Sinceramente esperei mais da última AG do Sporting. Esperei mais do clube. Fora um incidente, provavelmente mais pessoal do que outra coisa entre associados, o encontro decorreu...morno. Não houve grande ânimo nas críticas à Direcção e apesar da votação ter deixado a ideia de que o mandato de Bettencourt sofreu um sério cartão amarelo, foi visível um comedimento de todos quando se tratou de abordar a gestão corrente e desportiva do clube.
Houve elevação nos argumentos, mas faltou alguma chama, que nem os intervenientes mais emotivos conseguiram provocar. Não sou um líder, nunca me passou pela cabeça tomar da palavra na AG, penso mesmo que ninguém conseguiria arrancar mais do que uma palmas de concordância aos quase 800 sócios que estiveram no pavilhão. Esta aparente apatia é sintomática de um vazio de inspiração. Ninguém tem argumentos, não há ideias, não há nada a dizer que não passe pelo "assim vamos mal".
O clube precisa rapidamente de ser unido em torno de algo, tive pena que a direcção tivesse deixado passar uma boa oportunidade de ser ela mesmo o pólo congregador, como um general que na batalha num último assombro de energia chama a si as tropas e cerra fileiras frente ao adversário. Não houve general nem cerrar fileiras. O que vi foi um capitão desautorizado pelo insucesso, a explicar paulatinamente e de uma forma muito institucional a razão de precisarmos de fileiras e de que é muito conveniente que se cerrem. Onde esteve a liderança? Saí da AG com a mesma sensação com a qual entrei, ou seja, preocupado.
Acabo este post com a primeira frase que me veio à cabeça quando saí: "vai demorar algum tempo até voltar a ter o meu Sporting de volta". Espero que me passe depressa.
Até breve.
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
A Árvore e a Floresta
Ao olhar para as exibições de Pereira, Postiga, Moutinho na Selecção, a carreira hiper-elogiada de Veloso em Itália, pergunto-me se o problema do Sporting será realmente a qualidade dos jogadores. Acho que é pacifico que Tiago, Grimi, Saleiro e Tales poderão ser cartas difíceis de imaginar em qualquer outro clube de igual ou maior dimensão que o Sporting. Penso também que Valdes, Torsiglieri e Zapater ainda estão a adaptar-se ao futebol português e que P.Mendes e Izmailov lesionados a somar a um Liedson, um Djaló e um Postiga descrentes são peças que poderiam estar a dar muito mais à equipa.
Mas existe qualidade, muito mais qualidade do que os resultados e exibições deixam transparecer. Todos o dizem, todos o sabem, mas afinal porque é que não acontece?
Ultimamente vejo muitas das culpas imputadas à sorte. A sorte o azar, diz a matemática mais ensaísta, é uma questão de probabilidades, uma sujeição humana a um factor de frequência e sucessão de causas idênticas. Pondo as coisas de forma mais simples, se um jogador não rematar à baliza tem 0% de probabilidade de marcar golo, se rematar fora da área, terá 10%, se o remate for feito dentro da área subirá para 32%, se for um penalty 69%. Ora isto nada tem de sorte, é uma questão de jogo efectivo.
A trave, polémica recente em Alvalade, existe e faz parte do jogo. A missão das equipas não é mandar bolas aos postes, mas sim para dentro dos postes. O azar de acertar no poste é uma falsa questão, porque faz parte do jogo. Chamaria de azar, se um jogador com a baliza totalmente escancarada levasse com uma rajada de vento que o atrapalhasse de forma a falhar o golo. Isto seria azar, já que houve um factor estranho ao jogo, mas não ilegal, que interferiu no sucesso da jogada.
A sorte, diz o ditado, vem com o trabalho. Mas não quero dizer com isto que Paulo Sérgio não trabalha, ou que não “obriga” a equipa a trabalhar, penso que o trabalho não será é o mais correcto.
No primeiro dia de trabalho o treinador actual do Sporting anunciou que a equipa iria ter sempre 2 sistemas tácticos, um mais cauteloso e outro mais ofensivo. Até aqui tudo bem, existem treinadores que têm 3, mas é discutível até que ponto serão efectivamente 3 modelos distintos e não apenas um com 2 nuances adaptáveis. O problema é que os 2 modelos existentes na equipa rendem exactamente o mesmo, ou seja, muito pouco. A equipa parece adaptar-se melhor ao 4-3-3, mas com Izmailov, P.Mendes e Liedson fora da equipa, as alternativas não têm equilibrado quer as alas quer o meio-campo. A chave parece ser sempre a produtividade de Fernandez como pivot ofensivo e essa a meu ver tem sido mal explorada.
Existem muitas falhas no desenho defensivo e ofensivo do Sporting, a equipa quando quer atacar precisa de envolver muitos jogadores e quando precisa defender surge algo curta para o contra-ataque. Aqui Paulo Sérgio falhou rotundamente no treino de movimentação. Já nem falo nas bolas paradas onde a equipa não marca e sofre como gente grande. Todas estas brechas são facilmente aproveitadas pelos treinadores do nosso campeonato que tem dado banhos tácticos ao nosso. Quero ver alguém a contrapor isto…
Ora quando tantos Sportinguistas afirmam que os problemas do Sporting não se resumem ao treinador, escapa-lhes um detalhe: os problemas não se resolvem todos de uma vez. Quem gere o que quer que seja, sabe que quando temos, por exemplo, 4 problemas, o objectivo não é arranjar uma solução que os resolva todos de uma vez, mas sim isolar os problemas e encontrar uma solução para cada um.
Pegando na simbologia da árvore (também ela em voga pelos nosso lados) e da floresta, acho que os adeptos do Sporting têm olhado mais para a floresta, sendo pouco objectivos a olhar para a árvore principal que é a prestação da equipa de futebol. Um problema de cada vez recomendaria olhar mais para o que está a acontecer com o futebol e porque é que estamos no 10º lugar, a fazer jogos miseráveis, a ouvir desculpas que envolvem tudo menos a mais pura das verdades: o Sporting está mal orientado a nível técnico.
Culpar Bettencourt pelos resultados da equipa, é pouco razoável, a não ser que achemos que é o mesmo que treina, prepara e escolhe o onze da equipa todas as semanas. Que é o responsável máximo, isso é óbvio, mas até que ponto vai a sua capacidade para intervir na área técnica? Por mim culpo-o de apenas uma coisa, neste aspecto: não ter demitido Paulo Sérgio logo a seguir ao jogo da Luz. É que por exemplo o Pinto da Costa da última época é o mesmo desta e a equipa produz algo completamente diferente, o que mudou? Será que foi o treinador?
Na próxima AG do clube, muitos dos dedos acusadores só terão mais apoio popular pela má prestação da equipa e esse é um grande problema de miopia institucional. Os outros problemas são bem mais graves, com dificuldades financeiras e alinhamentos politico-desportivos misturados num cocktail explosivo. Mas não tenho nenhuma dúvida de que se estivéssemos no 1º lugar da tabela, seria mais uma AG morna e pacífica, ao género de tantas outras que tem acontecido nos últimos anos. È o que acontece quando deixamos que uma árvore arda pensando que a floresta é muito maior.
Até breve.
Mas existe qualidade, muito mais qualidade do que os resultados e exibições deixam transparecer. Todos o dizem, todos o sabem, mas afinal porque é que não acontece?
Ultimamente vejo muitas das culpas imputadas à sorte. A sorte o azar, diz a matemática mais ensaísta, é uma questão de probabilidades, uma sujeição humana a um factor de frequência e sucessão de causas idênticas. Pondo as coisas de forma mais simples, se um jogador não rematar à baliza tem 0% de probabilidade de marcar golo, se rematar fora da área, terá 10%, se o remate for feito dentro da área subirá para 32%, se for um penalty 69%. Ora isto nada tem de sorte, é uma questão de jogo efectivo.
A trave, polémica recente em Alvalade, existe e faz parte do jogo. A missão das equipas não é mandar bolas aos postes, mas sim para dentro dos postes. O azar de acertar no poste é uma falsa questão, porque faz parte do jogo. Chamaria de azar, se um jogador com a baliza totalmente escancarada levasse com uma rajada de vento que o atrapalhasse de forma a falhar o golo. Isto seria azar, já que houve um factor estranho ao jogo, mas não ilegal, que interferiu no sucesso da jogada.
A sorte, diz o ditado, vem com o trabalho. Mas não quero dizer com isto que Paulo Sérgio não trabalha, ou que não “obriga” a equipa a trabalhar, penso que o trabalho não será é o mais correcto.
No primeiro dia de trabalho o treinador actual do Sporting anunciou que a equipa iria ter sempre 2 sistemas tácticos, um mais cauteloso e outro mais ofensivo. Até aqui tudo bem, existem treinadores que têm 3, mas é discutível até que ponto serão efectivamente 3 modelos distintos e não apenas um com 2 nuances adaptáveis. O problema é que os 2 modelos existentes na equipa rendem exactamente o mesmo, ou seja, muito pouco. A equipa parece adaptar-se melhor ao 4-3-3, mas com Izmailov, P.Mendes e Liedson fora da equipa, as alternativas não têm equilibrado quer as alas quer o meio-campo. A chave parece ser sempre a produtividade de Fernandez como pivot ofensivo e essa a meu ver tem sido mal explorada.
Existem muitas falhas no desenho defensivo e ofensivo do Sporting, a equipa quando quer atacar precisa de envolver muitos jogadores e quando precisa defender surge algo curta para o contra-ataque. Aqui Paulo Sérgio falhou rotundamente no treino de movimentação. Já nem falo nas bolas paradas onde a equipa não marca e sofre como gente grande. Todas estas brechas são facilmente aproveitadas pelos treinadores do nosso campeonato que tem dado banhos tácticos ao nosso. Quero ver alguém a contrapor isto…
Ora quando tantos Sportinguistas afirmam que os problemas do Sporting não se resumem ao treinador, escapa-lhes um detalhe: os problemas não se resolvem todos de uma vez. Quem gere o que quer que seja, sabe que quando temos, por exemplo, 4 problemas, o objectivo não é arranjar uma solução que os resolva todos de uma vez, mas sim isolar os problemas e encontrar uma solução para cada um.
Pegando na simbologia da árvore (também ela em voga pelos nosso lados) e da floresta, acho que os adeptos do Sporting têm olhado mais para a floresta, sendo pouco objectivos a olhar para a árvore principal que é a prestação da equipa de futebol. Um problema de cada vez recomendaria olhar mais para o que está a acontecer com o futebol e porque é que estamos no 10º lugar, a fazer jogos miseráveis, a ouvir desculpas que envolvem tudo menos a mais pura das verdades: o Sporting está mal orientado a nível técnico.
Culpar Bettencourt pelos resultados da equipa, é pouco razoável, a não ser que achemos que é o mesmo que treina, prepara e escolhe o onze da equipa todas as semanas. Que é o responsável máximo, isso é óbvio, mas até que ponto vai a sua capacidade para intervir na área técnica? Por mim culpo-o de apenas uma coisa, neste aspecto: não ter demitido Paulo Sérgio logo a seguir ao jogo da Luz. É que por exemplo o Pinto da Costa da última época é o mesmo desta e a equipa produz algo completamente diferente, o que mudou? Será que foi o treinador?
Na próxima AG do clube, muitos dos dedos acusadores só terão mais apoio popular pela má prestação da equipa e esse é um grande problema de miopia institucional. Os outros problemas são bem mais graves, com dificuldades financeiras e alinhamentos politico-desportivos misturados num cocktail explosivo. Mas não tenho nenhuma dúvida de que se estivéssemos no 1º lugar da tabela, seria mais uma AG morna e pacífica, ao género de tantas outras que tem acontecido nos últimos anos. È o que acontece quando deixamos que uma árvore arda pensando que a floresta é muito maior.
Até breve.
terça-feira, 12 de outubro de 2010
Carta aberta aos "senhores sportinguistas"
"Caros Luís Aguiar de Matos, Luis Duque, Pedro Souto, Bessone Basto e Vicente Moura,
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde. Sei que não vão lê-la, mas mesmo assim resolvi escrever às vossas doutas sapiências. Pode ser que um "bom sportinguista" vos faça chegar este pequeno desafio. Ao ver-vos nas televisões, ouvir-vos na rádio e ler-vos nos jornais fiquei informado da vossa extrema preocupação com o estado do clube que penso serem tão apoiantes como eu. Por entender o vosso olhar indignado e a verdade das vossas consternações, imediatamente pensei que seriam as pessoas ideais para transmitir em Assembleia Geral toda a frustração e desilusão de nós vulgares adeptos. Pensei e espero não me enganar que tanta facilidade para "chegar" aos media quererá dizer também que existe disponibilidade para em plenário do clube levantarem a vossa voz e clamar contra esta direcção. Suponho que estarão presentes, suponho que vão fazer posse da palavra e suponho também que podemos contar com a vossa coragem para nos ajudar, a nós ralé, a entender o que se passa com o nosso clube. Entendo que vossas senhorias nunca seriam capazes de abandonar o clube nesta fase tão difícil, dando razão a outros sócios que vos acusam de "old farts" que mais não sabem do que servirem-se do clube como mais um veículo de fanfarronice para o vosso elevado estatuto social.
Como acredito em tudo isto, espero no final da próxima AG, vos dizer um "muito obrigado". Como agora se diz muito no futebol, "não me passa pela cabeça" outro cenário. Um bem aja.
Cumprimentos e Saudações Leoninas."
Lisboa, 12 de Outubro de 2010
Espero que esta carta vos encontre de boa saúde. Sei que não vão lê-la, mas mesmo assim resolvi escrever às vossas doutas sapiências. Pode ser que um "bom sportinguista" vos faça chegar este pequeno desafio. Ao ver-vos nas televisões, ouvir-vos na rádio e ler-vos nos jornais fiquei informado da vossa extrema preocupação com o estado do clube que penso serem tão apoiantes como eu. Por entender o vosso olhar indignado e a verdade das vossas consternações, imediatamente pensei que seriam as pessoas ideais para transmitir em Assembleia Geral toda a frustração e desilusão de nós vulgares adeptos. Pensei e espero não me enganar que tanta facilidade para "chegar" aos media quererá dizer também que existe disponibilidade para em plenário do clube levantarem a vossa voz e clamar contra esta direcção. Suponho que estarão presentes, suponho que vão fazer posse da palavra e suponho também que podemos contar com a vossa coragem para nos ajudar, a nós ralé, a entender o que se passa com o nosso clube. Entendo que vossas senhorias nunca seriam capazes de abandonar o clube nesta fase tão difícil, dando razão a outros sócios que vos acusam de "old farts" que mais não sabem do que servirem-se do clube como mais um veículo de fanfarronice para o vosso elevado estatuto social.
Como acredito em tudo isto, espero no final da próxima AG, vos dizer um "muito obrigado". Como agora se diz muito no futebol, "não me passa pela cabeça" outro cenário. Um bem aja.
Cumprimentos e Saudações Leoninas."
Lisboa, 12 de Outubro de 2010
Os inteligentes e os espertos
A permanente ameaça do Presidente do Benfica em boicotar a presença de adeptos encarnados nos jogos fora de casa, pode não ser tão parola como parece à primeira vista. Aos que prematuramente detectarem a falácia de tal decisão recomendo um raciocínio mais paciente. Num futebol organizado e gerido de forma isenta, tais declarações seriam imediatamente punidas pela FPF e Liga, atenta de facto ao bom nome das instituições, algumas delas sem representação nos organismos futebolísticos (como por exemplo a PSP, a GNR ou empresas de segurança privada) além de incentivar à não participação no espectáculo sem provas factuais do risco que tanto se fala.
Mas o futebol nacional é um lodo enorme de compadrios e cumplicidades e é neste tabuleiro que Vieira está a jogar. A esperteza muitas vezes é mais vantajosa que a inteligência, de facto sempre achei e senti na pele que a PSP do Porto fecha muitas vezes os olhos a autênticas barbaridades cometidas pelas claques do Porto. Não sei se em Lisboa estamos pior ou melhor nesse aspecto nos últimos anos, mas para Vieira isso não interessa para nada. O homem com esta polémica desvia a atenção da má prestação da equipa na Liga, abre uma nova frente de discussão contra Pinto da Costa e arrasta toda a massa adepta benfiquista numa pressão económica junto dos clubes, especificamente os clubes do norte do país.
Não resolve nada, pelo contrário cria mais um problema, mas é isso mesmo que Vieira quer, lançar a discórdia e colocar todo o peso do problema nas mãos de quem normalmente não decide nada. É previsível que esta medida resulte no oposto do que o seu proponente diz que quer. Se for cumprida a ameaça, pelos visto está já em marcha, prevejo muito mais problemas nas deslocações do Benfica a norte do país. A acontecer algo, e isso vai mesmo acontecer, o Benfica poderá reservar-se a uma autoridade moral que não possuí neste momento. Isso quer se queira quer não é uma vantagem. Como dizia Scolari, é uma situação "Ganha-Ganha".
Chamem-lhe parvo...
Até breve.
Mas o futebol nacional é um lodo enorme de compadrios e cumplicidades e é neste tabuleiro que Vieira está a jogar. A esperteza muitas vezes é mais vantajosa que a inteligência, de facto sempre achei e senti na pele que a PSP do Porto fecha muitas vezes os olhos a autênticas barbaridades cometidas pelas claques do Porto. Não sei se em Lisboa estamos pior ou melhor nesse aspecto nos últimos anos, mas para Vieira isso não interessa para nada. O homem com esta polémica desvia a atenção da má prestação da equipa na Liga, abre uma nova frente de discussão contra Pinto da Costa e arrasta toda a massa adepta benfiquista numa pressão económica junto dos clubes, especificamente os clubes do norte do país.
Não resolve nada, pelo contrário cria mais um problema, mas é isso mesmo que Vieira quer, lançar a discórdia e colocar todo o peso do problema nas mãos de quem normalmente não decide nada. É previsível que esta medida resulte no oposto do que o seu proponente diz que quer. Se for cumprida a ameaça, pelos visto está já em marcha, prevejo muito mais problemas nas deslocações do Benfica a norte do país. A acontecer algo, e isso vai mesmo acontecer, o Benfica poderá reservar-se a uma autoridade moral que não possuí neste momento. Isso quer se queira quer não é uma vantagem. Como dizia Scolari, é uma situação "Ganha-Ganha".
Chamem-lhe parvo...
Até breve.
segunda-feira, 11 de outubro de 2010
Recursos Humanos
Eduardo, João Pereira, Coentrão, Pepe, Carvalho, Meireles, Moutinho, Martins, Nani, Ronaldo e Hugo Almeida. No banco Liedson, Postiga, Alves, Rolando, Sílvio, Patrício, Danny, Varela e Tiago.
Algo ressalta à vista de todos, João Pereira, Liedson, Postiga e Patrício fazem parte dos quadros do Sporting, Pepe, Moutinho, Martins, Nani, Ronaldo, Danny e Varela já o fizeram e Coentrão e Sílvio estiveram a um pequeno passo de o ser. Deste lote que foi inscrito na ficha de jogo do Portugal-Dinamarca apenas Eduardo, Carvalho, Meireles, Hugo Almeida, Tiago e Rolando não estão e nunca estiveram de alguma forma ligados ao Sporting. Em 18, apenas 6 nunca vestiram ou estiveram perto de vestir a camisola verde às listas.
É certo que faltará contabilizar Bosingwa, mas também faltaram os lesionados Pedro Mendes, M.Veloso e Quaresma. Mas o que interessa é reflectir sobre o aproveitamento e aquisição de recursos humanos no futebol do Sporting. A necessidade de vender é comum a todos os clubes portugueses, mas convém lembrar que Martins, Pepe, Sílvio, Coentrão, M.Veloso, Varela e Moutinho foram cartas que saíram (ou não entraram) do nosso “baralho” sem muita coerência desportiva.
O jogador português está cada vez mais subvalorizado, dentro e fora de portas, nem sempre foi assim, houve toda uma década entre 1996 e 2006 em que o jogador nacional estava no top de preferências de todos os técnicos de grandes clubes europeus. Porquê? Porque tem qualidade. Muita. É muito evoluído tecnicamente, talvez só argentinos e brasileiros nos suplantem, é rigoroso se for mentalizado para tal, ok não é como um jogador alemão e holandês mas andará cada vez mais perto desses padrões e ultimamente é cada vez mais possante fisicamente. Olhar para Rui Patrício, Bosingwa, Hugo Almeida, Bruno Alves ou Ronaldo e olhar para o Bento, Futre, Rui Barros, João Pinto ou Domingos são estampas físicas completamente distintas.
É óbvio que hoje em dia o futebolista que evolui nas competições nacionais estará a anos de luz da preparação e conhecimento táctico de anos anteriores e com a aproximação cultural e globalização em marcha é cada vez menos um “pobrezinho” analfabeto face a outras nacionalidades mais centro-europeias. Muito da valia da nossa selecção tem relação com este nivelamento, o resto é feito com a progressão exponencial que os jogadores adquirem em campeonatos mais exigentes como o Inglês, o Espanhol ou o Italiano.
É neste panorama que o Sporting, o Benfica e o Porto estão ainda a percorrer caminhos diversos. O Sporting até esta época sempre preferiu um forte investimento na sua formação e pontualmente um reforço estrangeiro. No Porto e Benfica é exactamente o oposto. Isto gera 2 fenómenos: o Sporting passa a ser o maior fornecedor da Selecção e os seus rivais são-no também mas de outras nacionalidades, num futuro próximo o Uruguai ou a Argentina preferirão realizar jogos amigáveis em Portugal, tal é o contingente de jogadores desses países no nosso campeonato.
O Sporting na época que passou e nesta, deu muitas chapas 3. Foram 3 por Pereira, 3 por Evaldo, 3 por Torsiglieiri e Valdez, mais 3 por Fernandez na anterior. Penso que pena que tantos 3 não tivessem chegado para Silvio do Rio Ave, Lima do Belenenses, Coentrão do Rio Ave, Ruben Micael do Nacional e tantos outros jogadores de grande valia que temos referenciado mas não adquirido. A meu ver já que não podemos competir no mercado sul-americano ao menos que não deixemos passar em claro a ascensão de alguns valores, pelo menos antes dos nossos rivais.
Mas nem tudo se resolve depois de contratar. É um problema que de recursos humanos e a forma como os gerimos. Fernandez, Torsiglieri, Patricio e Valdez, são novos clientes num tratamento que já demos a tantos bons jogadores que brilharam e brilham fora de Alvalade. Que a qualidade do plantel é mediana é sabido, mas existem uns mais medianos que outros e convém não por tudo no mesmo saco.
Até breve.
Algo ressalta à vista de todos, João Pereira, Liedson, Postiga e Patrício fazem parte dos quadros do Sporting, Pepe, Moutinho, Martins, Nani, Ronaldo, Danny e Varela já o fizeram e Coentrão e Sílvio estiveram a um pequeno passo de o ser. Deste lote que foi inscrito na ficha de jogo do Portugal-Dinamarca apenas Eduardo, Carvalho, Meireles, Hugo Almeida, Tiago e Rolando não estão e nunca estiveram de alguma forma ligados ao Sporting. Em 18, apenas 6 nunca vestiram ou estiveram perto de vestir a camisola verde às listas.
É certo que faltará contabilizar Bosingwa, mas também faltaram os lesionados Pedro Mendes, M.Veloso e Quaresma. Mas o que interessa é reflectir sobre o aproveitamento e aquisição de recursos humanos no futebol do Sporting. A necessidade de vender é comum a todos os clubes portugueses, mas convém lembrar que Martins, Pepe, Sílvio, Coentrão, M.Veloso, Varela e Moutinho foram cartas que saíram (ou não entraram) do nosso “baralho” sem muita coerência desportiva.
O jogador português está cada vez mais subvalorizado, dentro e fora de portas, nem sempre foi assim, houve toda uma década entre 1996 e 2006 em que o jogador nacional estava no top de preferências de todos os técnicos de grandes clubes europeus. Porquê? Porque tem qualidade. Muita. É muito evoluído tecnicamente, talvez só argentinos e brasileiros nos suplantem, é rigoroso se for mentalizado para tal, ok não é como um jogador alemão e holandês mas andará cada vez mais perto desses padrões e ultimamente é cada vez mais possante fisicamente. Olhar para Rui Patrício, Bosingwa, Hugo Almeida, Bruno Alves ou Ronaldo e olhar para o Bento, Futre, Rui Barros, João Pinto ou Domingos são estampas físicas completamente distintas.
É óbvio que hoje em dia o futebolista que evolui nas competições nacionais estará a anos de luz da preparação e conhecimento táctico de anos anteriores e com a aproximação cultural e globalização em marcha é cada vez menos um “pobrezinho” analfabeto face a outras nacionalidades mais centro-europeias. Muito da valia da nossa selecção tem relação com este nivelamento, o resto é feito com a progressão exponencial que os jogadores adquirem em campeonatos mais exigentes como o Inglês, o Espanhol ou o Italiano.
É neste panorama que o Sporting, o Benfica e o Porto estão ainda a percorrer caminhos diversos. O Sporting até esta época sempre preferiu um forte investimento na sua formação e pontualmente um reforço estrangeiro. No Porto e Benfica é exactamente o oposto. Isto gera 2 fenómenos: o Sporting passa a ser o maior fornecedor da Selecção e os seus rivais são-no também mas de outras nacionalidades, num futuro próximo o Uruguai ou a Argentina preferirão realizar jogos amigáveis em Portugal, tal é o contingente de jogadores desses países no nosso campeonato.
O Sporting na época que passou e nesta, deu muitas chapas 3. Foram 3 por Pereira, 3 por Evaldo, 3 por Torsiglieiri e Valdez, mais 3 por Fernandez na anterior. Penso que pena que tantos 3 não tivessem chegado para Silvio do Rio Ave, Lima do Belenenses, Coentrão do Rio Ave, Ruben Micael do Nacional e tantos outros jogadores de grande valia que temos referenciado mas não adquirido. A meu ver já que não podemos competir no mercado sul-americano ao menos que não deixemos passar em claro a ascensão de alguns valores, pelo menos antes dos nossos rivais.
Mas nem tudo se resolve depois de contratar. É um problema que de recursos humanos e a forma como os gerimos. Fernandez, Torsiglieri, Patricio e Valdez, são novos clientes num tratamento que já demos a tantos bons jogadores que brilharam e brilham fora de Alvalade. Que a qualidade do plantel é mediana é sabido, mas existem uns mais medianos que outros e convém não por tudo no mesmo saco.
Até breve.
sábado, 9 de outubro de 2010
Assim sim
A estreia de Paulo Bento correu bem. A equipa quis e conseguiu. Esteve solta, mandona e criou muitas oportunidades para marcar. O resultado 3-1 é ilusório, não houve qualquer tipo de equilíbrio e até o golo dinamarquês é fruto de um acaso, um auto-golo puramente fortuito. É portanto uma mostra de confiança e força, talvez venha tarde e mesmo com tudo em aberto, a verdade é que a Noruega continua sem deslizes e a Dinamarca tem menos um jogo do que nós e só menos 1 ponto.
Até ao fim, o valor que temos merece que se lute. Grande exibição de Pepe, Nani e Coentrão. Ronaldo ainda continua trapalhão, mas marcou e criou espaços para que outros marcassem, o que bem vistas as coisas é um claro sintoma de melhoria. Aliás aproveito para dizer que considero Messi um génio, mas num Barcelona com Xavi, Iniesta Busquets e Pedro como médios "abastecedores" é obviamente mais fácil brilhar. Ronaldo e Messi para mim é, por enquanto, uma luta desigual.
Voltando à Selecção, penso que só falta uma escorregadela de um dos países nórdicos e podemos estar relançados na corrida, para já foi bom voltar a ver treinador, jogadores e público unidos e felizes, o futebol português e muito mais o país precisa disso.
Até breve.
Até ao fim, o valor que temos merece que se lute. Grande exibição de Pepe, Nani e Coentrão. Ronaldo ainda continua trapalhão, mas marcou e criou espaços para que outros marcassem, o que bem vistas as coisas é um claro sintoma de melhoria. Aliás aproveito para dizer que considero Messi um génio, mas num Barcelona com Xavi, Iniesta Busquets e Pedro como médios "abastecedores" é obviamente mais fácil brilhar. Ronaldo e Messi para mim é, por enquanto, uma luta desigual.
Voltando à Selecção, penso que só falta uma escorregadela de um dos países nórdicos e podemos estar relançados na corrida, para já foi bom voltar a ver treinador, jogadores e público unidos e felizes, o futebol português e muito mais o país precisa disso.
Até breve.
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Abutres notáveis
Gente que passa a vida a fazer declarações na imprensa, apontando o dedo aos responsáveis do clube, mas que depois, na hora de proporem soluções e ajudar, alegam que não têm saúde, tempo ou “disponibilidade profissional” para o fazer, são para mim piores, muito piores que os que dirigirem e cometem os referidos erros.
Todos somos geniais, olhando de fora para dentro. Eu próprio tenho consciência que as minhas verborreias sobre o clube são muito mais fáceis de escrever do que por em prática. Em democracia a liberdade de criticar está garantida, mas não isenta ninguém do dever de participar e contribuir.
Em alguns países é obrigatório votar o que é uma forma extrema de garantir a solidez do regime democrático, mas é só um exemplo das necessidades que a governação representativa tem e sempre terá. No Sporting a democracia existe e é efectiva, apesar de uma tendência para uma chefia totalitária dentro da equipa ela ainda não se transmitiu aos órgãos sociais do clube.
Mas se a democracia existe, também existem “notáveis” que devem adorar ver as suas fotos nos jornais associadas a notícias sobre o Sporting. A instituição é neste caso apenas um meio para o alimento do ego, uma vez que nunca um destes depoimentos ajudou a resolver o que quer que fosse, eles sabem-no, mas mesmo assim a tentação é sempre maior.
A razão invocada é normalmente a que sendo mais “iluminados” do que o “povo”, tem o dever de ajudar a formar a sua opinião. O problema é que quando a equipa ganha só sabem fazer elogios e quando a equipa perde só produzem frases como “estou muito preocupado com…” ou “causa-me apreensão…”. Na maior parte dos casos, esta gentinha só tem direito de antena quando a época corre mal, tempo em que as acusações e rótulos de incompetência são amplamente divulgados por uma imprensa sequiosa de mais achas para as suas fogueiras.
Acho que a acção destes “notáveis”, ela sim, é prejudicial ao clube. São estes que devem ser impedidos de entrar em Alvalade. Eu sei que não teria nenhum impacto já que muitos deles há anos que não compram um bilhete ou lugar de época, mas definitivamente estou um pouco farto destas comadres de vão de escada, que nunca deram nada ao Sporting.
Até breve.
Todos somos geniais, olhando de fora para dentro. Eu próprio tenho consciência que as minhas verborreias sobre o clube são muito mais fáceis de escrever do que por em prática. Em democracia a liberdade de criticar está garantida, mas não isenta ninguém do dever de participar e contribuir.
Em alguns países é obrigatório votar o que é uma forma extrema de garantir a solidez do regime democrático, mas é só um exemplo das necessidades que a governação representativa tem e sempre terá. No Sporting a democracia existe e é efectiva, apesar de uma tendência para uma chefia totalitária dentro da equipa ela ainda não se transmitiu aos órgãos sociais do clube.
Mas se a democracia existe, também existem “notáveis” que devem adorar ver as suas fotos nos jornais associadas a notícias sobre o Sporting. A instituição é neste caso apenas um meio para o alimento do ego, uma vez que nunca um destes depoimentos ajudou a resolver o que quer que fosse, eles sabem-no, mas mesmo assim a tentação é sempre maior.
A razão invocada é normalmente a que sendo mais “iluminados” do que o “povo”, tem o dever de ajudar a formar a sua opinião. O problema é que quando a equipa ganha só sabem fazer elogios e quando a equipa perde só produzem frases como “estou muito preocupado com…” ou “causa-me apreensão…”. Na maior parte dos casos, esta gentinha só tem direito de antena quando a época corre mal, tempo em que as acusações e rótulos de incompetência são amplamente divulgados por uma imprensa sequiosa de mais achas para as suas fogueiras.
Acho que a acção destes “notáveis”, ela sim, é prejudicial ao clube. São estes que devem ser impedidos de entrar em Alvalade. Eu sei que não teria nenhum impacto já que muitos deles há anos que não compram um bilhete ou lugar de época, mas definitivamente estou um pouco farto destas comadres de vão de escada, que nunca deram nada ao Sporting.
Até breve.
Superficial
Tinha a desconfiança que a entrevista de Bettencourt fosse um bom tempo de antena para "passar" em revista o insucesso atroz da equipa de futebol como um problema de sorte ou azar, bola na rede ou na trave. Pois com pena minha confirmou-se. Gosto do estilo do nosso presidente, tenho até a convicção que será um fantástico gestor de homens e de instituições. Mas o pior é que não percebe nada de futebol.
Só assim se explica que entenda o fracasso do Sporting como um problema de azar. Que será resolvido com um clique. Absurdo. Chega a ser caricato como defende Paulo Sérgio e a sua forma de trabalhar. Bettencourt não sabe mas muitos treinadores e ex-treinadores podem-lhe dizer o que acham da nossa equipa e não tenho dúvidas que se todos formos honestos podemos facilmente constatar que este Sporting é uma versão bem pior do que o da última época.
Quero ver onde JEB porá tanta calma e paciência quando formos assolados por mais uma ou duas humilhações, derrotas, péssimos jogos, aliás penso até que com este voto de confiança pública dado ao treinador, o presidente se colocou ainda mais a jeito para ter de dar mais peito a ainda mais balas no futuro. Isto porque não acredito na recuperação desta equipa. Porquê: Porque apenas num jogo esta época (Brondby fora) foi capaz de ultrapassar as barreiras do que se esperava dela, nas restantes partidas e já são muitas é uma profunda e total desilusão.
Dizer que este Sporting joga bom futebol é o mesmo que dizer que os burros são como os cavalos, assim a 900 metros parece quase a mesma coisa. Mas não é. É bem diferente e quem gosta de ver jogar boas equipas entende claramente a diferença. Aliás as equipas que jogam bom futebol, normalmente ganham, o Sporting normalmente empata ou perde, e normalmente vê-se aflito para marcar golos a equipa como o Beira Mar ou o Olhanense.
Se Bettencourt quiser continuar a enganar-se achando que tem um bom treinador, pois que lhe faça bom proveito, por mim manterei a minha posição: cada semana com Paulo Sérgio é menos uma semana que temos para sair do buraco em que estamos metidos. Aos meus camaradas Sportinguistas recomendo que se lembrem sempre o que sentem quando assistem a um jogo do Sporting esta época, é gosto ou desgosto?
Até breve.
Só assim se explica que entenda o fracasso do Sporting como um problema de azar. Que será resolvido com um clique. Absurdo. Chega a ser caricato como defende Paulo Sérgio e a sua forma de trabalhar. Bettencourt não sabe mas muitos treinadores e ex-treinadores podem-lhe dizer o que acham da nossa equipa e não tenho dúvidas que se todos formos honestos podemos facilmente constatar que este Sporting é uma versão bem pior do que o da última época.
Quero ver onde JEB porá tanta calma e paciência quando formos assolados por mais uma ou duas humilhações, derrotas, péssimos jogos, aliás penso até que com este voto de confiança pública dado ao treinador, o presidente se colocou ainda mais a jeito para ter de dar mais peito a ainda mais balas no futuro. Isto porque não acredito na recuperação desta equipa. Porquê: Porque apenas num jogo esta época (Brondby fora) foi capaz de ultrapassar as barreiras do que se esperava dela, nas restantes partidas e já são muitas é uma profunda e total desilusão.
Dizer que este Sporting joga bom futebol é o mesmo que dizer que os burros são como os cavalos, assim a 900 metros parece quase a mesma coisa. Mas não é. É bem diferente e quem gosta de ver jogar boas equipas entende claramente a diferença. Aliás as equipas que jogam bom futebol, normalmente ganham, o Sporting normalmente empata ou perde, e normalmente vê-se aflito para marcar golos a equipa como o Beira Mar ou o Olhanense.
Se Bettencourt quiser continuar a enganar-se achando que tem um bom treinador, pois que lhe faça bom proveito, por mim manterei a minha posição: cada semana com Paulo Sérgio é menos uma semana que temos para sair do buraco em que estamos metidos. Aos meus camaradas Sportinguistas recomendo que se lembrem sempre o que sentem quando assistem a um jogo do Sporting esta época, é gosto ou desgosto?
Até breve.
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Quando o céu cai
Todos os clubes têm pilares, pontes, alicerces onde assenta a sua identidade e a sua segurança. O Sporting para mim sempre foi um clube organizado, ordeiro, brioso dos seus valores e uma bandeira de bom futebol, arte e magia dentro dos relvados. Há cerca de 10 anos, começámos a copiar um modelo à Porto, um modelo de luta, querer ganhar, sempre contra qualquer coisa. Começamos a ver os "sistemas" e a olhar demasiado para as nossas costas sempre com medo que nos roubem o "pão" das vitórias.
Deixámos de olhar para a equipa, para os bons jogadores, a estimar a casa onde formamos aqueles que sempre foram os nossos melhores atletas. Nos últimos 20 anos os símbolos do Sporting foram sempre formados no clube (Carlos Xavier, Figo, Ronaldo, Moutinho, Sabrosa, Peixe, Nani, etc) excepção será Yordanov e Balakov dois enormes jogadores que fizeram parte da última grande tentativa de Sousa Sintra em sair de décadas de insucesso, mas nunca de mau futebol.
Deixámos de olhar para nós próprios e demasiado para os nossos rivais, demasiado atentos ao que faziam e como o faziam. Perdemos o sentidos de nós próprios. A equipa que hoje sobe aos relvados em nada respeita o passado e a história do clube. Não sou saudosista, sei que tudo evolui e muda. Mas a minha pergunta é: Muda para o quê? Qual é a filosofia do clube neste momento?
Quando vamos buscar jogadores de 29 e 30 e tal anos para suprir carências da equipa, estamos apenas a tentar contornar problemas financeiros, ou a inverter um modelo de investimento no futuro, que sempre foi nosso apanágio. Todas as épocas a equipa do Sporting era a mais jovem e com mais margem de progressão. Era, já não é. Todos os anos o Sporting tinha 1 ou 2 jogadores que pela sua fantasia e criatividade empolgava o clube e o transportava nas camisolas de jovens e crianças. Tinha, já não tem. Sempre me habituei a ver o clube fora de polémicas, atritos, a evitar fissões e discussões internas. Evitava, mas já não evita.
O que é este Sporting? O que ganhámos em mudar? De que adiantou os passos decididos rumo a novos modelos de organização e financiamento? O que lucrou o clube em mudar a sua politica de formação, com pazadas de brasileiros, romenos e outras nacionalidades que não advém de nenhuma referência e ligação à nossa cultura nacional? Quem ganhou com um novo estádio que arruinou as finanças e elevou o preço dos bilhetes? As gamebox são um bom produto, mas quando vejo Alvalade num início de época com 20 mil espectadores e me recordo outros inícios com 40 ou 50 mil, pergunto-me onde está a evolução?
Onde é que nós estamos?
Nada do que está escrito são acusações a JEB, mas uma vez que é Presidente é sua obrigação preocupar-se, pensar, re-pensar, ouvir, seja o que for que ache melhor fazer no sentido de entender como é que passámos de uma grande instituição para uma grande desilusão. É que já nem a formação, essa virgem prenha de messias escapa e é hoje mais um calvário de conflitos e egos exacerbados. Onde está a palavra, a honra, a virtude, o amor e dedicação ao clube? Para onde nos leva tanto profissionalismo?
Se cair, quero cair de pé e não a chorar-me pelos cantos a ser espezinhado por "moinhos de vento".
Até breve.
Deixámos de olhar para a equipa, para os bons jogadores, a estimar a casa onde formamos aqueles que sempre foram os nossos melhores atletas. Nos últimos 20 anos os símbolos do Sporting foram sempre formados no clube (Carlos Xavier, Figo, Ronaldo, Moutinho, Sabrosa, Peixe, Nani, etc) excepção será Yordanov e Balakov dois enormes jogadores que fizeram parte da última grande tentativa de Sousa Sintra em sair de décadas de insucesso, mas nunca de mau futebol.
Deixámos de olhar para nós próprios e demasiado para os nossos rivais, demasiado atentos ao que faziam e como o faziam. Perdemos o sentidos de nós próprios. A equipa que hoje sobe aos relvados em nada respeita o passado e a história do clube. Não sou saudosista, sei que tudo evolui e muda. Mas a minha pergunta é: Muda para o quê? Qual é a filosofia do clube neste momento?
Quando vamos buscar jogadores de 29 e 30 e tal anos para suprir carências da equipa, estamos apenas a tentar contornar problemas financeiros, ou a inverter um modelo de investimento no futuro, que sempre foi nosso apanágio. Todas as épocas a equipa do Sporting era a mais jovem e com mais margem de progressão. Era, já não é. Todos os anos o Sporting tinha 1 ou 2 jogadores que pela sua fantasia e criatividade empolgava o clube e o transportava nas camisolas de jovens e crianças. Tinha, já não tem. Sempre me habituei a ver o clube fora de polémicas, atritos, a evitar fissões e discussões internas. Evitava, mas já não evita.
O que é este Sporting? O que ganhámos em mudar? De que adiantou os passos decididos rumo a novos modelos de organização e financiamento? O que lucrou o clube em mudar a sua politica de formação, com pazadas de brasileiros, romenos e outras nacionalidades que não advém de nenhuma referência e ligação à nossa cultura nacional? Quem ganhou com um novo estádio que arruinou as finanças e elevou o preço dos bilhetes? As gamebox são um bom produto, mas quando vejo Alvalade num início de época com 20 mil espectadores e me recordo outros inícios com 40 ou 50 mil, pergunto-me onde está a evolução?
Onde é que nós estamos?
Nada do que está escrito são acusações a JEB, mas uma vez que é Presidente é sua obrigação preocupar-se, pensar, re-pensar, ouvir, seja o que for que ache melhor fazer no sentido de entender como é que passámos de uma grande instituição para uma grande desilusão. É que já nem a formação, essa virgem prenha de messias escapa e é hoje mais um calvário de conflitos e egos exacerbados. Onde está a palavra, a honra, a virtude, o amor e dedicação ao clube? Para onde nos leva tanto profissionalismo?
Se cair, quero cair de pé e não a chorar-me pelos cantos a ser espezinhado por "moinhos de vento".
Até breve.
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Afinal ele existe
Amanhã Quinta-feira, por volta das 21h00, José Eduardo Bettencourt será o convidado de Judite de Sousa na Grande Entrevista. Não espero nada de especial neste espaço, a repórter está mais adaptada a contextos políticos, mas a aparição do Presidente do Sporting em prime time na TV prova 3 coisas: 1- Ele está vivo 2 - Ele ainda é Presidente do Sporting 3- Ele vai responder a perguntas sobre o clube.
Acho que esta aparição vem muito tarde, sabe-se que tem sido convidado por quase todos os espaços de debate televisivo sobre futebol, mas ainda assim, mais vale tarde que nunca. Peço a JEB que não se refugie em questões de "inimigos internos" ou "oposições maquiavelicas "...esse caminho de auto cegueira e desculpabilização foi percorrido durante mais de 8 anos pelo Benfica com os resultados que se conhecem.
Mas como tudo tem corrido tão mal a este presidente, que é bem capaz de passar uma hora a mandar recados para dentro do clube, passando por cima dos reais problemas do Sporting. A ver vamos.
Até breve.
Acho que esta aparição vem muito tarde, sabe-se que tem sido convidado por quase todos os espaços de debate televisivo sobre futebol, mas ainda assim, mais vale tarde que nunca. Peço a JEB que não se refugie em questões de "inimigos internos" ou "oposições maquiavelicas "...esse caminho de auto cegueira e desculpabilização foi percorrido durante mais de 8 anos pelo Benfica com os resultados que se conhecem.
Mas como tudo tem corrido tão mal a este presidente, que é bem capaz de passar uma hora a mandar recados para dentro do clube, passando por cima dos reais problemas do Sporting. A ver vamos.
Até breve.
Calma...só estamos em 10º lugar...(?)
Assisto às últimas notícias e declarações com uma indiferença total. Se Bettencourt foi dar alento à equipa no final do jogo com o Beira Mar, se Paulo Sérgio acha que vai ser bom ter um interregno para recuperar a equipa e se André Santos acha que todos os maus resultados se explicam com uma enorme falta de sorte…pois bem, isso para mim é pouco ou nada.
Izmailov continua uma cruzada para conseguir ir-se embora e não tenho dúvidas que ganhará este braço de ferro com os responsáveis do clube, a táctica de Moutinho levada ao extremo dá nisto. Ao menos o ex-capitão nunca deu entrevistas como a que deu agora o russo, jogando na lama e no ridículo a acção (algo polémica, mas defensável) de Costinha.
Enfim tudo está mal e assisto com perplexidade a um serenar dos ânimos com promessas de melhoria e outras poeiras que vêm tarde para o momento em que se encontra a consideração e confiança dos adeptos pela sua equipa. Acho que por este caminho, a calma e o deixar passar o tempo, só vamos garantir um total afundamento na tabela classificativa, um total abandono de espectadores de Alvalade, um total apoio a oposições internas que acusam esta direcção de inactividade.
Tarda Bettencourt em entender a gravidade do momento que se vive, se lesse apenas um das muitas dezenas de blogs, que quer se queira quer não, são bastante representativos, para perceber que o Sporting está neste momento num possível ponto de ruptura. São precisas medidas imediatas, incisivas e de grande impacto. A equipa de futebol está muito próxima de perder completamente os seus seguidores, muito próxima de ser ridicularizada num futuro encontro com uma equipa mais forte, muito próxima de deixar se ser equipa.
Aveiro expôs a dificuldade que onze jogadores têm em fazer coisas juntos, coordenados, algo que se verificou nos últimos jogos da era Paulo Bento, prova de um nervosismo de fim de linha, de uma urgência terrível de conseguir bons resultados. Se alguém reparou no jogo de Maniche, saltou à vista uma impaciência total, ele que é só o mais experiente da equipa. Quando se chega a este nível, o fim para o treinador está muito próximo, e na próxima jornada com o Rio Ave em casa, podemos assistir ao fim de um grande erro chamado Paulo Sérgio. Se perder ou empatar, será quase uma “justa causa” em cima da mesa, se ganhar, lamento dizer só estará a adiar o inadiável, ou seja, a iludir-nos mais uma semana.
Tinha alguma esperança que o Sporting entendesse, que fosse quem fosse que dirigisse a equipa, podia até ser o Mourinho, com os resultados conseguidos e sobretudo com as exibições (as pessoas confundem muito corrida e remates com jogar bem à bola) um treinador num clube como o Sporting tem de se demitir ou ser demitido. Não o fazer dá sinais claros de complacência com o fracasso, sinais claros que os responsáveis ficarão satisfeitos em não descer de divisão, o que com o orçamento do Sporting é impressionantemente ofensivo.
Despedir faz parte e não é um botão de nenhuma bomba atómica. A estabilidade não pode ser conseguida à custa da hipoteca prematura de uma época inteira de mau futebol, derrotas e humilhações. Para ilustrar o que digo, deixo umas perguntas: quantos dos novos sócios angariados nos últimos anos deixarão esta época de pagar as cotas, quantos novos sócios entraram para o clube nos últimos meses, quantos espectadores, sem gamebox adquirida compraram bilhete nas últimas 3 ou 4 partidas em Alvalade, qual foi a percentagem de quebra de vendas de mercahandising no último mês?
Até breve.
Izmailov continua uma cruzada para conseguir ir-se embora e não tenho dúvidas que ganhará este braço de ferro com os responsáveis do clube, a táctica de Moutinho levada ao extremo dá nisto. Ao menos o ex-capitão nunca deu entrevistas como a que deu agora o russo, jogando na lama e no ridículo a acção (algo polémica, mas defensável) de Costinha.
Enfim tudo está mal e assisto com perplexidade a um serenar dos ânimos com promessas de melhoria e outras poeiras que vêm tarde para o momento em que se encontra a consideração e confiança dos adeptos pela sua equipa. Acho que por este caminho, a calma e o deixar passar o tempo, só vamos garantir um total afundamento na tabela classificativa, um total abandono de espectadores de Alvalade, um total apoio a oposições internas que acusam esta direcção de inactividade.
Tarda Bettencourt em entender a gravidade do momento que se vive, se lesse apenas um das muitas dezenas de blogs, que quer se queira quer não, são bastante representativos, para perceber que o Sporting está neste momento num possível ponto de ruptura. São precisas medidas imediatas, incisivas e de grande impacto. A equipa de futebol está muito próxima de perder completamente os seus seguidores, muito próxima de ser ridicularizada num futuro encontro com uma equipa mais forte, muito próxima de deixar se ser equipa.
Aveiro expôs a dificuldade que onze jogadores têm em fazer coisas juntos, coordenados, algo que se verificou nos últimos jogos da era Paulo Bento, prova de um nervosismo de fim de linha, de uma urgência terrível de conseguir bons resultados. Se alguém reparou no jogo de Maniche, saltou à vista uma impaciência total, ele que é só o mais experiente da equipa. Quando se chega a este nível, o fim para o treinador está muito próximo, e na próxima jornada com o Rio Ave em casa, podemos assistir ao fim de um grande erro chamado Paulo Sérgio. Se perder ou empatar, será quase uma “justa causa” em cima da mesa, se ganhar, lamento dizer só estará a adiar o inadiável, ou seja, a iludir-nos mais uma semana.
Tinha alguma esperança que o Sporting entendesse, que fosse quem fosse que dirigisse a equipa, podia até ser o Mourinho, com os resultados conseguidos e sobretudo com as exibições (as pessoas confundem muito corrida e remates com jogar bem à bola) um treinador num clube como o Sporting tem de se demitir ou ser demitido. Não o fazer dá sinais claros de complacência com o fracasso, sinais claros que os responsáveis ficarão satisfeitos em não descer de divisão, o que com o orçamento do Sporting é impressionantemente ofensivo.
Despedir faz parte e não é um botão de nenhuma bomba atómica. A estabilidade não pode ser conseguida à custa da hipoteca prematura de uma época inteira de mau futebol, derrotas e humilhações. Para ilustrar o que digo, deixo umas perguntas: quantos dos novos sócios angariados nos últimos anos deixarão esta época de pagar as cotas, quantos novos sócios entraram para o clube nos últimos meses, quantos espectadores, sem gamebox adquirida compraram bilhete nas últimas 3 ou 4 partidas em Alvalade, qual foi a percentagem de quebra de vendas de mercahandising no último mês?
Até breve.
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Estado de choque
Depois do meu último post, o qual foi escrito com uma desilusão planetária, confesso que ainda me sinto na mesma. Ou pior. Esperava, ou melhor, tinha a ilusão de acordar hoje de manhã e ler na imprensa alguma reacção por parte dos responsáveis do Sporting, depois do verdadeiro descalabro que foi o jogo de ontem em Aveiro. Já li todos os blogs e constato que o meu estado não é exclusivo, a nação sportinguista está em estado de choque. Não é para menos, a equipa de futebol, que sejamos honestos é 90% do que é o Sporting, é uma fonte de desilusão permanente e desfaz-se como uma miragem de uma (não grande, já passámos há muito esse nível) boa equipa de futebol.
Não vale a pena colocar um ar sábio, maduro e calmo e enfrentar a situação como se fossemos todos velhos marinheiros de cachimbo na boca, o caso é muito grave e cada ano que passa tem vindo a ser pior. Não é pelos jogadores, não é pelo treinador, nem pelo director desportivo, valha-nos a verdade nem sequer é pelo presidente. Simplesmente é por tudo. Todos estes intervenientes tem escolhido mal e tem sido mal escolhidos. É um problema de projecto desportivo e muito, mesmo muito, por não ter um plano ambicioso para o futebol profissional.
Acordamos agora para uma dura realidade: o Sporting está mal preparado em termos de recursos humanos e não tem noção estratégica sobre nada do que diz respeito à equipa de futebol profissional. Tenho ligeiras desconfianças de que se alinhássemos com uma equipa 100% oriunda da formação orientada por um bom treinador teríamos mais pontos do que temos agora. A pergunta para 1 milhão de dólares não é onde é que está o problema, mas sim como se resolve. Tenho para mim que JEB é um homem inteligente, capaz e embora com pouco jogo de cintura para o futebol, é capaz de delegar num director desportivo as grandes decisões no que diz respeito à equipa. Mas esta incapacidade de entender o jogo, faz com que não reaja, o que somado a um director desportivo ainda muito imaturo, se abandone a equipa a um treinador ainda sem currículo e voz autorizada.
É preciso uma voz de comando, murros na mesa, berros e até às vezes um "chicote" moral para agitar uma equipa de futebol com medo de tudo, alguém que avive as hormonas masculinas de 26 jogadores para que ultrapassem esta crise de confiança adolescente. Mas não existe esta figura. São tudo gestores calmos e muito reflectidos que vão assistindo de dicionário debaixo do braço ao descalabro da equipa. Paulo Sérgio é apenas um bom homem, mal preparado e ainda incapaz de liderar uma equipa sozinho.
Voltando à solução. Dia 13 há Assembleia Geral. Penso que a AAS já vai tentar colocar na ordem de trabalhos um ponto dedicado à discussão do projecto desportivo do clube. Sei e todos sabem que isso não resolve nada, numa assembleia todos ralharão e provavelmente ninguém fará sair nenhuma deliberação útil para o destino do clube. Não é o local mais indicado. O local que todos vêem é o mesmo, a secretária de JEB.
Nessa secretária está um contrato assinado com Paulo Sérgio e está um telefone. Para começar a resolver os problemas da equipa de futebol JEB pode pegar nele, ligar o número de Paulo Sérgio e dizer qualquer coisa do género: "Paulo, desculpa lá, como é? Pedes a demissão? A equipa está a 10 pontos do líder com 7 jornadas, a equipa joga miseravelmente e tenho os sócios prontos para na próxima Assembleia Geral me darem um voto expresso que isto não pode continuar...como é? Ah não pedes a demissão...achas que vais dar a volta por cima....ah sim...ok. Então estás despedido. O erro foi meu, tu não tens culpa nenhuma."
Eu sei que esta medida nada resolveria, mas também sei que era um bom começo. E vamos por partes:
1- Pedir a demissão do treinador e se ela não existir, demiti-lo (ao contratar Paulo Sérgio o Sporting podia e devia ter salvaguardado a sua rescisão, é um treinador sem currículo e sem grandes brilharetes, era do maior bom senso pelo menos imaginar que podia não resultar).
2- Contratar um bom treinador, mas bom mesmo, sem discussões. Nada de promessas.
3- No mercado de inverno assegurar a vinda de um bom avançado.
4- Reformular o plano estratégico do departamento de futebol, adquirindo um manager técnico de grande valia, alguém que avalie bem as prospecções e planeie não a próxima época, mas as próximas 4 épocas. Calendário desportivo, empréstimos, aquisições, participações em torneios, acompanhamento do futebol de formação e ligação ao departamento profissional.
5- Começar já a canalizar o máximo de capital para o início da próxima época. Se este manager técnico existir, construirá com Costinha e o próximo treinador uma "comisssão" responsável pelas aquisições da próxima época, mas com dinheiro e ainda mais bom senso do que temos tido. Gastamos muito dinheiro mal gasto.
6- Existe uma grande percentagem de jogadores na actual equipa que já passou o seu tempo no clube e porque não joga ou quando o joga não rende, deve sair para dar lugar a novas "energias".
Estas são medidas urgentes, fáceis de compreender e fáceis de implementar se houver mais coragem e decisão. Só existe uma pessoa que o pode por em marcha. Uma pessoa onde tudo pode começar e também acabar. Essa pessoa é JEB e tem faltado muito ao clube pela sua aparente não capacidade para tomar grandes decisões em momentos oportunos.
Até breve.
Não vale a pena colocar um ar sábio, maduro e calmo e enfrentar a situação como se fossemos todos velhos marinheiros de cachimbo na boca, o caso é muito grave e cada ano que passa tem vindo a ser pior. Não é pelos jogadores, não é pelo treinador, nem pelo director desportivo, valha-nos a verdade nem sequer é pelo presidente. Simplesmente é por tudo. Todos estes intervenientes tem escolhido mal e tem sido mal escolhidos. É um problema de projecto desportivo e muito, mesmo muito, por não ter um plano ambicioso para o futebol profissional.
Acordamos agora para uma dura realidade: o Sporting está mal preparado em termos de recursos humanos e não tem noção estratégica sobre nada do que diz respeito à equipa de futebol profissional. Tenho ligeiras desconfianças de que se alinhássemos com uma equipa 100% oriunda da formação orientada por um bom treinador teríamos mais pontos do que temos agora. A pergunta para 1 milhão de dólares não é onde é que está o problema, mas sim como se resolve. Tenho para mim que JEB é um homem inteligente, capaz e embora com pouco jogo de cintura para o futebol, é capaz de delegar num director desportivo as grandes decisões no que diz respeito à equipa. Mas esta incapacidade de entender o jogo, faz com que não reaja, o que somado a um director desportivo ainda muito imaturo, se abandone a equipa a um treinador ainda sem currículo e voz autorizada.
É preciso uma voz de comando, murros na mesa, berros e até às vezes um "chicote" moral para agitar uma equipa de futebol com medo de tudo, alguém que avive as hormonas masculinas de 26 jogadores para que ultrapassem esta crise de confiança adolescente. Mas não existe esta figura. São tudo gestores calmos e muito reflectidos que vão assistindo de dicionário debaixo do braço ao descalabro da equipa. Paulo Sérgio é apenas um bom homem, mal preparado e ainda incapaz de liderar uma equipa sozinho.
Voltando à solução. Dia 13 há Assembleia Geral. Penso que a AAS já vai tentar colocar na ordem de trabalhos um ponto dedicado à discussão do projecto desportivo do clube. Sei e todos sabem que isso não resolve nada, numa assembleia todos ralharão e provavelmente ninguém fará sair nenhuma deliberação útil para o destino do clube. Não é o local mais indicado. O local que todos vêem é o mesmo, a secretária de JEB.
Nessa secretária está um contrato assinado com Paulo Sérgio e está um telefone. Para começar a resolver os problemas da equipa de futebol JEB pode pegar nele, ligar o número de Paulo Sérgio e dizer qualquer coisa do género: "Paulo, desculpa lá, como é? Pedes a demissão? A equipa está a 10 pontos do líder com 7 jornadas, a equipa joga miseravelmente e tenho os sócios prontos para na próxima Assembleia Geral me darem um voto expresso que isto não pode continuar...como é? Ah não pedes a demissão...achas que vais dar a volta por cima....ah sim...ok. Então estás despedido. O erro foi meu, tu não tens culpa nenhuma."
Eu sei que esta medida nada resolveria, mas também sei que era um bom começo. E vamos por partes:
1- Pedir a demissão do treinador e se ela não existir, demiti-lo (ao contratar Paulo Sérgio o Sporting podia e devia ter salvaguardado a sua rescisão, é um treinador sem currículo e sem grandes brilharetes, era do maior bom senso pelo menos imaginar que podia não resultar).
2- Contratar um bom treinador, mas bom mesmo, sem discussões. Nada de promessas.
3- No mercado de inverno assegurar a vinda de um bom avançado.
4- Reformular o plano estratégico do departamento de futebol, adquirindo um manager técnico de grande valia, alguém que avalie bem as prospecções e planeie não a próxima época, mas as próximas 4 épocas. Calendário desportivo, empréstimos, aquisições, participações em torneios, acompanhamento do futebol de formação e ligação ao departamento profissional.
5- Começar já a canalizar o máximo de capital para o início da próxima época. Se este manager técnico existir, construirá com Costinha e o próximo treinador uma "comisssão" responsável pelas aquisições da próxima época, mas com dinheiro e ainda mais bom senso do que temos tido. Gastamos muito dinheiro mal gasto.
6- Existe uma grande percentagem de jogadores na actual equipa que já passou o seu tempo no clube e porque não joga ou quando o joga não rende, deve sair para dar lugar a novas "energias".
Estas são medidas urgentes, fáceis de compreender e fáceis de implementar se houver mais coragem e decisão. Só existe uma pessoa que o pode por em marcha. Uma pessoa onde tudo pode começar e também acabar. Essa pessoa é JEB e tem faltado muito ao clube pela sua aparente não capacidade para tomar grandes decisões em momentos oportunos.
Até breve.
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