Apesar do título do post, não tenho truques para dar a Paulo Sérgio. Mas para quem acompanha a equipa do Sporting já não há muito mistério sobre o que é que tem de acontecer para o clube ganhar um jogo.
As grandes falhas até agora tem passado pela atitude do onze quando entra em campo e a concentração que dispõe durante os 90 minutos, especialmente se os golos não surgem cedo.
É pois essencial que a equipa procure desde o apito inicial a baliza e não insista numa posse de bola estéril com movimentações a roçar a sonolência. Para isso pede-se aos condutores de bola habituais (Pereira, Evaldo, Maniche e Fernandez) que de facto transportem a bola o mais longe possível e não entreguem a posse da mesma aos avançados numa fase prematura. Apesar de por exemplo Postiga ser bom na condução e a guardar o esférico, se estiver longe da área dificilmente criará perigo.
Este é para mim o pior defeito da construção ofensiva do Sporting e uma vez resolvido criará às defesas contrárias muitos mais problemas e incerteza. Torna-se fácil ler o jogo do Sporting quando Evaldo ou Pereira tem a bola, já se sabe que procurará o ala correspondente (Vukcevic, Salomão ou Valdez) e este o ponta de lança (Liedson ou Postiga) que estiver mais próximo. Quando Fernandez tem jogado, acresce de mais uma hipótese de passe no corredor central, mas convém que os médios defensivos (Maniche e André Santos) dêem linhas de passe para que o chileno consiga evoluir e aí sim devolver aos avançados a bola em condições de remate.
Ainda não entendi como é que Paulo Sérgio insiste num tipo de jogo que às vezes parece mais um jogo de matraquilhos, com posições estanques e pouca criatividade para ultrapassar as normais 3 linhas das equipas adversárias. A força, a garra juntas a bons níveis atléticos só serão uma vantagem quando existir capacidade técnica para ter a bola dominada em espaço vazios, o contrário apenas exige acompanhamento defensivo, que sendo à zona, chega e sobra para manipular o ataque leonino.
Espero que um treinador que quer levar o Sporting a algum lado se lembre frente ao Rio Ave de introduzir algo de novo e que não deixe a equipa ao sabor do aproveitamento dos golos de uma jornada europeia. O resultado tem sido catastrófico. Não vale a pena prémios de consolação de bolas no poste, penaltys por assinalar ou primeiras partes oferecidas de bandeja. O discurso do coitadinho e da falta de sorte só é válido pontualmente, por sistema implica incapacidade do treinador que o usa.
Até breve.
domingo, 24 de outubro de 2010
sábado, 23 de outubro de 2010
Entre(as)vistas de Bettencourt
A entrevista de JEB à Bola, que só li o enxerto na edição on-line, deixa-me confuso. Eu pensava que a comunicação social tinha como missão informar, ou seja, fazer as perguntas que o público gostaria de poder fazer. Mas Vítor Serpa ficou-se pelas questões circunstanciais de ser Presidente do Sporting neste momento, o que para mim é passar ao lado de todas as questões relevantes do futebol do clube.
Se eu fosse fazer uma entrevista com este presidente não deixaria nunca de fazer 6 questões fundamentais, a saber:
1/ Quanto, falando em percentagens, vai o Sporting ver aumentado na próxima época o seu orçamento para o futebol? Depois de tanta propaganda sobre o novo modelo de financiamento, era interessante saber o que vai realmente beneficiar a gestão desportiva do departamento de futebol.
2/ O treinador Paulo Sérgio tem no seu contrato alguma cláusula de rescisão que garanta ao Sporting a capacidade de o despedir por maus resultados?
3/ Porque é que o Sporting vendeu Veloso por valores tão baixos, quando já tinha garantido 10 milhões com a venda de Mourinho?
4/ O director desportivo Costinha não devia ter um papel mais interventivo na imprensa, especialmente numa altura de tanta contestação com a prestação da equipa?
5/ Se o Sporting não conquistar um lugar na Liga dos Campões e não ganhar nenhuma prova este ano, o treinador ficará no clube mesmo assim?
6/ O Sporting vai adquirir um ponta-de-lança na abertura do mercado de transferências em Janeiro?
Posso estar enganado, mas estas seriam as questões mais interessantes de serem colocadas a JEB, muitas outras ficariam por fazer, mas de uma forma ou de outra já todos conseguimos adivinhar as respostas sobre o insucesso de algumas contratações, sobre a contestação à sua direcção ou sobre o estado de finanças do clube.
Pode ser que no futuro alguém se lembre do que significa ser jornalista.
Até breve.
Se eu fosse fazer uma entrevista com este presidente não deixaria nunca de fazer 6 questões fundamentais, a saber:
1/ Quanto, falando em percentagens, vai o Sporting ver aumentado na próxima época o seu orçamento para o futebol? Depois de tanta propaganda sobre o novo modelo de financiamento, era interessante saber o que vai realmente beneficiar a gestão desportiva do departamento de futebol.
2/ O treinador Paulo Sérgio tem no seu contrato alguma cláusula de rescisão que garanta ao Sporting a capacidade de o despedir por maus resultados?
3/ Porque é que o Sporting vendeu Veloso por valores tão baixos, quando já tinha garantido 10 milhões com a venda de Mourinho?
4/ O director desportivo Costinha não devia ter um papel mais interventivo na imprensa, especialmente numa altura de tanta contestação com a prestação da equipa?
5/ Se o Sporting não conquistar um lugar na Liga dos Campões e não ganhar nenhuma prova este ano, o treinador ficará no clube mesmo assim?
6/ O Sporting vai adquirir um ponta-de-lança na abertura do mercado de transferências em Janeiro?
Posso estar enganado, mas estas seriam as questões mais interessantes de serem colocadas a JEB, muitas outras ficariam por fazer, mas de uma forma ou de outra já todos conseguimos adivinhar as respostas sobre o insucesso de algumas contratações, sobre a contestação à sua direcção ou sobre o estado de finanças do clube.
Pode ser que no futuro alguém se lembre do que significa ser jornalista.
Até breve.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Noticia d´A Bola - Exclusivo!!
"Grimi, Djaló e Saleiro aceleram recuperação"
Eu pergunto, para quê?
Até breve.
Eu pergunto, para quê?
Até breve.
Análise individual (Sporting 5 - Gent 1)
Hildebrand
Uma única falha, que parece enfermar ainda de um fora-de-jogo, deu um golo a um adversário que não incomodou. Pouco ou nenhum esforço numa exibição que pôs à prova a valia deste keeper.
Abel
Como já vem sendo hábito foi regular, inteligente a jogar e não inventando ajudou a fazer uma ala muita activa no ataque. Com a colocação de Pereira na posição 8, pode ter valido a titularidade como lateral direito.
Evaldo
Muito bem o luso-brasileiro. Força, garra, é uma espécie de Maicon à portuguesa.
Polga
Não teve muito que fazer, mas fê-lo bem. A lesão vem no momento em que estava a ganhar espaço no onze.
Carriço
Não brilhou tanto, não por errar mais, mas porque não foi testado pelos atacantes belgas. Ainda teve tempo de subir pelo flanco direito só para desenjoar.
André Santos
Um dos melhores. Bem a defender e muito energético a atacar. Sentiu-se mais seguro a subir, esperemos por um golo nos próximos jogos, já merecia.
Maniche
O bom Maniche esteve em campo. Nota-se que quer liderar a equipa dando o exemplo de prestação física e prontidão para todas as funções do jogo. O golo é a prova de tudo isso.
Pereira
A jogar na posição de Fernandez, o mínimo que se pode dizer é que foi o melhor jogador em campo, não tem rotinas de distribuidor mas compensou com muito empenho em levar a bola até aos decisores. Moutinho que se cuide…
Salomão
Tem o mérito de ter marcado o golo que “abriu” a equipa. Ainda não tem um peso muito grande no jogo da equipa, mas já decide qualquer coisa com golos e boas desmarcações. A crescer claramente.
Liedson
Uma partida a fazer lembrar outras passadas em que bola no seus pés era sinónimo de golos. Foram dois, podiam ter sido 4. Mas também não passemos do 8 para o 80 e dou os meus parabéns ao regresso do Liedson que resolve.
Postiga
Apesar de achar prematura a renovação com o jogador, é preciso referir que foi um avançado de equipa. Marcou, deu a marcar e procurou sempre ajudar a defender. Em alta o Hélder.
Torsiglieiri
Fico sempre com a sensação de poder estar ali um bom jogador. Entrou com garra e ainda teve tempo de rematar à baliza. Precisa claramente de mais jogos e mais difíceis.
Zapater
Lutou no meio campo e segurou a linha, mas com o Gent de rastos era mais fácil. A rever a evolução (ou não) do espanhol.
Vukcevic
Pouco tempo para brilhar.
Até breve.
Uma única falha, que parece enfermar ainda de um fora-de-jogo, deu um golo a um adversário que não incomodou. Pouco ou nenhum esforço numa exibição que pôs à prova a valia deste keeper.
Abel
Como já vem sendo hábito foi regular, inteligente a jogar e não inventando ajudou a fazer uma ala muita activa no ataque. Com a colocação de Pereira na posição 8, pode ter valido a titularidade como lateral direito.
Evaldo
Muito bem o luso-brasileiro. Força, garra, é uma espécie de Maicon à portuguesa.
Polga
Não teve muito que fazer, mas fê-lo bem. A lesão vem no momento em que estava a ganhar espaço no onze.
Carriço
Não brilhou tanto, não por errar mais, mas porque não foi testado pelos atacantes belgas. Ainda teve tempo de subir pelo flanco direito só para desenjoar.
André Santos
Um dos melhores. Bem a defender e muito energético a atacar. Sentiu-se mais seguro a subir, esperemos por um golo nos próximos jogos, já merecia.
Maniche
O bom Maniche esteve em campo. Nota-se que quer liderar a equipa dando o exemplo de prestação física e prontidão para todas as funções do jogo. O golo é a prova de tudo isso.
Pereira
A jogar na posição de Fernandez, o mínimo que se pode dizer é que foi o melhor jogador em campo, não tem rotinas de distribuidor mas compensou com muito empenho em levar a bola até aos decisores. Moutinho que se cuide…
Salomão
Tem o mérito de ter marcado o golo que “abriu” a equipa. Ainda não tem um peso muito grande no jogo da equipa, mas já decide qualquer coisa com golos e boas desmarcações. A crescer claramente.
Liedson
Uma partida a fazer lembrar outras passadas em que bola no seus pés era sinónimo de golos. Foram dois, podiam ter sido 4. Mas também não passemos do 8 para o 80 e dou os meus parabéns ao regresso do Liedson que resolve.
Postiga
Apesar de achar prematura a renovação com o jogador, é preciso referir que foi um avançado de equipa. Marcou, deu a marcar e procurou sempre ajudar a defender. Em alta o Hélder.
Torsiglieiri
Fico sempre com a sensação de poder estar ali um bom jogador. Entrou com garra e ainda teve tempo de rematar à baliza. Precisa claramente de mais jogos e mais difíceis.
Zapater
Lutou no meio campo e segurou a linha, mas com o Gent de rastos era mais fácil. A rever a evolução (ou não) do espanhol.
Vukcevic
Pouco tempo para brilhar.
Até breve.
Uma equipa bipolar?
Quem viu o jogo da Taça com o Estoril e o último frente ao Gent, vai certamente pensar que o Sporting tem dupla personalidade. Por vezes existem circunstâncias de um jogo que o tornam imprevisível, a tal magia do futebol, em que tudo pode acontecer. O Sporting esta época está a levar estes sortilégios a um extremo, sendo capaz de mudar totalmente de 4 em 4 dias. Ora eficiente e motivado, ora ansioso e errático.
A imprensa que li identifica a fraqueza do adversário como a justificação para a boa exibição dos leões, para mim será difícil que o Gent seja mais fraco que o Estoril, ou que o Levski seja mais fraco que o Beira Mar. O problema, quanto a mim, não está na qualidade do adversário, mas sim na qualidade efectiva posta em campo do Sporting. E a grande diferença? Os golos.
Tenho reparado que o Sporting esta época, quando marca primeiro e cedo, normalmente arranca para boas exibições. Quando não consegue marcar e ainda sofre, não há calma nem força mental para dar a volta ao jogo. É um problema mental, talvez um excesso de ansiedade da equipa em aproximar-se de um objectivo que lhes é exigido sem entender se estes 26 jogadores têm condições para garantir. Sobretudo com um técnico a fazer uma espécie de “estagiário remunerado” como Paulo Sérgio, que está a tactear a melhor forma de gerir uma equipa com os patamares de exigência dos leões.
Fica a ideia depois destas goleadas que o potencial da equipa é bem maior do que os jogos do campeonato sugerem e era bom que as boas exibições de Liedson, Postiga, Salomão e Maniche e outros chegassem também para o plano interno. Dar sequência a bons resultados é a melhor forma de consolidar um clube em estado de choque como é o Sporting.
15.000 adeptos estiveram nas bancadas de Alvalade, isto preocupa-me. A nossa média de espectadores aproxima-se a passos bem largos de marcas normalmente atingidas por clubes do género do Guimarães e do Braga. É muito pouco para quem ainda há dois anos registava muito mais do que o dobro. A falta de hábito de ir ver os jogos está a deixar de ser pontual e a transformar-se como o mais natural. Penso que é tempo de inverter esta tendência, com melhores políticas de preços, acções especiais e sobretudo muitas vitórias. O perigo de perder ligação com os adeptos é real.
Sempre achei descabida a associação com o caminho que o Belenenses percorreu e ainda percorre. Começo a entender como se pode chegar lá, como o Sporting pode perder influência, base de apoio, verbas, público. Isto merece muita reflexão e medidas concretas.
Até breve.
A imprensa que li identifica a fraqueza do adversário como a justificação para a boa exibição dos leões, para mim será difícil que o Gent seja mais fraco que o Estoril, ou que o Levski seja mais fraco que o Beira Mar. O problema, quanto a mim, não está na qualidade do adversário, mas sim na qualidade efectiva posta em campo do Sporting. E a grande diferença? Os golos.
Tenho reparado que o Sporting esta época, quando marca primeiro e cedo, normalmente arranca para boas exibições. Quando não consegue marcar e ainda sofre, não há calma nem força mental para dar a volta ao jogo. É um problema mental, talvez um excesso de ansiedade da equipa em aproximar-se de um objectivo que lhes é exigido sem entender se estes 26 jogadores têm condições para garantir. Sobretudo com um técnico a fazer uma espécie de “estagiário remunerado” como Paulo Sérgio, que está a tactear a melhor forma de gerir uma equipa com os patamares de exigência dos leões.
Fica a ideia depois destas goleadas que o potencial da equipa é bem maior do que os jogos do campeonato sugerem e era bom que as boas exibições de Liedson, Postiga, Salomão e Maniche e outros chegassem também para o plano interno. Dar sequência a bons resultados é a melhor forma de consolidar um clube em estado de choque como é o Sporting.
15.000 adeptos estiveram nas bancadas de Alvalade, isto preocupa-me. A nossa média de espectadores aproxima-se a passos bem largos de marcas normalmente atingidas por clubes do género do Guimarães e do Braga. É muito pouco para quem ainda há dois anos registava muito mais do que o dobro. A falta de hábito de ir ver os jogos está a deixar de ser pontual e a transformar-se como o mais natural. Penso que é tempo de inverter esta tendência, com melhores políticas de preços, acções especiais e sobretudo muitas vitórias. O perigo de perder ligação com os adeptos é real.
Sempre achei descabida a associação com o caminho que o Belenenses percorreu e ainda percorre. Começo a entender como se pode chegar lá, como o Sporting pode perder influência, base de apoio, verbas, público. Isto merece muita reflexão e medidas concretas.
Até breve.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Um fracasso relativo
Ontem sentei-me no sofá para ver aquilo que pensei ser um jogo interessante entre um desesperado Benfica europeu e um tranquilo Lyon. Notou-se muita falta de confiança nos portugueses e muita atrapalhação nos franceses. O Benfica perdeu e se o Lyon não tivesse tirado o pé do acelerador, podia até ter sido goleado.
Mas o que destaco da transmissão que vi foram os comentários. Qualquer um que tenha visto jogo, que não seja adepto do Benfica, deve ter reparado na autêntica sessão de “canal Benfica” patente nas declarações dos narradores da partida. Até ao primeiro golo do Lyon, o Benfica estava a controlar a partida, depois estava a reagir bem. Depois da expulsão ainda era possível fazer uma surpresa ao Lyon e só depois do segundo golo começaram as criticas a JJ pelo risco que estava a assumir. No final do jogo enalteceram o espírito combativo da equipa, com elogios rasgados a Coentrão e a Roberto. Conseguiram até ver a classe de Martins, Aimar, o atrevimento de Kardec e Saviola, a combatividade de Maxi e David Luiz.
No final do jogo, a julgar pelos comentadores, não foi o Lyon que desarmou o ataque à baliza de Roberto, foi o Benfica que equilibrou o jogo. Não houve referências ao porquê da saída dos 3 melhores jogadores do Lyon, à pancadaria que os médios portugueses se fartaram de dar durante toda a partida, à incapacidade do Benfica de criar uma oportunidade para marcar, enquanto o Lyon teve 6 ou 7…enfim, fico com a ideia clara de uma ligeireza na critica e uma super valorização do que o clube encarnado tentou fazer.
Pergunto-me onde está este género de comentário, quando joga o Sporting. Quando os comentadores passam os 90 minutos a desfilar um rol de estatísticas negativas da equipa, “não marca…”, “não ganha…”, “não consegue…”. Quando se utiliza 300 vezes palavras como ineficácia, inoperância, confusão, nervosismo, etc. Não quero com isto dizer que existe distorção dos factos, mas não há simpatia nenhuma e isso é tudo o que houve no comentário do Lyon-Benfica.
Isenção? Jornalismo? Verdade? Esqueçam lá isso, a SportTV assim como a SIC e a RTP, têm alinhado pela teoria do caos leonino e por oposição numa teoria da relatividade quanto ao insucesso do Benfica. Dá tanto jeito…
Até breve.
Mas o que destaco da transmissão que vi foram os comentários. Qualquer um que tenha visto jogo, que não seja adepto do Benfica, deve ter reparado na autêntica sessão de “canal Benfica” patente nas declarações dos narradores da partida. Até ao primeiro golo do Lyon, o Benfica estava a controlar a partida, depois estava a reagir bem. Depois da expulsão ainda era possível fazer uma surpresa ao Lyon e só depois do segundo golo começaram as criticas a JJ pelo risco que estava a assumir. No final do jogo enalteceram o espírito combativo da equipa, com elogios rasgados a Coentrão e a Roberto. Conseguiram até ver a classe de Martins, Aimar, o atrevimento de Kardec e Saviola, a combatividade de Maxi e David Luiz.
No final do jogo, a julgar pelos comentadores, não foi o Lyon que desarmou o ataque à baliza de Roberto, foi o Benfica que equilibrou o jogo. Não houve referências ao porquê da saída dos 3 melhores jogadores do Lyon, à pancadaria que os médios portugueses se fartaram de dar durante toda a partida, à incapacidade do Benfica de criar uma oportunidade para marcar, enquanto o Lyon teve 6 ou 7…enfim, fico com a ideia clara de uma ligeireza na critica e uma super valorização do que o clube encarnado tentou fazer.
Pergunto-me onde está este género de comentário, quando joga o Sporting. Quando os comentadores passam os 90 minutos a desfilar um rol de estatísticas negativas da equipa, “não marca…”, “não ganha…”, “não consegue…”. Quando se utiliza 300 vezes palavras como ineficácia, inoperância, confusão, nervosismo, etc. Não quero com isto dizer que existe distorção dos factos, mas não há simpatia nenhuma e isso é tudo o que houve no comentário do Lyon-Benfica.
Isenção? Jornalismo? Verdade? Esqueçam lá isso, a SportTV assim como a SIC e a RTP, têm alinhado pela teoria do caos leonino e por oposição numa teoria da relatividade quanto ao insucesso do Benfica. Dá tanto jeito…
Até breve.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Andorinhas e Primaveras
Diz o ditado, que por morrer uma andorinha não acaba a primavera. Eu diria que por uma vitória não se ganha uma época, ou mais especificamente, que por um jogador ter marcado um golo num jogo não quer dizer que vá marcar muitos no futuro.
Esta época o Sporting tem vivido destes supostos crescimentos, supostos problemas resolvidos, supostas conquistas. Tudo para ser completamente desmentido logo na partida seguinte. Será difícil encontrar no calendário desta época, 3 vitórias seguidas, 2 boas exibições consecutivas, jogadores que tenham acumulado na transição de uma semana duas boas prestações.
Esta inconstância não é estranha, é fruto de erros e sobretudo de uma motivação que não existe. Dizer que se quer o título e depois fazer 3 empates seguidos com clubes de menor dimensão não é coerente, é falta de realismo. É sobretudo notório que quando uma equipa “desarma” em face dos seus objectivos, procura metas mais curtas, análises mais pontuais, soluções de urgência e de pouco alcance.
Para mim discutir se Liedson sorri ou não, porque é que não marca, é além de estéril, um perfeito esquecimento do que são os problemas de facto. O levezinho não marca porque não tem tantas bolas de golo como no passado, porque tem de vir buscar jogo mais atrás, porque não tem parceiros de ataque que o ajudem a fugir à marcação, porque está com uma falta de motivação fora do normal Estas são as razões de facto e não adianta encontrar azias, ou outros níveis de mau estar do jogador com o clube.
É para mim óbvio que qualquer grande jogador gosta de 3 coisas:
1- Jogar num clube que se disponha a conquistar títulos;
2- Jogar numa equipa que pratique bom futebol;
3- Jogar num clube que lhe pague o ordenado (de preferência alto).
Se formos honestos, sabemos que o Sporting não cumpre totalmente estes requisitos, especialmente por culpa própria. Uma má gestão desportivo a longo prazo dá nisto e com apenas 7 jogos do campeonato, estamos praticamente arredados do título o que é uma mostra do potencial que temos para as outras provas.
Este desgaste de anos a fio sem conquistas, sem prazer de jogar e constantemente envoltos numa neblina de problemas, incide particularmente em atletas ambiciosos, que com toda a razão se tornam impacientes com o clube. Polga, Liedson, Moutinho, Djaló, Veloso eram dos mais “antigos” no clube e todos eles têm atravessado um deserto de conquistas atroz. Quem terá o direito de os acusar de falta de amor à camisola, quando desejaram e talvez ainda desejem conquistar troféus de prestígio?
A carreira de um jogador profissional tem no máximo 15 bons anos, 15 épocas de alto rendimento. Quantas já deu Liedson ao Sporting? Será assim tão estranho que queira experimentar uma outra camisola?
Talvez devêssemos perder mais tempo com a forma de conseguir que outros Liedson´s venham para Alvalade e as condições que futuras equipas terão para lutar por títulos. Essas sim são preocupações que nos levarão a tomar decisões correctas e colocar em cima da mesa, para discussão, problemas que uma vez resolvidos nos darão de volta o clube que andamos a perder todos os dias. Ao contrário do que muita gente anda a escrever por aí, para mim o Sporting é um clube que ganha jogos, ganha títulos, conquista, derrota os adversários, domina-os. Para mim o Sporting é um Leão. Não um gatinho. Esse não é o meu clube. Perdoem-me a comparação, mas prefiro um Leão pobre e esfomeado, zangado e conflituoso do que um gatinho saudável e mansinho que se deita o colo de qualquer estranho que lhe prometa uma festas no pelo.
Até breve.
Esta época o Sporting tem vivido destes supostos crescimentos, supostos problemas resolvidos, supostas conquistas. Tudo para ser completamente desmentido logo na partida seguinte. Será difícil encontrar no calendário desta época, 3 vitórias seguidas, 2 boas exibições consecutivas, jogadores que tenham acumulado na transição de uma semana duas boas prestações.
Esta inconstância não é estranha, é fruto de erros e sobretudo de uma motivação que não existe. Dizer que se quer o título e depois fazer 3 empates seguidos com clubes de menor dimensão não é coerente, é falta de realismo. É sobretudo notório que quando uma equipa “desarma” em face dos seus objectivos, procura metas mais curtas, análises mais pontuais, soluções de urgência e de pouco alcance.
Para mim discutir se Liedson sorri ou não, porque é que não marca, é além de estéril, um perfeito esquecimento do que são os problemas de facto. O levezinho não marca porque não tem tantas bolas de golo como no passado, porque tem de vir buscar jogo mais atrás, porque não tem parceiros de ataque que o ajudem a fugir à marcação, porque está com uma falta de motivação fora do normal Estas são as razões de facto e não adianta encontrar azias, ou outros níveis de mau estar do jogador com o clube.
É para mim óbvio que qualquer grande jogador gosta de 3 coisas:
1- Jogar num clube que se disponha a conquistar títulos;
2- Jogar numa equipa que pratique bom futebol;
3- Jogar num clube que lhe pague o ordenado (de preferência alto).
Se formos honestos, sabemos que o Sporting não cumpre totalmente estes requisitos, especialmente por culpa própria. Uma má gestão desportivo a longo prazo dá nisto e com apenas 7 jogos do campeonato, estamos praticamente arredados do título o que é uma mostra do potencial que temos para as outras provas.
Este desgaste de anos a fio sem conquistas, sem prazer de jogar e constantemente envoltos numa neblina de problemas, incide particularmente em atletas ambiciosos, que com toda a razão se tornam impacientes com o clube. Polga, Liedson, Moutinho, Djaló, Veloso eram dos mais “antigos” no clube e todos eles têm atravessado um deserto de conquistas atroz. Quem terá o direito de os acusar de falta de amor à camisola, quando desejaram e talvez ainda desejem conquistar troféus de prestígio?
A carreira de um jogador profissional tem no máximo 15 bons anos, 15 épocas de alto rendimento. Quantas já deu Liedson ao Sporting? Será assim tão estranho que queira experimentar uma outra camisola?
Talvez devêssemos perder mais tempo com a forma de conseguir que outros Liedson´s venham para Alvalade e as condições que futuras equipas terão para lutar por títulos. Essas sim são preocupações que nos levarão a tomar decisões correctas e colocar em cima da mesa, para discussão, problemas que uma vez resolvidos nos darão de volta o clube que andamos a perder todos os dias. Ao contrário do que muita gente anda a escrever por aí, para mim o Sporting é um clube que ganha jogos, ganha títulos, conquista, derrota os adversários, domina-os. Para mim o Sporting é um Leão. Não um gatinho. Esse não é o meu clube. Perdoem-me a comparação, mas prefiro um Leão pobre e esfomeado, zangado e conflituoso do que um gatinho saudável e mansinho que se deita o colo de qualquer estranho que lhe prometa uma festas no pelo.
Até breve.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Memória Curta
Quando se procedeu à revalidação dos vínculos de Romagnolli e Grimi, o Sporting cometeu um erro de julgamento: apreciou a performance dos atletas não pelo todo das suas prestações mas apenas pela melhor parte, curiosamente a última. Resultado, na época seguinte à extensão de contrato, os dois atletas mostrariam exactamente o mesmo que no início, ou seja, muito pouco. Romagnolli sairia a custo zero e Grimi provavelmente só sairá da mesma forma.
Seria de todo conveniente analisar a prestação de Postiga de forma diferente para que não suceda exactamente o mesmo. É lógico que estamos a falar de um atleta português, o que na posição de avançado é raro, cheio de talento, mas bastante instável. O problema de Postiga sempre foi o factor motivação, que tanto dá para grandes exibições como para épocas inteiras a marcar passo e a não marcar golos. Como é que se aposta num capital de tanto risco? Com as finanças debilitadas e com um historial no clube longe de ser brilhante, Postiga nunca deveria ser uma aposta forte, mas sim uma escolha bastante comedida.
Convém não ter o plantel repleto de “hipóteses” de bons futebolistas, mas sim de valores seguros e confiáveis. Quatro ou cinco más exibições individuais numa época são bem diferentes do contrário e Postiga tem sido muito mais um atleta de quatro ou cinco boas exibições em épocas inteiras de apatia. Ficar no plantel já penso ser questionável, investir mais na sua permanência acho uma loucura. O Sporting não pode gerir o seu futebol como se estivesse a apostar no Euromilhões, à espera do prémio, à espera de um rendimento do que parece não ser provável.
Carriço, Pereira, Evaldo, P.Mendes esses sim são sinónimos de regularidade, em que os padrões exibicionais se medem por alto. Os restantes 26 jogadores, de onde excluo os reforços por agora, tem muitos elementos que oscilam de prestação, sendo que esta época apenas Vukcevic, Patrício e ocasionalmente Postiga têm justificado a sua permanência.
É essencial compreender as curvas de carreira futebolística e o que significa em termos de gestão do plantel. Como digo, eu pensaria não 2 mas 10 vezes antes de colocar um contrato debaixo das mãos de Postiga. É que depois andamos a assobiar os atletas como se tivessem culpa de alguém os ter escolhido e colocado no relvado.
Até breve.
Seria de todo conveniente analisar a prestação de Postiga de forma diferente para que não suceda exactamente o mesmo. É lógico que estamos a falar de um atleta português, o que na posição de avançado é raro, cheio de talento, mas bastante instável. O problema de Postiga sempre foi o factor motivação, que tanto dá para grandes exibições como para épocas inteiras a marcar passo e a não marcar golos. Como é que se aposta num capital de tanto risco? Com as finanças debilitadas e com um historial no clube longe de ser brilhante, Postiga nunca deveria ser uma aposta forte, mas sim uma escolha bastante comedida.
Convém não ter o plantel repleto de “hipóteses” de bons futebolistas, mas sim de valores seguros e confiáveis. Quatro ou cinco más exibições individuais numa época são bem diferentes do contrário e Postiga tem sido muito mais um atleta de quatro ou cinco boas exibições em épocas inteiras de apatia. Ficar no plantel já penso ser questionável, investir mais na sua permanência acho uma loucura. O Sporting não pode gerir o seu futebol como se estivesse a apostar no Euromilhões, à espera do prémio, à espera de um rendimento do que parece não ser provável.
Carriço, Pereira, Evaldo, P.Mendes esses sim são sinónimos de regularidade, em que os padrões exibicionais se medem por alto. Os restantes 26 jogadores, de onde excluo os reforços por agora, tem muitos elementos que oscilam de prestação, sendo que esta época apenas Vukcevic, Patrício e ocasionalmente Postiga têm justificado a sua permanência.
É essencial compreender as curvas de carreira futebolística e o que significa em termos de gestão do plantel. Como digo, eu pensaria não 2 mas 10 vezes antes de colocar um contrato debaixo das mãos de Postiga. É que depois andamos a assobiar os atletas como se tivessem culpa de alguém os ter escolhido e colocado no relvado.
Até breve.
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Leões na Bruma
Enquanto não se vislumbram pinheiros, oliveiras ou eucaliptos para a frente de ataque, o Sporting vai investindo no futuro dos escalões jovens. Noticias dão como imediato a assinatura de um contrato de profissional a Bruma um jogador de 15 anos que já joga nos juniores de Alvalade. Se a passagem prematura do guineense a este escalão por prova do seu valor, então pode ser que estejamos na presença de mais um grande extremo, alguém que siga as pisadas de Figo, Simão, Quaresma e Ronaldo.
Curiosamente o último grande extremo formado na Academia, chamava-se Varela e apesar de no Sporting nunca ter jogado a extremo, foi muito má a decisão de libertar o jogador. Talvez tenhamos aprendido a lição. Salomão é jogador e nos próximos anos talvez assegure uma das faixas, mas qualidade nunca é demais e será sem dúvida mais barato fixar um jovem à equipa do que largar 3 milhões de euros por sul-americanos de média qualidade.
Como digo, continua e continuará sempre a faltar o avançado. Já agora uma dica, no Inverness do Campeonato Escocês mora um avançado de 21 anos de nome Adam Rooney, marca que se farta e já tem muitos clubes na Premier League interessados na sua contratação. Não é um pinheiro, mas isso não tem impedido o outro Rooney, do United, de ser o melhor avançado inglês da actualidade.
Até breve.
Curiosamente o último grande extremo formado na Academia, chamava-se Varela e apesar de no Sporting nunca ter jogado a extremo, foi muito má a decisão de libertar o jogador. Talvez tenhamos aprendido a lição. Salomão é jogador e nos próximos anos talvez assegure uma das faixas, mas qualidade nunca é demais e será sem dúvida mais barato fixar um jovem à equipa do que largar 3 milhões de euros por sul-americanos de média qualidade.
Como digo, continua e continuará sempre a faltar o avançado. Já agora uma dica, no Inverness do Campeonato Escocês mora um avançado de 21 anos de nome Adam Rooney, marca que se farta e já tem muitos clubes na Premier League interessados na sua contratação. Não é um pinheiro, mas isso não tem impedido o outro Rooney, do United, de ser o melhor avançado inglês da actualidade.
Até breve.
domingo, 17 de outubro de 2010
A equipa em exame intercalar
Patrício
Subiu uns pontos, mais confiante, pena os ocasionais erros que muitas vezes valem pontos.
Hildebrand
Só um jogo e nada de especifico a salientar.
Tiago
Parecia fadado a não jogar, mas quando participou esteve razoavelmente bem. Deve deixar a baliza entregue aos outros dois competidores.
Pereira
Bom começo de época que valeu a chamada à Selecção, parece menos esclarecido nos últimos jogos.
Abel
Ao contrário da última época, o jogador parece querer dar luta a Pereira com boas exibições e acerto na função. Na lateral direita o Sporting está bem servido.
Cedric
Foi resgatado à equipa júnior mas ainda sem justificar a decisão.
Evaldo
Talvez o melhor reforço da época. Resolveu o problema de lateral-esquerdo. Pareceu mais confuso e ansioso nos últimos jogos. Muita força e concentração tem sido o seu cartão de visita. Não tem rival para o seu lugar.
Grimi
Nada ou quase nada. Quando foi chamado à equipa esteve mal. Foi dinheiro investido que continuará a ser desvalorizado. Devia ser tomado a mesma opção que levou ao empréstimo de Pongolle.
Caneira
Noticias dão como avançado o seu processo de rescisão. Já virá muito tarde.
Polga
O velho Polga parece querer dar sinais de si esta época. Já merecia melhor sorte no onze, talvez nos próximos jogos seja opção.
Torsiglieri
Um mistério este argentino. Nos particulares cometeu erros primários que lhe custaram a inserção no onze. Mas no único jogo que fez esteve muito bem. A rever.
Carriço
O melhor jogador da equipa. Não é surpresa, se houvesse mais fibra no plantel à sua semelhança nunca o Sporting estaria no 10º lugar. O futuro capitão…de caras.
Coelho
Começou muito bem, foi-lhe posto o epíteto de central da moda e desapareceu. Um problema de confiança?
Maniche
O “velhinho” Maniche ainda está para as curvas. É o motor da equipa quando está focado, mas desconcentra-se com as más prestações dos colegas. Quer carregar a equipa, mas com o seu estilo de jogo torna-se um “canhão solto” à procura de problemas. Justifica plenamente a sua aquisição.
André Santos
O miúdo tem talento e toda a gente lhe vaticina um bom futuro, mas ainda não “explodiu” para outros patamares, o suficiente por exemplo, para ganhar o lugar quando Pedro Mendes regressar. É bom jogador e está a aproveitar as oportunidades.
Zapater
Não tem nada do valor de Veloso, mas nota-se que é bom jogador. A adaptação não está a ser fácil e percebe-se agora porque é que o Génova o trocou de forma tão rápida. É um poço de força, mas não tem sabido “sentir” a equipa e ajustar-se ao futebol mais técnico do Sporting. Mal PS, que não rentabiliza este jogador.
Pedro Mendes
Ainda não regressou de lesão. Que falta faz.
Fernandez
Tanto talento e no entanto está difícil de aparecer um treinador que o ponha a jogar onde merece. Muitos equívocos com o chileno, não é um Aimar, não é um Simão, é Matias Fernandes e custa até entender que não é pivot ofensivo nem interior esquerdo. É um falso ponta-de-lança mais à semelhança de João Pinto e Sá Pinto.
Izamilov
Problemas é o seu cartão de visita. Não deve jogar mais com a camisola do Sporting. Quando regressar de lesão será vendido.
Salomão
A falta de jogadores nas alas, abriu-lhe portas inesperadas e o garoto apesar de muito imaturo tem sabido dar nas vistas. Pelo dinheiro que custou foi um achado, com mais jogos pode vir a ser um caso sério.
Vukcevic
Parecia arrancar para uma super-época, mas o resto da equipa não acompanha o seu ritmo. È mais natural que “quebre” o ritmo e a pouca paciência de PS que o retirou ao intervalo no último jogo vai acabar por matar a sua confiança.
Valdes
O chileno tem bons pés, mas não tem encontrado a melhor forma para conquistar um lugar no onze. Está um pouco ansioso por justificar a sua contratação e isso tem sido muito prejudicial ao seu rendimento. Espera-se mais arte e mais calma desta escolha forte de Costinha.
Tales
Nada a salientar.
Djaló
Outro jogador que prometeu fazer uma época bem diferente. Mas não está render o que sabe. As confusões do treinador também não ajudam. Nunca será ala, nem interior, nem extremo. No contra-ataque é uma opção de valor, mas em 90% dos jogos o Sporting não joga nesse registo o que dificulta a sua escolha para o onze.
Liedson
Começa normalmente mal, mas com os golos vai subindo. Esta época está difícil de engrenar. Espera-se, ou melhor, anseia-se pela sua veia goleadora que tantas partidas resolve ao clube.
Saleiro
Ninguém tem dúvidas que é um bom avançado. Mas falha sistematicamente as poucas oportunidades que tem e será mais uma promessa adiada se não se “preparar” para não falhar as poucas que terá até vir um reforço para o seu lugar,
Postiga
É o jogador que mais tem surpreendido. Do homem dos “postes” tem surgido um avançado mais perigoso e confiante. Nota-se que trabalha mais, corre muito mais, e vai marcando golos o que de repente o tornou na opção mais válida para a frente de ataque.
Resumindo, a equipa está mais apetrechada que na época passada, mas as saídas de Moutinho e Veloso não foram colmatadas, não em termos de posição, mas em valor e diferença. Existem muitos jogadores que ainda não encontraram o seu espaço e o seu ritmo o que é uma área sobretudo técnica. Um treinador mais experiente já tinha colocado Zapater, Valdez, Fernandez e Liedson (os mais valiosos do plantel) a jogar de outra forma, mais soltos e sobretudo mais focados nas suas tarefas especificas. Mas todos parecem querer fazer tudo. Só como exemplo, é difícil às vezes saber quem é o extremo quando Valdes e Evaldo partilham a ala esquerda, ou Pereira e Vukcevic a direita e o pior é que não baralha o adversário metade do que confunde a nossa equipa.
Falta um ponta de lança à séria, um lateral esquerdo como alternativa a Evaldo e um dez que organize e paute o jogo, pelo menos para rivalizar com um pouco imaginativo Fernandez.
Grimi, Caneira, Cedric, Djaló e Izmailov estão a preparar-se seriamente para serem os próximos candidatos a sair do plantel. O mais grave é que Torsiglieiri, Tales e Zapater também e ainda há poucos meses chegaram. Pede-se a Paulo Sérgio que enquanto a teimosia de Costinha e JEB o deixarem permanecer no banco, aproveite melhor a variedade de talento que existe no plantel, nem que seja para que se prove que são erros de casting.
Até breve.
Subiu uns pontos, mais confiante, pena os ocasionais erros que muitas vezes valem pontos.
Hildebrand
Só um jogo e nada de especifico a salientar.
Tiago
Parecia fadado a não jogar, mas quando participou esteve razoavelmente bem. Deve deixar a baliza entregue aos outros dois competidores.
Pereira
Bom começo de época que valeu a chamada à Selecção, parece menos esclarecido nos últimos jogos.
Abel
Ao contrário da última época, o jogador parece querer dar luta a Pereira com boas exibições e acerto na função. Na lateral direita o Sporting está bem servido.
Cedric
Foi resgatado à equipa júnior mas ainda sem justificar a decisão.
Evaldo
Talvez o melhor reforço da época. Resolveu o problema de lateral-esquerdo. Pareceu mais confuso e ansioso nos últimos jogos. Muita força e concentração tem sido o seu cartão de visita. Não tem rival para o seu lugar.
Grimi
Nada ou quase nada. Quando foi chamado à equipa esteve mal. Foi dinheiro investido que continuará a ser desvalorizado. Devia ser tomado a mesma opção que levou ao empréstimo de Pongolle.
Caneira
Noticias dão como avançado o seu processo de rescisão. Já virá muito tarde.
Polga
O velho Polga parece querer dar sinais de si esta época. Já merecia melhor sorte no onze, talvez nos próximos jogos seja opção.
Torsiglieri
Um mistério este argentino. Nos particulares cometeu erros primários que lhe custaram a inserção no onze. Mas no único jogo que fez esteve muito bem. A rever.
Carriço
O melhor jogador da equipa. Não é surpresa, se houvesse mais fibra no plantel à sua semelhança nunca o Sporting estaria no 10º lugar. O futuro capitão…de caras.
Coelho
Começou muito bem, foi-lhe posto o epíteto de central da moda e desapareceu. Um problema de confiança?
Maniche
O “velhinho” Maniche ainda está para as curvas. É o motor da equipa quando está focado, mas desconcentra-se com as más prestações dos colegas. Quer carregar a equipa, mas com o seu estilo de jogo torna-se um “canhão solto” à procura de problemas. Justifica plenamente a sua aquisição.
André Santos
O miúdo tem talento e toda a gente lhe vaticina um bom futuro, mas ainda não “explodiu” para outros patamares, o suficiente por exemplo, para ganhar o lugar quando Pedro Mendes regressar. É bom jogador e está a aproveitar as oportunidades.
Zapater
Não tem nada do valor de Veloso, mas nota-se que é bom jogador. A adaptação não está a ser fácil e percebe-se agora porque é que o Génova o trocou de forma tão rápida. É um poço de força, mas não tem sabido “sentir” a equipa e ajustar-se ao futebol mais técnico do Sporting. Mal PS, que não rentabiliza este jogador.
Pedro Mendes
Ainda não regressou de lesão. Que falta faz.
Fernandez
Tanto talento e no entanto está difícil de aparecer um treinador que o ponha a jogar onde merece. Muitos equívocos com o chileno, não é um Aimar, não é um Simão, é Matias Fernandes e custa até entender que não é pivot ofensivo nem interior esquerdo. É um falso ponta-de-lança mais à semelhança de João Pinto e Sá Pinto.
Izamilov
Problemas é o seu cartão de visita. Não deve jogar mais com a camisola do Sporting. Quando regressar de lesão será vendido.
Salomão
A falta de jogadores nas alas, abriu-lhe portas inesperadas e o garoto apesar de muito imaturo tem sabido dar nas vistas. Pelo dinheiro que custou foi um achado, com mais jogos pode vir a ser um caso sério.
Vukcevic
Parecia arrancar para uma super-época, mas o resto da equipa não acompanha o seu ritmo. È mais natural que “quebre” o ritmo e a pouca paciência de PS que o retirou ao intervalo no último jogo vai acabar por matar a sua confiança.
Valdes
O chileno tem bons pés, mas não tem encontrado a melhor forma para conquistar um lugar no onze. Está um pouco ansioso por justificar a sua contratação e isso tem sido muito prejudicial ao seu rendimento. Espera-se mais arte e mais calma desta escolha forte de Costinha.
Tales
Nada a salientar.
Djaló
Outro jogador que prometeu fazer uma época bem diferente. Mas não está render o que sabe. As confusões do treinador também não ajudam. Nunca será ala, nem interior, nem extremo. No contra-ataque é uma opção de valor, mas em 90% dos jogos o Sporting não joga nesse registo o que dificulta a sua escolha para o onze.
Liedson
Começa normalmente mal, mas com os golos vai subindo. Esta época está difícil de engrenar. Espera-se, ou melhor, anseia-se pela sua veia goleadora que tantas partidas resolve ao clube.
Saleiro
Ninguém tem dúvidas que é um bom avançado. Mas falha sistematicamente as poucas oportunidades que tem e será mais uma promessa adiada se não se “preparar” para não falhar as poucas que terá até vir um reforço para o seu lugar,
Postiga
É o jogador que mais tem surpreendido. Do homem dos “postes” tem surgido um avançado mais perigoso e confiante. Nota-se que trabalha mais, corre muito mais, e vai marcando golos o que de repente o tornou na opção mais válida para a frente de ataque.
Resumindo, a equipa está mais apetrechada que na época passada, mas as saídas de Moutinho e Veloso não foram colmatadas, não em termos de posição, mas em valor e diferença. Existem muitos jogadores que ainda não encontraram o seu espaço e o seu ritmo o que é uma área sobretudo técnica. Um treinador mais experiente já tinha colocado Zapater, Valdez, Fernandez e Liedson (os mais valiosos do plantel) a jogar de outra forma, mais soltos e sobretudo mais focados nas suas tarefas especificas. Mas todos parecem querer fazer tudo. Só como exemplo, é difícil às vezes saber quem é o extremo quando Valdes e Evaldo partilham a ala esquerda, ou Pereira e Vukcevic a direita e o pior é que não baralha o adversário metade do que confunde a nossa equipa.
Falta um ponta de lança à séria, um lateral esquerdo como alternativa a Evaldo e um dez que organize e paute o jogo, pelo menos para rivalizar com um pouco imaginativo Fernandez.
Grimi, Caneira, Cedric, Djaló e Izmailov estão a preparar-se seriamente para serem os próximos candidatos a sair do plantel. O mais grave é que Torsiglieiri, Tales e Zapater também e ainda há poucos meses chegaram. Pede-se a Paulo Sérgio que enquanto a teimosia de Costinha e JEB o deixarem permanecer no banco, aproveite melhor a variedade de talento que existe no plantel, nem que seja para que se prove que são erros de casting.
Até breve.
sábado, 16 de outubro de 2010
Que pobreza
A melhoria que Paulo Sérgio prometeu quando perspectivou as 2 semanas de paragem da Liga, provou-se inexistente. De facto quem viu o jogo entendeu que o Sporting fez exactamente o mesmo que noutras jornadas. Atacou confuso e defendeu nervoso. A diferença, que agradará a alguns, é que o adversário chamava-se Estoril, uma equipa mediana da Liga Orangina e o desta vez deu para ganhar.
Mas não posso deixar de evidenciar a pobreza, desesperante, de futebol que estes jogadores conseguem dar ao sócios. Não fomos, não vamos e não iremos a lado nenhum com este futebol, com estas soluções tácticas, com este treinador. Os próximos oponentes não se vão chamar Estoril, mas tenho a certeza que vamos continuar a ter absurdas dificuldades em marcar golos, em jogar bem, em ganhar jogos. No fundo o Sporting continua a dar sinais de não evoluir para lado nenhum com Paulo Sérgio.
O fraco entendimento de JEB e Costinha vão continuar a dar votos de confiança a um vazio enorme de capacidade e perspicácia que é o que se transformou Paulo Sérgio. A única motivação que a equipa demonstra é a de salvar-se a si mesma. Pode-se até dizer que o consegue, ganhando jogos de tempos a tempos e beneficiando de um discurso de "isto logo vai melhorar". Mas depois de um terço da época ainda estamos à espera do tal "clique" que devia ter chegado há meses atrás.
Hoje não vi nenhum clique, nenhum clake, apenas um enorme boink, o som de milhares de expectativas a bater num enorme balde de lixo. Só não vê quem não quer. Ou melhor só não ouve quem não quer ouvir. A música tem sido sempre a mesma.
Até breve.
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
A e B
Quando a equipa de habituais suplentes não parece muito mais frágil que a "titular" isso pode dizer duas coisas completamente diferentes: a equipa é tão boa que tem 22 profissionais com o mesmo grau de qualidade; a equipa é tão má que não existem 11 jogadores melhores que os outros.
O que podemos considerar a equipa B do Sporting, com jogadores como Hildebrand, Djaló, Abel, Polga, Zapater, Salomão e Torsiglieiri é um "luxo" e já deu provas de que é capaz de se sair muito bem. Veremos contra uma equipa que vai defender, o que produz, sendo que com tanto tempo entre jogos, só mesmo uma gestão que encara "períodos de férias" possibilita o não alinhamento dos habituais titulares. O jogo seguinte é 5 dias depois, o que para uma equipa que encara 2 como viáveis, não é nada.
Se o Sporting golear o Estoril, é mais um mar de dúvidas que se cria na, já por si baralhada, mente de Paulo Sérgio. Resta saber se isso acontecerá pela qualidade do todo ou pela falta de excelência de uma parte.
Até breve.
O que podemos considerar a equipa B do Sporting, com jogadores como Hildebrand, Djaló, Abel, Polga, Zapater, Salomão e Torsiglieiri é um "luxo" e já deu provas de que é capaz de se sair muito bem. Veremos contra uma equipa que vai defender, o que produz, sendo que com tanto tempo entre jogos, só mesmo uma gestão que encara "períodos de férias" possibilita o não alinhamento dos habituais titulares. O jogo seguinte é 5 dias depois, o que para uma equipa que encara 2 como viáveis, não é nada.
Se o Sporting golear o Estoril, é mais um mar de dúvidas que se cria na, já por si baralhada, mente de Paulo Sérgio. Resta saber se isso acontecerá pela qualidade do todo ou pela falta de excelência de uma parte.
Até breve.
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