Hoje, num campo gelado Búlgaro não se joga um apuramento, não o do grupo da Liga Europa, esse já foi conquistado com as melhores exibições e resultados da época até agora. O apuramento que falo é o do profissionalismo, da capacidade da equipa e do treinador em regressar ao mundo dos vivos, depois de uma derrota que pronunciou a “morte” antecipada desta época.
O facto de não actuarem alguns dos principais jogadores, não isenta a equipa de mostrar o que vale, aliás irá ser uma boa oportunidade para atestar se o discurso de que “não há titulares” é real e como vão os jogadores “menos utilizados” reagir a um mau resultado para o qual não contribuíram. É a hora de Paulo Sérgio tirar coelhos da cartola e tirar um nadinha de nada da pressão que o seu lugar está ter, dando um passo atrás no seu caminho de saída, isto quando já deu uns bons 200.
Entretanto este “caso” entre Costinha e Sousa Cintra só tem contextos de tontice, nada existe a ganhar por nenhuma das 3 partes: não ganha o director desportivo, não ganha o ex-presidente e não ganha o clube. Façam-nos um grande favor – calem-se. Aliás é mais um episódio de Costinha onde está a ficar muito mal visto, o seu ar de “italiano” compenetrado deve servir para nestas alturas agir com ponderação e descrição e não dar à imprensa exactamente o que ela quer, ou seja, discórdia.
Até breve.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
Big in Japan
Bettencourt lançou um novo paradigma de notoriedade Leonina, a partir de ontem o Sporting é uma sociedade Big in Servia. O que não se explica com réguas e balanças é dificilmente contestado. As grandezas, o mérito, a competência, são escalas de percepção muito mais subjectivas na Sérvia, do que no nosso país.
O Sporting é grande? Porquê? A resposta está na história? Não. Isso seria dizer que o Sporting foi grande. A grandeza actual de um clube está no que vale no momento e no que se espera que valha num futuro próximo. Há pelo menos 3 anos que o modelo de crescimento do Sporting é duvidoso. Não surgem resultados, as finanças definham e a base de adeptos desaparece a pouco e pouco numa base de dados cada vez mais envergonhada e especulativa.
Para ser grande, temos pelo menos que nos atrever a ser melhores do que os demais, mais inteligentes, rápidos nas decisões, certeiros nas escolhas, seguros no caminho. Bettencourt tem dado muitos sinais de ser um decidido capitão, mas um inseguro general. Falta-lhe a frieza de cortar a frio pelas emoções, de rasgar direito pelas relações humanas que partilha dentro do clube. As rupturas fazem parte do crescimento, mas este presidente enferma de uma necessidade grande de aceitação interna, que o impede de decidir até ao limite, e começando no limite.
O Sporting tem todas as bases para ser grande, aceitação popular, adeptos leais e preocupados, capacidade para gerar e gerir receitas, talento para explorar, mas o futebol não se faz de romantismos, de irmandades sagradas e batalhas com moinhos de vento.
Bettencourt devia deixar de se preocupar com a compreensão exterior da actual da dimensão do clube e lançar bases firmes para o futuro da instituição. Isso traduz-se em conquistas, vitórias, glória, festa, alegria e orgulho.
Os actos de gestão da actual direcção parecem mais um plano de sobrevivência do que as fundações para o sucesso dos amanhãs que inevitavelmente surgirão. Temos de garantir os Ronaldos e os Liedsons do futuro e para isso há que garantir boas estruturas, bons técnicos, financiamentos competitivos e uma imagem que inspire confiança, segurança e a lealdade dos seguidores.
Porque um general se constrói de batalhas ganhas, de escolher o menor dos males e não de carisma tecnocrático assente em curvas que se desviam das decisões difíceis e contestáveis. Porque um general que lidera à frente das tropas, é o primeiro a cair, mas tem a certeza de que a carga é feita como e quando deseja.
Bettencourt tem demasiado medo da queda, para cair nos braços da glória, só assim se entende a complacência com capitanias que falham repetidamente o assalto, que sofrem mais do que fazem sofrer.
O nosso general está a ficar sem tropas, sem carisma e sem reservas para colocar em campo. O nosso general já não está. As medalhas caem-lhe do peito e não há guarda de honra que o valha. Ninguém.
Até breve.
O Sporting é grande? Porquê? A resposta está na história? Não. Isso seria dizer que o Sporting foi grande. A grandeza actual de um clube está no que vale no momento e no que se espera que valha num futuro próximo. Há pelo menos 3 anos que o modelo de crescimento do Sporting é duvidoso. Não surgem resultados, as finanças definham e a base de adeptos desaparece a pouco e pouco numa base de dados cada vez mais envergonhada e especulativa.
Para ser grande, temos pelo menos que nos atrever a ser melhores do que os demais, mais inteligentes, rápidos nas decisões, certeiros nas escolhas, seguros no caminho. Bettencourt tem dado muitos sinais de ser um decidido capitão, mas um inseguro general. Falta-lhe a frieza de cortar a frio pelas emoções, de rasgar direito pelas relações humanas que partilha dentro do clube. As rupturas fazem parte do crescimento, mas este presidente enferma de uma necessidade grande de aceitação interna, que o impede de decidir até ao limite, e começando no limite.
O Sporting tem todas as bases para ser grande, aceitação popular, adeptos leais e preocupados, capacidade para gerar e gerir receitas, talento para explorar, mas o futebol não se faz de romantismos, de irmandades sagradas e batalhas com moinhos de vento.
Bettencourt devia deixar de se preocupar com a compreensão exterior da actual da dimensão do clube e lançar bases firmes para o futuro da instituição. Isso traduz-se em conquistas, vitórias, glória, festa, alegria e orgulho.
Os actos de gestão da actual direcção parecem mais um plano de sobrevivência do que as fundações para o sucesso dos amanhãs que inevitavelmente surgirão. Temos de garantir os Ronaldos e os Liedsons do futuro e para isso há que garantir boas estruturas, bons técnicos, financiamentos competitivos e uma imagem que inspire confiança, segurança e a lealdade dos seguidores.
Porque um general se constrói de batalhas ganhas, de escolher o menor dos males e não de carisma tecnocrático assente em curvas que se desviam das decisões difíceis e contestáveis. Porque um general que lidera à frente das tropas, é o primeiro a cair, mas tem a certeza de que a carga é feita como e quando deseja.
Bettencourt tem demasiado medo da queda, para cair nos braços da glória, só assim se entende a complacência com capitanias que falham repetidamente o assalto, que sofrem mais do que fazem sofrer.
O nosso general está a ficar sem tropas, sem carisma e sem reservas para colocar em campo. O nosso general já não está. As medalhas caem-lhe do peito e não há guarda de honra que o valha. Ninguém.
Até breve.
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Encontrar as bolas
Depois de lerem o meu último post, poderão achar ainda mais piada à campanha que está patente na entrada do site do Sporting. De facto, não sei se a mensagem de "encontrar as bolas" é dirigida a Bettencourt, mas se não é faço minhas as palavras da campanha remetendo-as para toda a direcção do Sporting, estendidas a Costinha já agora.
Prometo que se Bettencourt encontrar as "ditas" darei muito mais do que os 10% de desconto a ele e à equipa.
Até breve.
Tábuas de Salvação
Estamos no meio de Dezembro e expressões como "tábua de salvação" e "salvar a época" já começam a surgir nas bocas e mentes sportinguistas. Mas a pergunta que se faz é: salvar o quê? Um grande treinador? O bom futebol? A relação com os adeptos? Uma estrutura competente? Há muitas semanas que enfermo de uma tendência para desejar uma derrota convincente (como se precisássemos de mais uma...) algo que faça o tal clique na cabeça de Bettencourt, que lhe desperte uma súbita vontade de despedir o treinador. Pelos vistos ainda não foi desta.
Existem 4 vértices competitivos numa estrutura profissional: Presidente, Manager, Treinador e Equipa. É óbvio que o maior problema está na equipa. Mesmo um cepo com a braçadeira de treinador ganharia a Liga se tivesse um Ronaldo, um Messi, um Puyol, um Buffon, etc. Este é um dado impossível de considerar a não ser que façamos planos para ser controlados por um qualquer Príncipe Arábico. Retiremos a equipa da equação.
Sobram Presidente, Manager e Treinador. É óbvio que pudemos mudar de Presidente e Manager, mas na verdade não existem "candidatos" na praça muito mais promissores que os actuais. Acresce o facto de serem funções que não têm acção directa na equipa de futebol. Chegamos por fim ao treinador. Se no início da época havia alguma curiosidade sobre a capacidade de Paulo Sérgio, hoje, todos já entenderam que não é treinador para grandes façanhas.
Sejamos sérios, não há nenhum técnico ao nosso alcance financeiro que ponha esta equipa a ganhar troféus. Falta um grande avançado, que marque 20 a 30 golos por época, um organizador de jogo que paute os ritmos da partida com visão de jogo e passe, um central alto, experiente e seguro que dê algum descanso ao promissor Carriço. Pelo menos estes três, custariam muito dinheiro, algo que não há, nem vai haver nos tempos próximos. Mas também parece lógico a quem segue o futebol português, que com o actual plantel é possível fazer bem mais. É possível ganhar por exemplo ao Paços de Ferreira fora e ao Guimarães em casa.
Um campeonato bom para o Sporting obrigaria a ganhar muitos jogos fora de casa, exceptuando talvez Guimarães, Braga, Porto e Benfica. Em casa o cenário revertia-se um pouco aceitando-se algum deslize com estes mesmos adversários, mas com mais algumas vitórias. Este era a esperança que todos os Sportinguistas tinham no principio da época e sejamos justos não é um patamar demasiado exigente. Ninguém pediu de certeza a Paulo Sérgio que ficasse à frente de Porto e Benfica, mas uma coisa é atingir um 3º lugar quando os adversários estão muito fortes, outra coisa é fazer o mesmo quando manifestamente Benfica e Braga estão tão mal como nós.
É este cenário de completa ausência de regularidade e bons desempenhos que acompanha a equipa de Paulo Sérgio desde o início. Olhando para o plantel, este treinador tem ao seu dispor muitos mais trunfos que os seus antecessores Paulo Bento e Carvalhal. Tem Hildebrand para concorrer com Patricio, tem um lateral esquerdo Evaldo, tem um Carriço em afirmação, um bom Polga, uma incógnita Torsiglieiri, um experiente Maniche, um Abel rejuvenescido, um João Pereira em clara progressão, uma meia surpresa chamada André Santos, um concentrado Vukcevic, uma boa aquisição chamada Valdes e um esforçado Postiga.
As lesões de Pedro Mendes e Fernandez e a fraca prestação de Liedson são pontos negativos, mas é fácil de constatar que há muito mais potencial nesta equipa, então porque é que os resultados não surgem? Azar? Os adversários só jogam bem contra nós? Os árbitros estão prejudicar-nos? Penso que não. Simplesmente todo o potencial está a ser incapaz de ser revertido em boas exibições e resultados e para mim essa é a função do treinador. No último jogo frente ao Setúbal, o Sporting dominou a posse de bola, fez muitos ataques, mas foi sempre controlado pelo Vitória, um clube que luta para não descer, mas bem orientado e bem instruído dentro de campo.
Pode-se discutir se o facto de marcar primeiro não desvirtua qualquer análise, mas todos vimos que o Sporting não reagiu encostando o rival à defesa criando ocasiões para empatar, ao invés andou perdido dentro de campo a tentar inventar buracos na defesa setubalense de uma forma completamente desesperada e foi apenas natural que sofresse o segundo golo, fosse o Setúbal uma equipa mais segura e tinha feito em contra-ataque uma autêntica sessão de raids à baliza de Rui Patrício.
E é isto. O que se exigiu a Paulo Sérgio no início da época? 3º lugar na Liga, meias finais nas taças internas, oitavos ou quartos final na Liga Europa, ou qualquer coisa deste género. Está a ser alcançado? Com que mérito? A equipa dá bons espectáculos? Está em notório crescimento? A resposta é não, transversalmente não. A acrescentar à prestação, existem demasiados "nãos" na massa adepta, demasiados pedidos para que se despeça o treinador, suaves porque o desânimo é total, mas histericamente audíveis para qualquer responsável leonino.
O que prende Bettencourt? O que o amarra a Paulo Sérgio? Pena? Falta de dinheiro para pagar a cláusula de rescisão? A convicção de que ele vê em PS mais do que todos os analistas, adeptos juntos? Pode-se discutir se o que ganharíamos com a saída do técnico será assim tão marcante para inverter a tendência para os maus resultados. Eu acho que sim. Ou melhor, tenho essa certeza há dois meses, desde a derrota com o Benfica. Não acho que devemos esperar pelo fim da época, tal como não achava que devíamos esperar pela paragem no Natal.
E quem para substituir Paulo Sérgio? Não será difícil, existem muitas soluções viáveis, haja coragem e decisão. Com mais ou menos dinheiro é possível encontrar melhor do que Paulo Sérgio, desde o jovem técnico ambicioso ao mais experiente com mais curriculo. Haja, repito, coragem e decisão. Tudo o que não tem havido nos últimos tempos em Alvalade.
Até breve.
Existem 4 vértices competitivos numa estrutura profissional: Presidente, Manager, Treinador e Equipa. É óbvio que o maior problema está na equipa. Mesmo um cepo com a braçadeira de treinador ganharia a Liga se tivesse um Ronaldo, um Messi, um Puyol, um Buffon, etc. Este é um dado impossível de considerar a não ser que façamos planos para ser controlados por um qualquer Príncipe Arábico. Retiremos a equipa da equação.
Sobram Presidente, Manager e Treinador. É óbvio que pudemos mudar de Presidente e Manager, mas na verdade não existem "candidatos" na praça muito mais promissores que os actuais. Acresce o facto de serem funções que não têm acção directa na equipa de futebol. Chegamos por fim ao treinador. Se no início da época havia alguma curiosidade sobre a capacidade de Paulo Sérgio, hoje, todos já entenderam que não é treinador para grandes façanhas.
Sejamos sérios, não há nenhum técnico ao nosso alcance financeiro que ponha esta equipa a ganhar troféus. Falta um grande avançado, que marque 20 a 30 golos por época, um organizador de jogo que paute os ritmos da partida com visão de jogo e passe, um central alto, experiente e seguro que dê algum descanso ao promissor Carriço. Pelo menos estes três, custariam muito dinheiro, algo que não há, nem vai haver nos tempos próximos. Mas também parece lógico a quem segue o futebol português, que com o actual plantel é possível fazer bem mais. É possível ganhar por exemplo ao Paços de Ferreira fora e ao Guimarães em casa.
Um campeonato bom para o Sporting obrigaria a ganhar muitos jogos fora de casa, exceptuando talvez Guimarães, Braga, Porto e Benfica. Em casa o cenário revertia-se um pouco aceitando-se algum deslize com estes mesmos adversários, mas com mais algumas vitórias. Este era a esperança que todos os Sportinguistas tinham no principio da época e sejamos justos não é um patamar demasiado exigente. Ninguém pediu de certeza a Paulo Sérgio que ficasse à frente de Porto e Benfica, mas uma coisa é atingir um 3º lugar quando os adversários estão muito fortes, outra coisa é fazer o mesmo quando manifestamente Benfica e Braga estão tão mal como nós.
É este cenário de completa ausência de regularidade e bons desempenhos que acompanha a equipa de Paulo Sérgio desde o início. Olhando para o plantel, este treinador tem ao seu dispor muitos mais trunfos que os seus antecessores Paulo Bento e Carvalhal. Tem Hildebrand para concorrer com Patricio, tem um lateral esquerdo Evaldo, tem um Carriço em afirmação, um bom Polga, uma incógnita Torsiglieiri, um experiente Maniche, um Abel rejuvenescido, um João Pereira em clara progressão, uma meia surpresa chamada André Santos, um concentrado Vukcevic, uma boa aquisição chamada Valdes e um esforçado Postiga.
As lesões de Pedro Mendes e Fernandez e a fraca prestação de Liedson são pontos negativos, mas é fácil de constatar que há muito mais potencial nesta equipa, então porque é que os resultados não surgem? Azar? Os adversários só jogam bem contra nós? Os árbitros estão prejudicar-nos? Penso que não. Simplesmente todo o potencial está a ser incapaz de ser revertido em boas exibições e resultados e para mim essa é a função do treinador. No último jogo frente ao Setúbal, o Sporting dominou a posse de bola, fez muitos ataques, mas foi sempre controlado pelo Vitória, um clube que luta para não descer, mas bem orientado e bem instruído dentro de campo.
Pode-se discutir se o facto de marcar primeiro não desvirtua qualquer análise, mas todos vimos que o Sporting não reagiu encostando o rival à defesa criando ocasiões para empatar, ao invés andou perdido dentro de campo a tentar inventar buracos na defesa setubalense de uma forma completamente desesperada e foi apenas natural que sofresse o segundo golo, fosse o Setúbal uma equipa mais segura e tinha feito em contra-ataque uma autêntica sessão de raids à baliza de Rui Patrício.
E é isto. O que se exigiu a Paulo Sérgio no início da época? 3º lugar na Liga, meias finais nas taças internas, oitavos ou quartos final na Liga Europa, ou qualquer coisa deste género. Está a ser alcançado? Com que mérito? A equipa dá bons espectáculos? Está em notório crescimento? A resposta é não, transversalmente não. A acrescentar à prestação, existem demasiados "nãos" na massa adepta, demasiados pedidos para que se despeça o treinador, suaves porque o desânimo é total, mas histericamente audíveis para qualquer responsável leonino.
O que prende Bettencourt? O que o amarra a Paulo Sérgio? Pena? Falta de dinheiro para pagar a cláusula de rescisão? A convicção de que ele vê em PS mais do que todos os analistas, adeptos juntos? Pode-se discutir se o que ganharíamos com a saída do técnico será assim tão marcante para inverter a tendência para os maus resultados. Eu acho que sim. Ou melhor, tenho essa certeza há dois meses, desde a derrota com o Benfica. Não acho que devemos esperar pelo fim da época, tal como não achava que devíamos esperar pela paragem no Natal.
E quem para substituir Paulo Sérgio? Não será difícil, existem muitas soluções viáveis, haja coragem e decisão. Com mais ou menos dinheiro é possível encontrar melhor do que Paulo Sérgio, desde o jovem técnico ambicioso ao mais experiente com mais curriculo. Haja, repito, coragem e decisão. Tudo o que não tem havido nos últimos tempos em Alvalade.
Até breve.
domingo, 12 de dezembro de 2010
A pensar em quê?
Na reacção à eliminação da Taça, Paulo Sérgio não foi capaz de dizer mais do que "não vivo a pensar na morte" e "o meu lugar está sempre em risco". Pois bem, fico a pensar no que ele pensa, já que a equipa apresenta sempre poucas ideias para dar a volta a jogos que em que não começa a ganhar. Aliás parece-me que o verdadeiro calcanhar de Aquiles deste treinador é quando pensa, fá-lo normalmente mal.
Não vou, desta vez, falar na emergência de despedir este treinador. Já chega de estar a escrever para o boneco. Quero expressar nesta ocasião a minha indignação, se é que ainda sou capaz de sentir isso, pela passividade dos dirigentes leoninos. Até parece que a Taça de Portugal não tem valor, que é desprezível o facto de termos sido eliminados tão cedo da 2ª competição interna, isto quando no campeonato estamos a 13 pontos da liderança. Resta a Taça da Liga, que não salva nenhuma época e a Liga Europa, onde não é provável que passemos dos quartos de final.
Então, fica mais estranho a ausência de declarações. No inicio de época é ouvi-los a dizer que vão lutar por todas as competições, que a Taça é para ganhar. Mas na realidade somos eliminados por um clube que luta por não descer e...parece tudo normal. Podia ter sido um jogo em que só não teríamos ganho por falta de sorte ou por um "roubo" de arbitragem. Mas não foi. Parece que esse facto não merece a reflexão de ninguém, incluo Paulo Sérgio a quem a eliminação pareceu também injusta mas aceitável. Lá tivemos que gramar a desculpa da eficácia do Setúbal, como se os nossos adversários não devessem ser eficazes.
Ó Paulo...vê se ganhas maturidade e começas a assumir a fraqueza da tua equipa em vez de disfarçares tudo com os "acasos", as "sortes" dos adversários. Era um bom começo, não era o ideal (isso seria apresentares a demissão) mas já era uma boa novidade.
Até breve
Não vou, desta vez, falar na emergência de despedir este treinador. Já chega de estar a escrever para o boneco. Quero expressar nesta ocasião a minha indignação, se é que ainda sou capaz de sentir isso, pela passividade dos dirigentes leoninos. Até parece que a Taça de Portugal não tem valor, que é desprezível o facto de termos sido eliminados tão cedo da 2ª competição interna, isto quando no campeonato estamos a 13 pontos da liderança. Resta a Taça da Liga, que não salva nenhuma época e a Liga Europa, onde não é provável que passemos dos quartos de final.
Então, fica mais estranho a ausência de declarações. No inicio de época é ouvi-los a dizer que vão lutar por todas as competições, que a Taça é para ganhar. Mas na realidade somos eliminados por um clube que luta por não descer e...parece tudo normal. Podia ter sido um jogo em que só não teríamos ganho por falta de sorte ou por um "roubo" de arbitragem. Mas não foi. Parece que esse facto não merece a reflexão de ninguém, incluo Paulo Sérgio a quem a eliminação pareceu também injusta mas aceitável. Lá tivemos que gramar a desculpa da eficácia do Setúbal, como se os nossos adversários não devessem ser eficazes.
Ó Paulo...vê se ganhas maturidade e começas a assumir a fraqueza da tua equipa em vez de disfarçares tudo com os "acasos", as "sortes" dos adversários. Era um bom começo, não era o ideal (isso seria apresentares a demissão) mas já era uma boa novidade.
Até breve
sábado, 11 de dezembro de 2010
Até quando?
Não tenho comentado as últimas partidas do Sporting por uma razão, não quero ser repetitivo. A equipa está mal preparada, mal orientada e qualquer sucesso me parece devido à qualidade individual de alguns jogadores. Ao ver hoje o jogo, passei toda a segunda parte a pensar como é que Paulo Sérgio ainda é o treinador da equipa, ou daquele grupo de jogadores?
Parabéns ao Manuel Fernandes.
Só peço uma prenda de Natal do Sporting, que despeça Paulo Sérgio. Será pedir muito? Quanto custa uma péssima época? 600 mil euros?
Até breve.
Ir ao Sado parte1
Hoje vamos a Setúbal e não se espera nenhuma facilidade para ganhar o jogo. Sei que não vão existir penaltys, nem grandes "favores" a pender para o nosso clube. O Vitória não tendo uma grande equipa, é organizado e dificulta as melhores equipas, não dando espaços e fazendo um jogo de "miudezas" à espera do deslize do adversário. Como somos habitualmente muito "desatentos", pode ser um jogo muito complicado. Como sempre a receita é marcar cedo, primeiro, e manter a pressão sobre a baliza contrária, espreitando o segundo e por aí fora.
Não somos muito bons a gerir vantagens, algo que advém de alguma falta de rigor, problema velho que Paulo Bento já se queixava, a meu ver, provocado por alguma falta de confiança dos jogadores mais experientes, sim que este ano temos jogadores mais experientes. Na maior parte dos casos um jogo fora ganha-se na capacidade de concretização e na forma de como se controla o ímpeto dos donos da casa. Em Portimão fizemos isso bem, mas à segunda tentativa, nem sempre haverá segundas e terceiras oportunidades.
Curioso para ver o ataque sem Postiga, é de esperar menos jogo frontal, mas também é uma optima oportunidade para Liedson e Djalo reeditarem a dupla no inicio da época anterior que prometia uma combinação rápida e móvel, não fora a lesão prematura de Yannick e não sei...
Até breve.
Não somos muito bons a gerir vantagens, algo que advém de alguma falta de rigor, problema velho que Paulo Bento já se queixava, a meu ver, provocado por alguma falta de confiança dos jogadores mais experientes, sim que este ano temos jogadores mais experientes. Na maior parte dos casos um jogo fora ganha-se na capacidade de concretização e na forma de como se controla o ímpeto dos donos da casa. Em Portimão fizemos isso bem, mas à segunda tentativa, nem sempre haverá segundas e terceiras oportunidades.
Curioso para ver o ataque sem Postiga, é de esperar menos jogo frontal, mas também é uma optima oportunidade para Liedson e Djalo reeditarem a dupla no inicio da época anterior que prometia uma combinação rápida e móvel, não fora a lesão prematura de Yannick e não sei...
Até breve.
sexta-feira, 10 de dezembro de 2010
Ter Coragem
Há uns anos, Guterres, na altura Primeiro-Ministro demitia-se de um governo socialista alegando que o fazia para o país sair do pântano político em que estava mergulhado. A situação no Sporting parece enfermar da mesma problemática. Presidente, Director Desportivo, Juve Leo, Jogadores, Treinador, todos surgem com pedras no sapato, com pedras na mão, com pedras nos rins e vão deixando cair “pistas” de um conflito sem fim à vista.
Para uma direcção que reuniu tanto apoio na sua eleição, na imprensa e junto do “establishment” económico e político, carece de explicação este desmoronar de apoio e união. As derrotas, com a visível diferença de qualidade para Porto e Benfica, o futebol tacticamente “inocente” de Paulo Sérgio, o falhanço ou lesão de peças fundamentais na equipa, são todos eles factores de desânimo nos adeptos que esperavam uma 2ª época de Bettencourt mais convincente.
Perante o quadro, mais que provável, de mais um ano sem glória, a equipa unida, o bloco forte, caiu, desmembra-se a cada dia que passa, afoga-se em dedos apontados e culpas “solteiras”. Paulo Sérgio cedo perdeu o ar de entendido, os jogadores mostraram não ter o estofo que lhes foi exigido, os adeptos abandonaram Alvalade, Costinha sente-se marginalizado e agora a Juve Leo abriu guerra a todos os anteriores. Pior só se o Leão saísse do símbolo do Sporting.
Sempre ouvi dizer que a força mede-se verdadeiramente nos momentos difíceis e para já Bettencourt (a quem não culpo por tudo o que a equipa faz ou não faz) começa a dar sinais de pouco pulso para dirigir a instituição a que preside, especialmente quando pauta os fracassos com silêncios, calma e uma paciência que tem estagnado o clube num sabor de “vai-se andando” e “vamos ver o que dá” que não tem trazido nada além de sucessivas desilusões.
Há uns bons meses, muitos bloggers (incluo-me) pediram a cabeça do treinador, não o fizeram por simplismo, mas por entenderem que Paulo Sérgio não era e não é o treinador capaz de inverter a falta de algum talento e força mental dos jogadores do plantel. A cada vitória se vai adiando a realidade e a não decisão de Costinha e Bettencourt, a passividade perante a notória falta de capacidade do treinador em mostrar algo mais do que padrões mínimos de sucesso, está a provocar talvez a derrocada de todo um projecto.
Talvez o Sporting fique em 3º lugar, talvez chegue às meias-finais das taças internas, talvez chegue aos quartos de final da Liga Europa, mas sinceramente alguém acredita que a equipa dará para mais? Que diferença existe então entre a última época e esta? Para que contratámos um técnico em que ninguém via mais do que seriedade e uns vislumbres de resultados medianos no Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães?
A diferença entre o sucesso e o fracasso é muitas vezes mínima, as vitórias legitimam tudo, como podemos ver pelo nosso rival de Lisboa esta época que passou da glória absoluta para o fracasso total. Os protagonistas são os mesmos, faltam as vitórias. No Sporting a pequena particularidade de ter de ganhar jogos parece muitas vezes esquecida. É uma convivência com o fracasso que desgasta e “acinzenta” tudo. Só tenho uma pequena pergunta: toda a gente (leia-se direcção) se esqueceu do que significa ter coragem?
Até breve.
Para uma direcção que reuniu tanto apoio na sua eleição, na imprensa e junto do “establishment” económico e político, carece de explicação este desmoronar de apoio e união. As derrotas, com a visível diferença de qualidade para Porto e Benfica, o futebol tacticamente “inocente” de Paulo Sérgio, o falhanço ou lesão de peças fundamentais na equipa, são todos eles factores de desânimo nos adeptos que esperavam uma 2ª época de Bettencourt mais convincente.
Perante o quadro, mais que provável, de mais um ano sem glória, a equipa unida, o bloco forte, caiu, desmembra-se a cada dia que passa, afoga-se em dedos apontados e culpas “solteiras”. Paulo Sérgio cedo perdeu o ar de entendido, os jogadores mostraram não ter o estofo que lhes foi exigido, os adeptos abandonaram Alvalade, Costinha sente-se marginalizado e agora a Juve Leo abriu guerra a todos os anteriores. Pior só se o Leão saísse do símbolo do Sporting.
Sempre ouvi dizer que a força mede-se verdadeiramente nos momentos difíceis e para já Bettencourt (a quem não culpo por tudo o que a equipa faz ou não faz) começa a dar sinais de pouco pulso para dirigir a instituição a que preside, especialmente quando pauta os fracassos com silêncios, calma e uma paciência que tem estagnado o clube num sabor de “vai-se andando” e “vamos ver o que dá” que não tem trazido nada além de sucessivas desilusões.
Há uns bons meses, muitos bloggers (incluo-me) pediram a cabeça do treinador, não o fizeram por simplismo, mas por entenderem que Paulo Sérgio não era e não é o treinador capaz de inverter a falta de algum talento e força mental dos jogadores do plantel. A cada vitória se vai adiando a realidade e a não decisão de Costinha e Bettencourt, a passividade perante a notória falta de capacidade do treinador em mostrar algo mais do que padrões mínimos de sucesso, está a provocar talvez a derrocada de todo um projecto.
Talvez o Sporting fique em 3º lugar, talvez chegue às meias-finais das taças internas, talvez chegue aos quartos de final da Liga Europa, mas sinceramente alguém acredita que a equipa dará para mais? Que diferença existe então entre a última época e esta? Para que contratámos um técnico em que ninguém via mais do que seriedade e uns vislumbres de resultados medianos no Paços de Ferreira e Vitória de Guimarães?
A diferença entre o sucesso e o fracasso é muitas vezes mínima, as vitórias legitimam tudo, como podemos ver pelo nosso rival de Lisboa esta época que passou da glória absoluta para o fracasso total. Os protagonistas são os mesmos, faltam as vitórias. No Sporting a pequena particularidade de ter de ganhar jogos parece muitas vezes esquecida. É uma convivência com o fracasso que desgasta e “acinzenta” tudo. Só tenho uma pequena pergunta: toda a gente (leia-se direcção) se esqueceu do que significa ter coragem?
Até breve.
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
Interesse Parte 2
No meio de notícias que dão conta de um avançado brasileiro dos húngaros do Videoton, confesso que para mim quer a equipa quer o jogador são desconhecidos, permanecem outras novas que colocam jogadores do Sporting em clubes como o Corinthians ou o Shalke04.
Ora estaria tudo bem não fosse um pormenor de alguma importância, o Sporting de há um tempo para cá compra na 2ª divisão e vende para a 1ª, considerando o mercado mundial de clubes. E o pior é que Hulks não abundam à espera de serem contratados. Vender Polga e Hildebrand, para comprar um qualquer brasileiro desconhecido parece-me uma aposta um pouco duvidosa.
Há uns anos veio um brasileiro do Japão, de seu nome Mota e todos ficámos com a noção de que mais valia nunca ter vindo, espero que Costinha cumpra o que vem a prometer desde que entrou em funções, ou seja, que só virão jogadores que façam alguma diferença no plantel. Vamos pensar que Tales foi um devaneio de prospecção.
Por mim considero que a vinda de um avançado deve ser meticulosamente preparada, não vale a pena meias apostas, precisamos de um bom avançado que garanta a passagem de testemunho do Levezinho. Só Postiga na próxima temporada é muito pouco, isto dando "ouvidos" às notícias de que Liedson estará a preparar o seu adeus a Alvalade.
Não me estou a esquecer de Saleiro e de Djaló, já que penso ser melhor o empréstimo ou venda de ambos, estão neste momento estagnados e a perder margem de progressão na equipa.
Mesmo assim será menos trabalho para a próxima época onde teremos de começar a pensar em substituir muitos jogadores (Polga, Pedro Mendes, Maniche, Abel) que pela idade vão começar a perder espaço, num processo natural de renovação.
Até breve.
Ora estaria tudo bem não fosse um pormenor de alguma importância, o Sporting de há um tempo para cá compra na 2ª divisão e vende para a 1ª, considerando o mercado mundial de clubes. E o pior é que Hulks não abundam à espera de serem contratados. Vender Polga e Hildebrand, para comprar um qualquer brasileiro desconhecido parece-me uma aposta um pouco duvidosa.
Há uns anos veio um brasileiro do Japão, de seu nome Mota e todos ficámos com a noção de que mais valia nunca ter vindo, espero que Costinha cumpra o que vem a prometer desde que entrou em funções, ou seja, que só virão jogadores que façam alguma diferença no plantel. Vamos pensar que Tales foi um devaneio de prospecção.
Por mim considero que a vinda de um avançado deve ser meticulosamente preparada, não vale a pena meias apostas, precisamos de um bom avançado que garanta a passagem de testemunho do Levezinho. Só Postiga na próxima temporada é muito pouco, isto dando "ouvidos" às notícias de que Liedson estará a preparar o seu adeus a Alvalade.
Não me estou a esquecer de Saleiro e de Djaló, já que penso ser melhor o empréstimo ou venda de ambos, estão neste momento estagnados e a perder margem de progressão na equipa.
Mesmo assim será menos trabalho para a próxima época onde teremos de começar a pensar em substituir muitos jogadores (Polga, Pedro Mendes, Maniche, Abel) que pela idade vão começar a perder espaço, num processo natural de renovação.
Até breve.
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Interesse
Existem poucos jogadores leoninos que interessem ao mercado internacional e dada a dimensão do Sporting, falamos em clubes mais endinheirados, doutros campeonatos mais "ricos". Olhando o actual plantel, vemos que muitos dos valores seguros são jogadores que passaram a idade de serem considerados investimentos. Pedro Mendes, Maniche, Valdes, Evaldo, Pereira, Polga, Liedson são incontestavelmente do melhor que temos, mas existem outros que por serem jovens podem ser olhados como boas contratações, é o caso de Patricio, Carriço, André Santos, Djaló, Fernandez ou Djaló. Curiosamente apenas o chileno não é produto da formação.
Este quadro leva a ponderar seriamente qualquer venda, sobretudo quando se "promete" uma reformulação do plano financeiro, que dará mais capacidade de investimento. O interesse mais recente em Djaló (que não é muito bem querido pela afficion verde e branca, mas que eu acho um atleta com uma margem de progressão enorme) e Carriço é apenas normal. Muitas das compras que irão ser feitas pelos grandes clubes são efectivamente investimentos para rentabilizar. A não ser que estejamos a falar dos milionários Real Madrid, Manchester´s, Inter e alguns clubes russos e ucranianos, as aquisições são mais focadas em valores que possam dobrar o seu valor em 2 ou 3 épocas. É a lógica do compra e vende de quem joga na bolsa, comprar em baixa e vender em alta.
Neste enquadramento interessa não deixar que nenhum activo do Sporting seja visto como uma "oportunidade" tal qual foram os negócios de Veloso e Moutinho. Começar a discutir propostas claramente abaixo do valor de mercado é um erro de palmatória, já que o jogador fará, assim que saiba do interesse, todo o trabalho de levar a direcção a um condicionamento psicológico. O que será então um valor justo para Carriço ou Djaló?
Não sou um expert em matéria de valores de transferência, mas olhando ao valor de Moutinho que foi assumidamente "mal vendido" por 10 milhões, penso que o actual capitão Carriço, vale bem mais, primeiro porque tem muito mais talento que o anterior e é uma aposta mais segura. Por isso os 14 milhões que se falam parecem-me pouco, algo mais próximo dos 16/17 milhões será certamente um valor mais justo. Já Djaló não sendo titular, baixa consideravelmente o valor, mas qualquer clube que avance com uma proposta a rondar os 9/10 milhões quase de certeza verá Costinha a embrulhar o atleta em 3 tempos.
Resta não desiludir os interesses de todos, da equipa, dos sócios, dos cofres e sobretudo da imagem do clube no mercado do futebol.
Até breve.
Este quadro leva a ponderar seriamente qualquer venda, sobretudo quando se "promete" uma reformulação do plano financeiro, que dará mais capacidade de investimento. O interesse mais recente em Djaló (que não é muito bem querido pela afficion verde e branca, mas que eu acho um atleta com uma margem de progressão enorme) e Carriço é apenas normal. Muitas das compras que irão ser feitas pelos grandes clubes são efectivamente investimentos para rentabilizar. A não ser que estejamos a falar dos milionários Real Madrid, Manchester´s, Inter e alguns clubes russos e ucranianos, as aquisições são mais focadas em valores que possam dobrar o seu valor em 2 ou 3 épocas. É a lógica do compra e vende de quem joga na bolsa, comprar em baixa e vender em alta.
Neste enquadramento interessa não deixar que nenhum activo do Sporting seja visto como uma "oportunidade" tal qual foram os negócios de Veloso e Moutinho. Começar a discutir propostas claramente abaixo do valor de mercado é um erro de palmatória, já que o jogador fará, assim que saiba do interesse, todo o trabalho de levar a direcção a um condicionamento psicológico. O que será então um valor justo para Carriço ou Djaló?
Não sou um expert em matéria de valores de transferência, mas olhando ao valor de Moutinho que foi assumidamente "mal vendido" por 10 milhões, penso que o actual capitão Carriço, vale bem mais, primeiro porque tem muito mais talento que o anterior e é uma aposta mais segura. Por isso os 14 milhões que se falam parecem-me pouco, algo mais próximo dos 16/17 milhões será certamente um valor mais justo. Já Djaló não sendo titular, baixa consideravelmente o valor, mas qualquer clube que avance com uma proposta a rondar os 9/10 milhões quase de certeza verá Costinha a embrulhar o atleta em 3 tempos.
Resta não desiludir os interesses de todos, da equipa, dos sócios, dos cofres e sobretudo da imagem do clube no mercado do futebol.
Até breve.
sábado, 20 de novembro de 2010
Os Regressos
E de repente temos o regresso de Liedson aos treinos, o regresso de Postiga a uma carreira que tanto prometeu e o regresso do pilar do meio-campo Pedro Mendes. Saudam-se estas 3 opções para um técnico que tem feito muito pouco para consolidar jogadores, em definir uma espinha dorsal. Não acredito que tenha menosprezado a estabilidade de um onze, mas alguma insegurança tem sido reflectida nas escolhas de semana em semana.
Certos só Carriço, Patricio, Evaldo e Pereira. Vukcevic, Valdés, Postiga, Polga, Maniche têm por culpa própria mas não só, entrado e saído dos onzes por vezes com critérios discutíveis. A muito explorada gestão da equipa tem sido premiada com lesões o que não abona a favor dos planos de preparação física e diz muito pouco da capacidade de aliar o descanso psicológico e atlético de cada jogador nesta gestão de Paulo Sérgio.
Existem muito valores deste plantel que podem entrar, com alguma moderação, nos esquemas da equipa consoante as fragilidades e qualidades de cada adversário, mas para Paulo Sérgio parece que todos os jogadores são iguais, não assumindo as diferenças que cada atleta pode dar à equipa em determinado jogo, em determinada táctica.
Aconselha-se a Paulo Sérgio um olhar mais atento aos picos de forma, aos bons momentos de cada futebolista e não se fez dois jogos seguidos, sabemos todos que os grandes jogadores querem sempre jogar e para quem quer consolidar equipas ganhadoras, não se guardam trunfos, jogam-se.
Até breve.
Certos só Carriço, Patricio, Evaldo e Pereira. Vukcevic, Valdés, Postiga, Polga, Maniche têm por culpa própria mas não só, entrado e saído dos onzes por vezes com critérios discutíveis. A muito explorada gestão da equipa tem sido premiada com lesões o que não abona a favor dos planos de preparação física e diz muito pouco da capacidade de aliar o descanso psicológico e atlético de cada jogador nesta gestão de Paulo Sérgio.
Existem muito valores deste plantel que podem entrar, com alguma moderação, nos esquemas da equipa consoante as fragilidades e qualidades de cada adversário, mas para Paulo Sérgio parece que todos os jogadores são iguais, não assumindo as diferenças que cada atleta pode dar à equipa em determinado jogo, em determinada táctica.
Aconselha-se a Paulo Sérgio um olhar mais atento aos picos de forma, aos bons momentos de cada futebolista e não se fez dois jogos seguidos, sabemos todos que os grandes jogadores querem sempre jogar e para quem quer consolidar equipas ganhadoras, não se guardam trunfos, jogam-se.
Até breve.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Assaltos
Se a Hildebrand lhe roubaram a carteira, parece que existem uns clubes ingleses interessados no passe de Djaló, espero que não seja outro tipo de "assalto". Quando olho para este jogador, lembro-me de Varela, jogador que teve muito poucas oportunidades em Alvalade e depois de uma época a titular no Estrela, explodiu.
Será que ninguém se lembra de fazer o mesmo como Yannick, não digo um Estrela da Amadora, já que o cabo-verdiano tem mais cartel. Mas há algo que me diz que é um jogador que ganhando confiança e ritmo, se tornará num caso sério. No entra e sai do onze, é que não vai a lado nenhum. Até será de interesse de ambas as partes. Depois da Selecção Sub21, Djaló fica dependente do seu mérito em ganhar espaço no plantel do Sporting e Paulo Sérgio parece ter entendido que não é uma opção clara para chegar aos golos.
Até breve.
Será que ninguém se lembra de fazer o mesmo como Yannick, não digo um Estrela da Amadora, já que o cabo-verdiano tem mais cartel. Mas há algo que me diz que é um jogador que ganhando confiança e ritmo, se tornará num caso sério. No entra e sai do onze, é que não vai a lado nenhum. Até será de interesse de ambas as partes. Depois da Selecção Sub21, Djaló fica dependente do seu mérito em ganhar espaço no plantel do Sporting e Paulo Sérgio parece ter entendido que não é uma opção clara para chegar aos golos.
Até breve.
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