terça-feira, 27 de julho de 2010

Ainda mexe.

Afinal o plantel do Sporting ainda não está fechado. Notícias e muitas "movimentações" estão a ser feitas por Costinha e companhia no sentido de resolver casos ainda pendentes. O director desportivo e JEB bem que avisaram que os timings podem ser diferentes dos ideais, mas só irão "avançar quando todas as condições estiverem reunidas" (preço e vontade dos jogadores).

Procura-se um guarda-redes, um médio centro e um ponta de lança. O caso do extremo direito pode estar resolvido se Izmailov desistir de um processo de litígio face à multa que sofreu. A ausência de declarações do sempre "galante e corajoso" presidente do sindicato de jogadores (não o vi atacar o Benfica e FC Porto em casos recentes de castigos a jogadores) pode indicar que as partes tendem a aproximar-se.

Fala-se de Fábio do Cruzeiro para a baliza, de Zapater (depende da venda de Stojkovic) para médio por troca com Veloso e mais 10 milhões e para o lugar de avançado "ouvi dizer" que Denni Avdic e Velasquez podem ser hipótese para o insucesso à vista do empréstimo de Pavlyuchenko (depende da venda de Djaló a baixo custo).

Todas as compras estão dependentes de vendas, não há plano B, tudo depende realmente do mercado e só quando este for favorável e com propostas interessantes existirão saídas ou entradas. Era fantástico que tivéssemos a "agressividade financeira" dos nossos vizinhos da 2ª circular, mas nem sempre essa postura vai garantir um reforço substancial da equipa. A meu ver, das contratações deste ano do Benfica não deve sair nenhum titular, nem na baliza. São muitos milhões para o banco. O Porto investiu melhor, James, Moutinho e Walter devem entrar para o onze. Já o Braga, jogou na lotaria e veremos o que dão o lote de "desconhecidos" que foram contratados, Lima e Luis Aguiar são a excepção.

Esta e a próxima semana são decisivas e pode esperar-se até ao fim de Agosto até que o mercado anime e comece a dança de transferências, Manchester City, Juventus, Inter e Real Madrid estão na iminência de começar a "empurrar" o mercado. Veremos se chega "algum" aos nossos cofres.

Até breve.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A verdade dos números

Os números não mentem e a verdade é que este defeso está a ser marcado por uma forte contenção nas verbas destinadas a transferências. À excepção do Manchester City, todos os outros clubes estão a muitos milhões de euros de distância do que costumam investir. O top das transferência até ao dia de hoje é o seguinte:

D.Villa – Valência – Barcelona – 45 M
D.Silva – Valencia – City – 32M
Di Maria – Benfica – R.Madrid – 25M
Y.Toure – Barcelona – City – 20M
Adriano – Sevilha – Barcelona – 20 M
Boateng – Hamburgo – City – 15M
Bonucci – Bari – Juventus – 15M
Chygrynskiy – Barcelona - Shaktar D. – 13 M
Martinez – Juventus – Catania – 12M
T.Kroos – Leverkusen – Munich - 12M
Kjaer – Palermo – Wolfsburgo – 12M
Moutinho – Sporting – FC Porto - 11M
Felipe – D.Coruna – Atl.Madrid – 11M
Kolarov – Lazio – City – 9M
P.Leon – Getafe – R.Madrid – 9M
R.Soldado – Getafe – Valência – 9M
Obafebi Martins – Wolfsburgo – Rubin K. – 9M
DAgostino – Udinese – Fiorentina -  9M
Floccari – Lazio – Génova – 8.5M
Roberto – Atl.Madrid – Benfica – 8.5M
Gaitan – Boca Júniors – Benfica – 7.5M
J.Bryand – Rennes – Lyon – 7.5M
Eduardo – Arsenal - Shaktar D. – 7.5M
M.Janko – Salzburg – Twente – 7.5M
César – Osasuna – Marselha – 7M
Sokratis – Génova – AC Milan – 7M
Quaresma – Inter – Besiktas – 7M
J.Hernandez – Guadalajara – M.Utd – 6M
S.Canales – Santander – R.Madrid – 6M

Como é fácil de constatar, grandes clubes como Manchester United, Chelsea, Juventus, Milan, Inter, B.Munich, Arsenal ou Liverpool estão muito comedidos e apesar dos muitos rumores de grandes transferências, a verdade é que a lógica do mercado louco por este ou aquele jogador é um cenário do passado. Para quem tem vindo a proclamar que o jogador x só sai pela clausula de rescisão, por 30 ou 40 milhões, basta ver a lista anterior para entender que provavelmente se for vendido por 20 milhões será um grande negócio.

Factos como o recém eleito presidente do Barcelona ter vindo dizer que o clube está em contenção de verbas tem acontecido a uma escala global e quem dera à quase maioria dos clubes o "orçamento de contenção" catalão. Quem compra sabe que só o simples facto de ter a verba para gastar é uma vantagem substancial no negócio. Os clubes precisam de encaixes rápidos que contraponham  a contracção económica europeia, que os afecta em preços de bilheteira, merchandising, direitos de TV, etc.

A pressão para gastar bem o dinheiro é enorme e o que está a acontecer a Roberto do Benfica não irá ser um caso isolado. Isto não significa que o valor dos passes baixou, apenas quer dizer que o valor pelo qual o clube vendedor aceita transferir um jogador é bem menor do que no passado. Pode ser a crise do mercado do futebol, mas também pode ser o anúncio de uma nova economia desportiva, mais realista e até mais saudável para a competitividade entre clubes de várias dimensões.

Espero que os clubes portugueses entendam estas mudanças e não decidam vender ao desbarato. Quando há menos dinheiro não se deixa de investir, investe-se mais ainda, a diferença está apenas no grau de segurança de cada investimento. No Sporting o primeiro erro (venda deficitária) parece claramente por detectar, já o segundo pode-se dizer que foi bem assimilado, Evaldo e Valdez ficaram em margens aceitáveis para o valor concreto dos atletas, Torsiglieiri ficará para uma avaliação futura.

Até breve.

O "Recreio" Acabou

Acabou a pré-época do Sporting.
E pode até dizer-se que acabou bem, com a conquista de um (pequeno) troféu. Este torneio de NY prometia mais, mas a fraca condição das equipas inglesas fez baixar a competitividade dos encontros. Espero que Paulo Sérgio não pense que estes são os verdadeiros Tottenham e City e extraia dos dois encontros uma estrita noção de desempenho. Se o fizer está enganado. As exibições tem tanto mérito como ter jogado com um  Manchester sem Nani, Berbatov, Rooney, Vidic e Ferdinand, valem mas não é a mesma coisa.

Desta pré-época, ressaltam à vista algumas diferenças e melhorias na equipa, mas também a manutenção de dificuldades que não foram superadas:

Na baliza, parece que Tiago (contra todas as probabilidades) vai começar a titular, nem se pode dizer que Patrício tenha comprometido, mas talvez seja uma estratégia para dar mais espírito lutador ao jovem. Golas não ficou mal na fotografia e ficará no plantel se mais ninguém entrar. Um defeso inteiro com um campeonato do mundo pelo meio não chegou para resolver o problema chamado Stojkovic. Não será só culpa dele.

Na defesa continuam os problemas nas bolas paradas, está difícil de debelar uma falha que dura há demasiado tempo e que pode custar muitas derrotas em jogos a doer. Nas laterais Evaldo veio resolver o lado esquerdo, e bem. Na direita, Pereira parece seguro. No centro explodiram as soluções, e se antes havia "material" a menos, agora existe a mais. As entradas de Coelho e Torisglieri deram centímetros, mas PS irá preferir a segurança do capitão Carriço e do sub-capitão Polga. Polga parece de volta aos bons tempos e Tonel de volta aos golos. Quando já pareciam "vendidos" as suas avaliações talvez tenham feito o treinador mudar de opinião...portanto agora há 5 atletas para 2 lugares no onze.

No meio campo assistimos a uma revolução. No centro, Veloso deverá sair e Moutinho saiu mesmo. Mendes e Maniche parecem ser as apostas para jogar com 2 trincos. Ganharam a luta pelo lugar a A.Santos mas a custo, uma vez que o jovem mostrou ter a capacidade para se impor de uma forma mais consistente que por exemplo Adrien. Nas alas a chegada de Valdez e a "recuperação" de Vukcevic são grandes trunfos para a temporada. No aspecto mais negativo,  não chegou ninguém para lutar pela ala direita com o infortunado e problemático Izmailov. No mais positivo, o despontar de um grande talento chamado Salomão, pode não ser este o seu ano, mas não vão faltar oportunidades.

No ataque Liedson continua a ser a única opção de peso e a táctica de jogo com dois avançados precisa de alguém que Postiga parece querer ser. Pongolle e Saleiro estão melhores mas devem continuar no banco à espera de uma "quebra" de Postiga ou quem sabe um novo avançado. Djaló continua a aliar as grandes exibições com as nulas e para já é uma incógnita de fica ou não no plantel.

No final do último jogo que empatou contra o Tottenham, o Sporting parece deixar uma imagem de melhoria, de mais motivação, mais combate e organização. Não se transfigurou completamente. Faltaram aquisições e estabilidade para isso, mas há ideias e nota-se que estão a ser passadas com convicção aos jogadores. O melhor elogio para JEB, Costinha e PS é: parabéns fizeram uma verdadeira pré-época. Agora falta o resto.

Até breve.

domingo, 25 de julho de 2010

Ir a "Banhos"

Enquanto todos os Portugueses começam a sua época de "banhos" no mar, nas barragens, nos rios e nas piscinas, os Sportinguistas pode-se dizer que não param de levar com autênticos banhos mas de más notícias. Não são de agua fria, mas arrefecem e de que maneira os nosso ânimos.

Primeiro não vinha ninguém, depois saiu o Moutinho. Agora que estava tudo a compor-se com a entrada de um bom jogador (Valdez), a manutenção de outro (Vukcevic) e a promessa de um novo talento (Salomão) cai o maior banho de todos....a venda de Miguel Veloso pode por um bloco de gelo sobre a nossa vontade de acreditar numa equipa a que se retira dois bons jogadores e se devolve apenas um.

Maniche não tem a técnica nem a juventude de Veloso, não cobra livres nem cantos e apesar de uma voz de comando mais presente, perde a cabeça com frequência e já não dá para 90 minutos em alta rodagem. Não me venham com histórias que a entrada do pupilo de Mourinho compensará a saída de Veloso. Não compensa, nem sequer são parecidos no estilo e posição de jogo.

Moutinho não foi bem vendido, foi um péssimo negócio. Vozes existem que defendem que não tinha lugar no onze desta época, pode até ser verdade, mas tem no Porto e isso deveria obrigar-nos a pensar no que esta SAD fez, com ou sem vontade do jogador.

JEB defendeu que se o clube fosse dele não tinha vendido, deverá ser a mesma justificação com que vai iniciar a conferência de imprensa depois da venda do MV, mas aqui reside um novo problema, nenhum Sportinguista põe de parte a venda de jogadores, todos compreendem que no futebol moderno os clubes têm de deixar sair os melhores jogadores por não conseguir concorrer com os salários de outros grandes europeus.

Mas não é isso que tem acontecido no Sporting e MV prepara-se para sair para o gigante europeu...Génova e por 8 milhões de euros. Moutinho saiu para o Todo-poderoso...FCP, por 10 milhões. Algo não está bem e a única imagem que me ocorre é um leão na borda de um precipício financeiro a tentar fincar as garras em terreno sólido. Estas vendas parecem-me bem mais actos de desespero do que actos pertencentes a uma estratégia de mercado.

Querem mais banho de que isto? Mas esperem que ainda há mais. Liedson e Izmailov preparam-se para roer mais um pouco de corda e se isto continua assim, a equipa vê-se amputada de 4 dos 5 melhores jogadores. Do plantel anterior Moutinho, Carriço, Veloso, Izmailov e Liedson seguraram muitas vezes uma equipa à beira do colapso. Se têm dúvidas revejam os jogos da última época. Que transição irá ser feita para esta, quem assegura em campo a qualidade de jogo? Maniche? Torsiglieiri? Pongolle? É que Valdez e Evaldo não vão chegar.

JEB e Costinha façam-me um favor, deixem lá o Zapater no Génova, fiquem com o Veloso mais um ano e depois de um bom campeonato vendam-no pelo dobro que estão para fazer agora. Se o Zapater for assim tão bom, contratem-no. Dêem 4 milhões ao Génova e deixem-nos "secar" um pouco.

Até breve.

sábado, 24 de julho de 2010

American Dreams

O Sonho Americano traduz-se na possibilidade de qualquer que seja a origem, poder alcançar sempre grandes feitos. Este poderia ser a essência de qualquer crónica sobre a vitória de ontem do Sporting face ao Manchester City. Mas não é.

Primeiro, porque me encontro ainda em estado de choque "latente" perante a iminente venda de Veloso por8 milhões de euros ao Génova. Com Zapater ou sem Zapater será sempre muito pouco dinheiro. O jogador espanhol está avaliado em 6 milhões, pois e o Veloso em 14 milhões. A matemática aprova a troca, mas o futebol não. Veloso é um jogador cobiçado desde há anos por o top de clubes europeus. Zapater é cobiçado por quem? Não tenho nem vou ter capacidade para entender este negócio.

Segundo, porque o Sporting jogou contra uma "sombra" de adversário que só quis treinar a sua defesa e mesmo essa não sendo a titular.

Por estas razões mantenho muitas reservas quanto ao significado da partida de ontem, mesmo assim uma palavras para a pontaria de Djaló, o empenho de Postiga, a maturidade de Mendes e Maniche e a qualidade de Evaldo, Pereira, Vukcevic e Valdez. Mesmo sem o brilho de uma vitória "normal", um bom treino.

Até breve

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Olhando para a trás e para a frente












Este foi o plantel que começou a época à 2 anos atrás. Pensando que não estamos muito melhor do que nessa época, só resta dizer que estamos a ficar demasiado parecidos com a gestão do Benfica de há uns anos atrás. Sem coerência, sem dinheiro, sem honra e vitórias, mas com muitas mexidas na equipa. Para quê?

Até breve

O que significa "adorar "?

"Recusei o Génova por adoro jogar pelo Sporting."

Parece que o Miguel mudou de ideias.

A imprensa italiana dá como concluída a transferência de Miguel Veloso para o Géneova por 8 milhões de euros mais o passe de Zapater. Começo a ficar sem paciência para a venda de maçãs podres que são do mais fresco que há assim que saem de Alvalade. Quero ver a justificação de JEB ou Costinha para um negócio tão estúpido como este. Já ninguém vai engolir a seco a história do "ele quis sair".

Até breve

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Alguém viu...?

Ao olhar para os jogadores com contrato sénior com o Sporting pasmo o facto de ninguém (imprensa ou o Sporting oficialmente) saber nada sobre:

Michael Santos
Pedro Silva
Caneira
Fábio Paim
Ibrahim Rabiu
Celsinho
Purovic
Marco Matias

Podem ser cartas fora do baralho, mas ao que sei são "activos" do clube. Como não leio toda a imprensa escrita, alguém sabe o que se passa em algum destes casos?

Até breve

Celtic - Sporting (1-1)














O primeiro jogo em terras do Tio Sam, saldou-se por um empate. O adversário foi o Celtic, é uma boa equipa, fisicamente mais apta, mas claramente inferior ao Sporting.
A equipa escocesa pareceu adaptar-se melhor ao estreito terreno de jogo de Fenway Park, um estádio mítico de basebol (faltava pelo menos uns 10 metros em cada faixa lateral) e numa estratégia de contra-ataque “esperou” pelo adiantamento do Sporting para colocar a bola em Samaras e provocar algum perigo. O grego foi mesmo o melhor jogador da partida talvez a par de Vukcevic que só jogou a primeira parte.

Ficou a ideia que o Sporting podia ter ganho facilmente o jogo, falhou algumas oportunidades e sobretudo não foi objectivo nas imediações da área contrária. O Celtic beneficiou da complacência do árbitro perante o seu jogo de faltas duras e de uma penalidade um pouco forçada para se colocar em vantagem e até ao final do encontro pareceu “desejar” que o tempo passasse depressa. Apesar de ter abalado, o Sporting não caiu com o golo sofrido e Postiga acabado de substituir um Djaló completamente perdido (sem as faixas para “respirar”) marcou um golo que veio premiar a insistência leonina e a supra-motivação (onde é que andava?) de Postiga.

Fica a análise jogador a jogador:

1ª PARTE

Patrício – Boa exibição. Uma grande defesa a salvar um golo certo. Sempre certinho.
Abel – Melhor a atacar do que a defender. Apoiou bem o ataque em triangulações com Fernandez e Vukcevic. Andou “pegado” o tempo todo com Samaras o que era desnecessário para um atleta com a sua experiência.
Grimi – Mais do mesmo. Muito esquecido, numa ala esquerda inoperante.
Torsiglieri – Seguro pelo ar, foi mandão e quis sempre sair a jogar. Tem de ter mais cuidado nas jogadas de um para um, nem sempre se pode roubar a bola ao avançado e sair com a bola dominada, por vezes é melhor chutar para a linha ou canto. Nota-se evolução.
Tonel – Discreto e seguro. Não passou nada no seu raio de acção.
P.Mendes – A equipa sob a sua batuta é mais segura e mais apoiada, o melhor elogio que se pode fazer é que fez falta na segunda parte.
Veloso – Uns furos acima fisicamente. Parece um pouco trapalhão na decisão dos lances em que ataca a área. 2 ou 3 grandes passes e uma boa ocupação do terreno que talvez não cheguem para a titularidade no início da época.
Fernandez – Jogou a “8”, solto pelo campo, com a missão de vir buscar jogo ao meio campo. Desenhou bons lances e correu muito atrás da bola, tentou ligar as duas alas, naturalmente descaiu mais para o lado direito, onde tinha Abel, Vukcevic e até Veloso e menos para o lado esquerdo onde só tinha Valdez. Faltou 1 ou 2 remates para ser considerada uma boa exibição.
Valdez – Parece longe de uma boa forma física, mas mesmo assim bons lances pela ala esquerda, faltou o apoio de Grimi para poder assegurar mais jogo pelo seu lado.
Vukcevic – Que bela exibição. Tecnicamente foi o melhor da partida, fintou, rematou, fez grandes passes e conduziu muita posse de bola pela direita. Para mim é de caras um titular. O novo corte de cabelo promete um novo Montenegrino.
Saleiro – Ninguém tem dúvidas que é um bom avançado. Mas um “matador” não falha o golo que este jogador falhou. Bem a combinar com Fernandez e Valdez, perdeu uma boa oportunidade de mostrar “serviço” que para ele é o mesmo que dizer – golos.

2ª PARTE

Golas – Esteve bem. Uma boa defesa. Não teve muito trabalho, mas pareceu seguro.
Pereira – Tal como a ala esquerda da primeira parte, a da direita na segunda foi pouco produtiva. Este lateral só nos últimos 10 minutos teve bola e não se pode dizer que tenha combinado muito bem com Salomão. Mais apagado do que é costume.
Evaldo – Jogou muito e sempre bem. Mas apenas uma falha mancha toda uma exibição. Onde é que estava no lance do penalty? Pois é. Avançar sim. Descuidar o flanco não. Divide as culpas com o médio que lhe devia ter feito a compensação. A ver e rever, estas falhas.
Polga – Parece de facto o Polga mais seguro e forte das boas épocas. Para mim não teve culpa no lance do penalty, muito forçado por Samaras. O árbitro caiu na “encenação”.
N.Coelho – Tal como Tonel, com menos trabalho e muito discreto. Seguro também.
Maniche – Começou cheio de folego e acabou a passo. Bons movimentos e um grande remate que podia ter dado golo. Uns furos abaixo da exibição com o Lyon.
A.Santos – Não jogou o que sabe jogar. Esteve muito trapalhão na condução da bola e apesar de mais voluntário na procura da bola, faltou o esclarecimento e os passes que costuma ser o seu forte.
Djaló – Não se percebeu muito bem se foi colocado na ala ou no centro do terreno, talvez por essa confusão, fez 20 minutos e saiu. Parece estar a perder terreno na luta pela titularidade. A cabeça deve estar em Inglaterra, por que nos EUA, neste jogo, só esteve o corpo.
Liedson – Não é o Liedson que estamos habituados. Preso, com dificuldade em combinar com os colegas. Correu e até podia ter marcado, mas ainda falta tempo e treino ao capitão da segunda parte.
Pongolle – Continua a mostrar vontade e bom jogo. A jogada do golo do Sporting é sua e isso já mais do que tem feito nos últimos jogos. Mas espera-se mais do francês.
Salomão – A ala direita onde jogou foi quase inactiva. Não teve muita bola o que para um jogador como ele é o mesmo que não estar dentro do jogo. Não brilhou.
Postiga – A par com Vukcevic foi do melhor que se viu. Aguerrido, lutador, esclarecido, marcou um golo de cabeça a recarga a uma cabeçada ao poste de Salomão e podia ter marcado outro num remate genial de fora da área. No pouco tempo que jogou, foi um “motor” de perigo para a baliza, grande cruzamento para cabeçada de Liedson.

Resumindo, faltou muito pouco para ganhar a partida e quem sabe num campo de dimensões regulares não tivéssemos visto o “Sporting de Lyon”. Mas a verdade é que a equipa esteve menos ligada e menos objectiva em relação ao último jogo. Num jogo a sério teria jogado contra 10 ou 9, tantas as faltas que os dois médios defensivos do Celtic fizeram, algumas bem duras, para “parar” o ataque do Sporting.

Veremos no próximo jogo como evolui a tal equipa titular.

Até breve

quarta-feira, 21 de julho de 2010

As "outras" equipas

Com quase um mês de pré-época e mais de 70 nomes adiantados na imprensa como reforços, Costinha continua a ter de desmentir nome atrás de nome. Imagino que alguns nomes sugeridos tenham sido verdadeiros contactos e alvo genuíno interesse leonino, mas numa passagem rápida pelos jogadores “quase”, podíamos fazer o seguinte onze:

Na baliza, só, o titular de Portugal  - Eduardo.
Nas laterais Paulo Ferreira do Chelsea e Ansaldi, futuro lateral esquerdo da Argentina.
A centrais, Xandão e Xicão, talvez os dois melhores centrais do Brasileirão.
A trincos, apenas, Rios do Uruguai e Diego Souza.
A extremos, Quaresma e Drenthe
No apoio ao ponta de lança, Geovani dos Santos.
No centro do ataque Pavlyuchenko.

Não sei se seríamos campeões com este onze, mas que seria uma equipa competitiva, disso ninguém terá muitas dúvidas. Mas vivemos dos jogadores que temos e felizmente, não tendo estes, temos outros bons jogadores. De um onze imaginário, passamos para um onze real.

Na baliza, Rui Patrício. Talvez a maior esperança para a baliza de Portugal.
Nas faixas defensivas, Pereira e Evaldo, os “bracarenses”.
No centro da defesa, Torsiglieri e Carriço. São novos e com muito talento.
A trincos, os mundialistas Mendes e Veloso.
Nas alas, os revolucionários “Zapata” e Izmailov.
No lugar de pivot ofensivo, “MatigolFernandez.
Na frente da baliza contrária o levezinho Liedson.
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Não está nada mal, mas melhora ainda se imaginarmos que para substituir estes temos também:

A guarda-redes, o altíssimo e jovem Gola e o veterano mais veterano do clube, Tiago.
A defesas laterais, o experiente Abel e o desconcertante Grimi.
Como centrais, o “capitão” Polga, o inesperado Coelho e o goleador Tonel.
No centro, o inquieto Maniche e o talentoso A.Santos.
Nas alas, o renovadovic Vukcevic e a sensação Salomão.
A servir o avançado, o “inglês” Djaló.
A avançado centro a “Companhia do Liedson” -  Postiga, Pongolle e Saleiro.

Por entre alguns erros de casting, temos de facto valores que podem fazer desta época um percurso bem menos torturante que o da época anterior. Para começar, que tal começarmos a olhar mais para o que fica e o que chegou e um pouco menos para as capas de jornais repletas de astros fabulosos e impossíveis. Se o Sporting somos nós, isso quer dizer que nós também somos os jogadores do plantel, com virtudes e defeitos, têm contrato. Com maiores ou menores capacidades equipam de leão ao peito. Isso faz deles os nossos ídolos, eles e não outros.

Até breve.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Decisão Salomónica













A decisão de ficar com Diogo Salomão na equipa só por si já é uma novela. Mas é das boas. No argumento deste seriado, os interesses do Sporting estão sempre salvaguardados. Se ficar é bom para o Sporting, se for emprestado também.

Mas tal como o Rei Salomão se pautava por analisar todos os ângulos de um problema e decidir a bem de todas as parte, também o futuro deste jogador deve ser assegurado pensando na sua carreira e nas necessidades imediatas do clube.

Uma coisa é segura, é e será ainda mais um jogador com um futebol muito vibrante. Tal como Nani ou Ronaldo, Salomão sabe o que fazer com a bola nos pés e procura um jogo vertical em direcção à baliza. A meu ver tem uma característica que os seus antecessores não tinham (adquiriram no Manchester) é excelente nas assistências para o centro da área.

Enquanto não chega o tal extremo para competir com Izmailov na ala direita, Salomão vai ganhando pontos a cada partida e, verdade seja dita, tem mostrado uma atitude muito competitiva. No que depender do seu empenho o lugar já parece seu.

Mas na gestão de um plantel de clubes que lutam por títulos, a convocatória de cada jogo faz-se com certezas e não com esperanças. Erros passados mostram o quanto o clube dependeu da prestação elevadíssima e regular de jogadores com 1 ou 2 anos de futebol sénior.

A decisão de incluir este jogador, na minha opinião deve apenas depender da possível entrada de um jogador para o mesmo lugar com outros créditos. Se não chegar, então assim a decisão será fácil.
Um jogador com estas características não deve estar parado num banco de suplentes e qualquer que seja a opção tomada por P.Sérgio, deve ser dada primazia à evolução e desenvolvimento do mesmo.

Neste ano ou no próximo, parece que estamos perante mais uma grande descoberta dos olheiros do Sporting.

Até breve

Ser grande













A grandeza de um clube pode ser medida de várias formas, em Portugal costumamos usar a régua dos títulos. É real e na verdade é a base de sustentação de qualquer instituição que compete, as vitórias dinamizam a actualidade e trazem adeptos. Mas há mais. Gosto de pensar que os Sportinguistas são mais inteligentes que o senhor de bigode que no balcão da tasca bebe o seu copo de vinho e coçando a orelha com a unha faz comentários sobre o tempo dos 5 violinos.

Ser grande normalmente significa ter muitos adeptos, muitos sócios, uma grande massa de números que movem dinheiro, assistências no estádio, muito merchandising que se estende até ao vinho, corta-unhas e seguros automóveis. Alguns vêem para além do volume e procuram o valor, a cultura e a identidade, quanto a mim esses são os grandes clubes de futebol – as associações de ideias e formas de estar no desporto.

Se pensarmos quais são os clubes grandes do mundo, dificilmente não escolheremos o Flamengo, Boca Juniors, Ajax, Juventus, Barcelona, Real Madrid, Bordéus, Bayern Munique e Manchester United. Na última década têm aparecido outros que sendo ricos e bem geridos não são “grandes”. Clubes como o Chelsea, Zenit, PSV, Dortmund, Lyon e Twente ainda não têm história, mas têm boas gestões financeiras e desportivas. Falta-lhes a cultura e isso vem com a defesa e patrocínio de valores diferentes que os distingam da “multidão” de todos os que ganham.

Em Espanha, França, Itália e Inglaterra um clube de futebol é uma associação de adeptos da mesma região e por isso reflecte a identidade de uma cidade ou província, às vezes com línguas e nacionalidades diferentes e até movimentos separatistas associados (Barcelona, Atl.Bilbao) chega mesmo a haver clubes com identificações políticas (Lazio, Spartak Moscovo).

Em países como Portugal, mais pequeno, clubes como o Sporting não podem depender da sua cidade ou de uma região, seria possível se Lisboa não tivesse outras referências clubísticas, mas a verdade é que nem o Benfica nem o Porto entendem a sua base de “recrutamento” como regional. Precisam do espaço físico e populacional de todo o país.

Na identidade de um clube nacional, cabem demasiadas realidades, demasiados ambientes para poder existir uma homogeneidade que construa sozinha a realidade cultural do clube. Então em que diverge um adepto do Porto, Benfica e Sporting?
Na actualidade apenas a história e os jogadores, a bandeira e a camisola, o estádio e muito recentemente as estruturas comercias desenvolvidas pelas SADs.

Se olharmos num plano sociológico podemos definir um arquétipo de cada clube: o Sporting é um clube nobre, distinto, com valores e que gosta acima de tudo de bom futebol; o Benfica é um clube mais popular, habituado a ganhar e com a necessidade de grandes nomes nos seus plantéis; o Porto é um símbolo da região do Porto, do Norte que gosta de um futebol agressivo e muito objectivo.

Estes arquétipos são cada vez menos claros e visíveis por muitas razões: o Sporting e o Porto também são populares, o Benfica também conta com muitas figuras de faixas sociais ditas mais elevadas, o Porto não tem só adeptos no Norte, etc.

Actualmente, são muito mais subjectivas as razões para uma criança “adoptar” uma preferência clubística. A explicação mais óbvia é que preferirá a equipa que ganha mais aquando da sua percepção do que é o futebol´. Sendo lógica não é a única. A vitória não é a única base de angariação de novos adeptos.

Por tudo isto penso que seja urgente definir o que é o Sporting, o que é a nossa cultura, em que somos diferentes. Depois deste trabalho, temos de definitivamente investir nessa diferença, nessa imagem e projectá-la com novos métodos, adaptando a essência do clube ao futuro. Facebook, twitter, jogos de computador, música, os novos canais de comunicação necessitam de ser dinamizados em função do adepto do futuro, os seus gostos, espaço de acção, facilidade de acesso e convivência.

Nunca poderemos ter um responsável a dizer coisas como “temos de jogar à Porto” ou “investir como o Benfica” ou “o nosso treinador é o Fergusson do Sporting”. Isto é a negação de uma identidade. Pode e deve haver “benchmarking” mas sempre adaptado à nossa realidade e nunca assumido como outra.

De entre toda a trapalhada das últimas épocas, o Sporting tem um projecto que tem servido de bandeira e muitas vezes desconsiderado e maltratado. As escolas de formação de jogadores são hoje uma das mais fortes identidades e instrumento diferenciador do Sporting. Neste momento até é único à escala planetária e isso não é coisa pouca, significa muito e bom trabalho em décadas. Sucessivas direcções investiram e bem nessa diferença e posicionamento. Penso que é chegada a hora de também os adeptos compreenderem a riqueza que têm.

Um dos erros mais comuns dos adeptos é confundir as escolas com fábricas de craques, não o são apesar de darem muito ao futebol nacional e internacional. São acima de tudo espaço de desenvolvimento humano. São, digamos que Faculdades de jogadores de futebol e mais ninguém o consegue como nós. Destas faculdades saem todos os anos jogadores médios, jogadores bons e às vezes grandes jogadores. Não saem de certeza jogadores maus e isso é o sucesso das Academias do Sporting.

Várias notícias dão conta do projecto de internacionalização das Academias, com base em África, Ásia e no futuro América do Norte e Sul. É um desígnio ambicioso, mas que nos deveria orgulhar e ser estimulado com um pouco mais de interesse por parte dos sócios. Em muitos detalhes é fácil de entender que os Sportinguistas olham com alheamento os sucessos da formação o que é errado. Se o projecto for em frente com a segurança que tem tido, num futuro próximo seremos mais conhecidos pelas nossas escolas, do que pelas nossas escassas vitórias. Alguns verão nisso um problema, eu vejo um diferencial que em tudo tem bases fortíssimas para ajudar nas vitórias do futuro.

Clubes como Auxerre, Ajax, Santos e Barcelona tem usado as suas escolas de referência de formas diferentes. Diferem sobretudo na capacidade de manter os seus “canteranos”, no caso do Auxerre muito pouco tempo, no caso do Barcelona, para sempre.

Espero que consigamos no futuro próximo distinguir a árvore da floresta e apostar mais na transição do nossos atletas da formação para o futebol profissional e dar-lhe os instrumentos mentais para não caírem em extremos de confiança, às vezes demasiada, às vezes nenhuma. Um atleta tem a noção das suas capacidades e tenta ultrapassá-las, isso é o que se chama desporto. Temo que estamos a formar “assalariados” e não desportistas nos últimos tempos. A culpa não é só de quem forma, o mundo e os valores mercantilistas da sociedade pressionam demasiado, o dinheiro é tudo, os valores e a verdade não são nada.

Os meus parabéns sinceros aos profissionais que trabalharam e trabalham nas Academias do Sporting. Muito me orgulho que façam ser cada vez maior o meu clube: o Sporting.

Até breve