Um.
Paulo Bento quis sair. JEB inebriado por uma esmagadora vitória nas urnas leoninas, encheu-se de uma vontade de agradecer a tudo e a todos. Apanhou o treinador demissionário na saída da porta e anunciando-lhe um novo tempo, convidou-o para ser o seu braço direito. Paulo Bento aceitou, talvez por ser um homem de lutas e árduas batalhas, talvez por uma promessa de talento que chegaria. Não chegou. JEB nunca conseguiria colocar o clube numa rota de mudança, algo que manifestasse uma diferença de politica. Trocou Pedro Barbosa por Sá Pinto e a tríade parecia imparável. Bettencourt, Bento e Sá Pinto. Saíram os dois e talvez a maior dose de culpa fosse de quem ficou.
Dois.
Esgotados, fartos, desmotivados, os sócios recebiam a promessa de um novo técnico como uma luz ao fundo de um enorme túnel. A luz piscou e com o anúncio do nome, desapareceu. Carlos Carvalhal dificilmente vestiria o manto de "herói" do Sporting quando tinha sido despedido sem honra à 5ª ou 6ª jornada pelo Marítimo. Não se lhe conhecia melhor proeza do que 2 boas temporadas no Leixões e Vitória de Setúbal, o que para um Sporting é muito pouco. Esperou-se pouco de CC e pouco foi o que se viu. A equipa entrou em piloto automático até às últimas jornadas e teve um vislumbre de glória na Liga Europa. Depois de um repetido expressar de "recados" para a direcção, Carvalhal saiu sem uma palavra de JEB, que se esforçou tanto por defende-lo como se deve esforçar para beber uma bica.
Três.
Dir-se-ia que depois de dois treinadores jovens "destemidos" e "aventureiros", JEB iria optar por um currículo mais seguro, um treinador com mais batalhas no buço, mais medalhas no cachaço. E....hã...Paulo Sérgio. A luz ao fundo do túnel já não piscava e a maior parte dos adeptos fez por esquecer que precisa de luz. Todos nós adeptos nos programámos para uma época "às escuras".
Mas a alma sportinguista é feita de uma esperança eterna e ilógica. Depois de uma boa digressão pelos EUA e alguns reforços com qualidade, os adeptos ganham um pequeno balão de inspiração e esperança. Cai o caso Moutinho, que derrotou mais do que 20 derrotas com o Celtic. Sem moeda de troca vende-se Veloso por dinheiro e um jogador que à 4ª jornada ainda não "nos disse nada". Não vieram também atacantes, apesar de toda a gente, toda a gente, toda a gente, repito....toda a gente assinalar a carência de um bom avançado.
Não sei quanto tempo deverá demorar este 3º treinador de JEB, mas se perder em Lille e na Luz, por mim podemos começar a dizer que à "quarta é de vez". Não estou a falar da hipótese de JEB acertar na escolha, estou a falar de demitir quem quer que tenha escolhido Carvalhal e Paulo Sérgio, se foi Costinha...então que seja Costinha, alguém tem de explicar porque é que em 1 ano e meio podemos estar perante o 3º despedimento, o que dá menos de 6 meses para cada um...a culpa é do treinador? Elucidativo.
Até breve.
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sábado, 11 de setembro de 2010
O pequeno Sporting
Existem poucos momentos numa época em que uma equipa pode ascender a um estatuto superior. É um pouco como nos videojogos em que ao completar com distinção um nível existe um último desafio que decide tudo. Pois frente ao Olhanense o Sporting tinha um último desafio em que podia ter conquistado muito. Mas ao não o fazer mostrou ainda não estar preparado para subir de nível.
Se vencesse o clube Algarvio, o Sporting mostrava estar a ganhar uma dinâmica de vitórias, colocava pressão sobre Porto e Braga e punha os Benfas a ter pesadelos com o derby. Nada disso. Mostramos ao país que não somos assim tão ameaçadores. Mal Paulo Sérgio, que teima em não entender alguns grandes detalhes que um treinador de um grande tem de tirar de letra. Quanto tempo demorou PS a entender que a equipa estava "presa" e não conseguia ultrapassar os muros que Daúto Faquirá levantou?
O Olhanense entrou em campo exactamente como o Marítimo e o tempo foi passando. Fui contando o tempo entre jogadas perigosas do Sporting e é regularmente de 15 em 15 minutos. Com 3 jogadas de perigo por cada metade é impossível encostar uma equipa. Não entendo a eternidade que levou PS a interiorizar que Djaló não dá para jogar na frente contra equipas que defendem 97% do tempo.
Patricio
Bem. Sem trabalho.
Pereira
Muito esforço, pouco esclarecimento. Desfoca-se do jogo por vezes.
Evaldo
Preso durante quase toda a partida e ignorado pelos médios centro.
Coelho
Pouco trabalho, concentrado
Carriço
Nos dois lances em que foi superado, um saio um amarelo e noutro contou com a aselhice do avançado para passar incólume. Muito precipitado a fazer faltas.
A.Santos
Dos melhores, mesmo assim tem de ser envolver mais em missões atacantes.
Maniche
Bom jogo, algo hesitante em aparecer em frente à área. Esforçou-se por dar bolas aos alas.
Fernandez
Não teve espaço e foi marcado pelos médios algarvios. Em queda exibicional outra vez.
Valdez
É bom jogador mas esteve longe de resolver bem as boas bolas que teve na linha. Egoísta, visou várias vezes à baliza quando tinha melhores opções no passe.
Liedson
Um jogo à Postiga. Bola na trave e mais nada. Em baixo de forma o levezinho.
Djaló
Já nem atribuo a culpa por mais um jogo desperdiçado. PS queimou um jogador e uma substituição.
Vukcevic
Entrou tarde, abanou o jogo e foi pena não ter tido mais tempo de jogo.
Saleiro
Continua a desperdiçar golos e pontos ao Sporting. Definitivamente não é avançado para clube grande.
Postiga
5 minutos e nada de especial a salientar.
Posto isto, e depois da vitória do Porto, resta ir a França ganhar e ir à Luz ganhar. Se estes dois resultados acontecerem talvez uma nova oportunidade surja para colocar este Sporting na secção dos "big boys" da Liga em vez da 2ª linha a que os clubes de Lisboa parecem relegados depois dos bons arranques de Porto e Braga. Mas para já voltamos a uma semana de esmorecimento que já nem a época miserável do Benfica vai disfarçar.
Até breve.
Se vencesse o clube Algarvio, o Sporting mostrava estar a ganhar uma dinâmica de vitórias, colocava pressão sobre Porto e Braga e punha os Benfas a ter pesadelos com o derby. Nada disso. Mostramos ao país que não somos assim tão ameaçadores. Mal Paulo Sérgio, que teima em não entender alguns grandes detalhes que um treinador de um grande tem de tirar de letra. Quanto tempo demorou PS a entender que a equipa estava "presa" e não conseguia ultrapassar os muros que Daúto Faquirá levantou?
O Olhanense entrou em campo exactamente como o Marítimo e o tempo foi passando. Fui contando o tempo entre jogadas perigosas do Sporting e é regularmente de 15 em 15 minutos. Com 3 jogadas de perigo por cada metade é impossível encostar uma equipa. Não entendo a eternidade que levou PS a interiorizar que Djaló não dá para jogar na frente contra equipas que defendem 97% do tempo.
Patricio
Bem. Sem trabalho.
Pereira
Muito esforço, pouco esclarecimento. Desfoca-se do jogo por vezes.
Evaldo
Preso durante quase toda a partida e ignorado pelos médios centro.
Coelho
Pouco trabalho, concentrado
Carriço
Nos dois lances em que foi superado, um saio um amarelo e noutro contou com a aselhice do avançado para passar incólume. Muito precipitado a fazer faltas.
A.Santos
Dos melhores, mesmo assim tem de ser envolver mais em missões atacantes.
Maniche
Bom jogo, algo hesitante em aparecer em frente à área. Esforçou-se por dar bolas aos alas.
Fernandez
Não teve espaço e foi marcado pelos médios algarvios. Em queda exibicional outra vez.
Valdez
É bom jogador mas esteve longe de resolver bem as boas bolas que teve na linha. Egoísta, visou várias vezes à baliza quando tinha melhores opções no passe.
Liedson
Um jogo à Postiga. Bola na trave e mais nada. Em baixo de forma o levezinho.
Djaló
Já nem atribuo a culpa por mais um jogo desperdiçado. PS queimou um jogador e uma substituição.
Vukcevic
Entrou tarde, abanou o jogo e foi pena não ter tido mais tempo de jogo.
Saleiro
Continua a desperdiçar golos e pontos ao Sporting. Definitivamente não é avançado para clube grande.
Postiga
5 minutos e nada de especial a salientar.
Posto isto, e depois da vitória do Porto, resta ir a França ganhar e ir à Luz ganhar. Se estes dois resultados acontecerem talvez uma nova oportunidade surja para colocar este Sporting na secção dos "big boys" da Liga em vez da 2ª linha a que os clubes de Lisboa parecem relegados depois dos bons arranques de Porto e Braga. Mas para já voltamos a uma semana de esmorecimento que já nem a época miserável do Benfica vai disfarçar.
Até breve.
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Não houve colo
Depois de dizer que "estamos muito melhor que há duas semanas" na véspera, Jesus averbou mais uma derrota. Mas o melhor foi mesmo o que fez no flash interview da SportTV, ao dar o arranque da jornada de vitimização que vamos poder assistir durante a próxima semana até ao derby de Domingo. O Benfica perdeu e na próxima jornada terá a corda na garganta.
O que Jesus e mais tarde Rui Costa, não disseram foi que o Guimarães jogou melhor, teve mais oportunidades e que ao final da 4ª jornada, o Benfica tem 3 pontos em 12 possíveis. Mas para os benfas isso não interessa, o que convém é mesmo é começar já a condicionar o árbitro que subirá ao relvado da Luz para apitar o jogo com o Sporting. Espero que os responsáveis do Sporting façam uma boa "defesa" da isenção que se pretende para o derby. Não me apetece nada ir à Luz pagar a factura do colinho que não houve em Guimarães.
Admira-me também o tratamento da imprensa, autenticamente a empatizar com a suposta injustiça de Olegário Benquerença. Se fosse o Sporting, teriam dito e comentado que o treinador e o director desportivo estariam a desviar a atenção dos adeptos para a incapacidade da equipa. Diferenças.
Este fim-de-semana começa bem.
O que Jesus e mais tarde Rui Costa, não disseram foi que o Guimarães jogou melhor, teve mais oportunidades e que ao final da 4ª jornada, o Benfica tem 3 pontos em 12 possíveis. Mas para os benfas isso não interessa, o que convém é mesmo é começar já a condicionar o árbitro que subirá ao relvado da Luz para apitar o jogo com o Sporting. Espero que os responsáveis do Sporting façam uma boa "defesa" da isenção que se pretende para o derby. Não me apetece nada ir à Luz pagar a factura do colinho que não houve em Guimarães.
Admira-me também o tratamento da imprensa, autenticamente a empatizar com a suposta injustiça de Olegário Benquerença. Se fosse o Sporting, teriam dito e comentado que o treinador e o director desportivo estariam a desviar a atenção dos adeptos para a incapacidade da equipa. Diferenças.
Este fim-de-semana começa bem.
Olho para Olhão
No próximo Sábado, o Sporting defronta o Olhanense. Apesar do favoritismo claro, é preciso olhar este clube Algarvio com alguma desconfiança. Não vi nenhum jogo da equipa de Faquirá, mas a julgar por outras equipas que já orientou, deverá chegar a Alvalade para jogar bem fechado lá atrás e espreitar o contra-ataque, principalmente na segunda parte e se o marcador se mantiver a zeros. É sempre a mesma estratégia, perder tempo desde o primeiro minuto, tentar enervar os jogadores do Sporting mais criativos com faltas constantes, por 4 defesas, 3 trincos e 3 homens rápidos na frente.
Mas conhecendo a táctica há que olhar para quem representa esta época o clube de Olhão. No plantel existem bons jogadores como os "leões" Ricardo Baptista, Carlos Fernandes, João Gonçalves, Mexer, Paulo Renato e Paulo Sérgio. Somam-se Moretto (espero que esteja naquelas noites azaradas que só ele sabe ter), Lulinha, Jorge Gonçalves, Rui Duarte, Djalmir e Yontcha. Não é evidentemente uma equipa fraca. Espero que seja um daqueles jogos "tornados" fáceis, ao marcar cedo e manter a vontade de marcar mais golos. Tenho bem vincada ainda a aflição contra o Marítimo, com uma primeira parte completamente desperdiçada em movimentações estéreis.
Não sei se a táctica de 4-2-3-1 será para manter, ou se PS adaptará os mesmos jogadores num 4-1-4-1 ou num 4-1-3-2 com Maniche a avançar (em ataque) até à linha composta por Valdez, Fernandez,e Djaló, ou manter Maniche mais atrás e chamando Vukcevic para o lugar de Valdez, adiantando Djaló. Confesso que a jogar em casa, frente a um adversário defensivo, Djaló deverá fazer mais um jogo sem espaço e sem linhas abertas para a baliza e logo, passar ao lado da partida. Se estivesse no lugar do treinador do Sporting preferiria talvez Saleiro ou Postiga em prejuízo de um Djaló ponta-de-lança.
Seja qual for a táctica, era excelente continuar a ganhar jogos e se possível pelos 3 golos com que brindámos os últimos 2 adversários. Na baliza já sabemos que vamos ter Patricio, o que é bom para o jogador, saber que só pelo mérito de Hildebrand e o seu demérito perderá a titularidade. Ele e qualquer jogador do Sporting devem entender a entrada no onze como uma conquista permanentemente e não um estatuto que se adquire no principio da época.
Até breve
Mas conhecendo a táctica há que olhar para quem representa esta época o clube de Olhão. No plantel existem bons jogadores como os "leões" Ricardo Baptista, Carlos Fernandes, João Gonçalves, Mexer, Paulo Renato e Paulo Sérgio. Somam-se Moretto (espero que esteja naquelas noites azaradas que só ele sabe ter), Lulinha, Jorge Gonçalves, Rui Duarte, Djalmir e Yontcha. Não é evidentemente uma equipa fraca. Espero que seja um daqueles jogos "tornados" fáceis, ao marcar cedo e manter a vontade de marcar mais golos. Tenho bem vincada ainda a aflição contra o Marítimo, com uma primeira parte completamente desperdiçada em movimentações estéreis.
Não sei se a táctica de 4-2-3-1 será para manter, ou se PS adaptará os mesmos jogadores num 4-1-4-1 ou num 4-1-3-2 com Maniche a avançar (em ataque) até à linha composta por Valdez, Fernandez,e Djaló, ou manter Maniche mais atrás e chamando Vukcevic para o lugar de Valdez, adiantando Djaló. Confesso que a jogar em casa, frente a um adversário defensivo, Djaló deverá fazer mais um jogo sem espaço e sem linhas abertas para a baliza e logo, passar ao lado da partida. Se estivesse no lugar do treinador do Sporting preferiria talvez Saleiro ou Postiga em prejuízo de um Djaló ponta-de-lança.
Seja qual for a táctica, era excelente continuar a ganhar jogos e se possível pelos 3 golos com que brindámos os últimos 2 adversários. Na baliza já sabemos que vamos ter Patricio, o que é bom para o jogador, saber que só pelo mérito de Hildebrand e o seu demérito perderá a titularidade. Ele e qualquer jogador do Sporting devem entender a entrada no onze como uma conquista permanentemente e não um estatuto que se adquire no principio da época.
Até breve
O regresso da ambição...e do risco
Aprovada a reestruturação financeira do clube, JEB inicia um novo tempo no Sporting. Um tempo em que terá mais capacidade orçamental para gerir o clube e garantir o acesso a outro nível de jogadores e treinadores. Para trás fica um outro clube, porventura mais calculista, realista e assente na premissa de recorrer à Academia para construir planteis após planteis. Também neste virar de página se abandona a ideia que o Sporting pode competir com Benfica e Porto com menos de metade dos seus orçamentos.
Todos sabemos que este novo modelo por si não faz melhores contratações, não programa melhor os calendários competitivos, não escolhe directores desportivos. Mas teremos todos de admitir que existem diferenças entre deixar sair o capitão do clube para um rival directo e renovar o contrato (nem que seja para o vender num momento mais apropriado) existem diferenças. É esta nova janela de oportunidade que pode interromper a verdadeira “depressão” que se instalou nos adeptos leoninos. Não é fácil para ninguém ver que não tem os argumentos dos seus adversários e querer na mesma ganhar derbys, ganhar títulos.
Esta Assembleia inaugura o ano de 2010 como um verdadeiro ano zero, como uma fase de transição em que se espera o regresso de um clube à sua matiz competidora, ambiciosa e apesar de mais arriscada, com mais hipóteses de sucesso. Os arautos da desgraça calar-se-ão à primeira grande vitória sobre um rival ou uma série ganhadora de vários jogos. Leio na blogosfera que alguns acham que esta mudança é dar “pérolas a porcos”, estes alguns que não referem qual seria a melhor alternativa, uma vez que não gostam também do modelo actual.
Acho que podemos e devemos usar da nossa inteligência para acompanhar o dia-a-dia do clube. Podemos e devemos criticar a Direcção, o treinador e os jogadores. Mas qualquer que seja a crítica, não deve chegar solteira, ou seja, eu posso dizer “eu não concordo”, mas devo também acrescentar o porquê, lugar onde devo explicar as alternativas que a meu ver seriam mais viáveis. Mas não é isso que está a acontecer recentemente. A equipa perdeu, então a culpa é do treinador, do presidente, do director desportivo, porquê? Porque podia ter ido buscar o Ronaldo para jogador, o Guardiola para treinar e não devia ter feito uma data de coisas que pertencem a outros mandatos.
Se me perguntarem de concordo com todas as medidas de JEB ou Costinha, responderei com facilidade que não. Mas também não adiro à facção que aproveita tudo o que pode para linchar este corpo directivo, dando uma ajuda substancial ao já “amigos” Record e Bola, numa campanha cega para substituir esta direcção por sabe se lá o quê. O candidato que (e muito bem) concorreu com JEB apesar de perder conseguiu fazer a proeza de ter criado uma polémica enorme naquela que era a sua grande bandeira eleitoral.
Nunca vi um candidato derrotado ter um “caso polémico” na imprensa. Parece até ter razão, mas provou que talvez não seria muito melhor dirigente que o candidato vencedor. Curiosamente fala-se de Eriksson outra vez para a Selecção, podíamos ouvir o que pensa Cristóvão sobre a razoabilidade dessa escolha e evitar novos erros de casting. Prefiro um arrogante corajoso a um cobarde mentiroso.
Até breve.
Todos sabemos que este novo modelo por si não faz melhores contratações, não programa melhor os calendários competitivos, não escolhe directores desportivos. Mas teremos todos de admitir que existem diferenças entre deixar sair o capitão do clube para um rival directo e renovar o contrato (nem que seja para o vender num momento mais apropriado) existem diferenças. É esta nova janela de oportunidade que pode interromper a verdadeira “depressão” que se instalou nos adeptos leoninos. Não é fácil para ninguém ver que não tem os argumentos dos seus adversários e querer na mesma ganhar derbys, ganhar títulos.
Esta Assembleia inaugura o ano de 2010 como um verdadeiro ano zero, como uma fase de transição em que se espera o regresso de um clube à sua matiz competidora, ambiciosa e apesar de mais arriscada, com mais hipóteses de sucesso. Os arautos da desgraça calar-se-ão à primeira grande vitória sobre um rival ou uma série ganhadora de vários jogos. Leio na blogosfera que alguns acham que esta mudança é dar “pérolas a porcos”, estes alguns que não referem qual seria a melhor alternativa, uma vez que não gostam também do modelo actual.
Acho que podemos e devemos usar da nossa inteligência para acompanhar o dia-a-dia do clube. Podemos e devemos criticar a Direcção, o treinador e os jogadores. Mas qualquer que seja a crítica, não deve chegar solteira, ou seja, eu posso dizer “eu não concordo”, mas devo também acrescentar o porquê, lugar onde devo explicar as alternativas que a meu ver seriam mais viáveis. Mas não é isso que está a acontecer recentemente. A equipa perdeu, então a culpa é do treinador, do presidente, do director desportivo, porquê? Porque podia ter ido buscar o Ronaldo para jogador, o Guardiola para treinar e não devia ter feito uma data de coisas que pertencem a outros mandatos.
Se me perguntarem de concordo com todas as medidas de JEB ou Costinha, responderei com facilidade que não. Mas também não adiro à facção que aproveita tudo o que pode para linchar este corpo directivo, dando uma ajuda substancial ao já “amigos” Record e Bola, numa campanha cega para substituir esta direcção por sabe se lá o quê. O candidato que (e muito bem) concorreu com JEB apesar de perder conseguiu fazer a proeza de ter criado uma polémica enorme naquela que era a sua grande bandeira eleitoral.
Nunca vi um candidato derrotado ter um “caso polémico” na imprensa. Parece até ter razão, mas provou que talvez não seria muito melhor dirigente que o candidato vencedor. Curiosamente fala-se de Eriksson outra vez para a Selecção, podíamos ouvir o que pensa Cristóvão sobre a razoabilidade dessa escolha e evitar novos erros de casting. Prefiro um arrogante corajoso a um cobarde mentiroso.
Até breve.
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Acabou-se
Agora que o Professor já não é seleccionador posso dizer com toda a liberdade, sem correr o risco de estar a ser pessimista ou "bota abaixo", duas coisas:
1- Carlos Queiroz não é o treinador visionário, de top, que muita imprensa intelectualóide sempre pintou.
2- Carlos Queiroz não merecia a verdadeira "excomunhão" que a imunda FPF realizou.
Perante estas duas menções, penso que será de todo conveniente investigar todo este processo, nomeadamente o porquê da interferência do Estado no assunto. Levantam-me muitas dúvidas a pressa com que muitos mecanismos foram activados. Isso e a fraca prestação de muitos jogadores na Selecção, os que recusaram ao menos tiveram essa frontalidade.
Até breve
1- Carlos Queiroz não é o treinador visionário, de top, que muita imprensa intelectualóide sempre pintou.
2- Carlos Queiroz não merecia a verdadeira "excomunhão" que a imunda FPF realizou.
Perante estas duas menções, penso que será de todo conveniente investigar todo este processo, nomeadamente o porquê da interferência do Estado no assunto. Levantam-me muitas dúvidas a pressa com que muitos mecanismos foram activados. Isso e a fraca prestação de muitos jogadores na Selecção, os que recusaram ao menos tiveram essa frontalidade.
Até breve
Turning Point
Não sou adepto de estratégias de “orgulhosamente sós”. Em termos de modelos de gestão ainda será menos útil uma visão arrogante que não observe boas práticas e criatividade no financiamento que outros clubes adoptaram. O direito de propriedade das ideias ou dos esquemas de organização não é uma bandeira que se ostente e a originalidade vale zero se o modelo não funciona.
Quando a concorrência é claramente mais forte e mais eficiente, então algo tem de mudar e não vale a pena dar mais tempo a um plano económico que coloca o Sporting no 4º lugar no que toca à disputa por recursos humanos, que é o mais importante no futebol. Sem jogadores não há espectáculo, não há estádios cheios nem patrocinadores, não há prémios de Liga de Campeões.
Hoje há Assembleia Geral e em cima da mesa a discussão sobre um ponto de viragem na estratégia do clube. Li muito sobre o que pode acontecer, o que vai ser proposto e a ala entendida de adeptos leoninos aponta vários caminhos “perigosos”, avisos, dúvidas e outros “cartões amarelos” à mudança.
Do muito pouco que entendo, a maior capacidade financeira será conseguida com a passagem de fortes activos para SAD e a “valorização” desta servirá para a renegociação de empréstimos, acrescendo uma espécie de emissão de “dívida pública”.
A SAD ficará mais “rica” e o clube mais pobre, os gestores da SAD mais autónomos e os sócios com menos poder para comandar os destinos da instituição.
É um cenário claro de delegação de mais poder a uma SAD que é contestada por resultados desportivos. Para muitos críticos é dar mais poder a quem tem cometido erros de gestão futebolística. Na minha opinião não podemos confundir modelo de financiamento com contratações de técnicos ou jogadores. Aliás há muito que o primeiro afecta a capacidade de intervir no segundo e ainda não vi ninguém a propor um modelo alternativo capaz de superar o que se vai desenhando em Alvalade.
Esta questão é fulcral. Os sócios reclamam perda de direitos, mas quando chega a hora de propor caminhos, alternativas e realmente intervir nas decisões do clube, o que acontece? Nada. É como uma oposição que critica, mas não apresenta alternativas. Que ainda acredita que podemos fazer com menos dinheiro o que outros vão fazendo com muito mais. No mercado o dinheiro do Sporting vale o mesmo que o do Portimonense e neste mercado de transferência vimos jogadores a preferir o dinheiro de muitos clubes com um estatuto muito inferior ao do Sporting.
Quem sabe o que uma direcção pode fazer quando tiver mais liberdade orçamental. Se querem um exemplo, acho que o Benfica parece hoje um clube bem gerido apenas porque ganhou o campeonato e tem capacidade (dinheiro) para se reforçar. Palavra aos sócios, as decisões são urgentes e os críticos devem “largar” os cadeirões de sapiência que ocupam e fazer valer a sua voz, apontando caminhos diversos e soluções alternativas. Esse será o único debate possível, o das ideias. O das concordâncias e “eu avisei” não serve absolutamente para nada.
Até breve.
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
Wiki...piada
Quem for à referência do Sporting Clube de Portugal na Wikipédia encontra na página a seguinte passagem:
"O seu emblema, que ostenta um rato rampante de cor branca, e dourado a partir de 2001, sobre fundo verde, foi oficialmente adoptado em 1906..."
Rato? Ninguém leu isto antes?
Se não acreditam leiam e já agora se houver alguém com mais conhecimentos informáticos, por favor tente alterar, eu já tentei mas não encontro o separador de edição que corresponde à área Emblema e Cores, onde está colocada esta piadinha de mau gosto.
Sigam o link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sporting_Clube_de_Portugal
Até breve
"O seu emblema, que ostenta um rato rampante de cor branca, e dourado a partir de 2001, sobre fundo verde, foi oficialmente adoptado em 1906..."
Rato? Ninguém leu isto antes?
Se não acreditam leiam e já agora se houver alguém com mais conhecimentos informáticos, por favor tente alterar, eu já tentei mas não encontro o separador de edição que corresponde à área Emblema e Cores, onde está colocada esta piadinha de mau gosto.
Sigam o link:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Sporting_Clube_de_Portugal
Até breve
Os leões "azuis"
Ficamos a saber hoje, na verdade já muito se falou antes, que Paulo Bento é o favorito da actual estrutura da FPF para substituir Carlos Queiroz. Confesso que tenho pensamentos contraditórios em ralação ao assunto. Se por um lado acho que pode ser o homem certo para um lugar fragilizado, sinto também que o nome só está a ser considerado por ter o "apadrinhamento" silencioso de Pinto da Costa.
Nunca fui um entusiasta do Professor Carlos Queiroz como Seleccionador. Reconheco-lhe um óptimo sentido de planeamento e visão global do desporto, mas falta-lhe a inteligência táctica e a liderança de balneário. Seria a meu ver o melhor candidato para Presidente da Federação, Director técnico de todas as Selecções ou outro cargo de secretária. Cometeu muitos erros durante estes dois anos e o principal foi nunca ter tido a equipa preparada para assimilar a sua visão defensiva e cautelosa, ao melhor estilo italiano, do futebol.
O jogador português é impulsivo, estóico quando é preciso, mas precisa de canalizar a sua criatividade. Nunca uma equipa portuguesa saberá "esperar" o adversário, dominar fisicamente a posse de bola ou manter as linhas abertas mais próprias de lógicas germânicas ou nórdicas. O futebol português é apoiado, assente na desmarcação e capacidade de ler os espaços vazios. O treinador da Selecção deve compreender isto sem baralhar os jogadores em neo-tácticas de mixologia com outras escolas de futebol. Morfologicamente e psicologicamente é mais difícil trabalhar na equipa de Portugal outra coisa que a sua essência estranha e rejeita.
Paulo Bento não é um mestre de tácticas. É muito rigoroso, disciplinador, motivador e um verdadeiro chefe, mas não lhe peçam para fazer evoluir uma equipa com movimentações e dinâmicas complexas. Nisso estará adaptado às necessidade de uma Selecção, que é basicamente uma equipa que não treina e não faz experiências, adapta, engloba o que pode e o que precisa do trabalho que é feito nos clubes.
Irrita-me que embora ajustada a escolha, esta tenha, mais uma vez o aval de Pinto da Costa. Ao afirmar que PB é um treinador que encaixaria na filosofia do Porto, o Presidente portista com a sua empatia rotulou imediatamente o ex-treinador do Sporting. Pode até ser que PB lide melhor com isso do que CQ, que não hesita em "pagar" a preferência de PC com uma gestão bastante "cuidada" dos activos e futuros activos dos portuenses. Não espero que Paulo Bento dobre tão facilmente, mas será natural que entendendo que recebe o lugar através de um acordo tácito entre Porto e Benfica, se sinta inconscientemente agradecido por esse facto.
É um jogo de poder que o Sporting não partilha há décadas. Com Paulo Bento até pode nem precisar de o fazer, afinal ele treinou e segui muitos dos jogadores que agora fazem parte dos quadros da Selecção. Mas tenho um palpite que mais uma vez os "Santos da Casa" não façam milagres e continue a saga do desfavorecimento leonino nas entradas da Selecção.
Até breve
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Esta não é a minha Selecção
"...atitude extraordinária dos nossos jogadores"
"...tivemos o controle total da partida"
"...temos futuro com esta equipa"
"...grande atitude da equipa depois de um golo estranho"
Agostinho Oliveira fez-nos recordar maus velhos tempos em que a Selecção tinha grandes vitórias morais e não ia a nenhuma competição internacional. A equipa esteve mal orientada, nervosa, impaciente, sem garra. Podemos ver o quadro a dois níveis: organizativo e competitivo. Nos dois estamos mal.
Organizativo: O campeonato nacional é pouco competitivo com outras ligas europeias, gerando poucas receitas e está invadido por brasileiros, argentinos, uruguaios que tomam o lugar aos bons portugueses que imigram por meia-dúzia de tostões. As negociações dos contratos de TV são ridículas, o campeonato de juniores é uma anedota. Não há disciplina, arbitragem, justiça de qualidade na Liga e na FPF.
Competitivo: As convocatórias são distribuições politicas de cotas. Existem jogadores no onze completamente fora de forma como Meireles, Alves, Fernandes, Almeida, Eduardo. A perder com a Noruega, Oliveira, só faz entrar Liedson aos 83 minutos. Não há táctica nem nada que se assemelhe a um plano. Há sim muito desespero, o que no 2º jogo do apuramento revela tudo o que é esta selecção.
Gostava muito que Queiroz se demitisse, que Amândio de Carvalho de demitisse, que Madail se demitisse, assim como todos os que têm feito parte das "comitivas reais" da FPF nos últimos anos. Já agora levem com eles o Laurentino Dias. Mas não têm essa fibra e com interesses individuais à frente vão acabar com tudo o que a Selecção Nacional tem conseguido conquistar nos últimos 10 anos. Parabéns a eles.
Esta não é a minha Selecção.
Até breve.
"...tivemos o controle total da partida"
"...temos futuro com esta equipa"
"...grande atitude da equipa depois de um golo estranho"
Agostinho Oliveira fez-nos recordar maus velhos tempos em que a Selecção tinha grandes vitórias morais e não ia a nenhuma competição internacional. A equipa esteve mal orientada, nervosa, impaciente, sem garra. Podemos ver o quadro a dois níveis: organizativo e competitivo. Nos dois estamos mal.
Organizativo: O campeonato nacional é pouco competitivo com outras ligas europeias, gerando poucas receitas e está invadido por brasileiros, argentinos, uruguaios que tomam o lugar aos bons portugueses que imigram por meia-dúzia de tostões. As negociações dos contratos de TV são ridículas, o campeonato de juniores é uma anedota. Não há disciplina, arbitragem, justiça de qualidade na Liga e na FPF.
Competitivo: As convocatórias são distribuições politicas de cotas. Existem jogadores no onze completamente fora de forma como Meireles, Alves, Fernandes, Almeida, Eduardo. A perder com a Noruega, Oliveira, só faz entrar Liedson aos 83 minutos. Não há táctica nem nada que se assemelhe a um plano. Há sim muito desespero, o que no 2º jogo do apuramento revela tudo o que é esta selecção.
Gostava muito que Queiroz se demitisse, que Amândio de Carvalho de demitisse, que Madail se demitisse, assim como todos os que têm feito parte das "comitivas reais" da FPF nos últimos anos. Já agora levem com eles o Laurentino Dias. Mas não têm essa fibra e com interesses individuais à frente vão acabar com tudo o que a Selecção Nacional tem conseguido conquistar nos últimos 10 anos. Parabéns a eles.
Esta não é a minha Selecção.
Até breve.
Sondagens 5 e 6
Duas perguntas, muitas repostas. Na Sondagem 5, perguntei aos leitores qual seria a posição mais urgente de reforçara até ao fecho do mercado. Foi esclarecedor:
Dos 59 votantes, a esmagadora maioria elegeu o lugar de ponta-de-lança. Não pode ser à toa que o assunto foi tão falado. A sondagem teve lugar durante os dias 13 de Agosto e o dia 1 de Setembro.
Na Sondagem 6, a pergunta era táctica e contemplava a questão de qual o melhor desenho para a equipa do Sporting. Coloquei 4 à escolha e durante 9 dias 33 votantes elegeram o 4-2-3-1 como o melhor esquema. Muito deve ter contribuído o facto de ser o actual desenho táctico, que dos muitos experimentados por Paulo Sérgio foi o que obteve mais resultados. Ficam os resultados.
Dos 59 votantes, a esmagadora maioria elegeu o lugar de ponta-de-lança. Não pode ser à toa que o assunto foi tão falado. A sondagem teve lugar durante os dias 13 de Agosto e o dia 1 de Setembro.
Na Sondagem 6, a pergunta era táctica e contemplava a questão de qual o melhor desenho para a equipa do Sporting. Coloquei 4 à escolha e durante 9 dias 33 votantes elegeram o 4-2-3-1 como o melhor esquema. Muito deve ter contribuído o facto de ser o actual desenho táctico, que dos muitos experimentados por Paulo Sérgio foi o que obteve mais resultados. Ficam os resultados.
De todos nós, mas com cotas
Um dia, não muito distante a Selecção irá entrar em campo com Patrício, Bosingwa, Coentrão, Carriço e Pepe, A.Santos e Veloso, Moutinho, Ronaldo, Nani e Quaresma.
Pode parecer um onze improvável agora, mas a idade e sobretudo o talento de cada um destes jogadores irá naturalmente acabar por colocá-los (aos que ainda não estão) na alta-roda do futebol.
Pode parecer um raciocínio clubista, mas não vejo no futuro outros valores a despontar e apenas Sílvio na lateral direita parece querer intrometer-se nesta luta de “grandes”. Apenas Bosingwa, Pepe e Coentrão não são formados em Alvalade e apenas André Santos, Carriço e Patrício (os melhores da equipa sub21) ainda não fazem parte dos convocados de Queiroz.
É fácil entender que o futuro da Selecção é o futuro dos jogadores do Sporting. Ainda é mais fácil de entender que este futuro só chega em pleno quando os atletas saem do clube. É quase como se existisse um estigma que faz o Seleccionador desvalorizar os recursos jovens de Alvalade, serão demasiados? É tão estranho assim que se produza fornada atrás de fornada de bons jogadores?
Pelos vistos é estranho. É tão ou mais visível este sintoma pela aparente “cota” de seleccionáveis que cada clube tem. Acredito que Queiroz não tem a coragem de convocar uma primazia clara de atletas leoninos, para não “enervar” os rivais Porto e Benfica. Nem sempre foi assim, lembro-me de Selecções com 6 ou 7 jogadores do Porto e outra mais antigas com 7 ou 8 jogadores do Benfica. Estas selecções nunca “enervaram” nenhum sportinguista.
Com os anos 90, o investimento na formação de atletas em Alvalade assume uma maturidade europeia e mundial. Figo, Peixe e P.Torres e outros foram os primeiros (com a ajuda de Queiroz) a transpor para os seniores o grande talento que exibiam nos juniores. Daí em diante o Sporting especializou-se. Foi raro o ano em que 1 ou 2 juniores não despontaram na equipa. Quanto mais altas eram as vendas, mais se apostou na formação e na era de Paulo Bento a equipa é maioritariamente composta por jogadores de formação.
O talento foi sempre reconhecido no Sporting, mas o “lote” de jogadores nunca aumentou proporcionalmente e só quando saem para outros clubes europeus se tornam justificáveis. Veloso e Moutinho são a expressão mais recente do que já aconteceu com Simão, Quaresma, Nani e Quaresma. É esta gestão política dos convocados que está também a contribuir para que muitos atletas queiram sair de Alvalade assim que conquistam um lugar no onze verde e branco.
É sobretudo um sintoma de provincianismo, que não vejo na Alemanha com jogadores do Bayern, na Itália que alterna maiorias de Juve e Milan, na Espanha do Barcelona, na Holanda de PSV e Ajax. O que comanda esta pacóvia forma de gerir a Selecção é a insegurança do treinador, a vontade da FPF de agradar aos Caciques azuis e vermelhos, a moeda de troca de um status quo construído através de favorecimentos e incompetências.
A “Porcaria” que Queirós disse um dia que tinha de ser varrida da FPF ainda lá está, amontoa-se por detrás de jogadores de grande talento que vão disfarçando um futebol podre, com cheiro a mofo dos anos 50. No meio deste entulho existe um projecto de formação maior, luminoso, que os sportinguistas acarinham década atrás de década e custa muito mais do que títulos, custa trabalho.
Quando houver renovação, limpeza a sério nos quadros da Federação, talvez aí se abram portas para o mérito e para o trabalho. Quando a isso chegarmos, não tenho dúvidas, ganhará o Sporting e ganhará muito mais a Selecção de todos nós. Este é o único futuro plausível, dentro de épocas a UEFA conquistará o direito de exigir aos seus associados que cumpram com cotas de jogadores nacionais nas suas equipas. O caminho que se segue hoje acabará por transformar o jogo de futebol num jogo de orçamentos, com um Arsenal francês, um Inter brasileiro, um Porto uruguaio, um Benfica Argentino.
Até agora o Sporting é português, mas para competir neste mercado, até quando? Se Hildebrand ofuscar Patrício, de Zapater tapar André Santos, se Torsiglieri mandar para o banco Coelho ou Carriço, se Valdez, Izmailov e Vukcevic nunca permitirem a Solomão calçar as chuteiras, o que teremos no futuro? Aposta na formação ou aposta no engordar do orçamento?
Até breve.
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