Fernandez e Liedson estão lesionados e parece que com tempos de recuperação de um mês, talvez dois até estarem a 100% para competir, vai haver mais oportunidades para Djaló e Saleiro no ataque e Valdés e Vukcevic no meio campo. Se a troca no meio campo não assusta ninguém, já a ausência do levezinho vai fazer mossa. Este ano os avançados já não andam muito "famosos" e agora com lesões, vamos ter dose extra de ansiedade à espera que os substitutos do luso-brasileiro rendam qualquer coisa.
Pode ser uma boa oportunidade para voltar ao esquema com um ponta-de-lança apenas, secundado por 3 médios muito ofensivos como Vukcevic, Valdés e Salomão (ou Pereira?). Desta vez vai ser legitimo a Paulo Sérgio alguma criatividade para resolver este problema. Uma coisa é certa, a equipa ficou mais fraca...o que por vezes parece difícil.
Até breve.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
Sorteio 4ª Eliminatória Taça de Portugal
Calhou-nos o Paços de Ferreira e apesar do jogo ser em casa, não acho que irá ser fácil para um Sporting que internamente sofre para vencer quem quer que seja. Sugiro aos responsáveis leoninos que peçam aos dirigentes do clube da "capital do móvel" que na ficha de jogo conste Spartak de Ferreirev em vez do habitual FC Paços de Ferreira. Pode ser que a nomenclatura ajude a equipa a respirar inspiração mais "europeia".
Dia 21 de Novembro, espero que havendo taça, não "haja taça". Veremos como Paulo Sérgio consegue mostrar que aprendeu a lição da 1ª jornada e ganhar o jogo.
Até breve.
Dia 21 de Novembro, espero que havendo taça, não "haja taça". Veremos como Paulo Sérgio consegue mostrar que aprendeu a lição da 1ª jornada e ganhar o jogo.
Até breve.
Análise individual (Sporting 1 - Rio Ave 0)
Patrício
Inesperadamente foi decisivo, com 3 boas decisões evitou o imerecido golo dos visitantes. Na “guerra” com Hildebrand ganhou mais uns pontos.
Abel
Foi o homem do jogo. Pelo golo e pela exibição, este jogador provou que sabe ainda muita coisa, quando Pereira quebrou fisicamente assumiu a extrema direita e fez todo o corredor. Bem no passe, procurou a profundidade da linha e entendeu com mestria a missão de evitar o afunilamento de jogo pelo centro.
Evaldo
Muito voluntarioso, nem sempre esclarecido, tentou ser mais um extremo do que defesa direito. Em boa verdade o Rio Ave poupou muito trabalho aos laterais. Foi escolhido para o livre directo, mas acertou na barreira, talvez não seja a melhor opção para a função.
Carriço
Bem, sempre atento e apesar de algumas trapalhadas em 2 ou 3 lances de ataque do Rio Ave, esteve bem, um pouco de desgaste foi visível na parte final da partida.
Coelho
Até estava a fazer uma boa exibição, mas uma pancada azarada de um avançado do Rio Ave na face impediu-o de prosseguir na partida. A lesão não parece grave, mas deve ficar de fora nas próximas partidas.
André Santos
Não subiu muito no terreno, resguardando os avanços de Maniche, mas tentou sempre cortar os ataques do adversário bem cedo. Bons pormenores e bom índice físico em toda a partida.
Maniche
Foi um farol para a equipa, nem sempre acertado, mas cheio de vontade, faltou a precisão de remate fora da área, aliás penso que não tenha sequer chegado a visar a baliza. Mérito para o esforço.
Salomão
Um pouco apagado, bem marcado, não teve a capacidade de se soltar isolando-se muito na linha, longe dos apoios. Saiu lesionado.
Pereira
Arrumado mais à linha, foi útil enquanto teve força para atacar. Na parte final já só fazia apoios e aparições na área. Muito combativo, sofreu muitas faltas o que lhe retirou com o passar dos minutos alguma perspicácia.
Postiga
Não marcou, mas andou sempre muito perto. Foi o “agente da mudança” da equipa e tem de lhe ser dado muito valor pela procura incessante da vantagem no marcado. O lance dos dois golos invalidados aprovam da sua garra renovada.
Liedson
Faltou qualquer coisa mais ao levezinho, a condição física poderá não estar no melhor dos patamares, este jogador habituou-nos a mais fulgor e sobretudo mais precisão nos lances em que participa. Saiu também lesionado.
Torsiglieri
Apesar de uma falha que quase dava um golo ao Rio Ave, apresentou-se bem, com iniciativa e depois de um começo hesitante a defender já não deu mais oportunidades aos adversários. Tentou o golo, coisa que parece ser imagem de marca do argentino.
Valdês
Entrou mal, está sem pulmão e ritmo. Alguma desmotivação é notória, parece um jogador descrente e “sozinho”. Requer algum acompanhamento da equipa técnica, não se pode “queimar” um atleta destes.
Fernandez
Entrada azarada. No primeiro lance que disputou lesionou-se. Um grande bravo pela forma como debilitado ainda tentou participar na partida, sobretudo no apoio à ala direita que era a mais produtiva.
Inesperadamente foi decisivo, com 3 boas decisões evitou o imerecido golo dos visitantes. Na “guerra” com Hildebrand ganhou mais uns pontos.
Abel
Foi o homem do jogo. Pelo golo e pela exibição, este jogador provou que sabe ainda muita coisa, quando Pereira quebrou fisicamente assumiu a extrema direita e fez todo o corredor. Bem no passe, procurou a profundidade da linha e entendeu com mestria a missão de evitar o afunilamento de jogo pelo centro.
Evaldo
Muito voluntarioso, nem sempre esclarecido, tentou ser mais um extremo do que defesa direito. Em boa verdade o Rio Ave poupou muito trabalho aos laterais. Foi escolhido para o livre directo, mas acertou na barreira, talvez não seja a melhor opção para a função.
Carriço
Bem, sempre atento e apesar de algumas trapalhadas em 2 ou 3 lances de ataque do Rio Ave, esteve bem, um pouco de desgaste foi visível na parte final da partida.
Coelho
Até estava a fazer uma boa exibição, mas uma pancada azarada de um avançado do Rio Ave na face impediu-o de prosseguir na partida. A lesão não parece grave, mas deve ficar de fora nas próximas partidas.
André Santos
Não subiu muito no terreno, resguardando os avanços de Maniche, mas tentou sempre cortar os ataques do adversário bem cedo. Bons pormenores e bom índice físico em toda a partida.
Maniche
Foi um farol para a equipa, nem sempre acertado, mas cheio de vontade, faltou a precisão de remate fora da área, aliás penso que não tenha sequer chegado a visar a baliza. Mérito para o esforço.
Salomão
Um pouco apagado, bem marcado, não teve a capacidade de se soltar isolando-se muito na linha, longe dos apoios. Saiu lesionado.
Pereira
Arrumado mais à linha, foi útil enquanto teve força para atacar. Na parte final já só fazia apoios e aparições na área. Muito combativo, sofreu muitas faltas o que lhe retirou com o passar dos minutos alguma perspicácia.
Postiga
Não marcou, mas andou sempre muito perto. Foi o “agente da mudança” da equipa e tem de lhe ser dado muito valor pela procura incessante da vantagem no marcado. O lance dos dois golos invalidados aprovam da sua garra renovada.
Liedson
Faltou qualquer coisa mais ao levezinho, a condição física poderá não estar no melhor dos patamares, este jogador habituou-nos a mais fulgor e sobretudo mais precisão nos lances em que participa. Saiu também lesionado.
Torsiglieri
Apesar de uma falha que quase dava um golo ao Rio Ave, apresentou-se bem, com iniciativa e depois de um começo hesitante a defender já não deu mais oportunidades aos adversários. Tentou o golo, coisa que parece ser imagem de marca do argentino.
Valdês
Entrou mal, está sem pulmão e ritmo. Alguma desmotivação é notória, parece um jogador descrente e “sozinho”. Requer algum acompanhamento da equipa técnica, não se pode “queimar” um atleta destes.
Fernandez
Entrada azarada. No primeiro lance que disputou lesionou-se. Um grande bravo pela forma como debilitado ainda tentou participar na partida, sobretudo no apoio à ala direita que era a mais produtiva.
domingo, 24 de outubro de 2010
Das tripas coração
Sem surpresas, o Sporting manifestou tudo aquilo que se tem dito e escrito sobre a sua capacidade de enfrentar equipas que se fecham à espreita de um contra-ataque. O Rio Ave apresentou-se bem organizado, muito preocupado com as entradas de Liedson e Postiga e cobrindo bem as acções pelas alas. Na verdade o adversário dos leões é uma equipa sem poder de fogo, lenta e dependente dos lampejos de João Tomás e Bruno Gama que vão disfarçando uma incapacidade para sair a jogar.
Foi confrangedor a pouca inspiração do Sporting para criar perigo, para ligar uma jogada, dei por mim a tentar lembrar-me se na altura em que Paulo Bento era tão contestado e Alvalade desesperava por bom futebol as coisas estariam tão mal. Tenho dúvidas que se tenha visto espectáculo tão pobre nos últimos 20 anos. Tanta e tanta dificuldade em jogar à bola. Patrício foi resolvendo os ataques meio atabalhoados do Rio Ave (uma equipa com mais talento tinha ganho o jogo) e apesar das lesões há muito para apontar a Paulo Sérgio pelos sucessivos jogos mal conseguidos em casa.
Tudo parecia caminhar para o empate, os vilacondenses iam deixando passar o tempo, mais no chão a simular lesões do que a praticar futebol, eis senão quando a revolta de Postiga se ouviu a alto e bom som. O avançado pareceu reagir mal ás sucessivas entradas faltosas dos defesas e decidiu mostrar à bomba a sua insatisfação pelo andar do jogo. Mandou duas bolas ao poste e obrigou Paulo Santos a defesa complicada.
A equipa pareceu tentar acompanhar o revoltado Postiga e Abel (grande exibição) em desespero remata à baliza , nunca aquela bola entraria se não fosse o monumental erro de golpe de vista do guarda redes vilacondense. O golo surgia aos 89 minutos. Merecido, mas muito aflitivo triunfo leonino. Noutra noite qualquer o Sporting tinha empatado o jogo e isso é muito preocupante. Nem a vitória serve como atenuante, perante os problemas que não são resolvidos, perante as soluções que não vão sendo encontradas. Quem quiser ser enganado que o seja. Esta foi mais uma noite de frustração e ansiedade. Dos 30 mil que estiveram no estádio, talvez metade pense duas vezes antes de voltar.
Prémio para Abel, Postiga, Maniche e Evaldo que tentaram fazer tudo para conseguir a vitória. Demérito para Paulo Sérgio que continua a não entender o défice de qualidade que a sua equipa apresenta. Tanto festejo por uma vitória sofrida frente ao último classificado é paradigmático do estado de penuria em que o clube se encontra. Pensemos se é isto que queremos para o resto da época. É?
Até breve.
Foi confrangedor a pouca inspiração do Sporting para criar perigo, para ligar uma jogada, dei por mim a tentar lembrar-me se na altura em que Paulo Bento era tão contestado e Alvalade desesperava por bom futebol as coisas estariam tão mal. Tenho dúvidas que se tenha visto espectáculo tão pobre nos últimos 20 anos. Tanta e tanta dificuldade em jogar à bola. Patrício foi resolvendo os ataques meio atabalhoados do Rio Ave (uma equipa com mais talento tinha ganho o jogo) e apesar das lesões há muito para apontar a Paulo Sérgio pelos sucessivos jogos mal conseguidos em casa.
Tudo parecia caminhar para o empate, os vilacondenses iam deixando passar o tempo, mais no chão a simular lesões do que a praticar futebol, eis senão quando a revolta de Postiga se ouviu a alto e bom som. O avançado pareceu reagir mal ás sucessivas entradas faltosas dos defesas e decidiu mostrar à bomba a sua insatisfação pelo andar do jogo. Mandou duas bolas ao poste e obrigou Paulo Santos a defesa complicada.
A equipa pareceu tentar acompanhar o revoltado Postiga e Abel (grande exibição) em desespero remata à baliza , nunca aquela bola entraria se não fosse o monumental erro de golpe de vista do guarda redes vilacondense. O golo surgia aos 89 minutos. Merecido, mas muito aflitivo triunfo leonino. Noutra noite qualquer o Sporting tinha empatado o jogo e isso é muito preocupante. Nem a vitória serve como atenuante, perante os problemas que não são resolvidos, perante as soluções que não vão sendo encontradas. Quem quiser ser enganado que o seja. Esta foi mais uma noite de frustração e ansiedade. Dos 30 mil que estiveram no estádio, talvez metade pense duas vezes antes de voltar.
Prémio para Abel, Postiga, Maniche e Evaldo que tentaram fazer tudo para conseguir a vitória. Demérito para Paulo Sérgio que continua a não entender o défice de qualidade que a sua equipa apresenta. Tanto festejo por uma vitória sofrida frente ao último classificado é paradigmático do estado de penuria em que o clube se encontra. Pensemos se é isto que queremos para o resto da época. É?
Até breve.
Receitas Milagrosas
Apesar do título do post, não tenho truques para dar a Paulo Sérgio. Mas para quem acompanha a equipa do Sporting já não há muito mistério sobre o que é que tem de acontecer para o clube ganhar um jogo.
As grandes falhas até agora tem passado pela atitude do onze quando entra em campo e a concentração que dispõe durante os 90 minutos, especialmente se os golos não surgem cedo.
É pois essencial que a equipa procure desde o apito inicial a baliza e não insista numa posse de bola estéril com movimentações a roçar a sonolência. Para isso pede-se aos condutores de bola habituais (Pereira, Evaldo, Maniche e Fernandez) que de facto transportem a bola o mais longe possível e não entreguem a posse da mesma aos avançados numa fase prematura. Apesar de por exemplo Postiga ser bom na condução e a guardar o esférico, se estiver longe da área dificilmente criará perigo.
Este é para mim o pior defeito da construção ofensiva do Sporting e uma vez resolvido criará às defesas contrárias muitos mais problemas e incerteza. Torna-se fácil ler o jogo do Sporting quando Evaldo ou Pereira tem a bola, já se sabe que procurará o ala correspondente (Vukcevic, Salomão ou Valdez) e este o ponta de lança (Liedson ou Postiga) que estiver mais próximo. Quando Fernandez tem jogado, acresce de mais uma hipótese de passe no corredor central, mas convém que os médios defensivos (Maniche e André Santos) dêem linhas de passe para que o chileno consiga evoluir e aí sim devolver aos avançados a bola em condições de remate.
Ainda não entendi como é que Paulo Sérgio insiste num tipo de jogo que às vezes parece mais um jogo de matraquilhos, com posições estanques e pouca criatividade para ultrapassar as normais 3 linhas das equipas adversárias. A força, a garra juntas a bons níveis atléticos só serão uma vantagem quando existir capacidade técnica para ter a bola dominada em espaço vazios, o contrário apenas exige acompanhamento defensivo, que sendo à zona, chega e sobra para manipular o ataque leonino.
Espero que um treinador que quer levar o Sporting a algum lado se lembre frente ao Rio Ave de introduzir algo de novo e que não deixe a equipa ao sabor do aproveitamento dos golos de uma jornada europeia. O resultado tem sido catastrófico. Não vale a pena prémios de consolação de bolas no poste, penaltys por assinalar ou primeiras partes oferecidas de bandeja. O discurso do coitadinho e da falta de sorte só é válido pontualmente, por sistema implica incapacidade do treinador que o usa.
Até breve.
As grandes falhas até agora tem passado pela atitude do onze quando entra em campo e a concentração que dispõe durante os 90 minutos, especialmente se os golos não surgem cedo.
É pois essencial que a equipa procure desde o apito inicial a baliza e não insista numa posse de bola estéril com movimentações a roçar a sonolência. Para isso pede-se aos condutores de bola habituais (Pereira, Evaldo, Maniche e Fernandez) que de facto transportem a bola o mais longe possível e não entreguem a posse da mesma aos avançados numa fase prematura. Apesar de por exemplo Postiga ser bom na condução e a guardar o esférico, se estiver longe da área dificilmente criará perigo.
Este é para mim o pior defeito da construção ofensiva do Sporting e uma vez resolvido criará às defesas contrárias muitos mais problemas e incerteza. Torna-se fácil ler o jogo do Sporting quando Evaldo ou Pereira tem a bola, já se sabe que procurará o ala correspondente (Vukcevic, Salomão ou Valdez) e este o ponta de lança (Liedson ou Postiga) que estiver mais próximo. Quando Fernandez tem jogado, acresce de mais uma hipótese de passe no corredor central, mas convém que os médios defensivos (Maniche e André Santos) dêem linhas de passe para que o chileno consiga evoluir e aí sim devolver aos avançados a bola em condições de remate.
Ainda não entendi como é que Paulo Sérgio insiste num tipo de jogo que às vezes parece mais um jogo de matraquilhos, com posições estanques e pouca criatividade para ultrapassar as normais 3 linhas das equipas adversárias. A força, a garra juntas a bons níveis atléticos só serão uma vantagem quando existir capacidade técnica para ter a bola dominada em espaço vazios, o contrário apenas exige acompanhamento defensivo, que sendo à zona, chega e sobra para manipular o ataque leonino.
Espero que um treinador que quer levar o Sporting a algum lado se lembre frente ao Rio Ave de introduzir algo de novo e que não deixe a equipa ao sabor do aproveitamento dos golos de uma jornada europeia. O resultado tem sido catastrófico. Não vale a pena prémios de consolação de bolas no poste, penaltys por assinalar ou primeiras partes oferecidas de bandeja. O discurso do coitadinho e da falta de sorte só é válido pontualmente, por sistema implica incapacidade do treinador que o usa.
Até breve.
sábado, 23 de outubro de 2010
Entre(as)vistas de Bettencourt
A entrevista de JEB à Bola, que só li o enxerto na edição on-line, deixa-me confuso. Eu pensava que a comunicação social tinha como missão informar, ou seja, fazer as perguntas que o público gostaria de poder fazer. Mas Vítor Serpa ficou-se pelas questões circunstanciais de ser Presidente do Sporting neste momento, o que para mim é passar ao lado de todas as questões relevantes do futebol do clube.
Se eu fosse fazer uma entrevista com este presidente não deixaria nunca de fazer 6 questões fundamentais, a saber:
1/ Quanto, falando em percentagens, vai o Sporting ver aumentado na próxima época o seu orçamento para o futebol? Depois de tanta propaganda sobre o novo modelo de financiamento, era interessante saber o que vai realmente beneficiar a gestão desportiva do departamento de futebol.
2/ O treinador Paulo Sérgio tem no seu contrato alguma cláusula de rescisão que garanta ao Sporting a capacidade de o despedir por maus resultados?
3/ Porque é que o Sporting vendeu Veloso por valores tão baixos, quando já tinha garantido 10 milhões com a venda de Mourinho?
4/ O director desportivo Costinha não devia ter um papel mais interventivo na imprensa, especialmente numa altura de tanta contestação com a prestação da equipa?
5/ Se o Sporting não conquistar um lugar na Liga dos Campões e não ganhar nenhuma prova este ano, o treinador ficará no clube mesmo assim?
6/ O Sporting vai adquirir um ponta-de-lança na abertura do mercado de transferências em Janeiro?
Posso estar enganado, mas estas seriam as questões mais interessantes de serem colocadas a JEB, muitas outras ficariam por fazer, mas de uma forma ou de outra já todos conseguimos adivinhar as respostas sobre o insucesso de algumas contratações, sobre a contestação à sua direcção ou sobre o estado de finanças do clube.
Pode ser que no futuro alguém se lembre do que significa ser jornalista.
Até breve.
Se eu fosse fazer uma entrevista com este presidente não deixaria nunca de fazer 6 questões fundamentais, a saber:
1/ Quanto, falando em percentagens, vai o Sporting ver aumentado na próxima época o seu orçamento para o futebol? Depois de tanta propaganda sobre o novo modelo de financiamento, era interessante saber o que vai realmente beneficiar a gestão desportiva do departamento de futebol.
2/ O treinador Paulo Sérgio tem no seu contrato alguma cláusula de rescisão que garanta ao Sporting a capacidade de o despedir por maus resultados?
3/ Porque é que o Sporting vendeu Veloso por valores tão baixos, quando já tinha garantido 10 milhões com a venda de Mourinho?
4/ O director desportivo Costinha não devia ter um papel mais interventivo na imprensa, especialmente numa altura de tanta contestação com a prestação da equipa?
5/ Se o Sporting não conquistar um lugar na Liga dos Campões e não ganhar nenhuma prova este ano, o treinador ficará no clube mesmo assim?
6/ O Sporting vai adquirir um ponta-de-lança na abertura do mercado de transferências em Janeiro?
Posso estar enganado, mas estas seriam as questões mais interessantes de serem colocadas a JEB, muitas outras ficariam por fazer, mas de uma forma ou de outra já todos conseguimos adivinhar as respostas sobre o insucesso de algumas contratações, sobre a contestação à sua direcção ou sobre o estado de finanças do clube.
Pode ser que no futuro alguém se lembre do que significa ser jornalista.
Até breve.
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
Noticia d´A Bola - Exclusivo!!
"Grimi, Djaló e Saleiro aceleram recuperação"
Eu pergunto, para quê?
Até breve.
Eu pergunto, para quê?
Até breve.
Análise individual (Sporting 5 - Gent 1)
Hildebrand
Uma única falha, que parece enfermar ainda de um fora-de-jogo, deu um golo a um adversário que não incomodou. Pouco ou nenhum esforço numa exibição que pôs à prova a valia deste keeper.
Abel
Como já vem sendo hábito foi regular, inteligente a jogar e não inventando ajudou a fazer uma ala muita activa no ataque. Com a colocação de Pereira na posição 8, pode ter valido a titularidade como lateral direito.
Evaldo
Muito bem o luso-brasileiro. Força, garra, é uma espécie de Maicon à portuguesa.
Polga
Não teve muito que fazer, mas fê-lo bem. A lesão vem no momento em que estava a ganhar espaço no onze.
Carriço
Não brilhou tanto, não por errar mais, mas porque não foi testado pelos atacantes belgas. Ainda teve tempo de subir pelo flanco direito só para desenjoar.
André Santos
Um dos melhores. Bem a defender e muito energético a atacar. Sentiu-se mais seguro a subir, esperemos por um golo nos próximos jogos, já merecia.
Maniche
O bom Maniche esteve em campo. Nota-se que quer liderar a equipa dando o exemplo de prestação física e prontidão para todas as funções do jogo. O golo é a prova de tudo isso.
Pereira
A jogar na posição de Fernandez, o mínimo que se pode dizer é que foi o melhor jogador em campo, não tem rotinas de distribuidor mas compensou com muito empenho em levar a bola até aos decisores. Moutinho que se cuide…
Salomão
Tem o mérito de ter marcado o golo que “abriu” a equipa. Ainda não tem um peso muito grande no jogo da equipa, mas já decide qualquer coisa com golos e boas desmarcações. A crescer claramente.
Liedson
Uma partida a fazer lembrar outras passadas em que bola no seus pés era sinónimo de golos. Foram dois, podiam ter sido 4. Mas também não passemos do 8 para o 80 e dou os meus parabéns ao regresso do Liedson que resolve.
Postiga
Apesar de achar prematura a renovação com o jogador, é preciso referir que foi um avançado de equipa. Marcou, deu a marcar e procurou sempre ajudar a defender. Em alta o Hélder.
Torsiglieiri
Fico sempre com a sensação de poder estar ali um bom jogador. Entrou com garra e ainda teve tempo de rematar à baliza. Precisa claramente de mais jogos e mais difíceis.
Zapater
Lutou no meio campo e segurou a linha, mas com o Gent de rastos era mais fácil. A rever a evolução (ou não) do espanhol.
Vukcevic
Pouco tempo para brilhar.
Até breve.
Uma única falha, que parece enfermar ainda de um fora-de-jogo, deu um golo a um adversário que não incomodou. Pouco ou nenhum esforço numa exibição que pôs à prova a valia deste keeper.
Abel
Como já vem sendo hábito foi regular, inteligente a jogar e não inventando ajudou a fazer uma ala muita activa no ataque. Com a colocação de Pereira na posição 8, pode ter valido a titularidade como lateral direito.
Evaldo
Muito bem o luso-brasileiro. Força, garra, é uma espécie de Maicon à portuguesa.
Polga
Não teve muito que fazer, mas fê-lo bem. A lesão vem no momento em que estava a ganhar espaço no onze.
Carriço
Não brilhou tanto, não por errar mais, mas porque não foi testado pelos atacantes belgas. Ainda teve tempo de subir pelo flanco direito só para desenjoar.
André Santos
Um dos melhores. Bem a defender e muito energético a atacar. Sentiu-se mais seguro a subir, esperemos por um golo nos próximos jogos, já merecia.
Maniche
O bom Maniche esteve em campo. Nota-se que quer liderar a equipa dando o exemplo de prestação física e prontidão para todas as funções do jogo. O golo é a prova de tudo isso.
Pereira
A jogar na posição de Fernandez, o mínimo que se pode dizer é que foi o melhor jogador em campo, não tem rotinas de distribuidor mas compensou com muito empenho em levar a bola até aos decisores. Moutinho que se cuide…
Salomão
Tem o mérito de ter marcado o golo que “abriu” a equipa. Ainda não tem um peso muito grande no jogo da equipa, mas já decide qualquer coisa com golos e boas desmarcações. A crescer claramente.
Liedson
Uma partida a fazer lembrar outras passadas em que bola no seus pés era sinónimo de golos. Foram dois, podiam ter sido 4. Mas também não passemos do 8 para o 80 e dou os meus parabéns ao regresso do Liedson que resolve.
Postiga
Apesar de achar prematura a renovação com o jogador, é preciso referir que foi um avançado de equipa. Marcou, deu a marcar e procurou sempre ajudar a defender. Em alta o Hélder.
Torsiglieiri
Fico sempre com a sensação de poder estar ali um bom jogador. Entrou com garra e ainda teve tempo de rematar à baliza. Precisa claramente de mais jogos e mais difíceis.
Zapater
Lutou no meio campo e segurou a linha, mas com o Gent de rastos era mais fácil. A rever a evolução (ou não) do espanhol.
Vukcevic
Pouco tempo para brilhar.
Até breve.
Uma equipa bipolar?
Quem viu o jogo da Taça com o Estoril e o último frente ao Gent, vai certamente pensar que o Sporting tem dupla personalidade. Por vezes existem circunstâncias de um jogo que o tornam imprevisível, a tal magia do futebol, em que tudo pode acontecer. O Sporting esta época está a levar estes sortilégios a um extremo, sendo capaz de mudar totalmente de 4 em 4 dias. Ora eficiente e motivado, ora ansioso e errático.
A imprensa que li identifica a fraqueza do adversário como a justificação para a boa exibição dos leões, para mim será difícil que o Gent seja mais fraco que o Estoril, ou que o Levski seja mais fraco que o Beira Mar. O problema, quanto a mim, não está na qualidade do adversário, mas sim na qualidade efectiva posta em campo do Sporting. E a grande diferença? Os golos.
Tenho reparado que o Sporting esta época, quando marca primeiro e cedo, normalmente arranca para boas exibições. Quando não consegue marcar e ainda sofre, não há calma nem força mental para dar a volta ao jogo. É um problema mental, talvez um excesso de ansiedade da equipa em aproximar-se de um objectivo que lhes é exigido sem entender se estes 26 jogadores têm condições para garantir. Sobretudo com um técnico a fazer uma espécie de “estagiário remunerado” como Paulo Sérgio, que está a tactear a melhor forma de gerir uma equipa com os patamares de exigência dos leões.
Fica a ideia depois destas goleadas que o potencial da equipa é bem maior do que os jogos do campeonato sugerem e era bom que as boas exibições de Liedson, Postiga, Salomão e Maniche e outros chegassem também para o plano interno. Dar sequência a bons resultados é a melhor forma de consolidar um clube em estado de choque como é o Sporting.
15.000 adeptos estiveram nas bancadas de Alvalade, isto preocupa-me. A nossa média de espectadores aproxima-se a passos bem largos de marcas normalmente atingidas por clubes do género do Guimarães e do Braga. É muito pouco para quem ainda há dois anos registava muito mais do que o dobro. A falta de hábito de ir ver os jogos está a deixar de ser pontual e a transformar-se como o mais natural. Penso que é tempo de inverter esta tendência, com melhores políticas de preços, acções especiais e sobretudo muitas vitórias. O perigo de perder ligação com os adeptos é real.
Sempre achei descabida a associação com o caminho que o Belenenses percorreu e ainda percorre. Começo a entender como se pode chegar lá, como o Sporting pode perder influência, base de apoio, verbas, público. Isto merece muita reflexão e medidas concretas.
Até breve.
A imprensa que li identifica a fraqueza do adversário como a justificação para a boa exibição dos leões, para mim será difícil que o Gent seja mais fraco que o Estoril, ou que o Levski seja mais fraco que o Beira Mar. O problema, quanto a mim, não está na qualidade do adversário, mas sim na qualidade efectiva posta em campo do Sporting. E a grande diferença? Os golos.
Tenho reparado que o Sporting esta época, quando marca primeiro e cedo, normalmente arranca para boas exibições. Quando não consegue marcar e ainda sofre, não há calma nem força mental para dar a volta ao jogo. É um problema mental, talvez um excesso de ansiedade da equipa em aproximar-se de um objectivo que lhes é exigido sem entender se estes 26 jogadores têm condições para garantir. Sobretudo com um técnico a fazer uma espécie de “estagiário remunerado” como Paulo Sérgio, que está a tactear a melhor forma de gerir uma equipa com os patamares de exigência dos leões.
Fica a ideia depois destas goleadas que o potencial da equipa é bem maior do que os jogos do campeonato sugerem e era bom que as boas exibições de Liedson, Postiga, Salomão e Maniche e outros chegassem também para o plano interno. Dar sequência a bons resultados é a melhor forma de consolidar um clube em estado de choque como é o Sporting.
15.000 adeptos estiveram nas bancadas de Alvalade, isto preocupa-me. A nossa média de espectadores aproxima-se a passos bem largos de marcas normalmente atingidas por clubes do género do Guimarães e do Braga. É muito pouco para quem ainda há dois anos registava muito mais do que o dobro. A falta de hábito de ir ver os jogos está a deixar de ser pontual e a transformar-se como o mais natural. Penso que é tempo de inverter esta tendência, com melhores políticas de preços, acções especiais e sobretudo muitas vitórias. O perigo de perder ligação com os adeptos é real.
Sempre achei descabida a associação com o caminho que o Belenenses percorreu e ainda percorre. Começo a entender como se pode chegar lá, como o Sporting pode perder influência, base de apoio, verbas, público. Isto merece muita reflexão e medidas concretas.
Até breve.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Um fracasso relativo
Ontem sentei-me no sofá para ver aquilo que pensei ser um jogo interessante entre um desesperado Benfica europeu e um tranquilo Lyon. Notou-se muita falta de confiança nos portugueses e muita atrapalhação nos franceses. O Benfica perdeu e se o Lyon não tivesse tirado o pé do acelerador, podia até ter sido goleado.
Mas o que destaco da transmissão que vi foram os comentários. Qualquer um que tenha visto jogo, que não seja adepto do Benfica, deve ter reparado na autêntica sessão de “canal Benfica” patente nas declarações dos narradores da partida. Até ao primeiro golo do Lyon, o Benfica estava a controlar a partida, depois estava a reagir bem. Depois da expulsão ainda era possível fazer uma surpresa ao Lyon e só depois do segundo golo começaram as criticas a JJ pelo risco que estava a assumir. No final do jogo enalteceram o espírito combativo da equipa, com elogios rasgados a Coentrão e a Roberto. Conseguiram até ver a classe de Martins, Aimar, o atrevimento de Kardec e Saviola, a combatividade de Maxi e David Luiz.
No final do jogo, a julgar pelos comentadores, não foi o Lyon que desarmou o ataque à baliza de Roberto, foi o Benfica que equilibrou o jogo. Não houve referências ao porquê da saída dos 3 melhores jogadores do Lyon, à pancadaria que os médios portugueses se fartaram de dar durante toda a partida, à incapacidade do Benfica de criar uma oportunidade para marcar, enquanto o Lyon teve 6 ou 7…enfim, fico com a ideia clara de uma ligeireza na critica e uma super valorização do que o clube encarnado tentou fazer.
Pergunto-me onde está este género de comentário, quando joga o Sporting. Quando os comentadores passam os 90 minutos a desfilar um rol de estatísticas negativas da equipa, “não marca…”, “não ganha…”, “não consegue…”. Quando se utiliza 300 vezes palavras como ineficácia, inoperância, confusão, nervosismo, etc. Não quero com isto dizer que existe distorção dos factos, mas não há simpatia nenhuma e isso é tudo o que houve no comentário do Lyon-Benfica.
Isenção? Jornalismo? Verdade? Esqueçam lá isso, a SportTV assim como a SIC e a RTP, têm alinhado pela teoria do caos leonino e por oposição numa teoria da relatividade quanto ao insucesso do Benfica. Dá tanto jeito…
Até breve.
Mas o que destaco da transmissão que vi foram os comentários. Qualquer um que tenha visto jogo, que não seja adepto do Benfica, deve ter reparado na autêntica sessão de “canal Benfica” patente nas declarações dos narradores da partida. Até ao primeiro golo do Lyon, o Benfica estava a controlar a partida, depois estava a reagir bem. Depois da expulsão ainda era possível fazer uma surpresa ao Lyon e só depois do segundo golo começaram as criticas a JJ pelo risco que estava a assumir. No final do jogo enalteceram o espírito combativo da equipa, com elogios rasgados a Coentrão e a Roberto. Conseguiram até ver a classe de Martins, Aimar, o atrevimento de Kardec e Saviola, a combatividade de Maxi e David Luiz.
No final do jogo, a julgar pelos comentadores, não foi o Lyon que desarmou o ataque à baliza de Roberto, foi o Benfica que equilibrou o jogo. Não houve referências ao porquê da saída dos 3 melhores jogadores do Lyon, à pancadaria que os médios portugueses se fartaram de dar durante toda a partida, à incapacidade do Benfica de criar uma oportunidade para marcar, enquanto o Lyon teve 6 ou 7…enfim, fico com a ideia clara de uma ligeireza na critica e uma super valorização do que o clube encarnado tentou fazer.
Pergunto-me onde está este género de comentário, quando joga o Sporting. Quando os comentadores passam os 90 minutos a desfilar um rol de estatísticas negativas da equipa, “não marca…”, “não ganha…”, “não consegue…”. Quando se utiliza 300 vezes palavras como ineficácia, inoperância, confusão, nervosismo, etc. Não quero com isto dizer que existe distorção dos factos, mas não há simpatia nenhuma e isso é tudo o que houve no comentário do Lyon-Benfica.
Isenção? Jornalismo? Verdade? Esqueçam lá isso, a SportTV assim como a SIC e a RTP, têm alinhado pela teoria do caos leonino e por oposição numa teoria da relatividade quanto ao insucesso do Benfica. Dá tanto jeito…
Até breve.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Andorinhas e Primaveras
Diz o ditado, que por morrer uma andorinha não acaba a primavera. Eu diria que por uma vitória não se ganha uma época, ou mais especificamente, que por um jogador ter marcado um golo num jogo não quer dizer que vá marcar muitos no futuro.
Esta época o Sporting tem vivido destes supostos crescimentos, supostos problemas resolvidos, supostas conquistas. Tudo para ser completamente desmentido logo na partida seguinte. Será difícil encontrar no calendário desta época, 3 vitórias seguidas, 2 boas exibições consecutivas, jogadores que tenham acumulado na transição de uma semana duas boas prestações.
Esta inconstância não é estranha, é fruto de erros e sobretudo de uma motivação que não existe. Dizer que se quer o título e depois fazer 3 empates seguidos com clubes de menor dimensão não é coerente, é falta de realismo. É sobretudo notório que quando uma equipa “desarma” em face dos seus objectivos, procura metas mais curtas, análises mais pontuais, soluções de urgência e de pouco alcance.
Para mim discutir se Liedson sorri ou não, porque é que não marca, é além de estéril, um perfeito esquecimento do que são os problemas de facto. O levezinho não marca porque não tem tantas bolas de golo como no passado, porque tem de vir buscar jogo mais atrás, porque não tem parceiros de ataque que o ajudem a fugir à marcação, porque está com uma falta de motivação fora do normal Estas são as razões de facto e não adianta encontrar azias, ou outros níveis de mau estar do jogador com o clube.
É para mim óbvio que qualquer grande jogador gosta de 3 coisas:
1- Jogar num clube que se disponha a conquistar títulos;
2- Jogar numa equipa que pratique bom futebol;
3- Jogar num clube que lhe pague o ordenado (de preferência alto).
Se formos honestos, sabemos que o Sporting não cumpre totalmente estes requisitos, especialmente por culpa própria. Uma má gestão desportivo a longo prazo dá nisto e com apenas 7 jogos do campeonato, estamos praticamente arredados do título o que é uma mostra do potencial que temos para as outras provas.
Este desgaste de anos a fio sem conquistas, sem prazer de jogar e constantemente envoltos numa neblina de problemas, incide particularmente em atletas ambiciosos, que com toda a razão se tornam impacientes com o clube. Polga, Liedson, Moutinho, Djaló, Veloso eram dos mais “antigos” no clube e todos eles têm atravessado um deserto de conquistas atroz. Quem terá o direito de os acusar de falta de amor à camisola, quando desejaram e talvez ainda desejem conquistar troféus de prestígio?
A carreira de um jogador profissional tem no máximo 15 bons anos, 15 épocas de alto rendimento. Quantas já deu Liedson ao Sporting? Será assim tão estranho que queira experimentar uma outra camisola?
Talvez devêssemos perder mais tempo com a forma de conseguir que outros Liedson´s venham para Alvalade e as condições que futuras equipas terão para lutar por títulos. Essas sim são preocupações que nos levarão a tomar decisões correctas e colocar em cima da mesa, para discussão, problemas que uma vez resolvidos nos darão de volta o clube que andamos a perder todos os dias. Ao contrário do que muita gente anda a escrever por aí, para mim o Sporting é um clube que ganha jogos, ganha títulos, conquista, derrota os adversários, domina-os. Para mim o Sporting é um Leão. Não um gatinho. Esse não é o meu clube. Perdoem-me a comparação, mas prefiro um Leão pobre e esfomeado, zangado e conflituoso do que um gatinho saudável e mansinho que se deita o colo de qualquer estranho que lhe prometa uma festas no pelo.
Até breve.
Esta época o Sporting tem vivido destes supostos crescimentos, supostos problemas resolvidos, supostas conquistas. Tudo para ser completamente desmentido logo na partida seguinte. Será difícil encontrar no calendário desta época, 3 vitórias seguidas, 2 boas exibições consecutivas, jogadores que tenham acumulado na transição de uma semana duas boas prestações.
Esta inconstância não é estranha, é fruto de erros e sobretudo de uma motivação que não existe. Dizer que se quer o título e depois fazer 3 empates seguidos com clubes de menor dimensão não é coerente, é falta de realismo. É sobretudo notório que quando uma equipa “desarma” em face dos seus objectivos, procura metas mais curtas, análises mais pontuais, soluções de urgência e de pouco alcance.
Para mim discutir se Liedson sorri ou não, porque é que não marca, é além de estéril, um perfeito esquecimento do que são os problemas de facto. O levezinho não marca porque não tem tantas bolas de golo como no passado, porque tem de vir buscar jogo mais atrás, porque não tem parceiros de ataque que o ajudem a fugir à marcação, porque está com uma falta de motivação fora do normal Estas são as razões de facto e não adianta encontrar azias, ou outros níveis de mau estar do jogador com o clube.
É para mim óbvio que qualquer grande jogador gosta de 3 coisas:
1- Jogar num clube que se disponha a conquistar títulos;
2- Jogar numa equipa que pratique bom futebol;
3- Jogar num clube que lhe pague o ordenado (de preferência alto).
Se formos honestos, sabemos que o Sporting não cumpre totalmente estes requisitos, especialmente por culpa própria. Uma má gestão desportivo a longo prazo dá nisto e com apenas 7 jogos do campeonato, estamos praticamente arredados do título o que é uma mostra do potencial que temos para as outras provas.
Este desgaste de anos a fio sem conquistas, sem prazer de jogar e constantemente envoltos numa neblina de problemas, incide particularmente em atletas ambiciosos, que com toda a razão se tornam impacientes com o clube. Polga, Liedson, Moutinho, Djaló, Veloso eram dos mais “antigos” no clube e todos eles têm atravessado um deserto de conquistas atroz. Quem terá o direito de os acusar de falta de amor à camisola, quando desejaram e talvez ainda desejem conquistar troféus de prestígio?
A carreira de um jogador profissional tem no máximo 15 bons anos, 15 épocas de alto rendimento. Quantas já deu Liedson ao Sporting? Será assim tão estranho que queira experimentar uma outra camisola?
Talvez devêssemos perder mais tempo com a forma de conseguir que outros Liedson´s venham para Alvalade e as condições que futuras equipas terão para lutar por títulos. Essas sim são preocupações que nos levarão a tomar decisões correctas e colocar em cima da mesa, para discussão, problemas que uma vez resolvidos nos darão de volta o clube que andamos a perder todos os dias. Ao contrário do que muita gente anda a escrever por aí, para mim o Sporting é um clube que ganha jogos, ganha títulos, conquista, derrota os adversários, domina-os. Para mim o Sporting é um Leão. Não um gatinho. Esse não é o meu clube. Perdoem-me a comparação, mas prefiro um Leão pobre e esfomeado, zangado e conflituoso do que um gatinho saudável e mansinho que se deita o colo de qualquer estranho que lhe prometa uma festas no pelo.
Até breve.
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Memória Curta
Quando se procedeu à revalidação dos vínculos de Romagnolli e Grimi, o Sporting cometeu um erro de julgamento: apreciou a performance dos atletas não pelo todo das suas prestações mas apenas pela melhor parte, curiosamente a última. Resultado, na época seguinte à extensão de contrato, os dois atletas mostrariam exactamente o mesmo que no início, ou seja, muito pouco. Romagnolli sairia a custo zero e Grimi provavelmente só sairá da mesma forma.
Seria de todo conveniente analisar a prestação de Postiga de forma diferente para que não suceda exactamente o mesmo. É lógico que estamos a falar de um atleta português, o que na posição de avançado é raro, cheio de talento, mas bastante instável. O problema de Postiga sempre foi o factor motivação, que tanto dá para grandes exibições como para épocas inteiras a marcar passo e a não marcar golos. Como é que se aposta num capital de tanto risco? Com as finanças debilitadas e com um historial no clube longe de ser brilhante, Postiga nunca deveria ser uma aposta forte, mas sim uma escolha bastante comedida.
Convém não ter o plantel repleto de “hipóteses” de bons futebolistas, mas sim de valores seguros e confiáveis. Quatro ou cinco más exibições individuais numa época são bem diferentes do contrário e Postiga tem sido muito mais um atleta de quatro ou cinco boas exibições em épocas inteiras de apatia. Ficar no plantel já penso ser questionável, investir mais na sua permanência acho uma loucura. O Sporting não pode gerir o seu futebol como se estivesse a apostar no Euromilhões, à espera do prémio, à espera de um rendimento do que parece não ser provável.
Carriço, Pereira, Evaldo, P.Mendes esses sim são sinónimos de regularidade, em que os padrões exibicionais se medem por alto. Os restantes 26 jogadores, de onde excluo os reforços por agora, tem muitos elementos que oscilam de prestação, sendo que esta época apenas Vukcevic, Patrício e ocasionalmente Postiga têm justificado a sua permanência.
É essencial compreender as curvas de carreira futebolística e o que significa em termos de gestão do plantel. Como digo, eu pensaria não 2 mas 10 vezes antes de colocar um contrato debaixo das mãos de Postiga. É que depois andamos a assobiar os atletas como se tivessem culpa de alguém os ter escolhido e colocado no relvado.
Até breve.
Seria de todo conveniente analisar a prestação de Postiga de forma diferente para que não suceda exactamente o mesmo. É lógico que estamos a falar de um atleta português, o que na posição de avançado é raro, cheio de talento, mas bastante instável. O problema de Postiga sempre foi o factor motivação, que tanto dá para grandes exibições como para épocas inteiras a marcar passo e a não marcar golos. Como é que se aposta num capital de tanto risco? Com as finanças debilitadas e com um historial no clube longe de ser brilhante, Postiga nunca deveria ser uma aposta forte, mas sim uma escolha bastante comedida.
Convém não ter o plantel repleto de “hipóteses” de bons futebolistas, mas sim de valores seguros e confiáveis. Quatro ou cinco más exibições individuais numa época são bem diferentes do contrário e Postiga tem sido muito mais um atleta de quatro ou cinco boas exibições em épocas inteiras de apatia. Ficar no plantel já penso ser questionável, investir mais na sua permanência acho uma loucura. O Sporting não pode gerir o seu futebol como se estivesse a apostar no Euromilhões, à espera do prémio, à espera de um rendimento do que parece não ser provável.
Carriço, Pereira, Evaldo, P.Mendes esses sim são sinónimos de regularidade, em que os padrões exibicionais se medem por alto. Os restantes 26 jogadores, de onde excluo os reforços por agora, tem muitos elementos que oscilam de prestação, sendo que esta época apenas Vukcevic, Patrício e ocasionalmente Postiga têm justificado a sua permanência.
É essencial compreender as curvas de carreira futebolística e o que significa em termos de gestão do plantel. Como digo, eu pensaria não 2 mas 10 vezes antes de colocar um contrato debaixo das mãos de Postiga. É que depois andamos a assobiar os atletas como se tivessem culpa de alguém os ter escolhido e colocado no relvado.
Até breve.
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