quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O euromilhões do Sporting















Se o JEB jogar no Euromilhões em nome do Sporting e se lhe sair o 1º prémio isolado com duplo jackpot não terá tanta sorte como trocar Cavenaghi do Bordéus por Pongolle. Se este negócio for realizado mesmo com uma verba à mistura, será uma golpada fabulosa! Daqueles negócios em que sai prestegiado todo um clube, que vai desde o presidente até ao Nuno Valente.

De mal amado por mal amado, prefiro um milhão e setecentas mil vezes o argentino, internacional, ex-River Plate. Parece-me o jogador ideal para jogar ao lado de Liedson, com mais garra e sobretudo mais poder de fogo. O único problema parece ser a realidade desta notícia. OJogo parece indicar na própria noticia alguma dificuldade do Sporting em garantir o dinheiro necessário para a contratação. 4 milhões é o preço base, mas ninguém acredita que o Bordéus venderia o jogador por essa verba e a hipótese da "moeda" Pongolle é meramente especulativa.

Esperemos pelo dia 1 de Setembro para saber se nos sai então um Euromilhões chamado Cavenaghi. Mas, antes de entrar em euforias, mais vale que esperemos sentados.

Até breve.

Não temer

Qualquer que seja o resultado do jogo desta tarde, existem dois cenários que convém reflectir. O estado da equipa e o estado dos adeptos.
É evidente a qualquer sportinguista que a equipa não produz futebol suficiente, isso nem é medível pela circunstância de perder, empatar ou ganhar. Existem jogos em que se pode ganhar por 1 penalty fortuito no final do jogo e se pode perder com a mesma situação no inverso.

É o volume de jogo, ou seja, de lances que o conjunto se superioriza ao adversário que não temos visto na equipa verde e branca. O onze, seja que táctica Paulo Sérgio desenhar, não se adapta, não se assume e domina, não pauta os 90 minutos como lhe convém, imprimindo mais ou menos velocidade. Não marca golos e isso é incompatível com qualquer dinâmica de segurança. Uma equipa para dominar o adversário tem de “saber” que lhe é superior e isso é baseado na segurança de que quando quiser é capaz de “fabricar” golos.

Quando não há golos, não há segurança e logo, não há domínio. Existe sim mais pendor ofensivo, mas isso até pode ser permitido pelo oponente para retirar benefícios em ocasiões pontuais. Foi assim que perdemos com o Paços, foi assim que sofremos dois golos do Brondby. Ninguém espera que hoje à tarde a equipa dinamarquesa jogue de igual para igual com o Sporting, irá repetir a estratégia de Alvalade e, por jogar frente aos seus adeptos, com um pouco mais de confiança.

Paulo Sérgio deverá não cometer o mesmo erro da 1ª mão e mesmo com a necessidade de não expor a equipa em esquemas de ataque continuado, pode e deve exigir mais ao seus jogadores. A questão é jogar melhor, e não, atacar mais. O desafio é marcar golos nas ocasiões que surgirem e não continuar a esbanjar 6 ou 7 oportunidades por partida.

Tudo no futebol gira à volta da eficácia. Nesta 2ª mão convém ser mais calmo e menos precipitado frente à baliza. Ninguém diz que é fácil, mas convém mostrar dentro de campo argumentos que digam claramente que o Sporting é superior ao Brondby e isso passa exclusivamente por marcar mais golos, mais 2 do que o adversário, para ser mais exacto.

Estamos perante um “ponto de viragem” na época, incrivelmente muito do que será este ano a equipa leonina jogar-se-á nesta partida. Convém pelo menos tentar a sorte e não temer a adversidade, só assim se retirará algo de bom desta eliminatória.

Até breve.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O problema

Vejo hoje na imprensa a defesa de uma regra de gestão, a meu ver absurda. O Sporting só irá contratar mais jogadores se conseguir chegar à fase de grupos da Liga Europa. Este plano, embora coerente não deixa de me parecer mais um daqueles “mandamentos” que arruínam a relação afectiva de um clube com os seus adeptos.Será mais fácil entender de conjecturarmos os dois cenários:

1/ O Sporting é eliminado
Como é óbvio, ficar de fora das competições europeias em Agosto já traumático o suficiente, mas segundo estes gestores desportivos de meia-tigela, a melhor reacção a ter quando se perde um objectivo da época é dizer aos adeptos: “Pois é meus senhores e agora como prémio de mais uma humilhação europeia, vamos dar a uma equipa que comprovadamente se mostrou fraca…nada. Aguentem-se!”

2/ O Sporting entra na fase de grupos
Depois de esmagar o Brondby em sua casa por 4-0, a equipa moralizada, vê nos dias imediatamente a seguir a uma vitória tão dinamizadora, reforços a entrar pela porta 10ª como que a dizer-lhes “Agora que fizeram o trabalho de sapa, deixem o bom para os artistas”.

Acho que quem escreveu os artigos sobre mais esta “problemática” é tão desprovido de capacidade de entender o que é gerir uma equipa como os muitos gestores de veia “Wall Street” que do relvado só conhecem o seu fornecedor e quanto custa o metro quadrado.

Espero sinceramente que JEB e Costinha sejam mais futebolisticamente sensíveis ao que uma equipa precisa para realmente o conseguir ser.

Até breve

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Deadline

Dia 23 de Agosto, uma semana apenas para o fecho das inscrições. Perdoem-me os que lêem este blog, porque lêem também a minha impaciência em surgir, com a camisola verde às listas, alguém que sirva de compensação pelas saídas de Moutinho e Veloso. Dirão alguns que esses já estão contratados. Eu concordo, mas apenas posicionalmente, ou seja, foram contratados jogadores para repor lugares vagos na mesma posição.


Quando falo em compensação, falo de talento e dimensão. Essa, está por chegar. Vejamos: Moutinho foi a melhor aquisição pelos 3 grandes portugueses e Veloso foi considerado a melhor compra no campeonato italiano. Onde está a moeda de troca? Zapater, Torsiglieri, Maniche, Evaldo, Valdez? Ok, bons jogadores, mas onde está a dimensão, a chefia da equipa, onde está o génio?


No fim da última época eram estes os lugares que todos aceitavam carenciados de reforço:

Guarda-redes
Chegou apenas o “excomungado” Stojkovic, o que até pode servir.

Defesa esquerdo
Chegou Evaldo – assunto resolvido.

Central
Chegou Torsiglieiri e Coelho – assunto resolvido com algumas reticências…ninguem sabe quantas .

Extremo esquerdo
Valdez procura a melhor forma de se entender com a equipa, mas veio resolver o problema.

Extremo direito
Os improváveis Vukcevic e Salomão estão a tentar disfarçar uma lacuna por preencher, Djaló também não tem feito por fazer esquecer as boas exibições de Izmailov no lugar.

Avançado centro
Aqui o grande problema, a prata da casa definitivamente não faz milagres e anseia-se por um novo ponta-de-lança, alguém que converta em golos o esforço de toda uma equipa.


Depois deste resumo, convém assinalar as vagas abertas pelas saídas de Veloso e Moutinho, para isso chegou apenas Zapater, embora se calcule que Maniche tenha sido pensado para o caso de Veloso sair. Mesmo assim permanecem os problemas da ala-direita, no lugar de trinco e para ponta de lança. O último é de todos o mais preocupante e não vale a pena dizer mais do que já disse neste blog sobre a questão.


É perigosa a posição à sombra de uma vitória sofrida frente a um Marítimo muito fragilizado, continuará a sê-lo mesmo que o Sporting venha da Dinamarca com o apuramento (o que precisará de uma equipa goleadora que ainda não vimos este ano) o que sem dúvida “obriga” a olhar esta última semana com alguma urgência, mesmo que se queira manter um certo “ar de calma”.


Acredito sem nenhuma reserva que esta equipa ainda não dá garantias de poder fazer um bom campeonato e existem 3 soluções para ainda tentar ajudar a qualquer coisa:
1- Despedir o treinador / 2- Contratar jogadores / 3- Não fazer nada


Se a primeira opção pode ser um pouco traumática, pelo menos podia ser um adiantamento às consequências da 3ª. Acredito (quem me dera que não) que daqui a 2 ou 3 jogos iremos estar exactamente onde estávamos no Domingo antes do jogo, com um treinador por um fio, uma equipa à deriva e logo, a 3ª alternativa é de longe a pior. A 2ª, se tal fosse possível podia levantar o moral dos adeptos e transmitir alguma expectativa pelos próximos jogos.


Mas mesmo esta opção tem detractores, os tais “adeptos-economicistas” que dizem que o futebol é uma indústria e que se deve gerir um clube como uma empresa. A estes adeptos digo-lhes, e só falando de avançados:


Pongolle tem de render? O Roberto custou mais 2 milhões de euros!
Postiga está mais trabalhador? Pois, mas as barras não dão 3 pontos.
Saleiro tem talento? E até quando vamos esperar pelos seus golos.
Djaló é um diamante? Que o vendamos a quem o saiba lapidar melhor que nós.


Se o Eskilsson ou o Valdinho (esses grandes jogadores) tivessem custado 6 milhões isso faria deles titulares à força. Não cometamos dois erros num só jogador. Contratá-lo foi mau, por a jogar insistentemente é ainda pior.


Até breve

domingo, 22 de agosto de 2010

Três pontos por um triz a três minutos do fim

Sem convencer, sem brilhar, sem segurança. Sem o que se espera poder dar confiança aos adeptos o Sporting venceu hoje o Marítimo e foi com um penalty aos 87 minutos de jogo. Foi mais do que um balão de oxigénio, foi uma verdadeira injecção de adrenalina num “corpo” em paragem cardíaca.

Numa análise mais fria, o Sporting foi o que mais tentou a vitória, muitas vezes de forma atabalhoada e ingénua, mas mérito seja dado, tentou jogar futebol. A equipa insular ao invés tentou defender bem e deixar passar o tempo, o que se notou desde o primeiro minuto com demoras sucessivas em repor a bola em jogo seja por livres, cantos, lançamentos laterais e pontapés de baliza.

Foi mesmo na baliza do Marítimo que esteve o melhor jogador da partida, o guarda-redes dos leões da Madeira Marcelo Boeck atrasou o golo dos verde-e-brancos até ao final da partida e não foi por ele que a equipa de Van der Gaag perdeu, muito pelo contrário. Paulo Sérgio iniciou a partida com Vukcevic e Djaló nas alas e um triangulo de médios com Zapater no eixo e Maniche e André Santos na descaídos nos flancos. Na prática Maniche avançava até Zapater quando a equipa atacava.

Liedson sozinho na frente teve pouco apoio e lutou muito em vão frente à defesa bastante povoada do adversário. O plano não resultou e enquanto 1ª parte entrava Polga para o lugar do contundido Pereira (desviando Carriço para lateral direito – como lutou o “capitão”!) já na 2ª parte entrariam Fernandez e Saleiro para o lugar do bravo Vukcevic (bom jogo) e do muito aceitável estreante Zapater.

Qualquer crónica que diga que o Sporting jogou bem terá de salientar que isso foi apenas válido entre os 5 e os 20 minutos da segunda parte, durante todos os outros 75 minutos do encontro foi uma sucessão de incapacidade para dominar e ineficácia para marcar. É preciso dizer uma grande verdade: foi muito pouco o distinguiu as duas equipas, o que preocupa muito mais qualquer Sportinguista .

Paulo Sérgio conseguiu uma vitória, mas muito sofrida, que espelhou acima de tudo os mesmos problemas de sempre. A continuar assim, será a época mais desastrosa dos últimos anos e fará a época anterior parecer boa. Tem de ser invertidos muitos “vícios” já instalados na equipa, falo em vícios para não dizer estilo de jogo, uma vez que me parece que é o que falta à equipa personalidade, identidade e matrizes próprias. Só assim esta vitória fará algum sentido. Esperemos pela Dinamarca para atestar da capacidade e valor de Paulo Sérgio. Esta é a sua hora, a única que irá ter para emendar os muitos erros que já foram cometidos. Costinha podia ajudar, garantindo um avançado de que precisamos como pão para a boca.

Até breve

Casos e Causus

A cada jogo que passa, o mistério parece dar lugar à desconfiança. Falo de Torsiglieri e Zapater. Foram sem dúvida as contratações mais caras este ano e ao que parece está difícil de convencerem Paulo Sérgio que podem dar um bom contributo dentro do onze titular. Mais estranho é o facto de na suas posições, N.Coelho e A.Santos não terem realizado exibições que tenham obrigatoriamente de remeter estes reforços para o banco.

 Zapater tem efectivamente as portas escancaradas para a titularidade. As razões são as piores: Pedro Mendes está lesionado, Maniche está a perder fulgor e clarividência, A.Santos tem mostrado muito nervosismo e precipitação. Veremos se é hoje que teremos a oportunidade de avaliar o que dá o espanhol que os genoveses dizem ter valido 6.5 milhões de euros na troca por Miguel Veloso.

O caso do argentino é mais complicado. É evidente que Paulo Sérgio receia a inadaptação de Torsiglieri. Convém lembrar que no último jogo em que participou o ex-Velez fez um penalty desnecessário e ingénuo, aliás como Polga e ambos parecem ter sido ultrapassados (por agora) pelo “capitão” Carriço e pelo “novato” N.Coelho. Esta dupla de centrais embora de grande futuro, não tem sido segura o suficiente. No último jogo frente ao Brondby a dupla comprometeu bastante, principalmente na marcação e na ocupação de espaços.

Mesmo assim não parece que Torsiglieri vá ter uma oportunidade tão depressa, o que só indica que ou a equipa começa a ganhar e não joga ou a equipa continua a perder e então pode ter uma oportunidade. Todos nós esperamos pela primeira e fazendo crer que assim seja, o Argentino pode se transformar no “Bollatti” do Sporting. Curiosamente ou não o Bollatti original, o do Porto, é pretendido por Costinha para o meio-campo leonino.

Não sei o que pode custar um jogador que custou á volta de 6 milhões de euros à Fiorentina a época passada e que alguns clubes do género do Liverpool estão interessados em comprar, mas estou certo de uma coisa: é mais um nome “de jornal” que não me parece lógico – joga na posição de Zapater, tem um ordenado elevado, esteve sem sucesso em Portugal .

Faltam poucos dias para fechar o prazo de inscrições e continua a faltar muita coisa em Alvalade. Sempre defendi neste blog a urgência de um avançado antes de outros reforços, mas não parece que a gestão do plantel esteja a ir nessa direcção. Se no dia 1 de Setembro olharmos para Postiga, Liedson, Pongolle e Saleiro sem um novo rival na “fotografia” estaremos a olhar para uma época a depender de “milagres” que retirem anos a Liedson e dêem confiança aos restantes. Um verdadeiro Feiticeiro de Oz no ataque da equipa.

Até breve

Dicas da semana

Desde a derrota de Quinta-Feira, a imprensa tem usado e abusado de “acenos de termómetro” onde os adeptos desde colunáveis até aos “anónimos populares” se queixam da má prestação da direcção de JEB exibida neste começo de época. Acho que estão a dar voz à sua própria opinião.

O que eu sinto é diferente. Acho que os adeptos leoninos estão socialmente atravessados de uma onda de desmotivação que não visa ninguém em particular. É inútil exercer o exercício da culpa, normalmente serve apenas para despedir mais um treinador e neste caso é óbvio que será difícil Mourinho fazer mais do Paulo Sérgio com este plantel.

Todos os sportinguistas estavam esperançados num começo com vitórias, um arranque que gerasse uma dinâmica em torno da equipa que “disfarçasse” carências bem conhecidas desta “nova” equipa. Mas não aconteceu. Culpa? Todos. O presidente escolheu o treinador e o director desportivo, o director desportivo vendeu e comprou quem quis e pode e o treinador não aceitou o cargo e nunca fez baixar as expectativas que outros menos competentes tinham traçado.

E agora? Não há equipa, não individualidades, não há reforços a chegar, não há pedra sobre pedra. O zero está a pender rapidamente para negativos. O que fazer? Escuta-me agora Costinha, “…i will say this only once…”

1-Não entrar em pânico (não despedir ninguém) e usar a imprensa para mandar mensagens de “profunda vergonha” ou “furioso” e não de “convicção em recuperação imediata” e “vamos dar tempo”.
2-Olhar de facto para o rendimento da equipa e não dar prazos irrazoáveis para que certos jogadores assumam lugares (N.Coelho, A.Santos, Maniche, Liedson, Postiga).
3-Aconselhar vivamente P.Sérgio a por a jogar Torsigleiri, Zapater e Salomão e enquanto é possível contratar um avançado de grande valor.

São apenas 3 medidas, mas serão tão mais importantes quanto a rapidez com que forem implementadas. Não serão a cura milagrosa, mas uma acção paliativa de recurso, algo coerente que “diga” à massa associativa que os responsáveis estão agir em conformidade como o seu estatuto e função.

Até breve.

sábado, 21 de agosto de 2010

O Estado de Sítio


Quando imaginei o princípio de época sempre “fiz as contas” a muitas dificuldades e a muitos contratempos. Não é fácil transfigurar uma equipa com tantas lacunas sem grandes transferências e sobretudo sem o escrutínio de um grande (experiente) treinador. Depois de 5 jogos oficiais confesso que estou a ser surpreendido pela negativa. Os grandes testes não são contra o Paços de Ferreira ou Brondby. Estava a “guardar” as derrotas e as más exibições contra Benfica, Porto, Braga e grandes equipas europeias.

É lógico que quando uma equipa tende a perder frente a adversários mais frágeis não fará o inverso contra os mais fortes, é evidente, tanto como é fácil de antever. Se o Sporting vencer o Marítimo no próximo jogo estará a dar um balão de oxigénio a Paulo Sérgio. O que à 2ª jornada é sintomático da falta de convicção das hostes leoninas na sua equipa.

Dá para entender que os próprios jogadores começam a duvidar aquilo que valem como conjunto. É notório dentro de campo, uma certa dose desconfiança no que o “outro” irá fazer com a bola. Assim se destrói uma equipa. Tem sido pior de jogo para jogo. Faltam golos para inverter o mind set de cada jogador. Quando a equipa marcar, convenientemente primeiro, veremos outras facetas, mas as de recuperação e risco que mostrou até agora a perder foram péssimas o que se exibe a Paulo Sérgio que corrija rapidamente.

Tudo está ainda no começo, mas para o Sporting de P. Sérgio tudo pode estar muito mais perto do fim. Depende de golos, vitórias, exibições credíveis. Depende de provar que não tem uma equipa completamente à deriva. Esperemos que nos prove o contrário e se for já no Domingo, em Alvalade tanto melhor.

Até breve.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fomos ao fundo!

Que fiasco este Sporting. Fraco, insípido, inofensivo. A versão de Paulo Sérgio da equipa leonina tem tantos problemas no início de época como o que tinha Carvalhal no final da anterior. Avolumam-se derrotas, más exibições e eu como adepto já estou completamente desmotivado, sem esperança, para o próximo jogo já não espero nada pois nada vi até agora.

Lá vamos nós outra vez…de quem é a culpa, do treinador, dos jogadores, do presidente, dos reforços, da defesa, do orçamento, dos assobios dos adeptos, dos penaltys por assinalar. É uma frustração comentar um jogo destes pois acho que não há culpas. Todos deram o seu melhor. Não há nada pior do que admitir que se é fraco, que não se tem talento ou engenho. Oiço neste preciso momento Maniche e PS falarem de falta de sorte e falhas em pequenos detalhes. O que vejo é totalmente diferente, vejo um Sporting que não merece sorte porque não a procura, vejo uma equipa que falha no básico do futebol, passe-desmarcação-remate.

Até agora dei sempre um desconto muito grande à prestação dos jogadores e de PS, mas jogar mal uma vez aceita-se, jogar mal 5 vezes é outra coisa. Nos dois jogos frente aos “primeiros” dinamarqueses o Sporting tinha apresentado baixos níveis de eficácia e concentração, deixando uma equipa ao nível de um clube da Liga de Honra de fim de tabela “mandar” no jogo, aconteceu na Dinamarca e em Portugal. Depois veio o Paços que implodiu a nossa defesa com 6 ou 7 oportunidades de golo. Depois de estar a perder os homens de PS ainda tiveram menos mão no jogo e o tempo foi passando sem grandes incidências.

Hoje frente ao Brondby, a equipa foi um verdadeiro poço de dúvidas, ansiedades, hesitações. Ao senhor Paulo Sérgio tenho a dizer que o Brondby não é superior em jogadores ao Sporting, portanto como se explica uma derrota por 2-0? Eficácia? Falta de confiança? Então mas…não começaram agora a época, não houve mais de 2 meses para preparar mecanismos, movimentações, planos de jogo? Tudo caiu como um castelo de cartas?

Confesso que já começo a duvidar da capacidade de Paulo Sérgio de fazer mais do que 4 ou 5 jogos como treinador dos leões. Basta uma derrota frente ao Marítimo e a eliminação confirmada na 2ª mão e para mim não haverá mais condições para PS se manter à frente do clube. Desespero? Claro! Vamos ser eliminados pelo Brondby! Perdemos com o Paços de Ferreira! Não foi por falta de sorte…desenganem-se, este dois adversários foram efectivamente superiores ao Sporting.

Já vejo futebol há muitos anos e custa-me dizer isto. O Sporting de PS até agora é mais fraco que o de Carvalhal e é mais fraco que o de Paulo Bento. Não vejo mais forma de continuar a desvalorizar as más exibições. Porquê? Porque não há boas (exibições) para contrabalançar, porque tudo tem sido mau. Evaldo safa-se num misterioso campo de ausências, ninguém está bem, ninguém marca golos, a defesa está mais nervosa, o meio campo inoperante.

- Sr. Paulo Sérgio, o que é que os jogadores estão a fazer bem?

Até breve.

Longe dos jornais, longe do coração


Até já tinha esquecido que o clube preparava uma reestruturação financeira, tanto foi o tempo que levou. Foi preciso algum esforço para me lembrar que havia uma negociação em curso com os bancos, o que só pode ser uma boa notícia para os sportinguistas. Normalmente todas as noticiais que se arrastam na pena dos nossos escribas desportivos sobe o nosso clube tendem a ser más, ou de dúbia relevância.

Pena que a Assembleia geral só vá confirmar um plano que terá no máximo reflexos nas aquisições da próxima época, este ainda será um ano de transição, não acredito que em Dezembro e Janeiro já estejam realizadas as operações que permitam injecções de capital na aquisição de activos. Mesmo assim é uma excelente notícia.

É um pouco estranha a disparidade entre os modelos financeiros de Porto, Benfica, Sporting sendo que o último é de longe o que sempre se debateu com um “sufoco” permanente quanto a gastos (provavelmente seria o mais favorável a longo prazo, mas o futebol não é uma realidade a longo prazo). Esta futura reestruturação nunca poderá colocar o clube em posição de igualdade com os seus rivais. O Porto leva muitas épocas de vitórias, boas Ligas dos Campeões e sobretudo muitas transferências. Já o Benfica tem uma base de adeptos maior e “acordados” são sempre um background de mercado bastante rentável.

Ficamos assim à espera do que pode trazer o novo modelo, espero que traga mais e melhores jogadores que é isso que precisamos. A espera pode ser longa ou não, depende acima de tudo do treinador e da actual equipa.

Até breve.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Contagem decrescente














Se Moutinho valeu 10, Veloso 7, Izmailov vale 5? É uma aritmética coerente, não lucrativa. Se olharmos à prestação do Russo na última época é um valor excelente, mas penso que a pergunta fundamental será: quem vamos buscar com 5 milhões nesta altura (com os plantéis das boas equipas fechados) que equivalha ao potencial do “czar”?

Quem deixa as contratações para os últimos dias do mercado tem este contra-tempo, as duras negociações com o clube vendedor. Existem dois casos distintos:

1-O jogador não é uma prioridade do plantel ou está à “venda”
2-O jogador entra nas contas do treinador

No primeiro caso a dúvida coloca-se sobre a qualidade e vontade do jogador em participar numa transferência. Tomando o Sporting como exemplo, um clube que queira contratar P.Silva, Caneira ou Purovic terá nos seus quadros atletas desmotivados, sem rotinas, fora de forma e com muito pouca disponibilidade de quebrar o braço de ferro que têm com o clube.

No segundo, o clube que contrata terá de despender uma verba superior ao valor do jogador e como à venda terá de corresponder uma outra compra, o processo pode ser arrastado até o clube vendedor ter uma alternativa.

Em qualquer dos casos existem duas nuances que interferem na negociação, a crise económica, que transforma qualquer clube de futebol em vendedor de activos e a estagnação do mercado de transferências que dificulta o encontro de alternativas para o caso de uma venda. Qualquer clube venderá 1 ou 2 jogadores, mas não facilitará na venda de 4 ou 5. Vejamos o caso do Benfica: saiu DiMaria com relativa facilidade, saiu Ramirez já com algumas reticências, mas David Luiz já só sairá com uma proposta “louca”.

No caso de Izma, confesso que estranho a proposta de 5 milhões por um jogador com um passado clínico recente muito desfavorável, não sei até como será avaliada a condição física do russo no fecho do contrato, mas mais uma vez penso que estaremos a falar de um contacto exploratório e não um interesse efectivo por parte do Everton.
Mesmo assim, cabe a Costinha entender o que pode neste momento fazer com a verba da venda Izmailov, se valerá a pena perder um activo que embora letigioso parece poder dar à equipa um valor difícil de encontrar no mercado por 5 milhões.

Daniel Larsson do Malmo e Alan do Braga, são excelentes jogadores, mas são alas avançados e não alas que sabem vir atrás e fechar o flanco. Nesta vertente são demasiado parecidos com Vukcevic e o que se procura é variedade de alternativas e não jogadores semelhantes.

Existe a hipótese de Matsui do Grenoble, mas desconheço o jogador, vi apenas um jogo do Japão e confesso que na altura não se deve ter destacado do colectivo para que me despertasse qualquer tipo de “atenção”. Penso que tudo dependerá mesmo da efectividade da oferta e sobre isso já estamos falados.

Até breve

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

O segredo do Insucesso (Parte 2)

Quando Liedson de esconde do jogo por falta de disponibilidade física. Quando Postiga parece rejuvenescido mas a acertar mais com a barra e os postes. Quando Pongolle continua a ser o avançado mais azarado de todos os tempos. Quando Saleiro entra em campo de braços e cabeça para baixo. Quando tudo isto acontece é difícil que qualquer estratégia atacante sirva para ganhar jogos. Existe um longo caminho a percorrer com estes avançados, penoso, lento e isso necessita de tempo. Tempo que o Sporting não tem. Foi evidente a época passada a dificuldade dos avançados leoninos em marcar golos, parece que a "enfermidade" não está curada e apesar de mais vivacidade o que é certo é que a bola continua a não entrar na baliza.

 Não houve reforços para o ataque e PS reza por um "regresso" de Liedson, um "reencontro" de Postiga, o "ressurgimento" de Pongolle e a "afirmação" de Saleiro para que a equipa facture as ocasiões que dispõe. Toda a pré-época se procurou um avançado com a secreta esperança que caísse no colo de Costinha. Não houve brindes e estamos tal e qual acabámos a época - a depender dos médios para materializar golos.

Já todos reparámos no decréscimo de Liedson, na sua dificuldade em marcar, na sua enorme "vontade" em trazer a bola até ao coração da área e rematar, porquê? Porque a bola não chega lá e porque não é um jogador de "esperar" a oportunidade. A sua impaciência retira-o da posição em que um verdadeiro avançado deve estar. Para isso, há pelo menos 3 épocas que se procura um dianteiro capaz de ocupar esses terrenos enquanto o levezinho deambula pelas faixas a lutar pelo avanço da equipa. Derlei foi o único que cumpriu essa missão.

Não é tarde para entender a carência da equipa num novo "homem-golo", a idade de Liedson obriga a que se faça o esforço para garantir esta entrada. Uma equipa não pode depender de um jogador que por muito bom que seja aos 32 anos está vulnerável a lesões e quebras de forma. É preciso, não, é obrigatório a vinda de um bom ponta-de-lança. Não Corradi´s desta vida, um jogador entre os 23 e os 27 anos que nos "descanse" deste problema eterno. Ganhar jogos implica marcar golos e sem ninguém com o faro indicado para o fazer todos os outros esforços serão inglórios.

Podemos ter um guarda-redes genial, laterais velozes, centrais altíssimos, médios pujantes, alas dinâmicos, mas sem um ponta-de-lança concretizador nada fará muita diferença. Os jogos fora com 1-0 no contra-ataque e os nulos em casa serão previsíveis. A Espanha foi Campeão do Mundo com sucessivas vitórias por 1-0, o mesmo é dizer que um golo faz toda a diferença entre o sucesso e o insucesso. Se por exemplo o Sporting tivesse jogado ainda pior na Mata Real mas tivesse marcado um golo sem sofrer nenhum, todas as crónicas seriam bem diferentes e os adeptos estariam muito mais contentes e motivados a encher o estádio. Veja-se o Porto, exibição horrível, nenhum destaque, mas marcou e está confortavelmente a gozar a semana à custa dos fracassos de Sporting e Benfica.

O futebol de hoje é assim, a exibição está directamente ligada aos golos e não às grandes jogadas, aos grandes dribles e combinações. Perdeu, então nada esteve bem. Ganhou, está tudo bem. O tempo de pedir desculpas por uma má exibição quando se ganha já lá vai. E tudo se resolveria com a contratação de um bom avançado? Querem uma aposta que sim?

Até breve.