Nas vésperas de mais um confronto Europeu, que pode definir o apuramento do Sporting relembro outras noites europeias. O Sporting nunca foi, pelo menos no meu tempo de vida um clube de grande regularidade nas provas da UEFA, com óptimas prestações frente a clubes de igual ou superior valia, mas com desaires inexplicáveis frente a clubes como o Neuchatel, o Casino Salzburg, ou aquele clube turco de nome impronunciável.
Esta inconstância que tantos anos retirou o clube de provas prematuramente, não se deveu a lesões, a más equipas ou a maus treinadores, não foi causada sequer por qualquer gestão de plantel. É fruto e todos o sabem, a uma deficiente preparação psicológica, a uma falta de maturidade colectiva na compreensão do que é uma prova europeia, principalmente nas fases eliminatórias.
O engenho
O desporto, é um espaço onde a única via para o sucesso passa muitas vezes pela superação de adversidades, equipas que contem com a sorte, a facilidade ou a não superação do próprio adversário, são equipas que se preparam em qualquer jogo para poderem ser surpreendidas. Foi o que aconteceu sempre ao Sporting. Como se evita? Não é fácil, nem simples e depende muito de um discurso de permanente insatisfação, mesmo que exista o hábito de vencer, mas penso que passará muito por uma forte consciência de que todos os jogos são a definição de um capital de glória, bem-estar, dinheiro e prestigio que não se pode desperdiçar.
Não há dois jogos iguais, não há duas vitórias iguais, nem muito menos se conseguem golos da mesma forma. O futebol encerra sempre uma série interminável de incertezas, de surpresa e capacidade inesgotável de descobrir novas formas, novos gestos, novos movimentos. Uma equipa que se dispõe a esta leitura, aceitando-a como um permanente desafio à sua performance, poderá muitas vezes estar preparada para recuperar de um golo injusto, para colmatar a ausência de um jogador expulso, até para contrariar a vontade de um árbitro faccioso.
Tudo isto que digo é referido de várias formas, apelidado de “ganas”, de “garra”, de “mística” ou em vocábulo mais intelectual “dinâmica” ou “criatividade”. E tem faltado tanta ao Sporting nos últimos 5 ou 6 anos. Poder-se-á dizer que neste período tem existido défice de talento, ou de arte, a magia que tantos falam, mas nem tudo se explica com a não presença no plantel de um “mágico” (que de facto não tem aparecido) uma vez que a as “artes mágicas” de um onze não podem esgotar-se num único elemento.
A arte
Parece-me lógico que a inspiração para criar beleza no futebol advém sobretudo de uma boa capacidade técnica da equipa suportada por um bom conhecimento entre os jogadores. É impossível, repito, é impossível criar estas dinâmicas com mudanças constantes de jogadores no onze, com a alienação de peças fundamentais de um plantel, com a destruição de espinhas dorsais da equipa a cada ano que passa. Por vezes tudo isto é contrariado e por uma combinação puramente aleatória de dois ou três jogadores novos que fazem uma época atipicamente excelente, ou a queda conjunta de adversários em fases decisivas da competição, surge uma vitória, um troféu. Claro que o acontecimento tenderá a não se repetir e abrir-se mais um enorme hiato até o fenómeno poder acontecer de novo.
Quando o Sporting deixar de compreender o sucesso no futebol como uma sucessão de sortes, como o “acertar” numa ou outra contratação, num ou outro treinador, poderá caminhar para o tal clube com dinâmica de vitórias, como uma instituição com hábito de ganhar. Para isso terá de reunir os dois pontos fundamentais que referi: uma insatisfação permanente (sem recurso a desculpas ou bodes expiatórios!) mesmo quando vence e a estabilidade de recursos humanos, que não me entendam mal, nunca significará a manutenção de activos que comprovadamente não servem os objectivos. Neste sentido deve ser entendida a venda de um jogador titular como uma excepção à regra e não uma oportunidade. Será mais fácil acertar na compra de um jogador se fizermos apenas 2 ou 3 por época, quando se adquirem 10 passes é mais que provável que se falhe pelo menos em metade.
Fica a reflexão, até breve.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Pois é...
Para que muitos de nós façamos uma reflexão séria do que é o FC Porto como clube e como se constrói internamente, basta ver o que aconteceu com o seu ex-treinador Jesualdo Ferreira. Despedido do Málaga com 7 pontos em 9 jogos. Fica a sensação que é mais fácil ser tri-campeão no Porto do que segurar um lugar num clube de fraca expressão na Liga espanhola. Há poucos Mourinhos e muitos, muitos "aromas" a Morurinho. "Vocês sabem do que estou a falar..."
Até breve.
Até breve.
A nova novela do Sporting
Hugo Almeida no Sporting? Não sei porquê, mas cheira-me que isto é mais uma novela, que tem tudo para não dar certo. O jogador ainda tem algum mercado na Europa, deve ganhar balúrdios e ninguém tem a certeza se gostará de vir para o nosso clube. Diz-se que é sportinguista desde pequeno e sendo esse o maior argumento está bem a à vista a probabilidade de vestir de verde e branco.
Falando sobre o jogador, não é daqueles avançados que conquistem a massa associativa, não é muito dotado tecnicamente e além disso não é jogador para 30 golos por época. O seu registo é mais mediano, 15-20 golos numa extraordinária temporada. No Porto nunca foi um titular indiscutível, lembro-me de várias épocas ter começado no plantel principal e depois ter sido emprestado. Um pouco à imagem de Postiga, Tonel, Pitbull ou o nosso Saleiro.
Foi depois de uma boa temporada e algumas aparições que foi vendido, mas não foi por isso que conquistou o seu lugar ao sol. No Werder Bremen é uma segunda opção desde que entrou. Será este o sucessor de Liedson? Não creio. Ainda é jovem é certo, mas não me parece um ponta-de-lança capaz de sustentar o sucesso de uma equipa em termos de golos. Precisa de muitas ocasiões de golo feito para ser bem sucedido e não é excelente em nenhum dos ofícios de avançado (jogo aéreo, remate, desmarcação e killer instinct), só suplantará Liedson no poder de choque e capacidade de elevação, em todos os outros, o levezinho é bem melhor.
Não quero isto dizer que será uma má opção, bem pelo contrário, o que quero dizer é que será bem-vindo se for para dar mais opções no tipo de avançados do plantel. Se for para ser o tal “pinheiro”. Se quisermos que seja o grande avançado, que o Sporting sempre teve, o tal para ser melhor marcador da Liga ou perto disso, estaremos, na minha opinião equivocados. Isto deve ser bem medido, quer na proposta de contrato, quer na verba de aquisição. Admirava-me muito que o clube alemão não o tentasse vender já em Janeiro e nessa condição qualquer clube turco, grego, italiano, francês ou inglês terá mais condições financeiras para ganhar o seu concurso (é internacional, comunitário, 26 anos, enfim…).
Este rumor não é de agora, já no defeso se adiantou o nome deste jogador para o Sporting e para o Benfica, mas o Sporting não tinha dinheiro e o Benfica não vendeu Cardoso. Veremos o que nos reservam os próximos tempos. Para mim será fácil de ver noticias contraditórias já no próximo mês de Dezembro.
Até breve.
Falando sobre o jogador, não é daqueles avançados que conquistem a massa associativa, não é muito dotado tecnicamente e além disso não é jogador para 30 golos por época. O seu registo é mais mediano, 15-20 golos numa extraordinária temporada. No Porto nunca foi um titular indiscutível, lembro-me de várias épocas ter começado no plantel principal e depois ter sido emprestado. Um pouco à imagem de Postiga, Tonel, Pitbull ou o nosso Saleiro.
Foi depois de uma boa temporada e algumas aparições que foi vendido, mas não foi por isso que conquistou o seu lugar ao sol. No Werder Bremen é uma segunda opção desde que entrou. Será este o sucessor de Liedson? Não creio. Ainda é jovem é certo, mas não me parece um ponta-de-lança capaz de sustentar o sucesso de uma equipa em termos de golos. Precisa de muitas ocasiões de golo feito para ser bem sucedido e não é excelente em nenhum dos ofícios de avançado (jogo aéreo, remate, desmarcação e killer instinct), só suplantará Liedson no poder de choque e capacidade de elevação, em todos os outros, o levezinho é bem melhor.
Não quero isto dizer que será uma má opção, bem pelo contrário, o que quero dizer é que será bem-vindo se for para dar mais opções no tipo de avançados do plantel. Se for para ser o tal “pinheiro”. Se quisermos que seja o grande avançado, que o Sporting sempre teve, o tal para ser melhor marcador da Liga ou perto disso, estaremos, na minha opinião equivocados. Isto deve ser bem medido, quer na proposta de contrato, quer na verba de aquisição. Admirava-me muito que o clube alemão não o tentasse vender já em Janeiro e nessa condição qualquer clube turco, grego, italiano, francês ou inglês terá mais condições financeiras para ganhar o seu concurso (é internacional, comunitário, 26 anos, enfim…).
Este rumor não é de agora, já no defeso se adiantou o nome deste jogador para o Sporting e para o Benfica, mas o Sporting não tinha dinheiro e o Benfica não vendeu Cardoso. Veremos o que nos reservam os próximos tempos. Para mim será fácil de ver noticias contraditórias já no próximo mês de Dezembro.
Até breve.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Análise individual (Leiria1 - Sporting 2)
Patricio
Não teve culpa no golo sofrido e apesar de ter visto os remates mais perigosos sair ao lado ou bater nos defesas, esteve sempre bastante atento o que se prova na saída que fez aos pés de N´Gal que se preparava para se isolar frente à baliza. Mais uma exibição segura.
Abel
Foi dos mais lutadores na defesa e ainda teve engenho para subir várias vezes com Pereira, as bolas paradas que marca carecem de um pouco mais de precisão.
Evaldo
Não esteve bem a cruzar para a área, mas compensou com um pulmão fabuloso. Procurou sempre atacar, mesmo quando o que se pedia era fechar bem o flanco. Esteve bem, parece conseguir dosear melhor o esforço em jogos fora de casa. Um corte magistral na 2ª parte, sublinha a diferença entre ele e um Grimi desta vida.
Torsiglieri
Apesar do golo mostrar alguma falta de entrosamento com Carriço, não retira o brilho a uma boa estreia do argentino na Liga. Não é de facto nenhuma vergonha a jogar à bola, é forte no jogo aéreo e apesar de ter dado algum espaço a Carlão, nunca foi apanhado "fora de pé". Está a crescer.
Carriço
Aquele lance em que se embrulha com a bola...meu deus...foi salvo pelo apito do árbitro. Algo desconcentrado, acho que está a tentar fazer muita coisa ao mesmo tempo. Que se concentre na linha de defesa e no atacante e já estará a fazer muito.
André Santos
Em terrenos que conhece bem, tentou mandar no meio-campo, aproximou-se demais de Maniche e saiu demasiado à queima na tentativa de desarmes. Perdeu o Sporting em cobertura defensiva, mas ganhou na disponibilidade em sair a jogar, departamento onde esteve bem melhor. Continuo a achar que apesar do talento, estará a "aquecer" o lugar para Pedro Mendes.
Maniche
Em muito boa forma. Bem na distribuição de jogo e bem na recuperação defensiva. Pena a entrada despropositada que lhe valeu o amarelo, não tinha mesmo nenhuma necessidade. Com o golo do Leiria, foi dos que mais mostrou insatisfação e boa reacção.
Pereira
Menos eficaz, falhou muitos "arranques" na linha e não esteve muito entrosado com os colegas. Sofreu muitas faltas, as equipas que defrontam o Sporting recorrem normalmente à falta para o travarem sistematicamente...e resulta. Tem de melhorar no passe final.
Vukcevic
Apesar dos grandes recorte técnicos (é muito difícil tirar-lhe a bola dos pés) tem de soltar mais rápido, distribuir melhor as jogadas. Arrancou muitas vezes sozinho sem esperar apoios e não sai favorecido disso. Mesmo assim foi sempre ameaça para os defesas do Leiria.
Valdés
Pode não ter feito um grande jogo no transporte de bola, mas que golaços!! Não é todos os dias que vemos dois golos assim e mérito para o chileno, este sim parece querer sair da "mina" das exibições sem brilho nem história. A vitória esteve nos seus pés, técnica e inspiração. Quando é assim, não se pode pedir mais.
Postiga
Quis ser uma espécie de "Hulk" e na verdade conseguiu sozinho ocupar a frente de ataque. Deu muitas linhas de passe e durante todo o jogo, ainda lutou que se fartou pela posse de bola. Com vários remates perigosos criou a ideia nos defesas que o perigo morava ali, mas não. O passe para o primeiro golo foi dele. A exibir-se assim será sempre titular.
Zapater
Há muitos jogadores no Sporting em clara falta de confiança, ontem Valdés saiu dessa prateleira, já o espanhol parece ainda muito "verde". Entrou mal e teve de trabalhar muito para entender em que jogo estava. Conseguiu, mas deveria ter sido mais inteligente a ler a equipa.
Saleiro e Djaló
Entraram para queimar tempo.
Não teve culpa no golo sofrido e apesar de ter visto os remates mais perigosos sair ao lado ou bater nos defesas, esteve sempre bastante atento o que se prova na saída que fez aos pés de N´Gal que se preparava para se isolar frente à baliza. Mais uma exibição segura.
Abel
Foi dos mais lutadores na defesa e ainda teve engenho para subir várias vezes com Pereira, as bolas paradas que marca carecem de um pouco mais de precisão.
Evaldo
Não esteve bem a cruzar para a área, mas compensou com um pulmão fabuloso. Procurou sempre atacar, mesmo quando o que se pedia era fechar bem o flanco. Esteve bem, parece conseguir dosear melhor o esforço em jogos fora de casa. Um corte magistral na 2ª parte, sublinha a diferença entre ele e um Grimi desta vida.
Torsiglieri
Apesar do golo mostrar alguma falta de entrosamento com Carriço, não retira o brilho a uma boa estreia do argentino na Liga. Não é de facto nenhuma vergonha a jogar à bola, é forte no jogo aéreo e apesar de ter dado algum espaço a Carlão, nunca foi apanhado "fora de pé". Está a crescer.
Carriço
Aquele lance em que se embrulha com a bola...meu deus...foi salvo pelo apito do árbitro. Algo desconcentrado, acho que está a tentar fazer muita coisa ao mesmo tempo. Que se concentre na linha de defesa e no atacante e já estará a fazer muito.
André Santos
Em terrenos que conhece bem, tentou mandar no meio-campo, aproximou-se demais de Maniche e saiu demasiado à queima na tentativa de desarmes. Perdeu o Sporting em cobertura defensiva, mas ganhou na disponibilidade em sair a jogar, departamento onde esteve bem melhor. Continuo a achar que apesar do talento, estará a "aquecer" o lugar para Pedro Mendes.
Maniche
Em muito boa forma. Bem na distribuição de jogo e bem na recuperação defensiva. Pena a entrada despropositada que lhe valeu o amarelo, não tinha mesmo nenhuma necessidade. Com o golo do Leiria, foi dos que mais mostrou insatisfação e boa reacção.
Pereira
Menos eficaz, falhou muitos "arranques" na linha e não esteve muito entrosado com os colegas. Sofreu muitas faltas, as equipas que defrontam o Sporting recorrem normalmente à falta para o travarem sistematicamente...e resulta. Tem de melhorar no passe final.
Vukcevic
Apesar dos grandes recorte técnicos (é muito difícil tirar-lhe a bola dos pés) tem de soltar mais rápido, distribuir melhor as jogadas. Arrancou muitas vezes sozinho sem esperar apoios e não sai favorecido disso. Mesmo assim foi sempre ameaça para os defesas do Leiria.
Valdés
Pode não ter feito um grande jogo no transporte de bola, mas que golaços!! Não é todos os dias que vemos dois golos assim e mérito para o chileno, este sim parece querer sair da "mina" das exibições sem brilho nem história. A vitória esteve nos seus pés, técnica e inspiração. Quando é assim, não se pode pedir mais.
Postiga
Quis ser uma espécie de "Hulk" e na verdade conseguiu sozinho ocupar a frente de ataque. Deu muitas linhas de passe e durante todo o jogo, ainda lutou que se fartou pela posse de bola. Com vários remates perigosos criou a ideia nos defesas que o perigo morava ali, mas não. O passe para o primeiro golo foi dele. A exibir-se assim será sempre titular.
Zapater
Há muitos jogadores no Sporting em clara falta de confiança, ontem Valdés saiu dessa prateleira, já o espanhol parece ainda muito "verde". Entrou mal e teve de trabalhar muito para entender em que jogo estava. Conseguiu, mas deveria ter sido mais inteligente a ler a equipa.
Saleiro e Djaló
Entraram para queimar tempo.
domingo, 31 de outubro de 2010
Sofrimento Clube de Portugal
Hoje quando o jogo frente ao Leiria acabou, saiu vitorioso um Sporting que valeu pelo seu...sofrimento. Houve animo, garra, muita luta, mas não houve talento para acabar com um adversário que fazia o que podia para meter gente na frente. O talento nem sempre é rapidez, às vezes é saber esperar para dar as estocadas nas alturas certas e com calma e paciência.
Acho piada ao ouvir os comentários da partida que dão Torsiglieiri como o culpado do golo do Leiria, é mesmo querer criar "robertos" na equipa do Sporting. O homem fez o segundo ou terceiro jogo e já leva com os dedos acusadores. Por acaso até gostei da exibição do argentino. Mas antes de destacar alguém tem de ser referida a péssima exibição do árbitro, tanta falta sofrida pelos jogadores do Sporting não assinalada, entradas fora de tempo dos leirienses em que a lei da vantagem "abafou" vários cartões amarelos.
Pela positiva, os dois golos de Valdes, o empenho de Postiga e o espírito de combate de Maniche e Santos. Vukcevic esteve mais "cinzento" mas a ala direita do Sporting é muito forte (o treinador do Leiria bem tentou "encher" a sua ala contrária) e desequilibra o ataque dos leões. Entrou tarde Djaló, era o jogo ideal para ele e talvez até para Salomão (muito mais rápidos que Vuk e Pereira), mas temos um treinador muito pouco perspicaz no nosso banco, que deixou a equipa encontrar soluções sozinhas para vencer a um Leiria muito pouco inspirado.
Ganhamos e é mesmo o que mais interessa, mas convém em próximas partidas não dar tantas oportunidades ao oponente de regressar à disputa dos pontos. É que podemos não ter tanta sorte.
Até breve.
Acho piada ao ouvir os comentários da partida que dão Torsiglieiri como o culpado do golo do Leiria, é mesmo querer criar "robertos" na equipa do Sporting. O homem fez o segundo ou terceiro jogo e já leva com os dedos acusadores. Por acaso até gostei da exibição do argentino. Mas antes de destacar alguém tem de ser referida a péssima exibição do árbitro, tanta falta sofrida pelos jogadores do Sporting não assinalada, entradas fora de tempo dos leirienses em que a lei da vantagem "abafou" vários cartões amarelos.
Pela positiva, os dois golos de Valdes, o empenho de Postiga e o espírito de combate de Maniche e Santos. Vukcevic esteve mais "cinzento" mas a ala direita do Sporting é muito forte (o treinador do Leiria bem tentou "encher" a sua ala contrária) e desequilibra o ataque dos leões. Entrou tarde Djaló, era o jogo ideal para ele e talvez até para Salomão (muito mais rápidos que Vuk e Pereira), mas temos um treinador muito pouco perspicaz no nosso banco, que deixou a equipa encontrar soluções sozinhas para vencer a um Leiria muito pouco inspirado.
Ganhamos e é mesmo o que mais interessa, mas convém em próximas partidas não dar tantas oportunidades ao oponente de regressar à disputa dos pontos. É que podemos não ter tanta sorte.
Até breve.
Mudanças de ganga
De repente, os responsáveis do Sporting começam a dar a cara. À excepção de Costinha, esta semana foi rica em declarações. Penso se haverá alguma coincidência com o facto da equipa ter ganho 3 jogos, espero que não. Há parte de timings, vão se desenrolando as "novelas" do costume, o relvado, a suposta boa forma da equipa, os sinais de mudança, o calendário de jogos, o mandato de Bettencourt, todos estes temas pairam nas palavras de presidente e treinador como se houvesse alguém realmente preocupado em saber alguma coisa que não seja de facto útil para o crescimento do clube.
Mas hoje surgiu uma nova polémica sobre os supostos favorecimentos de outros clubes em projectos imobiliários, todos sabemos que Bettencourt se refere ao Benfica e ao seu centro de estágios, mas ao não especificar, o Presidente do Sporting só remete para a opinião geral uma nota muito evidente de falta de coragem por não assumir aquilo que quer dizer. Sabemos que não está a mandar farpas directas ao clube da Luz, mas sim às Câmaras de Lisboa e do Seixal, mas penso que muito cedo começaremos a ouvir respostas num tom que nos irá desagradar.
Tenho a certeza que esta não era uma boa altura para começar a "coleccionar" polémicas e inimigos, a equipa tarda em mostrar regularidade e força para dar expressão ao desempenho mediático do presidente e em vez de dar umas dentadas nos adversários, o leão pode estar a dar o lombo para umas boas bicadas e chamuscadas de águias e dragões. A regra é simples, quando a equipa está bem todo e qualquer disparate é valorizado, mas quando a equipa não rende o melhor é ir falando para dentro e sobre o que se pode fazer para melhorar. Espingardar muito para fora só vai ridicularizar a figura do presidente.
Bettencourt deve sim preocupar-se em "falar com os sócios" sobre o que pode ser feito já em Dezembro no ataque ao mercado de transferências, como está a rentabilizado o seu património imobiliário, como se pode melhorar a Academia, como está processo do Canal Sporting e entre todas estas temáticas ir convidando ao apoio a equipa, às várias equipas que vestem o leão ao peito. O relvado é uma questão interna e gostaria que fosse debatido dentro do clube e não emitindo probabilidades à imprensa. Mais uma novela é tudo o que os sócios não precisam. Já têm lenha que os queima, esta não fazia falta nenhuma.
Só uma nota final para o tal código de indumentária exigido aos funcionários de Alvalade. Se foi tomada a decisão e está regulamentada que se pare de falar nela. Bettencourt tem um mandato para cumprir e não foi para se preocupar com este tipo de questões. Por uma pedra neste assunto era essencial para acabar com a anedotização constante. É à direcção que se exige decidir e ponto final. Não concordamos? Azar. Sigamos em frente, o tema não merece mais do que uma análise e todos já a fizemos.
Até breve.
Mas hoje surgiu uma nova polémica sobre os supostos favorecimentos de outros clubes em projectos imobiliários, todos sabemos que Bettencourt se refere ao Benfica e ao seu centro de estágios, mas ao não especificar, o Presidente do Sporting só remete para a opinião geral uma nota muito evidente de falta de coragem por não assumir aquilo que quer dizer. Sabemos que não está a mandar farpas directas ao clube da Luz, mas sim às Câmaras de Lisboa e do Seixal, mas penso que muito cedo começaremos a ouvir respostas num tom que nos irá desagradar.
Tenho a certeza que esta não era uma boa altura para começar a "coleccionar" polémicas e inimigos, a equipa tarda em mostrar regularidade e força para dar expressão ao desempenho mediático do presidente e em vez de dar umas dentadas nos adversários, o leão pode estar a dar o lombo para umas boas bicadas e chamuscadas de águias e dragões. A regra é simples, quando a equipa está bem todo e qualquer disparate é valorizado, mas quando a equipa não rende o melhor é ir falando para dentro e sobre o que se pode fazer para melhorar. Espingardar muito para fora só vai ridicularizar a figura do presidente.
Bettencourt deve sim preocupar-se em "falar com os sócios" sobre o que pode ser feito já em Dezembro no ataque ao mercado de transferências, como está a rentabilizado o seu património imobiliário, como se pode melhorar a Academia, como está processo do Canal Sporting e entre todas estas temáticas ir convidando ao apoio a equipa, às várias equipas que vestem o leão ao peito. O relvado é uma questão interna e gostaria que fosse debatido dentro do clube e não emitindo probabilidades à imprensa. Mais uma novela é tudo o que os sócios não precisam. Já têm lenha que os queima, esta não fazia falta nenhuma.
Só uma nota final para o tal código de indumentária exigido aos funcionários de Alvalade. Se foi tomada a decisão e está regulamentada que se pare de falar nela. Bettencourt tem um mandato para cumprir e não foi para se preocupar com este tipo de questões. Por uma pedra neste assunto era essencial para acabar com a anedotização constante. É à direcção que se exige decidir e ponto final. Não concordamos? Azar. Sigamos em frente, o tema não merece mais do que uma análise e todos já a fizemos.
Até breve.
sábado, 30 de outubro de 2010
Lá vamos nós outra vez
Depois de 3 vitórias, taça, liga e liga europa, o Sporting prepara-se para novo teste frente ao Leiria. É de facto uma excelente oportunidade para dar alguma tranquilidade ao clube, tirando a equipa dos lugares humilhantes onde tem andado na tabela da Liga.
Mas há sempre qualquer coisa que nos diz que este irá ser mais um teste de grande sofrimento para a equipa, onde o mais natural será o empate entre a não eficácia leonina e as reservas leirienses depois de uma goleada no Dragão.
Liedson e Fernandez vão fazer falta e marcarão ausência regresso num 4-2-3-1 com Abel, Evaldo, Torsigleiri ou Coelho, Carriço na defesa - André Santos e Maniche no meio campo defensivo - Pereira, Vukcevic e Valdez no apoio a Postiga no ataque. Penso que será este o alinhamento de amanhã, não é o melhor, mas é o possível face às lesões e recuperações de jogadores chave. Espero sinceramente que PS não aposte mais uma vez em Saleiro, que está mal em todos os parâmetros competitivos: fisicamente e psicologicamente parece atravessar uma fase menos boa e jogando fora devia o treinador poupá-lo a uma substituição ao intervalo.
Mas, como diz o título deste post, lá vamos nós outra vez, no meu caso sentar-me no sofá à espera de uma hora e meia de sofrimento e muitas unhas roídas. Não sou capaz de virar costas à equipa, espero sempre por um acaso milagroso que me dê um Sporting transfigurado e uma grande partida de futebol. Não deve ser muito provável, mas ainda assim quando chega a hora é me impossível não assistir. Talvez tenha algo de masoquista, ou queira provar a mim mesmo que o que penso racionalmente está certo, mas por qualquer que seja a razão, por mais que ache incompetente este treinador, por mais que me custe ver alguns jogadores de qualidade duvidosa com o leão ao peito, tenho de ver e torcer por algo bom.
Até breve.
Mas há sempre qualquer coisa que nos diz que este irá ser mais um teste de grande sofrimento para a equipa, onde o mais natural será o empate entre a não eficácia leonina e as reservas leirienses depois de uma goleada no Dragão.
Liedson e Fernandez vão fazer falta e marcarão ausência regresso num 4-2-3-1 com Abel, Evaldo, Torsigleiri ou Coelho, Carriço na defesa - André Santos e Maniche no meio campo defensivo - Pereira, Vukcevic e Valdez no apoio a Postiga no ataque. Penso que será este o alinhamento de amanhã, não é o melhor, mas é o possível face às lesões e recuperações de jogadores chave. Espero sinceramente que PS não aposte mais uma vez em Saleiro, que está mal em todos os parâmetros competitivos: fisicamente e psicologicamente parece atravessar uma fase menos boa e jogando fora devia o treinador poupá-lo a uma substituição ao intervalo.
Mas, como diz o título deste post, lá vamos nós outra vez, no meu caso sentar-me no sofá à espera de uma hora e meia de sofrimento e muitas unhas roídas. Não sou capaz de virar costas à equipa, espero sempre por um acaso milagroso que me dê um Sporting transfigurado e uma grande partida de futebol. Não deve ser muito provável, mas ainda assim quando chega a hora é me impossível não assistir. Talvez tenha algo de masoquista, ou queira provar a mim mesmo que o que penso racionalmente está certo, mas por qualquer que seja a razão, por mais que ache incompetente este treinador, por mais que me custe ver alguns jogadores de qualidade duvidosa com o leão ao peito, tenho de ver e torcer por algo bom.
Até breve.
sexta-feira, 29 de outubro de 2010
O muito bom e o muito mau
Quando um atleta, já votado o melhor do mundo e provavelmente o repetirá mais vezes, afirma que deseja regressar ao Sporting, isso não é impulse…são boas notícias. Mesmo que no fim da carreira é bom que os grandes atletas do nosso clube tenham de facto essa vontade, torna-nos grandes, referências, locais de uma cultura diferente. Tanto a nível comercial como desportivo a vinda de Ronaldo no final da sua carreira para o clube que o projectou é algo que me faz feliz.
Nunca entendi muito bem, porque é que alguns atletas que sendo referências de clubes europeus e depois de mais de 10 anos a ganhar ordenados exorbitantes preferem ou rumar a clubes sem história nem glória nas Arábias ou nos EUA, desperdiçando uma oportunidade fantástica de completarem a sua carreira da melhor forma, ou seja, assumindo o seu estatuto de símbolo e conquistar talvez até uma posição de relevo nas estruturas do clube de origem.
Ao que parece, Ronaldo prefere a segunda hipótese e por isso o Sporting sairá sempre beneficiado. Se mais atletas como Figo ou Simão não tivessem vistas tão curtas e um coração que se move a euros, podiam ter feito a mesma coisa.
Noutro plano e muito pior como notícia, o relvado de Alvalade continua a dar que falar, surge agora como provável a sua substituição por um sintético. Ao que sei existem sintéticos de ultima geração que se aproximam da relva natural, mas que não terão nunca as propriedades do original.
Esta resolução a ser tomada, deve precaver as contrariedades que ainda persistem nos relvados artificiais, ou seja, a velocidade da bola, a absorção da chuva e adaptação que os nossos jogadores teriam quando jogassem fora de Alvalade, convém lembrar que metade dos jogos é feita fora de casa e se é certo que teríamos vantagem em casa, também é verdadeiro que teríamos um handicap fora, muito para além do desejável.
Parece-me mais uma “modernice” tonta, do género da bola oficial da Liga, cor-de-laranja fluorescente que durou apenas uns jogos. Acho que se deve atacar o problema de origem e se a própria arquitectura do estádio for o problema, então podemos pensar que os milhões de euros empregues no arquitecto responsável, foram esbanjados em coisas inúteis e não no essencial de um estádio de futebol, que sempre será o terreno de jogo.
No fundo é como construir uma casa sem telhado, ou uma casa de banho sem canos. A piada dos “azulejos” de retrete nunca esteve tão actual como agora.
Até breve.
Nunca entendi muito bem, porque é que alguns atletas que sendo referências de clubes europeus e depois de mais de 10 anos a ganhar ordenados exorbitantes preferem ou rumar a clubes sem história nem glória nas Arábias ou nos EUA, desperdiçando uma oportunidade fantástica de completarem a sua carreira da melhor forma, ou seja, assumindo o seu estatuto de símbolo e conquistar talvez até uma posição de relevo nas estruturas do clube de origem.
Ao que parece, Ronaldo prefere a segunda hipótese e por isso o Sporting sairá sempre beneficiado. Se mais atletas como Figo ou Simão não tivessem vistas tão curtas e um coração que se move a euros, podiam ter feito a mesma coisa.
Noutro plano e muito pior como notícia, o relvado de Alvalade continua a dar que falar, surge agora como provável a sua substituição por um sintético. Ao que sei existem sintéticos de ultima geração que se aproximam da relva natural, mas que não terão nunca as propriedades do original.
Esta resolução a ser tomada, deve precaver as contrariedades que ainda persistem nos relvados artificiais, ou seja, a velocidade da bola, a absorção da chuva e adaptação que os nossos jogadores teriam quando jogassem fora de Alvalade, convém lembrar que metade dos jogos é feita fora de casa e se é certo que teríamos vantagem em casa, também é verdadeiro que teríamos um handicap fora, muito para além do desejável.
Parece-me mais uma “modernice” tonta, do género da bola oficial da Liga, cor-de-laranja fluorescente que durou apenas uns jogos. Acho que se deve atacar o problema de origem e se a própria arquitectura do estádio for o problema, então podemos pensar que os milhões de euros empregues no arquitecto responsável, foram esbanjados em coisas inúteis e não no essencial de um estádio de futebol, que sempre será o terreno de jogo.
No fundo é como construir uma casa sem telhado, ou uma casa de banho sem canos. A piada dos “azulejos” de retrete nunca esteve tão actual como agora.
Até breve.
Curas e remédios
Costuma-se dizer que quando o caminho é difícil, a pressa de chegar ao destino aumenta. Pois é, pela amostra que tivemos até agora, todo o sportinguista já começa a fazer contas à vida e às jornadas que faltam para esta "tortura" acabar. Gostaria de acreditar que ainda vou ver bons jogos do Sporting, boas vitórias, bons golos, mas o meu pessimismo realista coloca-me sempre a visão daquele jogo na Luz, em que um Benfica à beira de um ataque de nervos ganhou limpinho, venceu sem dificuldades um Sporting completamente tonto e descalibrado.
Esta visão traumática barra-me sempre a esperança e o jogos depois desse só comprovaram uma regularidade de más exibições. Depois existe a Liga Europa onde 3 vitórias muito bem conseguidas nos alimentam a desconfiança. A pergunta percorre-nos a todos: é uma questão de sorte na Europa e azar na Liga? Acho que no fundo sabemos a resposta, mas preferimos acreditar que a sorte tem qualquer coisa de fundamental nesta análise. Não sou dono da verdade, mas penso que mais dia menos dia vamos fazer uma péssima partida nesta competição europeia e assim deitar por terra o último reduto de esperança na capacidade desta equipa de atingir alguma coisa de bom.
Talvez nessa altura, acordemos todos para uma realidade, o Sporting está mal preparado tecnicamente e nos jogos mais fáceis tem tantas dificuldades como nos difíceis. A diferença é que em vez de perdermos 2-0, vamos empatando. Os pontos vão se evaporando, as jornadas passando e Paulo Sérgio sempre a perspectivar as tais melhorias e qualidades que mais ninguém vê. Do azar vamos passar à infelicidade e desta vais ser um pulinho até à crise...depois da crise vem a ruptura. Havia necessidade de esperarmos calmamente que o céu nos caia em cima da cabeça?
A medicina preventiva é e sempre será melhor que os medicamentos, ou purgantes, mas no Sporting a gripe alastra e todos os dias temos um "cérebro" que se recusa ir ao médico. Ele acha que amanhã irá acordar melhor, descrê na cura e às vezes chega mesmo a acreditar que está bem. Mas nunca acorda melhor e as noites mal dormidas vão lhe retirando força. Só mesmo quando estiver incapaz de se mover e sair da cama, surgirá alguém que o irá levar ao hospital. Esta analogia clínica é apenas mais uma forma de não me repetir no "diagnóstico".
Até breve.
Esta visão traumática barra-me sempre a esperança e o jogos depois desse só comprovaram uma regularidade de más exibições. Depois existe a Liga Europa onde 3 vitórias muito bem conseguidas nos alimentam a desconfiança. A pergunta percorre-nos a todos: é uma questão de sorte na Europa e azar na Liga? Acho que no fundo sabemos a resposta, mas preferimos acreditar que a sorte tem qualquer coisa de fundamental nesta análise. Não sou dono da verdade, mas penso que mais dia menos dia vamos fazer uma péssima partida nesta competição europeia e assim deitar por terra o último reduto de esperança na capacidade desta equipa de atingir alguma coisa de bom.
Talvez nessa altura, acordemos todos para uma realidade, o Sporting está mal preparado tecnicamente e nos jogos mais fáceis tem tantas dificuldades como nos difíceis. A diferença é que em vez de perdermos 2-0, vamos empatando. Os pontos vão se evaporando, as jornadas passando e Paulo Sérgio sempre a perspectivar as tais melhorias e qualidades que mais ninguém vê. Do azar vamos passar à infelicidade e desta vais ser um pulinho até à crise...depois da crise vem a ruptura. Havia necessidade de esperarmos calmamente que o céu nos caia em cima da cabeça?
A medicina preventiva é e sempre será melhor que os medicamentos, ou purgantes, mas no Sporting a gripe alastra e todos os dias temos um "cérebro" que se recusa ir ao médico. Ele acha que amanhã irá acordar melhor, descrê na cura e às vezes chega mesmo a acreditar que está bem. Mas nunca acorda melhor e as noites mal dormidas vão lhe retirando força. Só mesmo quando estiver incapaz de se mover e sair da cama, surgirá alguém que o irá levar ao hospital. Esta analogia clínica é apenas mais uma forma de não me repetir no "diagnóstico".
Até breve.
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
O melhor jogador de sempre
Perguntei aos visitantes deste blog quem seria o melhor jogador de sempre do Sporting. Havia muito por onde escolher, mas os mais votados foram:
O meu obrigado aos 68 participantes. Não posso dizer que seria o meu top, mas são sem dúvida grandes glórias do nosso clube e como tal é inteiramente merecida a votação.
Até breve.
O meu obrigado aos 68 participantes. Não posso dizer que seria o meu top, mas são sem dúvida grandes glórias do nosso clube e como tal é inteiramente merecida a votação.
Até breve.
quarta-feira, 27 de outubro de 2010
O campeão da estatistica
Há um lugar onde o Sporting lidera destacado nesta Liga e esse lugar é a estatística de cantos, remates, ataques, só faltou o que mais interessa, ou seja, os golos sofridos e marcados e posse de bola.
A estatística chegou ao futebol como instrumento de análise complementar usados pelas equipas técnicas. Que me lembre surgiu quase simultaneamente em 3 sítios: na Liga inglesa, na MLS Norte-Americana e em algumas equipas nórdicas. É mais provável que tenha tido origem nos EUA, uma vez que há muitas décadas que outros desportos como o Basebol e o Futebol Americano vivem dos números como factos que fazem parte do espectáculo. Seja como for, no soccer entrou pela porta dos gabinetes de alguns treinadores com tendência para o benchmarketing.
Alguns destes técnicos iriam ser muito bem sucedidos e foi um ápice para que na liga germânica e italiana surgissem autênticos departamentos de estatística em alguns clubes de meio da tabela. Com o sucesso destes alastrou e no final dos anos 80 começavam os primeiros números a surgir nas infografias das transmissões televisivas. Eram recolhas ainda primárias que contabilizavam manualmente remates, cantos, faltas e outros rácios mais simples de somar. Com os anos 90 tinha fim o futebol espectáculo, chegava em força o futebol ciência com palavras como rendimento, coeficiente, rentabilidade. Os treinos passaram de meros laboratórios de jogadas e evoluíram para programas físicos e mapas de forma, uma autêntica F1 de atletas.
Com o futebol mais cientifico, a estatística ganha nova importância. Existem dois atletas dentro do clube: o jogador - com mais ou menos jeito para jogar à bola e o futebolista - um conjunto de números que exibem o seu comportamento durante 90 minutos. Depois existem 2 equipas: a que ganha, joga bem, dá espectáculo e a outra que reflecte numerais de posse de bola em ataque, sem bola, passes falhados, intercepções , kms percorridos e zonas de jogo ocupadas. Em 2010 estamos em plena era tecnológica e digital com milhares de análises, percentagens, micro e macro realidades.
Mas o futebol não é apenas análise, é muito mais. É um desporto espectáculo criado e adaptado para entreter quer quem joga, quer quem vê. E que bons jogos se vêm por exemplo em Inglaterra, Espanha, França e Alemanha. Em Portugal como na Itália, na Turquia e na Grécia não há espectáculo mas sim domínio. Em 90% dos jogos existe um desequilibro de mentalidades entre clubes e só há duas grandes tácticas: os que querem ganhar e os que não se importam de empatar e isso mata o jogo.
O Sporting deste ano não é mais fraco que o de outros anos, bem pelo contrário, porquê? Porque tem mais jogadores de nível médio, mais soluções e mais equilíbrios com pelo menos 2 jogadores úteis para cada posição. Mas falta-lhe dois factores diferenciadores: o killer instinct e um cérebro. O segundo constrói e agiliza as ferramentas enquanto o primeiro finaliza e cumpre o objectivo do jogo - o golo. Sem estas peças, as estatísticas podem dizer tudo que valerá....nada. Podem dizer que rematamos 40 vezes à baliza e que ganhamos 10 cantos, mas a pobreza do espectáculo continuará a ser verdadeira.
No ultimo jogo frente ao Rio Ave apenas fui bem entretido com futebol a sério nos últimos 20 minutos, os restantes 70 foram completamente entediantes e enervantes, mas a estatística diz o contrário, diz que o Sporting dominou em todos os campos, em todos os números, apenas não dominou o ecrã da minha televisão, que me mostrou uma equipa pouco mais competente que o seu rival. Cada um entretém-se como quer e pela minha parte continuo a ver futebol como sempre vi, pelo jogo, pela vibração, pela magia da surpresa com que somos arrebatados pelos bons jogadores. Será que estarei longe de ver isso em Alvalade? A estatística isso não diz.
Até breve.
A estatística chegou ao futebol como instrumento de análise complementar usados pelas equipas técnicas. Que me lembre surgiu quase simultaneamente em 3 sítios: na Liga inglesa, na MLS Norte-Americana e em algumas equipas nórdicas. É mais provável que tenha tido origem nos EUA, uma vez que há muitas décadas que outros desportos como o Basebol e o Futebol Americano vivem dos números como factos que fazem parte do espectáculo. Seja como for, no soccer entrou pela porta dos gabinetes de alguns treinadores com tendência para o benchmarketing.
Alguns destes técnicos iriam ser muito bem sucedidos e foi um ápice para que na liga germânica e italiana surgissem autênticos departamentos de estatística em alguns clubes de meio da tabela. Com o sucesso destes alastrou e no final dos anos 80 começavam os primeiros números a surgir nas infografias das transmissões televisivas. Eram recolhas ainda primárias que contabilizavam manualmente remates, cantos, faltas e outros rácios mais simples de somar. Com os anos 90 tinha fim o futebol espectáculo, chegava em força o futebol ciência com palavras como rendimento, coeficiente, rentabilidade. Os treinos passaram de meros laboratórios de jogadas e evoluíram para programas físicos e mapas de forma, uma autêntica F1 de atletas.
Com o futebol mais cientifico, a estatística ganha nova importância. Existem dois atletas dentro do clube: o jogador - com mais ou menos jeito para jogar à bola e o futebolista - um conjunto de números que exibem o seu comportamento durante 90 minutos. Depois existem 2 equipas: a que ganha, joga bem, dá espectáculo e a outra que reflecte numerais de posse de bola em ataque, sem bola, passes falhados, intercepções , kms percorridos e zonas de jogo ocupadas. Em 2010 estamos em plena era tecnológica e digital com milhares de análises, percentagens, micro e macro realidades.
Mas o futebol não é apenas análise, é muito mais. É um desporto espectáculo criado e adaptado para entreter quer quem joga, quer quem vê. E que bons jogos se vêm por exemplo em Inglaterra, Espanha, França e Alemanha. Em Portugal como na Itália, na Turquia e na Grécia não há espectáculo mas sim domínio. Em 90% dos jogos existe um desequilibro de mentalidades entre clubes e só há duas grandes tácticas: os que querem ganhar e os que não se importam de empatar e isso mata o jogo.
O Sporting deste ano não é mais fraco que o de outros anos, bem pelo contrário, porquê? Porque tem mais jogadores de nível médio, mais soluções e mais equilíbrios com pelo menos 2 jogadores úteis para cada posição. Mas falta-lhe dois factores diferenciadores: o killer instinct e um cérebro. O segundo constrói e agiliza as ferramentas enquanto o primeiro finaliza e cumpre o objectivo do jogo - o golo. Sem estas peças, as estatísticas podem dizer tudo que valerá....nada. Podem dizer que rematamos 40 vezes à baliza e que ganhamos 10 cantos, mas a pobreza do espectáculo continuará a ser verdadeira.
No ultimo jogo frente ao Rio Ave apenas fui bem entretido com futebol a sério nos últimos 20 minutos, os restantes 70 foram completamente entediantes e enervantes, mas a estatística diz o contrário, diz que o Sporting dominou em todos os campos, em todos os números, apenas não dominou o ecrã da minha televisão, que me mostrou uma equipa pouco mais competente que o seu rival. Cada um entretém-se como quer e pela minha parte continuo a ver futebol como sempre vi, pelo jogo, pela vibração, pela magia da surpresa com que somos arrebatados pelos bons jogadores. Será que estarei longe de ver isso em Alvalade? A estatística isso não diz.
Até breve.
Uma nova frente de batalha
Parece que o Sporting tem um novo inimigo, ou 4, conforme a visão da coisa. A televisão e os seus interesses são pelos vistos um grande inimigo da equipa do Sporting. Não o deixam descansar convenientemente, e logo, praticar o brilhante futebol que nos têm habituado esta época. Não sei se serão os feixes hertz, ou a fibra óptica, mas a televisão com os seus horários loucos e descabidos são na opinião de Paulo Sérgio um contra-poder no futebol.
O que o nosso treinador se esquece é de olhar por essa Europa fora e ver equipas a jogar às 12h30 de Sábado, ou às 21h30 na Quinta-Feira com muito menos do que 72 horas de intervalo, sem sequer pestanejar. Aliás convinha ao nosso técnico agradecer o facto dos contratos para a transmissão dos jogos já estarem mais que assinados, de outra forma muitos dos jogos do nosso clube nem passariam em directo, tal o espectáculo paupérrimo que os seus jogadores e tácticas têm oferecido.
O descanso de uma equipa entre jogos é previsto e negociado no inicio de época e a boa prestação do Porto, além dos espectáculos de futebol que oferece são factores que escapam ao controle das televisões. Garanto ao Paulo Sérgio que no dia em que o Sporting fizer 12 vitórias em 13 jogos consecutivos o clube terá outro peso na mesa de negociações de todas as TVs. Por isso deixo um recado ao PS:
Menos conversa e... ganhe jogos se faz o favor!
Até breve.
O que o nosso treinador se esquece é de olhar por essa Europa fora e ver equipas a jogar às 12h30 de Sábado, ou às 21h30 na Quinta-Feira com muito menos do que 72 horas de intervalo, sem sequer pestanejar. Aliás convinha ao nosso técnico agradecer o facto dos contratos para a transmissão dos jogos já estarem mais que assinados, de outra forma muitos dos jogos do nosso clube nem passariam em directo, tal o espectáculo paupérrimo que os seus jogadores e tácticas têm oferecido.
O descanso de uma equipa entre jogos é previsto e negociado no inicio de época e a boa prestação do Porto, além dos espectáculos de futebol que oferece são factores que escapam ao controle das televisões. Garanto ao Paulo Sérgio que no dia em que o Sporting fizer 12 vitórias em 13 jogos consecutivos o clube terá outro peso na mesa de negociações de todas as TVs. Por isso deixo um recado ao PS:
Menos conversa e... ganhe jogos se faz o favor!
Até breve.
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