sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um bom sorteio















Lille, Levski de Sófia e Gent. Podia ter sido pior, mas à excepção do Lille não há grandes viagens nem ambientes difíceis. O Sporting tem a obrigação de ganhar todos os jogos em casa e fazer alguns pontos fora. Assim sendo é expectável a passagem à fase seguinte, apesar de nenhum dos adversários ser “fácil”. Olhemos para quem nos calhou com mais detalhe.

OSC Lille (França)

Estádio: Nord Lille Metrópole capacidade 20.000 espectadores
Treinador: Rudi Garcia (Francês)
2009/10: 4º Classificado 70 pontos (melhor ataque da prova – 72 golos)

Destaques: Landreau (GR) Debuchy (D) Chedjou (D) Rami (D) Balmont (M) Obraniak (M) Mavuba (M) Cabaye (M) Hazard (A) Frau (A) Gervinho (A)

O Lille é uma equipa que se vem a impor na Ligue1 e pauta-se por um futebol inteligente, que sabe atacar com segurança e defensivamente é muito estável. É uma equipa aguerrida e muito rápida. Espera-se o apoio dos emigrantes portugueses no jogo fora, a cidade de Lille tem uma comunidade lusa de grande dimensão.

Levsi Sofia (Bulgária)

Estádio: Asparuhov capacidade 30.000 espectadores
Treinador: Emil Velev (Búlgaro)
2009/10: 3º Classificado (2º melhor ataque da prova – 57 golos)

Destaques: Greene (D) Joãozinho (M) Taevski (M) Dembele (A)

Nos bons velhos tempo do futebol búlgaro (anos 70 e 80) era Levski contra CSKA e mais nada, desde a década de 90 os dois grandes deste país deram o domínio a outros emblemas. Nos últimos anos têm ressurgido e aberto os seus plantéis a jogadores estrangeiros. Dificuldades económicas tornam o Levski num autêntico viveiro de jogadores que emigram rapidamente para Áustria, Turquia, Ucrânia e Rússia. 


KAA Gent (Bélgica)

Estádio: Ottenstadium capacidade 20.000 espectadores
Treinador: Preud´Homme (Belga)
2009/10: 3º Classificado (fase regular) 2º (playoff)

Destaques: Jorgacevic (GR) Suler (D) Wils (D) Smolders (M) Thijs (M) Leye (A) Ljubijankic (A)

Tal como o Genk que o Porto acaba de eliminar, o Gent (não confundir os nomes) é uma equipa ofensiva, que tem um forte apoio na base atlética dos seus jogadores. Como curiosidade assinala-se o regresso de Michell Preud´Homme a Portugal e a Lisboa desta vez como treinador.

Até breve

Com uma "equipa" é mais fácil

Tal como muitos, tinha muitas reservas quanto à capacidade do Sporting em chegar à Dinamarca e marcar 3 golos. Não é uma percepção ilógica, não é pessimismo, nem falta de fervor leonino. É um cálculo de probabilidades. Mas o futebol é um grande espectáculo e para surpresa dos que desacreditavam nas hipóteses do clube em atingir a fase de grupos, a “remontada” aconteceu. Aconteceu também a premonição de Paulo Sérgio de que “quando menos esperarem, vamos marcar 3 ou 4 golos numa partida”. Surgiu quando era mais preciso que surgisse. Ainda bem.

Já tinha escrito que ao Sporting nada mais restava do que encarar o jogo sem receios, com muita concentração e preferir a qualidade à quantidade de ataques à baliza do Brondby. Foi mais ou menos isso que aconteceu. O jogo não foi muito conseguido, a equipa continuou a construir um jogo bastante desligado, o bloco esteve mais junto e disfarçou muito mais a falta de entendimento que ainda persiste entre médios e avançados.

Houve muita garra e especialmente muita união entre os jogadores, até Vukcevic ajudou os laterais a defender, o que é um símbolo do que foi a atitude global da equipa.

Patrício – Parece diferente, mais concentrado e destemido. Salvou a eliminatória com uma monumental defesa na 2ª parte.

Abel – Discreto mas seguro. Tentou jogar sempre apoiado e não dar espaço no flanco o que conseguiu. É uma opção secundária neste momento mas provou ser válida.

Evaldo – Que jogo. Uma força dentro de campo. Começa a pagar no campo a sua transferência. O golo que marcou destaca-se, mas a sua capacidade em jogar quase a extremo é uma arma que a equipa não tinha desde um miúdo chamado Paulo Torres. Se na época passada o lateral esquerdo era o lugar mais fraco da equipa, este ano promete ser um dos mais fortes.

Carriço – É um exemplo de “alma e coração”. De facto um capitão é isso mesmo. Teve algumas hesitações a defender que foram compensadas com um “nova” habilidade em avançar com a bola e devolvê-la aos médios começando as jogadas de ataque.

Coelho – Fez uma grande partida. Nem sempre bem colocado (às vezes esquece-se de marcar o seu atacante) mas foi um “rei” nas bolas pelo ar e cedo retirou ao Brondby a opção pelo espaço aéreo. O golo que marca é um prémio à determinação que colocou dentro de campo.

Santos – Está a subir de forma. Não fez um jogo tão bom como o anterior, mas tacticamente foi decisivo ao “manter” a porta fechada a contra-ataques. Varreu todo o meio-campo à grande trinco. Adivinha-se o banco quando Zapater e Mendes “assumirem” os seus lugares naturais, o que pode parar o crescimento deste talento.

Maniche – Dedicação e concentração nunca lhe faltam, a verdade é que passou a partida inteira a correr, muito participativo no corredor direito a atacar, regressando ao meio para defender. Faltaram aqueles tiros que costumam marcar as suas exibições, preferiu o passe onde esteve sempre bem.

Djaló – Não fosse ter sido o marcador do golo da vitória e teria feito mais uma exibição muito cinzenta. Grande golo, mesmo grande. Tentou jogar, mas é um jogador que baralha demasiado os lances. Decididamente não é um médio criativo, nem um ala veloz. Na frente e em contra-ataque tem o seu espaço natural. Como se provou.

Vukcevic – Quando aliar alguma “temporização” do esforço ao seu desempenho teremos um enorme jogador no onze. Recomendo-lhe observar o Figo da segunda época no Real Madrid para que entenda como deve decidir entre a jogada individual e o passe. Tem de levantar mais a cabeça. Bom jogo mesmo assim.

Liedson – Não marca mas mói. Foi um “poço” de energia e quase sempre sozinho na frente lutou com os “armários”. Muitas bolas altas na primeira parte fizeram-no passar ao lado do jogo. Marcou um golo, mas foi mal invalidado.

Postiga – Não conseguiu entrar no jogo e voltou a ser o velho Postiga que já todos conhecemos. Foi bem substituído, tarde, mas bem.

Fernandez – Deu mais opções de saída de ataque e construção de jogo. No lance em que se isola com 3 linhas de passe deveria ter sido mais rápido a pensar, apesar desta monumental falha, foi dinâmico e a equipa ganhou com a sua “batuta”.

Valdez – Pouco tempo para se exibir, mesmo assim um grande disparo de meia distância podia ter feito dele um herói.

Saleiro – Entrou para queimar tempo e descansar a equipa.

Espera-se agora a manutenção deste “momento” e frente à Naval a mesma determinação, concentração e espírito de entreajuda. Se for assim a Figueira dificilmente será um terreno mais difícil que a Dinamarca.

Até breve

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Mais depressa eu falasse

Durou pouco este sonho chamado Cavenaghi. Foi por empréstimo para o Maillorca. Mais um nome que "aqueceu" os jornais. Fim de estória.

Até breve

O euromilhões do Sporting















Se o JEB jogar no Euromilhões em nome do Sporting e se lhe sair o 1º prémio isolado com duplo jackpot não terá tanta sorte como trocar Cavenaghi do Bordéus por Pongolle. Se este negócio for realizado mesmo com uma verba à mistura, será uma golpada fabulosa! Daqueles negócios em que sai prestegiado todo um clube, que vai desde o presidente até ao Nuno Valente.

De mal amado por mal amado, prefiro um milhão e setecentas mil vezes o argentino, internacional, ex-River Plate. Parece-me o jogador ideal para jogar ao lado de Liedson, com mais garra e sobretudo mais poder de fogo. O único problema parece ser a realidade desta notícia. OJogo parece indicar na própria noticia alguma dificuldade do Sporting em garantir o dinheiro necessário para a contratação. 4 milhões é o preço base, mas ninguém acredita que o Bordéus venderia o jogador por essa verba e a hipótese da "moeda" Pongolle é meramente especulativa.

Esperemos pelo dia 1 de Setembro para saber se nos sai então um Euromilhões chamado Cavenaghi. Mas, antes de entrar em euforias, mais vale que esperemos sentados.

Até breve.

Não temer

Qualquer que seja o resultado do jogo desta tarde, existem dois cenários que convém reflectir. O estado da equipa e o estado dos adeptos.
É evidente a qualquer sportinguista que a equipa não produz futebol suficiente, isso nem é medível pela circunstância de perder, empatar ou ganhar. Existem jogos em que se pode ganhar por 1 penalty fortuito no final do jogo e se pode perder com a mesma situação no inverso.

É o volume de jogo, ou seja, de lances que o conjunto se superioriza ao adversário que não temos visto na equipa verde e branca. O onze, seja que táctica Paulo Sérgio desenhar, não se adapta, não se assume e domina, não pauta os 90 minutos como lhe convém, imprimindo mais ou menos velocidade. Não marca golos e isso é incompatível com qualquer dinâmica de segurança. Uma equipa para dominar o adversário tem de “saber” que lhe é superior e isso é baseado na segurança de que quando quiser é capaz de “fabricar” golos.

Quando não há golos, não há segurança e logo, não há domínio. Existe sim mais pendor ofensivo, mas isso até pode ser permitido pelo oponente para retirar benefícios em ocasiões pontuais. Foi assim que perdemos com o Paços, foi assim que sofremos dois golos do Brondby. Ninguém espera que hoje à tarde a equipa dinamarquesa jogue de igual para igual com o Sporting, irá repetir a estratégia de Alvalade e, por jogar frente aos seus adeptos, com um pouco mais de confiança.

Paulo Sérgio deverá não cometer o mesmo erro da 1ª mão e mesmo com a necessidade de não expor a equipa em esquemas de ataque continuado, pode e deve exigir mais ao seus jogadores. A questão é jogar melhor, e não, atacar mais. O desafio é marcar golos nas ocasiões que surgirem e não continuar a esbanjar 6 ou 7 oportunidades por partida.

Tudo no futebol gira à volta da eficácia. Nesta 2ª mão convém ser mais calmo e menos precipitado frente à baliza. Ninguém diz que é fácil, mas convém mostrar dentro de campo argumentos que digam claramente que o Sporting é superior ao Brondby e isso passa exclusivamente por marcar mais golos, mais 2 do que o adversário, para ser mais exacto.

Estamos perante um “ponto de viragem” na época, incrivelmente muito do que será este ano a equipa leonina jogar-se-á nesta partida. Convém pelo menos tentar a sorte e não temer a adversidade, só assim se retirará algo de bom desta eliminatória.

Até breve.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

O problema

Vejo hoje na imprensa a defesa de uma regra de gestão, a meu ver absurda. O Sporting só irá contratar mais jogadores se conseguir chegar à fase de grupos da Liga Europa. Este plano, embora coerente não deixa de me parecer mais um daqueles “mandamentos” que arruínam a relação afectiva de um clube com os seus adeptos.Será mais fácil entender de conjecturarmos os dois cenários:

1/ O Sporting é eliminado
Como é óbvio, ficar de fora das competições europeias em Agosto já traumático o suficiente, mas segundo estes gestores desportivos de meia-tigela, a melhor reacção a ter quando se perde um objectivo da época é dizer aos adeptos: “Pois é meus senhores e agora como prémio de mais uma humilhação europeia, vamos dar a uma equipa que comprovadamente se mostrou fraca…nada. Aguentem-se!”

2/ O Sporting entra na fase de grupos
Depois de esmagar o Brondby em sua casa por 4-0, a equipa moralizada, vê nos dias imediatamente a seguir a uma vitória tão dinamizadora, reforços a entrar pela porta 10ª como que a dizer-lhes “Agora que fizeram o trabalho de sapa, deixem o bom para os artistas”.

Acho que quem escreveu os artigos sobre mais esta “problemática” é tão desprovido de capacidade de entender o que é gerir uma equipa como os muitos gestores de veia “Wall Street” que do relvado só conhecem o seu fornecedor e quanto custa o metro quadrado.

Espero sinceramente que JEB e Costinha sejam mais futebolisticamente sensíveis ao que uma equipa precisa para realmente o conseguir ser.

Até breve

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Deadline

Dia 23 de Agosto, uma semana apenas para o fecho das inscrições. Perdoem-me os que lêem este blog, porque lêem também a minha impaciência em surgir, com a camisola verde às listas, alguém que sirva de compensação pelas saídas de Moutinho e Veloso. Dirão alguns que esses já estão contratados. Eu concordo, mas apenas posicionalmente, ou seja, foram contratados jogadores para repor lugares vagos na mesma posição.


Quando falo em compensação, falo de talento e dimensão. Essa, está por chegar. Vejamos: Moutinho foi a melhor aquisição pelos 3 grandes portugueses e Veloso foi considerado a melhor compra no campeonato italiano. Onde está a moeda de troca? Zapater, Torsiglieri, Maniche, Evaldo, Valdez? Ok, bons jogadores, mas onde está a dimensão, a chefia da equipa, onde está o génio?


No fim da última época eram estes os lugares que todos aceitavam carenciados de reforço:

Guarda-redes
Chegou apenas o “excomungado” Stojkovic, o que até pode servir.

Defesa esquerdo
Chegou Evaldo – assunto resolvido.

Central
Chegou Torsiglieiri e Coelho – assunto resolvido com algumas reticências…ninguem sabe quantas .

Extremo esquerdo
Valdez procura a melhor forma de se entender com a equipa, mas veio resolver o problema.

Extremo direito
Os improváveis Vukcevic e Salomão estão a tentar disfarçar uma lacuna por preencher, Djaló também não tem feito por fazer esquecer as boas exibições de Izmailov no lugar.

Avançado centro
Aqui o grande problema, a prata da casa definitivamente não faz milagres e anseia-se por um novo ponta-de-lança, alguém que converta em golos o esforço de toda uma equipa.


Depois deste resumo, convém assinalar as vagas abertas pelas saídas de Veloso e Moutinho, para isso chegou apenas Zapater, embora se calcule que Maniche tenha sido pensado para o caso de Veloso sair. Mesmo assim permanecem os problemas da ala-direita, no lugar de trinco e para ponta de lança. O último é de todos o mais preocupante e não vale a pena dizer mais do que já disse neste blog sobre a questão.


É perigosa a posição à sombra de uma vitória sofrida frente a um Marítimo muito fragilizado, continuará a sê-lo mesmo que o Sporting venha da Dinamarca com o apuramento (o que precisará de uma equipa goleadora que ainda não vimos este ano) o que sem dúvida “obriga” a olhar esta última semana com alguma urgência, mesmo que se queira manter um certo “ar de calma”.


Acredito sem nenhuma reserva que esta equipa ainda não dá garantias de poder fazer um bom campeonato e existem 3 soluções para ainda tentar ajudar a qualquer coisa:
1- Despedir o treinador / 2- Contratar jogadores / 3- Não fazer nada


Se a primeira opção pode ser um pouco traumática, pelo menos podia ser um adiantamento às consequências da 3ª. Acredito (quem me dera que não) que daqui a 2 ou 3 jogos iremos estar exactamente onde estávamos no Domingo antes do jogo, com um treinador por um fio, uma equipa à deriva e logo, a 3ª alternativa é de longe a pior. A 2ª, se tal fosse possível podia levantar o moral dos adeptos e transmitir alguma expectativa pelos próximos jogos.


Mas mesmo esta opção tem detractores, os tais “adeptos-economicistas” que dizem que o futebol é uma indústria e que se deve gerir um clube como uma empresa. A estes adeptos digo-lhes, e só falando de avançados:


Pongolle tem de render? O Roberto custou mais 2 milhões de euros!
Postiga está mais trabalhador? Pois, mas as barras não dão 3 pontos.
Saleiro tem talento? E até quando vamos esperar pelos seus golos.
Djaló é um diamante? Que o vendamos a quem o saiba lapidar melhor que nós.


Se o Eskilsson ou o Valdinho (esses grandes jogadores) tivessem custado 6 milhões isso faria deles titulares à força. Não cometamos dois erros num só jogador. Contratá-lo foi mau, por a jogar insistentemente é ainda pior.


Até breve

domingo, 22 de agosto de 2010

Três pontos por um triz a três minutos do fim

Sem convencer, sem brilhar, sem segurança. Sem o que se espera poder dar confiança aos adeptos o Sporting venceu hoje o Marítimo e foi com um penalty aos 87 minutos de jogo. Foi mais do que um balão de oxigénio, foi uma verdadeira injecção de adrenalina num “corpo” em paragem cardíaca.

Numa análise mais fria, o Sporting foi o que mais tentou a vitória, muitas vezes de forma atabalhoada e ingénua, mas mérito seja dado, tentou jogar futebol. A equipa insular ao invés tentou defender bem e deixar passar o tempo, o que se notou desde o primeiro minuto com demoras sucessivas em repor a bola em jogo seja por livres, cantos, lançamentos laterais e pontapés de baliza.

Foi mesmo na baliza do Marítimo que esteve o melhor jogador da partida, o guarda-redes dos leões da Madeira Marcelo Boeck atrasou o golo dos verde-e-brancos até ao final da partida e não foi por ele que a equipa de Van der Gaag perdeu, muito pelo contrário. Paulo Sérgio iniciou a partida com Vukcevic e Djaló nas alas e um triangulo de médios com Zapater no eixo e Maniche e André Santos na descaídos nos flancos. Na prática Maniche avançava até Zapater quando a equipa atacava.

Liedson sozinho na frente teve pouco apoio e lutou muito em vão frente à defesa bastante povoada do adversário. O plano não resultou e enquanto 1ª parte entrava Polga para o lugar do contundido Pereira (desviando Carriço para lateral direito – como lutou o “capitão”!) já na 2ª parte entrariam Fernandez e Saleiro para o lugar do bravo Vukcevic (bom jogo) e do muito aceitável estreante Zapater.

Qualquer crónica que diga que o Sporting jogou bem terá de salientar que isso foi apenas válido entre os 5 e os 20 minutos da segunda parte, durante todos os outros 75 minutos do encontro foi uma sucessão de incapacidade para dominar e ineficácia para marcar. É preciso dizer uma grande verdade: foi muito pouco o distinguiu as duas equipas, o que preocupa muito mais qualquer Sportinguista .

Paulo Sérgio conseguiu uma vitória, mas muito sofrida, que espelhou acima de tudo os mesmos problemas de sempre. A continuar assim, será a época mais desastrosa dos últimos anos e fará a época anterior parecer boa. Tem de ser invertidos muitos “vícios” já instalados na equipa, falo em vícios para não dizer estilo de jogo, uma vez que me parece que é o que falta à equipa personalidade, identidade e matrizes próprias. Só assim esta vitória fará algum sentido. Esperemos pela Dinamarca para atestar da capacidade e valor de Paulo Sérgio. Esta é a sua hora, a única que irá ter para emendar os muitos erros que já foram cometidos. Costinha podia ajudar, garantindo um avançado de que precisamos como pão para a boca.

Até breve

Casos e Causus

A cada jogo que passa, o mistério parece dar lugar à desconfiança. Falo de Torsiglieri e Zapater. Foram sem dúvida as contratações mais caras este ano e ao que parece está difícil de convencerem Paulo Sérgio que podem dar um bom contributo dentro do onze titular. Mais estranho é o facto de na suas posições, N.Coelho e A.Santos não terem realizado exibições que tenham obrigatoriamente de remeter estes reforços para o banco.

 Zapater tem efectivamente as portas escancaradas para a titularidade. As razões são as piores: Pedro Mendes está lesionado, Maniche está a perder fulgor e clarividência, A.Santos tem mostrado muito nervosismo e precipitação. Veremos se é hoje que teremos a oportunidade de avaliar o que dá o espanhol que os genoveses dizem ter valido 6.5 milhões de euros na troca por Miguel Veloso.

O caso do argentino é mais complicado. É evidente que Paulo Sérgio receia a inadaptação de Torsiglieri. Convém lembrar que no último jogo em que participou o ex-Velez fez um penalty desnecessário e ingénuo, aliás como Polga e ambos parecem ter sido ultrapassados (por agora) pelo “capitão” Carriço e pelo “novato” N.Coelho. Esta dupla de centrais embora de grande futuro, não tem sido segura o suficiente. No último jogo frente ao Brondby a dupla comprometeu bastante, principalmente na marcação e na ocupação de espaços.

Mesmo assim não parece que Torsiglieri vá ter uma oportunidade tão depressa, o que só indica que ou a equipa começa a ganhar e não joga ou a equipa continua a perder e então pode ter uma oportunidade. Todos nós esperamos pela primeira e fazendo crer que assim seja, o Argentino pode se transformar no “Bollatti” do Sporting. Curiosamente ou não o Bollatti original, o do Porto, é pretendido por Costinha para o meio-campo leonino.

Não sei o que pode custar um jogador que custou á volta de 6 milhões de euros à Fiorentina a época passada e que alguns clubes do género do Liverpool estão interessados em comprar, mas estou certo de uma coisa: é mais um nome “de jornal” que não me parece lógico – joga na posição de Zapater, tem um ordenado elevado, esteve sem sucesso em Portugal .

Faltam poucos dias para fechar o prazo de inscrições e continua a faltar muita coisa em Alvalade. Sempre defendi neste blog a urgência de um avançado antes de outros reforços, mas não parece que a gestão do plantel esteja a ir nessa direcção. Se no dia 1 de Setembro olharmos para Postiga, Liedson, Pongolle e Saleiro sem um novo rival na “fotografia” estaremos a olhar para uma época a depender de “milagres” que retirem anos a Liedson e dêem confiança aos restantes. Um verdadeiro Feiticeiro de Oz no ataque da equipa.

Até breve

Dicas da semana

Desde a derrota de Quinta-Feira, a imprensa tem usado e abusado de “acenos de termómetro” onde os adeptos desde colunáveis até aos “anónimos populares” se queixam da má prestação da direcção de JEB exibida neste começo de época. Acho que estão a dar voz à sua própria opinião.

O que eu sinto é diferente. Acho que os adeptos leoninos estão socialmente atravessados de uma onda de desmotivação que não visa ninguém em particular. É inútil exercer o exercício da culpa, normalmente serve apenas para despedir mais um treinador e neste caso é óbvio que será difícil Mourinho fazer mais do Paulo Sérgio com este plantel.

Todos os sportinguistas estavam esperançados num começo com vitórias, um arranque que gerasse uma dinâmica em torno da equipa que “disfarçasse” carências bem conhecidas desta “nova” equipa. Mas não aconteceu. Culpa? Todos. O presidente escolheu o treinador e o director desportivo, o director desportivo vendeu e comprou quem quis e pode e o treinador não aceitou o cargo e nunca fez baixar as expectativas que outros menos competentes tinham traçado.

E agora? Não há equipa, não individualidades, não há reforços a chegar, não há pedra sobre pedra. O zero está a pender rapidamente para negativos. O que fazer? Escuta-me agora Costinha, “…i will say this only once…”

1-Não entrar em pânico (não despedir ninguém) e usar a imprensa para mandar mensagens de “profunda vergonha” ou “furioso” e não de “convicção em recuperação imediata” e “vamos dar tempo”.
2-Olhar de facto para o rendimento da equipa e não dar prazos irrazoáveis para que certos jogadores assumam lugares (N.Coelho, A.Santos, Maniche, Liedson, Postiga).
3-Aconselhar vivamente P.Sérgio a por a jogar Torsigleiri, Zapater e Salomão e enquanto é possível contratar um avançado de grande valor.

São apenas 3 medidas, mas serão tão mais importantes quanto a rapidez com que forem implementadas. Não serão a cura milagrosa, mas uma acção paliativa de recurso, algo coerente que “diga” à massa associativa que os responsáveis estão agir em conformidade como o seu estatuto e função.

Até breve.

sábado, 21 de agosto de 2010

O Estado de Sítio


Quando imaginei o princípio de época sempre “fiz as contas” a muitas dificuldades e a muitos contratempos. Não é fácil transfigurar uma equipa com tantas lacunas sem grandes transferências e sobretudo sem o escrutínio de um grande (experiente) treinador. Depois de 5 jogos oficiais confesso que estou a ser surpreendido pela negativa. Os grandes testes não são contra o Paços de Ferreira ou Brondby. Estava a “guardar” as derrotas e as más exibições contra Benfica, Porto, Braga e grandes equipas europeias.

É lógico que quando uma equipa tende a perder frente a adversários mais frágeis não fará o inverso contra os mais fortes, é evidente, tanto como é fácil de antever. Se o Sporting vencer o Marítimo no próximo jogo estará a dar um balão de oxigénio a Paulo Sérgio. O que à 2ª jornada é sintomático da falta de convicção das hostes leoninas na sua equipa.

Dá para entender que os próprios jogadores começam a duvidar aquilo que valem como conjunto. É notório dentro de campo, uma certa dose desconfiança no que o “outro” irá fazer com a bola. Assim se destrói uma equipa. Tem sido pior de jogo para jogo. Faltam golos para inverter o mind set de cada jogador. Quando a equipa marcar, convenientemente primeiro, veremos outras facetas, mas as de recuperação e risco que mostrou até agora a perder foram péssimas o que se exibe a Paulo Sérgio que corrija rapidamente.

Tudo está ainda no começo, mas para o Sporting de P. Sérgio tudo pode estar muito mais perto do fim. Depende de golos, vitórias, exibições credíveis. Depende de provar que não tem uma equipa completamente à deriva. Esperemos que nos prove o contrário e se for já no Domingo, em Alvalade tanto melhor.

Até breve.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Fomos ao fundo!

Que fiasco este Sporting. Fraco, insípido, inofensivo. A versão de Paulo Sérgio da equipa leonina tem tantos problemas no início de época como o que tinha Carvalhal no final da anterior. Avolumam-se derrotas, más exibições e eu como adepto já estou completamente desmotivado, sem esperança, para o próximo jogo já não espero nada pois nada vi até agora.

Lá vamos nós outra vez…de quem é a culpa, do treinador, dos jogadores, do presidente, dos reforços, da defesa, do orçamento, dos assobios dos adeptos, dos penaltys por assinalar. É uma frustração comentar um jogo destes pois acho que não há culpas. Todos deram o seu melhor. Não há nada pior do que admitir que se é fraco, que não se tem talento ou engenho. Oiço neste preciso momento Maniche e PS falarem de falta de sorte e falhas em pequenos detalhes. O que vejo é totalmente diferente, vejo um Sporting que não merece sorte porque não a procura, vejo uma equipa que falha no básico do futebol, passe-desmarcação-remate.

Até agora dei sempre um desconto muito grande à prestação dos jogadores e de PS, mas jogar mal uma vez aceita-se, jogar mal 5 vezes é outra coisa. Nos dois jogos frente aos “primeiros” dinamarqueses o Sporting tinha apresentado baixos níveis de eficácia e concentração, deixando uma equipa ao nível de um clube da Liga de Honra de fim de tabela “mandar” no jogo, aconteceu na Dinamarca e em Portugal. Depois veio o Paços que implodiu a nossa defesa com 6 ou 7 oportunidades de golo. Depois de estar a perder os homens de PS ainda tiveram menos mão no jogo e o tempo foi passando sem grandes incidências.

Hoje frente ao Brondby, a equipa foi um verdadeiro poço de dúvidas, ansiedades, hesitações. Ao senhor Paulo Sérgio tenho a dizer que o Brondby não é superior em jogadores ao Sporting, portanto como se explica uma derrota por 2-0? Eficácia? Falta de confiança? Então mas…não começaram agora a época, não houve mais de 2 meses para preparar mecanismos, movimentações, planos de jogo? Tudo caiu como um castelo de cartas?

Confesso que já começo a duvidar da capacidade de Paulo Sérgio de fazer mais do que 4 ou 5 jogos como treinador dos leões. Basta uma derrota frente ao Marítimo e a eliminação confirmada na 2ª mão e para mim não haverá mais condições para PS se manter à frente do clube. Desespero? Claro! Vamos ser eliminados pelo Brondby! Perdemos com o Paços de Ferreira! Não foi por falta de sorte…desenganem-se, este dois adversários foram efectivamente superiores ao Sporting.

Já vejo futebol há muitos anos e custa-me dizer isto. O Sporting de PS até agora é mais fraco que o de Carvalhal e é mais fraco que o de Paulo Bento. Não vejo mais forma de continuar a desvalorizar as más exibições. Porquê? Porque não há boas (exibições) para contrabalançar, porque tudo tem sido mau. Evaldo safa-se num misterioso campo de ausências, ninguém está bem, ninguém marca golos, a defesa está mais nervosa, o meio campo inoperante.

- Sr. Paulo Sérgio, o que é que os jogadores estão a fazer bem?

Até breve.