho nesta próxima época. Aliás com a saída de Eduardo, escasseiam os guarda-redes seguros em clubes nacionais. Helton é um guarda-redes muito completo mas está longe de garantir mais segurança que os "lisboetas".
Até breve
Vejo em Roberto alguns dos problemas que tem Rui Patrício, dificuldade na saída dos postes em bolas altas, "medo" dos centrais nos livres e cantos, alguma indecisão na hora de atacar as bolas perdidas. Sinceramente acho que são detalhes técnicos do jogo que se adquirem com muito trabalho e muitos jogos. Jogos que o jogador do Sporting tem tido, mas falta-lhe a auto-confiança que ninguém lhe pode ensinar a ter, as fraquezas defensivas expuseram demasiado Patrício e ele pagou uma factura elevada, que ainda não parece saldada.
Roberto não tem essa "karma" e começando de fresco noutro campeonato, noutra equipa, torna-se num problema mais complicado de explicar. Nervosismo, adaptação, haverá muitas explicações, mas todas elas serão poucas na hora de atribuir culpas pelos golos sofridos em competição. Não serão "pêras doces" os próximos jogos para ambos os jogadores o que se agrava quando as alternativas são menos convincentes.
Sporting e do Benfica têm ambos um problema, guarda-redes fragilizados nas bolas paradas. Cantos e livres são um sufoco constante. No caso do Sporting, é sabido que se procura mais um reforço que tome o lugar de Golas, Stojkovic até pode ficar, e paradoxalmente, é um guardião forte nesse aspecto do jogo.
No Benfica a margem para contratar um novo guarda-redes é muito pouca. Dispensou-se Quim, renovou-se com Moreira e Júlio César, que também foi uma escolha de Jorge Jesus e com tantos "tiros" disparados ficará extraordinariamente complexo de explicar o aparecimento de um novo número 1. Mas como os "milionários" da Luz tem dinheiro que nunca mais acaba, pode ser que haja uma surpresa até ao final de Agosto.
Para Patrício uma consolação, não está sozinho nesta próxima época. Aliás com a saída de Eduardo, escasseiam os guarda-redes seguros em clubes nacionais. Helton é um guarda-redes muito completo mas está longe de garantir mais segurança que os "lisboetas".
Até breve
domingo, 18 de julho de 2010
Leões para Lyon
Contra uma equipa sólida mas ainda sem "pernas", o Sporting rodou toda a equipa e a espaços conseguiu imprimir algumas mudanças de velocidade e perigosos contra-ataques. Nem tudo correu bem, as fragilidades defensivas estiveram bem evidentes no inicio da partida com Golas a ver franceses a rematar de todo o lado e sem oposição. Face ao caudal ofensivo dos "leoneses" o Sporting adaptou-se num recuo "duvidoso", algo a medo procurando corrigir os espaços que abria entre linhas.
Lentamente os jogadores leoninos foram ganhando confiança e no final da primeira parte o Sporting equilibrou definitivamente a partida. Até ao final da partida vimos alguns bons apontamentos de vários jogadores, mas o que se ressalva é a atitude de entrega ao jogo e a cada lance. Neste jogo tudo correu bem e com alguma sorte P.Sérgio ganha fôlego para mais uma fase da preparação.
Vamos aos leões:
Golas: Algo nervoso, atento. Com alguma sorte manteve a baliza inviolável. Deverá sair para dar lugar a um guarda-redes com mais experiência.
Tiago: Entrou já com o Lyon em queda de volume ofensivo. Mesmo assim uma boa defesa.
Patrício: Quase não foi posto à prova, esteve bem.
Abel: Seguro, ainda sem velocidade. Sentiu algumas dificuldades com bolas metidas entre si e o central. Com alguma persistência segurou os franceses do seu lado.
Pereira: Mais uma entrada a pés juntos...tem de controlar o seu ímpeto. Bom desempenho em triangulações, quando inventa perde vantagem.
Grimi: Trapalhão e pontapé para a frente, faça-se justiça bem a defender. Tentou subir o que é raro, pode ser que melhore com P.Sérgio a explicar-lhe como é que um lateral se movimenta.
Evaldo: Para mim a melhor contratação. Não sobe a qualquer custo, mas participa no ataque. Bem na defesa.
Torsiglieri: Parecia completamente perdido no inicio do jogo, mas está a adaptar-se a um jogo mais rápido e vai impondo o seu estilo devagar, veremos se tem o tempo que precisa.
Tonel: Primeiro golo do encontro num lance que é a sua especialidade. Levantou uma grande dúvida. Com 5 centrais parece o maior candidato à saída, deixou pelo menos o cartão de visita.
Polga: Anunciado capitão. Alguma surpresa. Bons passes nas costas dos laterais contrários. Parece seguro e estável ao contrário da última época. Juntamente com Carriço devem ser os titulares no inicio de época.
N.Coelho: A central é outra coisa. Seguro e poderoso fisicamente. Mostrou boa atitude.
P.Mendes: Está em forma, mas P.Sérgio optou por dar-lhe só um "cheiro" de bola. Segurou o centro do meio-campo com alguma dificuldade face à lentidão de Veloso.
Veloso: Ainda muito lento, deu para aquecer um pouco.
Maniche: Fez o lugar de patrão do meio-campo, mas ainda não tem poder para fazer o tal papel box-to-box. Boa partida mesmo assim com bom apoio aos médios ofensivos.
A.Santos: Este miúdo não engana. Vai dar luta pelo seu lugar no meio-campo.
A.Matias: Pouco tempo em campo para ser notado.
Valdez: Óptimos pormenores do chileno, parece que o Costinha apostou bem na sua aquisição. Com melhor forma física promete emparelhar bem com Fernnadez num ataque mais refinado.
Fernandez: Prometeu mais empenho esta época e para já mostrou uma atitude mais combativa. Talento tem e bastante magia para distribuir pelos colegas.
Vukcevic: A grande aposta de P.Sérgio tem aproveitado para se mostrar. Algo indefinida a sua posição, às vezes ala, outra descaído para o centro, ainda assim lento a distribuir mas muito combativo.Em forma deverá melhorar a sua certeza nos lances.
D.Salomão: Deverá ser emprestado, mas do mal o menos o seu nome será bem melhor cotado na escolha da equipa para jogar a próxima época. Bons detalhes e o passe para o golo de Djaló. Promete.
Djaló; Quase falhava o golo em frente ao guarda-redes, mas foi rápido na recarga e bateu o guardião francês. É rápido, muito, mas terá de ser mais assertivo nos lances.
C.Saleiro: Este avançado tem detalhes de grande jogador, mas a par de Postiga tem um grande problema, marca pouco o que é verdadeiramente uma pena.
Postiga: Esforçado, muito bem tecnicamente mas infeliz na procura do golo. Teve um bom remate a passe Saleiro. Espero que venham os golos para ver o verdadeiro Postiga esta época.
Pongolle: Mais presença, mais combatividade, mais alegria e empenho no jogo. Falta o resto, que ainda é muito, mesmo muito.
Liedson: Um par de minutos em campo e uma boa jogada e um remate, de facto o levezinho prova que quando se quer fazer a diferença em campo...fica mais fácil.
Depois disto mais treino, oxalá se confirmem os bons apontamentos deste jogo e se trabalhem as bolas paradas defensivas, venha o avançado, o guarda-redes e o extremo direito, esqueçam lá o central (temos 5) e bem devagarinho e de mansinho talvez se veja bem futebol esta época com as camisolas verde às listas.
Até breve.
Lentamente os jogadores leoninos foram ganhando confiança e no final da primeira parte o Sporting equilibrou definitivamente a partida. Até ao final da partida vimos alguns bons apontamentos de vários jogadores, mas o que se ressalva é a atitude de entrega ao jogo e a cada lance. Neste jogo tudo correu bem e com alguma sorte P.Sérgio ganha fôlego para mais uma fase da preparação.
Vamos aos leões:
Golas: Algo nervoso, atento. Com alguma sorte manteve a baliza inviolável. Deverá sair para dar lugar a um guarda-redes com mais experiência.
Tiago: Entrou já com o Lyon em queda de volume ofensivo. Mesmo assim uma boa defesa.
Patrício: Quase não foi posto à prova, esteve bem.
Abel: Seguro, ainda sem velocidade. Sentiu algumas dificuldades com bolas metidas entre si e o central. Com alguma persistência segurou os franceses do seu lado.
Pereira: Mais uma entrada a pés juntos...tem de controlar o seu ímpeto. Bom desempenho em triangulações, quando inventa perde vantagem.
Grimi: Trapalhão e pontapé para a frente, faça-se justiça bem a defender. Tentou subir o que é raro, pode ser que melhore com P.Sérgio a explicar-lhe como é que um lateral se movimenta.
Evaldo: Para mim a melhor contratação. Não sobe a qualquer custo, mas participa no ataque. Bem na defesa.
Torsiglieri: Parecia completamente perdido no inicio do jogo, mas está a adaptar-se a um jogo mais rápido e vai impondo o seu estilo devagar, veremos se tem o tempo que precisa.
Tonel: Primeiro golo do encontro num lance que é a sua especialidade. Levantou uma grande dúvida. Com 5 centrais parece o maior candidato à saída, deixou pelo menos o cartão de visita.
Polga: Anunciado capitão. Alguma surpresa. Bons passes nas costas dos laterais contrários. Parece seguro e estável ao contrário da última época. Juntamente com Carriço devem ser os titulares no inicio de época.
N.Coelho: A central é outra coisa. Seguro e poderoso fisicamente. Mostrou boa atitude.
P.Mendes: Está em forma, mas P.Sérgio optou por dar-lhe só um "cheiro" de bola. Segurou o centro do meio-campo com alguma dificuldade face à lentidão de Veloso.
Veloso: Ainda muito lento, deu para aquecer um pouco.
Maniche: Fez o lugar de patrão do meio-campo, mas ainda não tem poder para fazer o tal papel box-to-box. Boa partida mesmo assim com bom apoio aos médios ofensivos.
A.Santos: Este miúdo não engana. Vai dar luta pelo seu lugar no meio-campo.
A.Matias: Pouco tempo em campo para ser notado.
Valdez: Óptimos pormenores do chileno, parece que o Costinha apostou bem na sua aquisição. Com melhor forma física promete emparelhar bem com Fernnadez num ataque mais refinado.
Fernandez: Prometeu mais empenho esta época e para já mostrou uma atitude mais combativa. Talento tem e bastante magia para distribuir pelos colegas.
Vukcevic: A grande aposta de P.Sérgio tem aproveitado para se mostrar. Algo indefinida a sua posição, às vezes ala, outra descaído para o centro, ainda assim lento a distribuir mas muito combativo.Em forma deverá melhorar a sua certeza nos lances.
D.Salomão: Deverá ser emprestado, mas do mal o menos o seu nome será bem melhor cotado na escolha da equipa para jogar a próxima época. Bons detalhes e o passe para o golo de Djaló. Promete.
Djaló; Quase falhava o golo em frente ao guarda-redes, mas foi rápido na recarga e bateu o guardião francês. É rápido, muito, mas terá de ser mais assertivo nos lances.
C.Saleiro: Este avançado tem detalhes de grande jogador, mas a par de Postiga tem um grande problema, marca pouco o que é verdadeiramente uma pena.
Postiga: Esforçado, muito bem tecnicamente mas infeliz na procura do golo. Teve um bom remate a passe Saleiro. Espero que venham os golos para ver o verdadeiro Postiga esta época.
Pongolle: Mais presença, mais combatividade, mais alegria e empenho no jogo. Falta o resto, que ainda é muito, mesmo muito.
Liedson: Um par de minutos em campo e uma boa jogada e um remate, de facto o levezinho prova que quando se quer fazer a diferença em campo...fica mais fácil.
Depois disto mais treino, oxalá se confirmem os bons apontamentos deste jogo e se trabalhem as bolas paradas defensivas, venha o avançado, o guarda-redes e o extremo direito, esqueçam lá o central (temos 5) e bem devagarinho e de mansinho talvez se veja bem futebol esta época com as camisolas verde às listas.
Até breve.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
O bom nome
Já aqui escrevi que o que uma instituição tem de mais sagrado é o seu bom nome, o seu reconhecimento como entidade honesta e cumpridora, responsável.
A notícia está por todo o lado, Evaldo pode ser "rebuscado" ao Sporting pelo Braga por falta de cumprimento dos prazos acordados para o pagamento da primeira parcela do acordo. Pior que a notícia é a ausência de um desmentido oficial por parte da direcção de JEB. Enquanto não surge e porque pode ser verdade, não deixa de me causar espanto e algum embaraço os problemas que o Sporting tem para cumprir o saldo de dívidas que voluntariamente contraiu. Primeiro foi o Atl.Madrid, depois o FCPorto e agora o Braga, todos parecem ter razões de queixa quanto ao pagamento de transferências, o que deixa de ser um caso pontual para se transformar em problema sistemático.
Isto muda tudo. Se perguntarem a qualquer adepto leonino se querem ter jogadores novos para ter este tipo de problemas associados, acho que a esmagadora maioria preferirá um onze de miúdos de 19 anos e a manutenção de uma imagem "limpa" e responsável.
Problemas de tesouraria todos têm e se for esse o caso, o presidente do Braga (calcula-se a origem da notícia) foi um pouco precipitado. Mas, a sucessão de artigos como os que hoje se escreveram e ouviram dana a instituição muito para além do seu departamento de contabilidade. É grave e deve ser evitado a qualquer custo, mesmo que custe uma "humildade" forçada por parte de quem falha os compromissos. Espero que não cheguemos ao cúmulo de ver jogadores devolvidos. Ninguém votou em JEB para ser um "novo" Vale e Azevedo e rumores como o de hoje podem acabar com a paciência de quem já tem muito pouca.
Espero que alguém no Sporting assuma alguma responsabilidade e resolva este assunto, de preferência sem mais episódios na imprensa. Isso ou um desmentido oficial. Uma ou outra, mas nunca como...agora...em que não temos nenhuma.
Até breve
A notícia está por todo o lado, Evaldo pode ser "rebuscado" ao Sporting pelo Braga por falta de cumprimento dos prazos acordados para o pagamento da primeira parcela do acordo. Pior que a notícia é a ausência de um desmentido oficial por parte da direcção de JEB. Enquanto não surge e porque pode ser verdade, não deixa de me causar espanto e algum embaraço os problemas que o Sporting tem para cumprir o saldo de dívidas que voluntariamente contraiu. Primeiro foi o Atl.Madrid, depois o FCPorto e agora o Braga, todos parecem ter razões de queixa quanto ao pagamento de transferências, o que deixa de ser um caso pontual para se transformar em problema sistemático.
Isto muda tudo. Se perguntarem a qualquer adepto leonino se querem ter jogadores novos para ter este tipo de problemas associados, acho que a esmagadora maioria preferirá um onze de miúdos de 19 anos e a manutenção de uma imagem "limpa" e responsável.
Problemas de tesouraria todos têm e se for esse o caso, o presidente do Braga (calcula-se a origem da notícia) foi um pouco precipitado. Mas, a sucessão de artigos como os que hoje se escreveram e ouviram dana a instituição muito para além do seu departamento de contabilidade. É grave e deve ser evitado a qualquer custo, mesmo que custe uma "humildade" forçada por parte de quem falha os compromissos. Espero que não cheguemos ao cúmulo de ver jogadores devolvidos. Ninguém votou em JEB para ser um "novo" Vale e Azevedo e rumores como o de hoje podem acabar com a paciência de quem já tem muito pouca.
Espero que alguém no Sporting assuma alguma responsabilidade e resolva este assunto, de preferência sem mais episódios na imprensa. Isso ou um desmentido oficial. Uma ou outra, mas nunca como...agora...em que não temos nenhuma.
Até breve
Subscrever:
Mensagens (Atom)





