O novo folhetim de avançado já chegou. Chama-se Di Sancto é argentino e deve ter jogado umas 10 partidas nos últimos 3 anos pelo Chelsea. Habitualmente recurso para o banco quando a saga de lesões é elevada no clube de Londres. Só para ter uma ideia o jovem marcou 1 golo na última época emprestado ao Blackburn, quando participou em 22 partidas...entendem...22 jogos...1 golo. Espero que esta noticia dê tantos resultados como todas as outras, todos os outros 12 ou 13 pontas de lança já dados como "alvos" de Costinha.
Até breve
sábado, 28 de agosto de 2010
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
A sair
De uma assentada 3 saídas. Tonel, Stojkovic e Pongolle. O defesa para Zagreb, o keeper para o Partizan de Belgrado por empréstimo e o francês também por empréstimo vai para o Zaragoça. Só tenho 3 dúvidas:
1- Qual é o valor de transferência de Tonel?
2- Se o contrato de Stojkovic acaba em Junho de 2011, emprestá-lo por um ano não é a mesma coisa que o mandar embora? Quem irá pagar o seu ordenado durante esta época?
3- Colocar Pongolle no Zaragoça sem direito de opção não é pedir que passe a época no banco? O clube espanhol irá contar com Uche, internacional Nigeriano e ao que parece com Trezeguet. O nigeriano lesionado só poderá jogar em Novembro, mas mesmo assim...
Enfim, já saíram e agora esperemos por entradas. Sem Pongolle o ataque fica entregue a Liedson, Saleiro e Postiga. Se antes já era evidente que faltava um ponta de lança, agora é vital que seja contratado. Já a saída de Stojkovic não aquece nem arrefece, apesar de ser absurdo que um guarda-redes internacional da Sérvia não tenha aproveitamento no Sporting. Tonel era esperado que saísse, tenho pena que tenha de ter ido para a Croácia, claramente num passo atrás da carreira, merecia melhor.
Até breve.
1- Qual é o valor de transferência de Tonel?
2- Se o contrato de Stojkovic acaba em Junho de 2011, emprestá-lo por um ano não é a mesma coisa que o mandar embora? Quem irá pagar o seu ordenado durante esta época?
3- Colocar Pongolle no Zaragoça sem direito de opção não é pedir que passe a época no banco? O clube espanhol irá contar com Uche, internacional Nigeriano e ao que parece com Trezeguet. O nigeriano lesionado só poderá jogar em Novembro, mas mesmo assim...
Enfim, já saíram e agora esperemos por entradas. Sem Pongolle o ataque fica entregue a Liedson, Saleiro e Postiga. Se antes já era evidente que faltava um ponta de lança, agora é vital que seja contratado. Já a saída de Stojkovic não aquece nem arrefece, apesar de ser absurdo que um guarda-redes internacional da Sérvia não tenha aproveitamento no Sporting. Tonel era esperado que saísse, tenho pena que tenha de ter ido para a Croácia, claramente num passo atrás da carreira, merecia melhor.
Até breve.
Tonel no Dinamo de Zagreb
O central acaba de ser confirmado no clube croata. Aguarda-se a confirmação oficial por parte do Sporting e conhecer os valores que construíram esta transferência. Quem me dera que estivesse envolvido no negócio o internacional avançado croata de 24 anos, Rukavina.
Até breve
Até breve
A "ameaça" Minhota
Leio na blogosfera alguma inquietação leonina pela boa prestação que a equipa do Braga confirma manter esta época. Sinceramente acho precipitada e até um pouco pacóvia. Existem três grandes razões para que os sportinguistas não temam o Braga mais do que Benfica e Porto.
1/ A competitividade
O campeonato português precisa urgentemente de “novos” candidatos, o mercado é pequeno e apenas 3 clubes com aspirações a ganhar um troféu é pouco para gerar receitas e audiências. Como são negociadas as verbas da TV, geridas as bilheteiras e comercializadas as marcas é outra grande estória que não cabe neste raciocínio. O que é certo é que mais um candidato a Norte é importante, desde o Boavista que o fosso entre os grandes estava a aumentar.
2/ A efectividade
O Braga beneficia de óptimas escolhas a 2 níveis: treinadores e jogadores. O ex-director desportivo, aliás também ex-leão construiu com um presidente ambicioso, equipas sucessivamente bem treinadas e bem compostas por talento. O desperdício dos 3 grandes alimentou os plantéis do Braga numa espécie de grande máquina de reciclagem e aproveitamento de bons jogadores que despontam noutros clubes portugueses. No Braga não há procura por grandes nomes e isso é uma grande vantagem. Resta saber se nesta e noutras épocas a escolha de treinadores e jogadores se vai manter. Domingos a continuar assim sairá de certeza na próxima época e a boas prestações seguem-se muitas vendas. Este ano a coisa segue para Bingo, a ver vamos no futuro.
3/ A surpresa
O efeito surpresa da última época no campeonato está esgotado. Depois de eliminar o Sevilha também na Europa ninguém vai assumir que é fácil derrotar os arsenalistas. Isto muda muita coisa e no jogo com o Setúbal na última jornada isso foi evidente. As cautelas dos adversários serão muito diferentes e até a motivação para vencer maior. Não é fácil ser “grande” e Domingos terá de ter muito mais imaginação para “abrir” determinados jogos.
Estas são as razões principais da minha relativa calma em relação ao potencial do Braga. Não vejo uma ameaça, vejo muitas lições para serem aprendidas, especialmente no que pode ser uma boa estratégia desportiva em território nacional. Os minhotos estão a usar um espaço que lhe foi dado pela complacência do Porto, a fanfarronice do Benfica e a passividade do Sporting. Este ano, não se irá repetir nenhuma destas.
Parabéns aos adeptos, aos jogadores e técnico do Braga que terão mais um fã na Champions. Na liga é outra conversa e espero sinceramente que percam todos os jogos frente ao Sporting.
Até breve.
Um bom sorteio
Lille, Levski de Sófia e Gent. Podia ter sido pior, mas à excepção do Lille não há grandes viagens nem ambientes difíceis. O Sporting tem a obrigação de ganhar todos os jogos em casa e fazer alguns pontos fora. Assim sendo é expectável a passagem à fase seguinte, apesar de nenhum dos adversários ser “fácil”. Olhemos para quem nos calhou com mais detalhe.
OSC Lille (França)
Estádio: Nord Lille Metrópole capacidade 20.000 espectadores
Treinador: Rudi Garcia (Francês)
2009/10: 4º Classificado 70 pontos (melhor ataque da prova – 72 golos)
Destaques: Landreau (GR) Debuchy (D) Chedjou (D) Rami (D) Balmont (M) Obraniak (M) Mavuba (M) Cabaye (M) Hazard (A) Frau (A) Gervinho (A)
O Lille é uma equipa que se vem a impor na Ligue1 e pauta-se por um futebol inteligente, que sabe atacar com segurança e defensivamente é muito estável. É uma equipa aguerrida e muito rápida. Espera-se o apoio dos emigrantes portugueses no jogo fora, a cidade de Lille tem uma comunidade lusa de grande dimensão.
Levsi Sofia (Bulgária)
Estádio: Asparuhov capacidade 30.000 espectadores
Treinador: Emil Velev (Búlgaro)
2009/10: 3º Classificado (2º melhor ataque da prova – 57 golos)
Destaques: Greene (D) Joãozinho (M) Taevski (M) Dembele (A)
Nos bons velhos tempo do futebol búlgaro (anos 70 e 80) era Levski contra CSKA e mais nada, desde a década de 90 os dois grandes deste país deram o domínio a outros emblemas. Nos últimos anos têm ressurgido e aberto os seus plantéis a jogadores estrangeiros. Dificuldades económicas tornam o Levski num autêntico viveiro de jogadores que emigram rapidamente para Áustria, Turquia, Ucrânia e Rússia.
KAA Gent (Bélgica)
Estádio: Ottenstadium capacidade 20.000 espectadores
Treinador: Preud´Homme (Belga)
2009/10: 3º Classificado (fase regular) 2º (playoff)
Destaques: Jorgacevic (GR) Suler (D) Wils (D) Smolders (M) Thijs (M) Leye (A) Ljubijankic (A)
Tal como o Genk que o Porto acaba de eliminar, o Gent (não confundir os nomes) é uma equipa ofensiva, que tem um forte apoio na base atlética dos seus jogadores. Como curiosidade assinala-se o regresso de Michell Preud´Homme a Portugal e a Lisboa desta vez como treinador.
Até breve
Com uma "equipa" é mais fácil
Tal como muitos, tinha muitas reservas quanto à capacidade do Sporting em chegar à Dinamarca e marcar 3 golos. Não é uma percepção ilógica, não é pessimismo, nem falta de fervor leonino. É um cálculo de probabilidades. Mas o futebol é um grande espectáculo e para surpresa dos que desacreditavam nas hipóteses do clube em atingir a fase de grupos, a “remontada” aconteceu. Aconteceu também a premonição de Paulo Sérgio de que “quando menos esperarem, vamos marcar 3 ou 4 golos numa partida”. Surgiu quando era mais preciso que surgisse. Ainda bem.
Já tinha escrito que ao Sporting nada mais restava do que encarar o jogo sem receios, com muita concentração e preferir a qualidade à quantidade de ataques à baliza do Brondby. Foi mais ou menos isso que aconteceu. O jogo não foi muito conseguido, a equipa continuou a construir um jogo bastante desligado, o bloco esteve mais junto e disfarçou muito mais a falta de entendimento que ainda persiste entre médios e avançados.
Houve muita garra e especialmente muita união entre os jogadores, até Vukcevic ajudou os laterais a defender, o que é um símbolo do que foi a atitude global da equipa.
Patrício – Parece diferente, mais concentrado e destemido. Salvou a eliminatória com uma monumental defesa na 2ª parte.
Abel – Discreto mas seguro. Tentou jogar sempre apoiado e não dar espaço no flanco o que conseguiu. É uma opção secundária neste momento mas provou ser válida.
Evaldo – Que jogo. Uma força dentro de campo. Começa a pagar no campo a sua transferência. O golo que marcou destaca-se, mas a sua capacidade em jogar quase a extremo é uma arma que a equipa não tinha desde um miúdo chamado Paulo Torres. Se na época passada o lateral esquerdo era o lugar mais fraco da equipa, este ano promete ser um dos mais fortes.
Carriço – É um exemplo de “alma e coração”. De facto um capitão é isso mesmo. Teve algumas hesitações a defender que foram compensadas com um “nova” habilidade em avançar com a bola e devolvê-la aos médios começando as jogadas de ataque.
Coelho – Fez uma grande partida. Nem sempre bem colocado (às vezes esquece-se de marcar o seu atacante) mas foi um “rei” nas bolas pelo ar e cedo retirou ao Brondby a opção pelo espaço aéreo. O golo que marca é um prémio à determinação que colocou dentro de campo.
Santos – Está a subir de forma. Não fez um jogo tão bom como o anterior, mas tacticamente foi decisivo ao “manter” a porta fechada a contra-ataques. Varreu todo o meio-campo à grande trinco. Adivinha-se o banco quando Zapater e Mendes “assumirem” os seus lugares naturais, o que pode parar o crescimento deste talento.
Maniche – Dedicação e concentração nunca lhe faltam, a verdade é que passou a partida inteira a correr, muito participativo no corredor direito a atacar, regressando ao meio para defender. Faltaram aqueles tiros que costumam marcar as suas exibições, preferiu o passe onde esteve sempre bem.
Djaló – Não fosse ter sido o marcador do golo da vitória e teria feito mais uma exibição muito cinzenta. Grande golo, mesmo grande. Tentou jogar, mas é um jogador que baralha demasiado os lances. Decididamente não é um médio criativo, nem um ala veloz. Na frente e em contra-ataque tem o seu espaço natural. Como se provou.
Vukcevic – Quando aliar alguma “temporização” do esforço ao seu desempenho teremos um enorme jogador no onze. Recomendo-lhe observar o Figo da segunda época no Real Madrid para que entenda como deve decidir entre a jogada individual e o passe. Tem de levantar mais a cabeça. Bom jogo mesmo assim.
Liedson – Não marca mas mói. Foi um “poço” de energia e quase sempre sozinho na frente lutou com os “armários”. Muitas bolas altas na primeira parte fizeram-no passar ao lado do jogo. Marcou um golo, mas foi mal invalidado.
Postiga – Não conseguiu entrar no jogo e voltou a ser o velho Postiga que já todos conhecemos. Foi bem substituído, tarde, mas bem.
Fernandez – Deu mais opções de saída de ataque e construção de jogo. No lance em que se isola com 3 linhas de passe deveria ter sido mais rápido a pensar, apesar desta monumental falha, foi dinâmico e a equipa ganhou com a sua “batuta”.
Valdez – Pouco tempo para se exibir, mesmo assim um grande disparo de meia distância podia ter feito dele um herói.
Saleiro – Entrou para queimar tempo e descansar a equipa.
Espera-se agora a manutenção deste “momento” e frente à Naval a mesma determinação, concentração e espírito de entreajuda. Se for assim a Figueira dificilmente será um terreno mais difícil que a Dinamarca.
Até breve
Já tinha escrito que ao Sporting nada mais restava do que encarar o jogo sem receios, com muita concentração e preferir a qualidade à quantidade de ataques à baliza do Brondby. Foi mais ou menos isso que aconteceu. O jogo não foi muito conseguido, a equipa continuou a construir um jogo bastante desligado, o bloco esteve mais junto e disfarçou muito mais a falta de entendimento que ainda persiste entre médios e avançados.
Houve muita garra e especialmente muita união entre os jogadores, até Vukcevic ajudou os laterais a defender, o que é um símbolo do que foi a atitude global da equipa.
Patrício – Parece diferente, mais concentrado e destemido. Salvou a eliminatória com uma monumental defesa na 2ª parte.
Abel – Discreto mas seguro. Tentou jogar sempre apoiado e não dar espaço no flanco o que conseguiu. É uma opção secundária neste momento mas provou ser válida.
Evaldo – Que jogo. Uma força dentro de campo. Começa a pagar no campo a sua transferência. O golo que marcou destaca-se, mas a sua capacidade em jogar quase a extremo é uma arma que a equipa não tinha desde um miúdo chamado Paulo Torres. Se na época passada o lateral esquerdo era o lugar mais fraco da equipa, este ano promete ser um dos mais fortes.
Carriço – É um exemplo de “alma e coração”. De facto um capitão é isso mesmo. Teve algumas hesitações a defender que foram compensadas com um “nova” habilidade em avançar com a bola e devolvê-la aos médios começando as jogadas de ataque.
Coelho – Fez uma grande partida. Nem sempre bem colocado (às vezes esquece-se de marcar o seu atacante) mas foi um “rei” nas bolas pelo ar e cedo retirou ao Brondby a opção pelo espaço aéreo. O golo que marca é um prémio à determinação que colocou dentro de campo.
Santos – Está a subir de forma. Não fez um jogo tão bom como o anterior, mas tacticamente foi decisivo ao “manter” a porta fechada a contra-ataques. Varreu todo o meio-campo à grande trinco. Adivinha-se o banco quando Zapater e Mendes “assumirem” os seus lugares naturais, o que pode parar o crescimento deste talento.
Maniche – Dedicação e concentração nunca lhe faltam, a verdade é que passou a partida inteira a correr, muito participativo no corredor direito a atacar, regressando ao meio para defender. Faltaram aqueles tiros que costumam marcar as suas exibições, preferiu o passe onde esteve sempre bem.
Djaló – Não fosse ter sido o marcador do golo da vitória e teria feito mais uma exibição muito cinzenta. Grande golo, mesmo grande. Tentou jogar, mas é um jogador que baralha demasiado os lances. Decididamente não é um médio criativo, nem um ala veloz. Na frente e em contra-ataque tem o seu espaço natural. Como se provou.
Vukcevic – Quando aliar alguma “temporização” do esforço ao seu desempenho teremos um enorme jogador no onze. Recomendo-lhe observar o Figo da segunda época no Real Madrid para que entenda como deve decidir entre a jogada individual e o passe. Tem de levantar mais a cabeça. Bom jogo mesmo assim.
Liedson – Não marca mas mói. Foi um “poço” de energia e quase sempre sozinho na frente lutou com os “armários”. Muitas bolas altas na primeira parte fizeram-no passar ao lado do jogo. Marcou um golo, mas foi mal invalidado.
Postiga – Não conseguiu entrar no jogo e voltou a ser o velho Postiga que já todos conhecemos. Foi bem substituído, tarde, mas bem.
Fernandez – Deu mais opções de saída de ataque e construção de jogo. No lance em que se isola com 3 linhas de passe deveria ter sido mais rápido a pensar, apesar desta monumental falha, foi dinâmico e a equipa ganhou com a sua “batuta”.
Valdez – Pouco tempo para se exibir, mesmo assim um grande disparo de meia distância podia ter feito dele um herói.
Saleiro – Entrou para queimar tempo e descansar a equipa.
Espera-se agora a manutenção deste “momento” e frente à Naval a mesma determinação, concentração e espírito de entreajuda. Se for assim a Figueira dificilmente será um terreno mais difícil que a Dinamarca.
Até breve
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Mais depressa eu falasse
Durou pouco este sonho chamado Cavenaghi. Foi por empréstimo para o Maillorca. Mais um nome que "aqueceu" os jornais. Fim de estória.
Até breve
Até breve
O euromilhões do Sporting
Se o JEB jogar no Euromilhões em nome do Sporting e se lhe sair o 1º prémio isolado com duplo jackpot não terá tanta sorte como trocar Cavenaghi do Bordéus por Pongolle. Se este negócio for realizado mesmo com uma verba à mistura, será uma golpada fabulosa! Daqueles negócios em que sai prestegiado todo um clube, que vai desde o presidente até ao Nuno Valente.
De mal amado por mal amado, prefiro um milhão e setecentas mil vezes o argentino, internacional, ex-River Plate. Parece-me o jogador ideal para jogar ao lado de Liedson, com mais garra e sobretudo mais poder de fogo. O único problema parece ser a realidade desta notícia. OJogo parece indicar na própria noticia alguma dificuldade do Sporting em garantir o dinheiro necessário para a contratação. 4 milhões é o preço base, mas ninguém acredita que o Bordéus venderia o jogador por essa verba e a hipótese da "moeda" Pongolle é meramente especulativa.
Esperemos pelo dia 1 de Setembro para saber se nos sai então um Euromilhões chamado Cavenaghi. Mas, antes de entrar em euforias, mais vale que esperemos sentados.
Até breve.
Não temer
Qualquer que seja o resultado do jogo desta tarde, existem dois cenários que convém reflectir. O estado da equipa e o estado dos adeptos.
É evidente a qualquer sportinguista que a equipa não produz futebol suficiente, isso nem é medível pela circunstância de perder, empatar ou ganhar. Existem jogos em que se pode ganhar por 1 penalty fortuito no final do jogo e se pode perder com a mesma situação no inverso.
É o volume de jogo, ou seja, de lances que o conjunto se superioriza ao adversário que não temos visto na equipa verde e branca. O onze, seja que táctica Paulo Sérgio desenhar, não se adapta, não se assume e domina, não pauta os 90 minutos como lhe convém, imprimindo mais ou menos velocidade. Não marca golos e isso é incompatível com qualquer dinâmica de segurança. Uma equipa para dominar o adversário tem de “saber” que lhe é superior e isso é baseado na segurança de que quando quiser é capaz de “fabricar” golos.
Quando não há golos, não há segurança e logo, não há domínio. Existe sim mais pendor ofensivo, mas isso até pode ser permitido pelo oponente para retirar benefícios em ocasiões pontuais. Foi assim que perdemos com o Paços, foi assim que sofremos dois golos do Brondby. Ninguém espera que hoje à tarde a equipa dinamarquesa jogue de igual para igual com o Sporting, irá repetir a estratégia de Alvalade e, por jogar frente aos seus adeptos, com um pouco mais de confiança.
Paulo Sérgio deverá não cometer o mesmo erro da 1ª mão e mesmo com a necessidade de não expor a equipa em esquemas de ataque continuado, pode e deve exigir mais ao seus jogadores. A questão é jogar melhor, e não, atacar mais. O desafio é marcar golos nas ocasiões que surgirem e não continuar a esbanjar 6 ou 7 oportunidades por partida.
Tudo no futebol gira à volta da eficácia. Nesta 2ª mão convém ser mais calmo e menos precipitado frente à baliza. Ninguém diz que é fácil, mas convém mostrar dentro de campo argumentos que digam claramente que o Sporting é superior ao Brondby e isso passa exclusivamente por marcar mais golos, mais 2 do que o adversário, para ser mais exacto.
Estamos perante um “ponto de viragem” na época, incrivelmente muito do que será este ano a equipa leonina jogar-se-á nesta partida. Convém pelo menos tentar a sorte e não temer a adversidade, só assim se retirará algo de bom desta eliminatória.
Até breve.
É evidente a qualquer sportinguista que a equipa não produz futebol suficiente, isso nem é medível pela circunstância de perder, empatar ou ganhar. Existem jogos em que se pode ganhar por 1 penalty fortuito no final do jogo e se pode perder com a mesma situação no inverso.
É o volume de jogo, ou seja, de lances que o conjunto se superioriza ao adversário que não temos visto na equipa verde e branca. O onze, seja que táctica Paulo Sérgio desenhar, não se adapta, não se assume e domina, não pauta os 90 minutos como lhe convém, imprimindo mais ou menos velocidade. Não marca golos e isso é incompatível com qualquer dinâmica de segurança. Uma equipa para dominar o adversário tem de “saber” que lhe é superior e isso é baseado na segurança de que quando quiser é capaz de “fabricar” golos.
Quando não há golos, não há segurança e logo, não há domínio. Existe sim mais pendor ofensivo, mas isso até pode ser permitido pelo oponente para retirar benefícios em ocasiões pontuais. Foi assim que perdemos com o Paços, foi assim que sofremos dois golos do Brondby. Ninguém espera que hoje à tarde a equipa dinamarquesa jogue de igual para igual com o Sporting, irá repetir a estratégia de Alvalade e, por jogar frente aos seus adeptos, com um pouco mais de confiança.
Paulo Sérgio deverá não cometer o mesmo erro da 1ª mão e mesmo com a necessidade de não expor a equipa em esquemas de ataque continuado, pode e deve exigir mais ao seus jogadores. A questão é jogar melhor, e não, atacar mais. O desafio é marcar golos nas ocasiões que surgirem e não continuar a esbanjar 6 ou 7 oportunidades por partida.
Tudo no futebol gira à volta da eficácia. Nesta 2ª mão convém ser mais calmo e menos precipitado frente à baliza. Ninguém diz que é fácil, mas convém mostrar dentro de campo argumentos que digam claramente que o Sporting é superior ao Brondby e isso passa exclusivamente por marcar mais golos, mais 2 do que o adversário, para ser mais exacto.
Estamos perante um “ponto de viragem” na época, incrivelmente muito do que será este ano a equipa leonina jogar-se-á nesta partida. Convém pelo menos tentar a sorte e não temer a adversidade, só assim se retirará algo de bom desta eliminatória.
Até breve.
terça-feira, 24 de agosto de 2010
O problema
Vejo hoje na imprensa a defesa de uma regra de gestão, a meu ver absurda. O Sporting só irá contratar mais jogadores se conseguir chegar à fase de grupos da Liga Europa. Este plano, embora coerente não deixa de me parecer mais um daqueles “mandamentos” que arruínam a relação afectiva de um clube com os seus adeptos.Será mais fácil entender de conjecturarmos os dois cenários:
1/ O Sporting é eliminado
Como é óbvio, ficar de fora das competições europeias em Agosto já traumático o suficiente, mas segundo estes gestores desportivos de meia-tigela, a melhor reacção a ter quando se perde um objectivo da época é dizer aos adeptos: “Pois é meus senhores e agora como prémio de mais uma humilhação europeia, vamos dar a uma equipa que comprovadamente se mostrou fraca…nada. Aguentem-se!”
2/ O Sporting entra na fase de grupos
Depois de esmagar o Brondby em sua casa por 4-0, a equipa moralizada, vê nos dias imediatamente a seguir a uma vitória tão dinamizadora, reforços a entrar pela porta 10ª como que a dizer-lhes “Agora que fizeram o trabalho de sapa, deixem o bom para os artistas”.
Acho que quem escreveu os artigos sobre mais esta “problemática” é tão desprovido de capacidade de entender o que é gerir uma equipa como os muitos gestores de veia “Wall Street” que do relvado só conhecem o seu fornecedor e quanto custa o metro quadrado.
Espero sinceramente que JEB e Costinha sejam mais futebolisticamente sensíveis ao que uma equipa precisa para realmente o conseguir ser.
Até breve
1/ O Sporting é eliminado
Como é óbvio, ficar de fora das competições europeias em Agosto já traumático o suficiente, mas segundo estes gestores desportivos de meia-tigela, a melhor reacção a ter quando se perde um objectivo da época é dizer aos adeptos: “Pois é meus senhores e agora como prémio de mais uma humilhação europeia, vamos dar a uma equipa que comprovadamente se mostrou fraca…nada. Aguentem-se!”
2/ O Sporting entra na fase de grupos
Depois de esmagar o Brondby em sua casa por 4-0, a equipa moralizada, vê nos dias imediatamente a seguir a uma vitória tão dinamizadora, reforços a entrar pela porta 10ª como que a dizer-lhes “Agora que fizeram o trabalho de sapa, deixem o bom para os artistas”.
Acho que quem escreveu os artigos sobre mais esta “problemática” é tão desprovido de capacidade de entender o que é gerir uma equipa como os muitos gestores de veia “Wall Street” que do relvado só conhecem o seu fornecedor e quanto custa o metro quadrado.
Espero sinceramente que JEB e Costinha sejam mais futebolisticamente sensíveis ao que uma equipa precisa para realmente o conseguir ser.
Até breve
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Deadline
Dia 23 de Agosto, uma semana apenas para o fecho das inscrições. Perdoem-me os que lêem este blog, porque lêem também a minha impaciência em surgir, com a camisola verde às listas, alguém que sirva de compensação pelas saídas de Moutinho e Veloso. Dirão alguns que esses já estão contratados. Eu concordo, mas apenas posicionalmente, ou seja, foram contratados jogadores para repor lugares vagos na mesma posição.
Quando falo em compensação, falo de talento e dimensão. Essa, está por chegar. Vejamos: Moutinho foi a melhor aquisição pelos 3 grandes portugueses e Veloso foi considerado a melhor compra no campeonato italiano. Onde está a moeda de troca? Zapater, Torsiglieri, Maniche, Evaldo, Valdez? Ok, bons jogadores, mas onde está a dimensão, a chefia da equipa, onde está o génio?
No fim da última época eram estes os lugares que todos aceitavam carenciados de reforço:
Guarda-redes
Chegou apenas o “excomungado” Stojkovic, o que até pode servir.
Defesa esquerdo
Chegou Evaldo – assunto resolvido.
Central
Chegou Torsiglieiri e Coelho – assunto resolvido com algumas reticências…ninguem sabe quantas .
Extremo esquerdo
Valdez procura a melhor forma de se entender com a equipa, mas veio resolver o problema.
Extremo direito
Os improváveis Vukcevic e Salomão estão a tentar disfarçar uma lacuna por preencher, Djaló também não tem feito por fazer esquecer as boas exibições de Izmailov no lugar.
Avançado centro
Aqui o grande problema, a prata da casa definitivamente não faz milagres e anseia-se por um novo ponta-de-lança, alguém que converta em golos o esforço de toda uma equipa.
Depois deste resumo, convém assinalar as vagas abertas pelas saídas de Veloso e Moutinho, para isso chegou apenas Zapater, embora se calcule que Maniche tenha sido pensado para o caso de Veloso sair. Mesmo assim permanecem os problemas da ala-direita, no lugar de trinco e para ponta de lança. O último é de todos o mais preocupante e não vale a pena dizer mais do que já disse neste blog sobre a questão.
É perigosa a posição à sombra de uma vitória sofrida frente a um Marítimo muito fragilizado, continuará a sê-lo mesmo que o Sporting venha da Dinamarca com o apuramento (o que precisará de uma equipa goleadora que ainda não vimos este ano) o que sem dúvida “obriga” a olhar esta última semana com alguma urgência, mesmo que se queira manter um certo “ar de calma”.
Acredito sem nenhuma reserva que esta equipa ainda não dá garantias de poder fazer um bom campeonato e existem 3 soluções para ainda tentar ajudar a qualquer coisa:
1- Despedir o treinador / 2- Contratar jogadores / 3- Não fazer nada
Se a primeira opção pode ser um pouco traumática, pelo menos podia ser um adiantamento às consequências da 3ª. Acredito (quem me dera que não) que daqui a 2 ou 3 jogos iremos estar exactamente onde estávamos no Domingo antes do jogo, com um treinador por um fio, uma equipa à deriva e logo, a 3ª alternativa é de longe a pior. A 2ª, se tal fosse possível podia levantar o moral dos adeptos e transmitir alguma expectativa pelos próximos jogos.
Mas mesmo esta opção tem detractores, os tais “adeptos-economicistas” que dizem que o futebol é uma indústria e que se deve gerir um clube como uma empresa. A estes adeptos digo-lhes, e só falando de avançados:
Pongolle tem de render? O Roberto custou mais 2 milhões de euros!
Postiga está mais trabalhador? Pois, mas as barras não dão 3 pontos.
Saleiro tem talento? E até quando vamos esperar pelos seus golos.
Djaló é um diamante? Que o vendamos a quem o saiba lapidar melhor que nós.
Se o Eskilsson ou o Valdinho (esses grandes jogadores) tivessem custado 6 milhões isso faria deles titulares à força. Não cometamos dois erros num só jogador. Contratá-lo foi mau, por a jogar insistentemente é ainda pior.
Até breve
Quando falo em compensação, falo de talento e dimensão. Essa, está por chegar. Vejamos: Moutinho foi a melhor aquisição pelos 3 grandes portugueses e Veloso foi considerado a melhor compra no campeonato italiano. Onde está a moeda de troca? Zapater, Torsiglieri, Maniche, Evaldo, Valdez? Ok, bons jogadores, mas onde está a dimensão, a chefia da equipa, onde está o génio?
No fim da última época eram estes os lugares que todos aceitavam carenciados de reforço:
Guarda-redes
Chegou apenas o “excomungado” Stojkovic, o que até pode servir.
Defesa esquerdo
Chegou Evaldo – assunto resolvido.
Central
Chegou Torsiglieiri e Coelho – assunto resolvido com algumas reticências…ninguem sabe quantas .
Extremo esquerdo
Valdez procura a melhor forma de se entender com a equipa, mas veio resolver o problema.
Extremo direito
Os improváveis Vukcevic e Salomão estão a tentar disfarçar uma lacuna por preencher, Djaló também não tem feito por fazer esquecer as boas exibições de Izmailov no lugar.
Avançado centro
Aqui o grande problema, a prata da casa definitivamente não faz milagres e anseia-se por um novo ponta-de-lança, alguém que converta em golos o esforço de toda uma equipa.
Depois deste resumo, convém assinalar as vagas abertas pelas saídas de Veloso e Moutinho, para isso chegou apenas Zapater, embora se calcule que Maniche tenha sido pensado para o caso de Veloso sair. Mesmo assim permanecem os problemas da ala-direita, no lugar de trinco e para ponta de lança. O último é de todos o mais preocupante e não vale a pena dizer mais do que já disse neste blog sobre a questão.
É perigosa a posição à sombra de uma vitória sofrida frente a um Marítimo muito fragilizado, continuará a sê-lo mesmo que o Sporting venha da Dinamarca com o apuramento (o que precisará de uma equipa goleadora que ainda não vimos este ano) o que sem dúvida “obriga” a olhar esta última semana com alguma urgência, mesmo que se queira manter um certo “ar de calma”.
Acredito sem nenhuma reserva que esta equipa ainda não dá garantias de poder fazer um bom campeonato e existem 3 soluções para ainda tentar ajudar a qualquer coisa:
1- Despedir o treinador / 2- Contratar jogadores / 3- Não fazer nada
Se a primeira opção pode ser um pouco traumática, pelo menos podia ser um adiantamento às consequências da 3ª. Acredito (quem me dera que não) que daqui a 2 ou 3 jogos iremos estar exactamente onde estávamos no Domingo antes do jogo, com um treinador por um fio, uma equipa à deriva e logo, a 3ª alternativa é de longe a pior. A 2ª, se tal fosse possível podia levantar o moral dos adeptos e transmitir alguma expectativa pelos próximos jogos.
Mas mesmo esta opção tem detractores, os tais “adeptos-economicistas” que dizem que o futebol é uma indústria e que se deve gerir um clube como uma empresa. A estes adeptos digo-lhes, e só falando de avançados:
Pongolle tem de render? O Roberto custou mais 2 milhões de euros!
Postiga está mais trabalhador? Pois, mas as barras não dão 3 pontos.
Saleiro tem talento? E até quando vamos esperar pelos seus golos.
Djaló é um diamante? Que o vendamos a quem o saiba lapidar melhor que nós.
Se o Eskilsson ou o Valdinho (esses grandes jogadores) tivessem custado 6 milhões isso faria deles titulares à força. Não cometamos dois erros num só jogador. Contratá-lo foi mau, por a jogar insistentemente é ainda pior.
Até breve
domingo, 22 de agosto de 2010
Três pontos por um triz a três minutos do fim
Sem convencer, sem brilhar, sem segurança. Sem o que se espera poder dar confiança aos adeptos o Sporting venceu hoje o Marítimo e foi com um penalty aos 87 minutos de jogo. Foi mais do que um balão de oxigénio, foi uma verdadeira injecção de adrenalina num “corpo” em paragem cardíaca.
Numa análise mais fria, o Sporting foi o que mais tentou a vitória, muitas vezes de forma atabalhoada e ingénua, mas mérito seja dado, tentou jogar futebol. A equipa insular ao invés tentou defender bem e deixar passar o tempo, o que se notou desde o primeiro minuto com demoras sucessivas em repor a bola em jogo seja por livres, cantos, lançamentos laterais e pontapés de baliza.
Foi mesmo na baliza do Marítimo que esteve o melhor jogador da partida, o guarda-redes dos leões da Madeira Marcelo Boeck atrasou o golo dos verde-e-brancos até ao final da partida e não foi por ele que a equipa de Van der Gaag perdeu, muito pelo contrário. Paulo Sérgio iniciou a partida com Vukcevic e Djaló nas alas e um triangulo de médios com Zapater no eixo e Maniche e André Santos na descaídos nos flancos. Na prática Maniche avançava até Zapater quando a equipa atacava.
Liedson sozinho na frente teve pouco apoio e lutou muito em vão frente à defesa bastante povoada do adversário. O plano não resultou e enquanto 1ª parte entrava Polga para o lugar do contundido Pereira (desviando Carriço para lateral direito – como lutou o “capitão”!) já na 2ª parte entrariam Fernandez e Saleiro para o lugar do bravo Vukcevic (bom jogo) e do muito aceitável estreante Zapater.
Qualquer crónica que diga que o Sporting jogou bem terá de salientar que isso foi apenas válido entre os 5 e os 20 minutos da segunda parte, durante todos os outros 75 minutos do encontro foi uma sucessão de incapacidade para dominar e ineficácia para marcar. É preciso dizer uma grande verdade: foi muito pouco o distinguiu as duas equipas, o que preocupa muito mais qualquer Sportinguista .
Paulo Sérgio conseguiu uma vitória, mas muito sofrida, que espelhou acima de tudo os mesmos problemas de sempre. A continuar assim, será a época mais desastrosa dos últimos anos e fará a época anterior parecer boa. Tem de ser invertidos muitos “vícios” já instalados na equipa, falo em vícios para não dizer estilo de jogo, uma vez que me parece que é o que falta à equipa personalidade, identidade e matrizes próprias. Só assim esta vitória fará algum sentido. Esperemos pela Dinamarca para atestar da capacidade e valor de Paulo Sérgio. Esta é a sua hora, a única que irá ter para emendar os muitos erros que já foram cometidos. Costinha podia ajudar, garantindo um avançado de que precisamos como pão para a boca.
Até breve
Numa análise mais fria, o Sporting foi o que mais tentou a vitória, muitas vezes de forma atabalhoada e ingénua, mas mérito seja dado, tentou jogar futebol. A equipa insular ao invés tentou defender bem e deixar passar o tempo, o que se notou desde o primeiro minuto com demoras sucessivas em repor a bola em jogo seja por livres, cantos, lançamentos laterais e pontapés de baliza.
Foi mesmo na baliza do Marítimo que esteve o melhor jogador da partida, o guarda-redes dos leões da Madeira Marcelo Boeck atrasou o golo dos verde-e-brancos até ao final da partida e não foi por ele que a equipa de Van der Gaag perdeu, muito pelo contrário. Paulo Sérgio iniciou a partida com Vukcevic e Djaló nas alas e um triangulo de médios com Zapater no eixo e Maniche e André Santos na descaídos nos flancos. Na prática Maniche avançava até Zapater quando a equipa atacava.
Liedson sozinho na frente teve pouco apoio e lutou muito em vão frente à defesa bastante povoada do adversário. O plano não resultou e enquanto 1ª parte entrava Polga para o lugar do contundido Pereira (desviando Carriço para lateral direito – como lutou o “capitão”!) já na 2ª parte entrariam Fernandez e Saleiro para o lugar do bravo Vukcevic (bom jogo) e do muito aceitável estreante Zapater.
Qualquer crónica que diga que o Sporting jogou bem terá de salientar que isso foi apenas válido entre os 5 e os 20 minutos da segunda parte, durante todos os outros 75 minutos do encontro foi uma sucessão de incapacidade para dominar e ineficácia para marcar. É preciso dizer uma grande verdade: foi muito pouco o distinguiu as duas equipas, o que preocupa muito mais qualquer Sportinguista .
Paulo Sérgio conseguiu uma vitória, mas muito sofrida, que espelhou acima de tudo os mesmos problemas de sempre. A continuar assim, será a época mais desastrosa dos últimos anos e fará a época anterior parecer boa. Tem de ser invertidos muitos “vícios” já instalados na equipa, falo em vícios para não dizer estilo de jogo, uma vez que me parece que é o que falta à equipa personalidade, identidade e matrizes próprias. Só assim esta vitória fará algum sentido. Esperemos pela Dinamarca para atestar da capacidade e valor de Paulo Sérgio. Esta é a sua hora, a única que irá ter para emendar os muitos erros que já foram cometidos. Costinha podia ajudar, garantindo um avançado de que precisamos como pão para a boca.
Até breve
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