quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

E agora?

Depois das palavras de Moniz Pereira "as pessoas que estão à frente do clube percebem de contas, de contratos, mas não sabem nada do Sporting, percebem de números mas de desporto...isso já é diferente." quero ver se também ele é despedido, tal como Costinha. Convém lembrar que é vice-presidente do Conselho Directivo para as modalidades amadoras. E agora Bettencourt?

Até breve.

Falando de futebol e futuro

Rui Patricio, Pereira, Abel, Evaldo, Torsiglieri, Coelho, Carriço, Pedro Mendes, Zapater, André Santos, Fernandez, Valdes, Salomão, Vukcevic, Izmailov, Djalo, Cristiano, Postiga. 17 jogadores que salvo alguma venda deverão ser a base do plantel da próxima época. Como é óbvio existem lugares que precisarão de reforços.

Na baliza penso ser pacifico que Hildebrand para o que joga é muito caro, a sua dispensa mais o fim de carreira de Tiago abre 2 vagas. Penso ser da mais correcta apreciação que Patrício começa a oferecer alguma segurança e com o lugar de titular na Selecção à vista, permite ao Sporting a chamada de 2 jovens (Golas e Ricardo Baptista) permitindo o investimento noutras funções.

Na defesa, Grimi está a mais há dois anos e com a sua venda/ empréstimo cria-se uma vaga na lateral esquerda. Na direita João Pereira e Abel oferecem soluções e penso que a renovação (por valores simpáticos para o clube) com o segundo é racional e vantajosa. No caso de não acontecer, incluir João Gonçalves do Olhanense será a melhor solução. No centro e face ao interesse no mercado por Polga, ao contrário de Liedson que era um valor preponderante, vender seria excelente, podendo o valor recebido ser parte do investimento num bom central.

No meio campo, a maior dúvida chama-se Maniche. Concordaremos todos que face à revelação André Santos, à ascensão de Zapater e à segurança de Pedro Mendes, ter Maniche pelos valores que se falam é demasiado capital para apenas 2 lugares no onze. Facilitaria bastante a negociação de uma rescisão com Maniche. Abre-se então uma vaga no centro que pode ser colmatada com um dos muitos médios centro emprestados pelo clube. No lugar de pivot ofensivo, se Fernandez não recuperar a forma será fundamental vender o chileno (Valdes assegura bem a função), Renato Neto está em destaque na Bélgica e seria uma opção a considerar.

Nas alas, Izmailov e Cristiano na direita e Salomão e Vukcevic na esquerda, bem treinados podem ser soluções suficientes, mas para o caso de alguma venda (Vukcevic ou Izmailov) era um dos lugares em que precisamos de forte investimento.

No ataque, dividindo os lugares por duas funções – ponta de lança e 2º avançado – precisamos de muito “sangue novo”. Se para o lugar de ponta de lança já teremos Postiga (será que renova?) e para 2º avançado Djaló, será essencial que entrem pelo menos mais duas opções (uma de grande investimento e outra de menor) para a primeira e mais uma para a segunda, sendo que aqui entra Wilson Eduardo como uma opção muito válida (se não existir verba para grandes aventuras).

O quadro:

Guarda-Redes
Patrício, Golas, Baptista
Defesa Direito
João Pereira, Abel/ João Gonçalves (empréstimo de Cedric)
Defesa Esquerdo
Evaldo, VAGA
Defesa Central
Torsiglieri, Coelho, Carriço, VAGA
Médio Centro
André Santos, Zapater, P.Mendes, André Martins/ Adrien
Médio Esquerdo
Vukcevic, Salomão
Médio Direito
Izmailov, Cristiano
Médio Avançado
Valdes, Fernandes / Renato Neto
2º Avançado
Djaló, VAGA / W. Eduardo
Ponta de Lança
Postiga, VAGA, VAGA

Ficaria um plantel com 26 jogadores, em que contratariam apenas 5 jogadores. Dentro deste número 3 deles seriam de forte investimento – 1 ponta de lança + 1 falso ponta de lança + 1 central – e dois de médio investimento (1 ponta de lança + 1 defesa esquerdo).

Regressariam 3 elementos (Golas, Baptista, André Martins ou Adrien) podendo este número subir para 6 (João Gonçalves, Renato Neto e W.Eduardo) consoante a saída de algum atleta ou venda.

Abandonariam 8 atletas (Tiago, Hildebrand, Grimi, Cedric, Polga, Maniche, Tales, Saleiro) não considerando os processos de renovação de Abel e Postiga.

Não sei que verba existirá para contratações, mas se existir a venda (era fantástico) de Pongolle somando a rescisão dos salários de Liedson, Stojkovic, Maniche, Hildebrand, Polga, Grimi e uma catrefada de jogadores emprestados que não nos interessam, o Sporting terá muito mais capacidade negocial para a atacar o próximo defeso. É evidente para toda a gente que o Sporting precisa de uma nova frente de ataque, poderosa, à falta de melhor, que se contratem apenas 2 jogadores, uma dupla atacante de respeito. Nuno Reis no centro da defesa e Jorge Gonçalves adaptado a lateral esquerdo podem ser um bom back up plan.

Esta é a minha visão. Poderão haver centenas melhores, mas uma coisa é certa, todas falharão se no banco estiver Paulo Sérgio.

Até breve.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Culpas sem Costinhas

Apesar de entender a razão, não posso deixar de ter pena que exista tanta decisão em despedir Costinha quando de facto, seria bem mais producente despedir Paulo Sérgio. Não sei se a direcção também analisou a frase de Paulo Sérgio “não posso despedir-me quando não me sinto totalmente responsável pelos maus resultados…”, mas aposto que perante o valor da rescisão teve bem menos coragem.

Existe ainda assim uma esperança, neste momento apenas Costinha se mantinha ao lado da equipa técnica, saindo, Paulo Sérgio transformou-se numa ilha, um pouco à imagem de Carlos Carvalhal na época anterior. Terá efectivamente menos apoio e talvez mais perto a porta de saída.

No resumo de tudo isto, fico com algum receio do que virá depois deste despedimento. O que acontecerá se amanhã Izmailov, Vukcevic ou qualquer outro jogador vier dar uma entrevista onde critique a actual direcção? Terá JEB margem de manobra?

Tudo isto poderia ter sido evitado se há muitos meses atrás se tivesse proposto a rescisão a Costinha e PS, tantas e tantas vezes disse aqui que estes dois responsáveis não tinham conseguido construir uma equipa. Nessa altura JEB optou por dar mais tempo, está à vista o que o tempo trouxe. Era bem mais leal despedir por maus resultados do que por falta de solidariedade.

A verdade é que JEB foi sempre o menos solidário de todos.

Até breve.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Dança de Cromos

Assim que foi conhecida a data das próximas eleições, assumi que neste blog, apenas de iriam discutir programas, medidas ou os projectos de cada candidato. Pareceu-me claro que o Sporting peca por um rumo indefinido, por não saber quais são as suas prioridades. Assim que se abandonou a via poupadinha dos mandatos de Dias da Cunha e FSFranco, o Sporting perdeu-se numa montanha russa de tesouraria. Não se soube investir, não se soube harmonizar o investimento dentro da equipa.

A falta de um plano, de uma matriz de conduta permitiu as todas as oscilações de JEB, entre a confiança exagerada do início e a depressão do final, ambas poderiam ter sido evitadas. No momento em que vivemos agora, é vital a definição de um caminho, que passe por um sufrágio, uma aprovação dos sócios. Qualquer futuro que se desenhe sem os adeptos no centro terá o fracasso como destino, qualquer futuro que devolva a decisão do clube aos sócios só poderá ter sucesso, porque, os adeptos do Sporting nunca deixaram de ser grandes!

Mas para que isso aconteça é fundamental cada adepto, cada sócio, estimular a discussão das ideias rejeitando a todo o custo comentar nomes ou perfis, passados ou currículos. A "troca de cromos" como gosto de chamar a este perfilar de nomes que avançam e recuam, só afugentará sócios que não têm máquinas de marketing ao seu dispor, entendendo que não têm a capacidade de expor a suas ideias e serem ouvidos. Terá ainda a desvantagem de "obrigar" a possíveis candidatos a um esforço de propaganda que interessa aos jornais e aos não sportinguistas, mas dificulta o explanar de argumentos válidos e construtivos, aquilo que se costuma chamar soluções.

Neste período de pré-campanha quase toda a discussão se centra num tal fundo de 50 milhões de euros. O que para mim deveria ser apenas um ponto em centenas de outros, esmagou a discussão e promete sugar todo o debate para uma troca de viabilidades e razoabilidades de um fundo de jogadores. Porquê? Porque nós como adeptos permitimos que tal acontecesse. A fasquia está então colocada muito baixa, acessível a quem no futuro diga que têm por exemplo um fundo de 70 milhões. Lembro-me de um presidente benfiquista que venceu umas eleições a troco de promessas de empréstimos obrigacionistas e uns milhões para gastar na equipa de futebol.

Falo de Vale e Azevedo. Se continuarmos a avivar a nossa memória, podemos até lembrar que ele cumpriu aquilo que prometeu e o dinheiro entrou (menos é certo) nos cofres. Mas e depois? Onde foi gasto? Como foi gasto? De que beneficiou o benfica? Nada. Apenas agudizou uma crise, não a resolveu. Podemos tirar desta memória uma lição muito eficaz - despejar dinheiro em cima de um problema não resolve, aumenta-o. Porquê? Simples, porque não obedeceu a um plano, a um racional projecto de crescimento e remoção progressiva de obstáculos.

Qualquer "Souness" que aterre em Alvalade vai esfregar as mãos de contente em ter 50 milhões para comprar jogadores, mas que garantias temos de que irá gastar bem a verba? Nenhuma. Mas se o mesmo tiver directrizes bem vincadas em que tipo de jogador faz falta em Alvalade, em que posições, com que massa salarial, com que origem, provavelmente agradecerá a ajuda e compartilhará o insucesso no caso de falhar. Porventura será até mais racional investir 50 milhões na construção e manutenção de um projecto de equipa B e na melhoria dos contratos das grandes promessas, do que esbanjar a verba em estrelas por provar.

Quando se constrói uma edifício, antes de começar a gastar dinheiro é necessário o projecto de um arquitecto e um parecer de engenharia. Começar a comprar terreno e materiais de construção antes destes passos é puro desperdício. Além do mais, no processo, não se contrata um arquitecto pelo nome, contrata-se um projecto de arquitectura pela viabilidade e criatividade do mesmo.

São estas precipitações, que nada tocam a imprensa, que me preocupam, que me fazem comichão cada vez que vejo um post num blog qualquer a apoiar ou desapoiar esta ou aquela figura pelo seu passado, pelo seu ar, pelo seu cargo actual. Seja Dias Ferreira, o Mickey ou o autocarro 50 da carris, ouvirei o que cada um tem para dizer, as suas ideias, o seu posicionamento, o seu projecto. Só então será válido dizer que não serve.

Não nos podemos esquecer, que o que está em causa é o futuro do Sporting Clube de Portugal e não as nossas afinidades pessoais com o candidato. O que está em causa é escolher o melhor projecto para o clube e não a figura mais mediática ou mais apresentável. Saibamos nós destingir o que é mais importante e estaremos a prestar um serviço precioso ao clube que tanto estimamos. Venham de lá os candidatos, sejam quem forem, de onde forem, com o passado ou história que for, devemos considerar cada voz com uma riqueza e não como um risco.

Até breve.

A toalha, a queda e a coragem

Para quem ainda não entendeu o que se passa no Sporting, deixo aqui algumas dicas. Se a equipa de futebol já não tinha uma capacidade por aí além, muito por culpa da gestão desportiva de fracos recursos financeiros e da má preparação táctica de Paulo Sérgio, com a venda de Liedson e a marginalização de alguns atletas, o plantel ficou ainda mais fraco, ainda com menos liderança e capacidade de concentração.

Numa altura em que os responsáveis nitidamente mandaram a toalha ao chão, os atletas não deixarão de sentir a mesma tentação e nos próximos desafios, apesar do estimulo de serem mais difíceis, a insegurança poderá por tudo a jeito para umas humilhações ainda piores do que a que assistimos na última partida. Esse risco está a levar por exemplo Costinha e Paulo Sérgio a reposicionarem os seus discursos, apontando baterias ao que o clube não lhes deu, não lhes permitiu chegar, não cumpriu.

Esta mudança em tudo começa a deixar adivinhar uma desconfiança muito forte face à resposta da equipa. Se no Funchal a coisa correu bem, na Amoreira e em Alvalade a prestação foi tenebrosa, salvou-se o facto de na Taça da Liga já estarmos apurados e em Alvalade ter havido um Liedson que em jeito de despedida se esforçou para contrariar a histeria colectiva que afecta já a equipa.

Se olharmos para as exibições recentes dos jogadores ditos regulares, é impossível não deixar de notar uma quebra brutal de rendimento, a que se deve na minha humilde opinião, a uma motivação que vai sendo cada vez menor, que se desfaz a cada contrariedade dentro de campo. Paulo Sérgio bem que se esforça para disfarçar esta apatia e depressão geral, mas é impossível a Naval dominar o Sporting se este não estiver a jogar numa rotação bem inferior ao que é capaz.

Estamos pois num momento de queda vertiginosa, que vai continuar a afundar a equipa, a desmoralizar o clube, pelo menos até à introdução de novas variáveis. Até pelo menos à tomada de possa de novos dirigentes ou à entrada de um novo treinador. Se a primeira acontecerá em meados de Abril, a segunda pode demorar ainda mais a surgir. O mesmo é dizer que só quase no final da época teremos a hipótese de inverter esta tendência.

Duvido muito que Costinha e ou Paulo Sérgio resistam ao rolo compressor da contestação, que vai ganhar novos contornos cada vez que existir um mau resultado. Depois da meia-final da Taça da Liga na Luz e da eliminatória com o Rangers, o quadro será mais nítido e será após estes confrontos que muito se irá decidir. É óbvio para todos que a margem é inexistente, além do mais afigura-se difícil que uma equipa que não consegue ganhar à Naval e ao Estoril, consiga derrotar o Benfica na Luz, não é impossível, mas convenhamos vai ser preciso um alinhamento planetário.

Será todavia um longa e lenta agonia, que qualquer Sportinguista deverá começar a preparar, por exemplo não dando muita relevância aos resultados, entendendo sempre que o que está hoje a dirigir é para “queimar”. Nasceu torto e já ultrapassou há muito a possibilidade de se emendar.

P.S. – Quero ver a coragem tomar conta de Bettencourt para despedir Costinha quando nunca lhe aconteceu o mesmo com Paulo Sérgio. Já só falta mesmo isso.

Até breve.

Costinhas Largas

Ao ver a entrevista de Costinha na SporTV fico com a certeza de que é um bom homem, cheio de boas intenções e conceitos razoáveis sobre o que é hoje o negócio futebol. Usou de honestidade e alguma moralidade perante a ingratidão dos adeptos e imprensa, mas o que destaco mais é a profunda desilusão que foi notória com JEB. De facto, Costinha parece revoltado com a "Direcção" por dois motivos que nos devem merecer toda a atenção e reflexão:

- O clube respira de uma capacidade nula de investimento e de endividmento;
- A direcção não fez o que podia para defender o clube.

Este conflito aberto entre direcção de um lado, Costinha e Paulo Sérgio do outro, mostra-nos claramente aquilo que está a acontecer às apostas de JEB e ao porquê da escolha de Couceiro. De facto, Couceiro foi o homem chamado a fazer as "novas" escolhas, uma admissão de "mea culpa" de JEB, a clara visão que o presidente teve de que treinador e director eram erros de casting de um realizador inexperiente e pouco talentoso. Ao demitir-se, JEB deixa "expostos" à insatisfação adeptos dois elementos que não têm culpa de terem elevados a um estatuto para o qual não estavam preparados.

Provavelmente é injusto mandar PS e Costinha para certas partes sem antes fazer o mesmo às pessoas que os recomendaram. Não se culpam os actores secundários pelo insucesso de um filme.

Para os que acham que Costinha não deveria ter "aberto" o jogo como o fez na noite de ontem, era porventura recomendável que se pusessem no lugar do mesmo. Eu acho que o homem podia ter "partido" ainda mais loiça, só iria ser justo e revelador do talento que muita gente no SCP tem para o equilibrismo politico. Além disso parece que se tem (eu por exemplo) imputado muita coisa (má) a Costinha em que nem foi chamado a dar opinião.

No final do programa, e vendo bem as coisas, pode-se acusar Costinha de não ter tido sucesso, de não ter tido um melhor treinador e um pouco mais de fortuna em algumas aquisições. Mas não se pode acusar de ser oportunista, nem sequer por em causa a dedicação que ofereceu às suas funções. Bom Sportinguista, talvez não tão bom director desportivo. Continuo a achar que será um bom quadro intermédio, um bom elo de ligação com o manager, um conhecedor e defensor de balneário. Chegará para o Costinha?

Até breve.



Até breve.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Piadas e Problemas

Pelos vistos a imprensa está tentar reanimar as hostes leoninas. E a solução que encontraram foi o sentido de humor. Senão vejamos as seguintes noticias:

- O Sporting está a pensar contratar um marroquino que joga na segunda divisão de Inglaterra, concorrendo com Manchester United e Arsenal na aquisição;

- Scolari e um adjunto de Mourinho poderão estar na agenda de candidatos à presidência do Sporting para substituir Paulo Sérgio;

- JEB segura Paulo Sérgio, pelo menos até às eleições;

São 3 notícias, que só podem valer umas boas gargalhadas, se na primeira e segunda pelo ridículo das ideias em questão, na terceira pela redundante repetição de uma ideia que não é uma escolha, é uma inevitabilidade, logo dificilmente uma noticia…mais uma imagem cartoonesca da vida do clube.

Projectos, nem vê-los. Todo o futuro do clube se resume neste momento à validade de um fundo de jogadores e ao treinador que substituirá Paulo Sérgio. Não é pouco, é muito pouco. Será só isto que vamos ter para escolher até às eleições? Afinal o problema do Sporting é o treinador e uns milhões para gastar?

Até breve.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Sem Rei nem Roque

O presidente demitiu-se porque não contratou bem. O director desportivo contratou bem, mas não sabe estar no meio. O segundo director contratado pelo presidente uma semana antes passa a gerir tudo, inclusive o não entendimento com o primeiro director. O treinador visto como o uma promessa, deu em prometer que não sairia apesar de todos o pedirem. Quem sai é o melhor jogador. O segundo director pede desculpa e remete explicações para o jogador. Não houve. O jogador sai porque quer, mas sai sem fazer pressão, sai porque sim, porque tem de ser. O presidente não fala, o primeiro director também não.
A equipa não joga um chavo. Ninguém diz nada. O treinador diz que pega o touro pelos cornos. Será o touro nós adeptos? Os cornos são nossos? Pelo meio diz que é só parcialmente responsável apontando o dedo ao presidente e ao primeiro director que não fala.

Neste argumento, uma coisa é clara. Todos se estão a borrifar para o Sporting Clube de Portugal. Todos se estão a borrifar para nós os adeptos. Preocupam-se com o salvamento de qualquer coisa que já toda a gente entendeu que não vai acontecer. Nas próximas semanas não haverá mais espaço para vitórias morais nem discursos do "coitadinho". Estamos na fase do enojamento e vai haver vómitos, com promessa de regurgitações "violentas". Não se podia ter ficado pela "má disposição"?

Entendo que Paulo Sérgio está em muitas formas a aproveitar as algemas que um clube desmotivado e descapitalizado tem nas mãos. De outra formas as mesmas, livres, já teriam pegado no livro de cheques e posto esta pobre figura nas filas do desemprego. Como digo, estão todos a borrifar-se para o clube.

Até breve.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Bielsa já!

Bielsa já não é o treinador do Chile! (obrigado pela dica Rui Cunha!)

Ter em Fevereiro um treinador destes livre, com PS a fazer a época miserável que se vê, é o mesmo que depositar um pote de ouro em frente a um orfanato. É uma oportunidade única, uma coincidência que não se repetirá tão cedo. Só se pede uma coisa, que JEB, Costinha ou Couceiro abram os olhos por uma vez e deixem qualquer coisa de bom, qualquer coisa de memorável dos seus mandatos. Isso podia ser Bielsa no banco do Sporting.

Obviamente não é um treinador barato. Não é um treinador que se deixe amedrontar por lobbies (leia-se história da sua saída da selecção do Chile e fica-se com uma ideia), não é um purista táctico, mas é um treinador muito experiente, amante de bom futebol, rigoroso e trata com justiça os seus plantéis. É um nome forte na América do Sul, talvez dentro do top 10 actual. Na Europa, é bastante respeitado em Itália e na Espanha países onde habitualmente jogadores sul-americanos treinados por si trazem as melhores referências.

Mas lá estou eu a sonhar...é pena, tinha tudo para dar certo. Acordando...Paulo Sérgio...pronto.

Até breve.

Noite de despedidas

Se o Sporting fosse dirigido por pessoas com talento para tal, a seguir a uma noite como a de hoje, Paulo Sérgio seria convidado a rescindir o contrato. Mas como não há dinheiro ou coragem, vamos ter de gramar com este treinador até ao 1º dia após a eleições. Porque a direcção que decidiu vender Liedson não consegue despedir Paulo Sérgio. Paradoxal. Para tomar boas decisões JEB e seus pares estão quietos, mas para fazer disparates, ai sim, já estão prontos a meter a mão na massa.

Oiço dizer que Liedson sai para pagar salários. Pois bem, se isso é verdade, mentiram aos sócios. Se for por opção do Levezinho, revela incapacidade para motivar os jogadores a ficar no clube e cumprir os contratos. Se foi porque o jogador está na recta final da carreira, então a noite de ontem foi ilustrativa do erro que cometeram. Seja porque razão for, esta direcção está, ao manter este treinador, a lesar imenso o clube, a destruir uma equipa que nunca teve muitas hipóteses, a acabar com a ligação com os adeptos.

O jogo com a Naval, foi ridículo! A equipa da Figueira é das piores, senão a pior da Liga e foi a Alvalade jogar, em muitas alturas, mais do que a equipa da casa!!! Se isto não é prova de incapacidade do treinador, não sei o que será. Não houve azar nenhum, nem bolas ao poste, nada. O Sporting jogou mal, ninguém excepto Liedson sai bem na fotografia e...o treinador tem a lata de vir elogiar a equipa e dizer para quem quis ouvir que está de pedra e cal à espera da indemnização.

Já me perguntei várias vezes o que levaria JEB assinar com PS por 2 anos, sem uma cláusula que previsse despedimento por maus resultados. Cada vez mais se prova o risco da decisão. Todas as semanas que passam ficamos mais longe de todos. Carvalhal e Paulo Bento começam a parecer génios comparados com a prestação de PS. Não dá mais. Um estádio inteiro a insultar o treinador? Porque é que nos sujeitam a isto? Um homem de coragem, deixava o clube. Assim, é só teimosia e estupidez. Se quer o melhor para a equipa, então deixe-a!

Se JEB quisesse deixar uma grande prenda antes de sair, convencia PS a deixar o clube. Mas nesta altura, penso que seja palerma imaginar actos de coragem e sensatez de qualquer pessoa que faça parte desta SAD. Que tristeza, estamos mal e por opção, continuaremos mal! Não, estaremos pior, no futuro não haverá Liedson para salvar a equipa. Ouvir PS a dizer que cabe a Saleiro e Djaló aproveitar o espaço de Liedson é insultar os sportinguistas e pedir aos 2 jovens jogadores aquilo que nunca serão capazes de fazer.

Paulo Sérgio por favor demita-se! Com o Benfica temo de facto qualquer coisa de trágico. Podia ser evitado, basta que saia. O Sporting são os sócios e todos querem que saia...que mais há a dizer?

Até breve.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Futuro e Escolhas

Há momentos em que as organizações têm a capacidade de se reinventar, estabelecendo a visão e objectivos noutros horizontes, mudando a sua operação consoante aquilo que define com a sua nova identidade.

Nos últimos 4 anos o Sporting tem sido um clube recatado na compreensão que está limitado numa espécie de presilha económica, que atou ele próprio convencido que outra solução seria arriscar na aventura e na insegurança.

No final destes anos, o clube olha para dentro e vê que a segurança que procurou afundou os adeptos na mais real das depressões, e as derrotas que sempre considerou com acidentes de percurso fizeram rombos drásticos na sua confiança e hoje são os maiores obstáculos para a sobrevivência da instituição.

De facto, o Sporting perdeu-se num limbo de orgulho, que sempre foi desmentido, que foi sempre desvalorizado, na espera de que a racionalidade desportiva trouxesse bom porto a cada época em que Porto e Benfica reforçavam os seus investimentos. Faltou um pequeno detalhe, mais dinheiro e risco também traz mais hipóteses de sucesso. Como é normal é diferente apostar em Jorge Jesus ou apostar em Paulo Sérgio, é diferente contratar Saviola e contratar Cristiano.

4 anos depois o clube vai a eleições porque um presidente não conseguiu com 10 fazer o que outros fizeram com 100. Não conseguiu escolher bem, nem sempre por razões financeiras, mas porque acreditou que munido de uma varinha mágica repleta de poupança faria de sapos autênticos príncipes encantados. 4 anos depois os “sapos” continuam a ser cada vez mais sapos.

O clube terá portanto uma oportunidade para repensar a sua politica de investimento, quiçá sendo bem mais arrojado, correndo riscos que serão hoje bem mais inevitáveis. Por esta razão penso ser natural que Paulo Sérgio e Costinha (Couceiro está com pé fora e outro dentro) não possam fazer parte desta nova etapa. Não porque tenham feito parte da antiga, mas porque o Sporting precisa de mais e melhor.

Aos candidatos exigem-se programas, ideias de fundo, planos, numa visão macro mas também se exige uma visão micro onde se acredita que os erros de Bettencourt tenham sido bem mais prejudiciais ao clube. Nesta última conjectura cabem que treinador serve à equipa e que director serve à ligação entre equipa e direcção. Ninguém parece preocupado em revelar as suas apostas o que das duas uma:

- Ou concorda com as opções de Bettencourt
- Ou não quer, antes de ser eleito, comprometer-se com rupturas criando reacções internas adversas.

Se não acredito na primeira, compreendo a segunda. Levanta-se porém outra questão: porque raio um candidato, que nada tem de prestar contas por decisões anteriores, não poderá propor aos sócios outras escolhas para estes lugares? Não serão Paulo Sérgio e Costinha que terão de escolher o futuro do Sporting, então porque raio teremos de mostrar solidariedade a estes cargos?

Até breve.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A solução do "Sporting"

A “Solução” de José Eduardo parece-me um trabalho meritório, um acto generoso que deve ser enaltecido. E a melhor forma de lhe agradecer a contribuição é discutir as soluções que propõe. Por isso os pontos que abaixo enumero são a minha homenagem ao seu Sportinguismo e a minha visão do que se pode aproveitar e melhorar nas suas ideias.
 
1/ Plantel de 20 jogadores + Equipa B + Academia 
Parece-me muito bem, já várias vezes propus essa ideia. Reforço com uma ideia, se formos a ver no final da época a tabela de uso de jogadores podemos ver que existe um núcleo de 14 ou 15 jogadores que fizeram entre 80 e 90 % dos jogos, depois 7 ou 8 que fizeram 25 e 30 % e depois um número, que oscila entre o 5 e 6 jogadores que fizeram apenas de 5 a 7% dos jogos. Podemos concluir que um plantel com 20 jogadores servirá na perfeição uma Liga como a Portuguesa, com apenas 30 jogos e como normalmente não chegamos a fases adiantadas de competições europeias, um plantel com 2 guarda-redes, 7 defesas, 7 médios e 4 avançados serviria na perfeição uma vez que em caso de lesões existiria sempre o recurso à equipa B ou aos juniores da Academia. Além de propiciar o aumento da capacidade salarial, seria mais fácil a gestão da equipa, mais fácil a gestão de recursos tanto nas logísticas de apoio ao atleta como no treino. A equipa B resolveria muitos dos problemas de empréstimos que temos de jovens que não jogam. Claro que emprestaríamos a clubes da I e II Liga e até no estrangeiro, mas existem juniores que por menos visibilidade ou “explosão” tardia acabam por provar o seu talento mais tarde.

2/ Equipa técnica
Sobre a inclusão de um ex-jogador permanentemente nas equipas técnicas, é essencial e concordo, desde que formado para o efeito. Convém detectar nos jogadores que estejam nas fases terminais das carreiras a capacidade para “ler” o jogo e encaminhá-los para uma formação adequada como  técnicos de futebol e formadores. Sobre o treinador principal dever ter também um perfil de “formador”, muito atento às camadas jovens, sinceramente não acho que seja fundamental. Este treinador principal deve ser a cúpula dos técnicos e deve delegar esse acompanhamento para outros que lhe reportem a evolução do futebol não profissional. Se a equipa B estiver bem desenhada, a Academia continuar a dar valores e existir uma cota de presenças no plantel principal de jogadores oriundos da formação, o treinador terá a “papinha” toda feita. Depois é só jogar a mão e lançar na equipa.

3/ Modelo de jogo
Uma coisa é decidir qual o melhor modelo para atravessar transversalmente todas as equipas Sporting, a outra, é qual o melhor para o plantel principal. Nestes pontos penso ser elementar que uma equipa em Portugal aproveite as características futebolisticamente genéticas do que é o jogador luso. Não é muito rápido, não é muito alto, nem muito robusto, mas é agressivo, tecnicista, bom a ler o jogo. Este mapa normalmente resulta em bons laterais, bons médios e excelentes extremos. Pontas de lança, guarda-redes e centrais são mais raros, mas enquanto os 2 últimos vão aparecendo, no ataque a questão é mais grave. Jogar com um sistema de apenas um avançado, 2 extremos, um pivot e dois médios defensivos é lógico e recomendável. Aliás apenas o Barcelona e o Bayern, do top 20, não jogam com variantes deste modelo. Até que outro sistema vingue, por agora e durante alguns anos, mandará o 4-2-3-1. Penso ser este o formato quer para implantar nas escolas, quer no plantel principal. Abandonando o 4-3-3 que forma médios como Pereirinha que não são extremos mas apenas médios que apoiam extremos e no futebol moderno onde é que existe essa posição?

4/ Estilo de jogo
Aqui Eduardo foi um pouco “romântico”. Hoje em dia não há estilos, mas apenas formas tácticas. O Barcelona tem um estilo de jogo? Não. Na minha opinião, se retirássemos Xavi, Iniesta, Pedro e Messi e colocássemos Ronaldo, Alonso, Kaka e Ozil o tiki-taka não existira pura e simplesmente. É uma questão de intérpretes e o conhecimento total que têm de si como equipa. Isso vem de muito e bom treino, muitos e bons jogos. Uma equipa ascende a parecer que tem um estilo quando os planteis e os onzes sofrem poucas alterações durante alguns anos. O “jogar à Sporting” que me lembro ser um estilo pressionante, que “sufocava” o adversário até conseguir o golo, mas com técnica e grandes desenhos colectivos sejamos realistas, já não existe, tal como não existe o “à Benfica” ou o “à Porto”.

5/ Comunicação
Desde que comecei este blog, que insisto nesta matéria. O Sporting tem uma péssima política de comunicação interna e externa. Mas penso que a melhor forma de resolver o problema está na empatia entre treinador – jogadores - directores – presidente. Se formos justos é coisa que não tem sido conseguida em Alvalade, quer com o estilo autoritário de Paulo Bento, quer com estilos mais benevolentes como o de Boloni ou Fernando Santos. A réplica do modelo “espartano” do Porto, chegada com Costinha só trouxe dissabores, porque, lá está, não teve a empatia de todos os intervenientes. Um modelo de comunicação é criado com hierarquias, prioridades de acesso a informação, escolha de “players” apropriados para cada momento e sobretudo excelente fluxo de informação entre as partes. Quem conhece o Sporting sabe que nunca foi essa a modalidade eleita. Os jogadores são peça chave em qualquer plano e só “burros” pensam que as rolhas do Porto funcionam no séc.XXI, na era das SAD e da Bolsa.

6/ Camisola Premium
Mas que péssima ideia. O Sporting é o clube de verde às listas. Esse é o seu equipamento principal, a sua cara, a sua marca. Negar isso aos escalões jovens é negar a alegria de crianças e adolescentes em vestir a camisola “do Sporting” dentro do campo e imaginar que serão os próximos Nani´s e Ronaldo´s. Já nem falo da questão dos patrocinadores das equipas, mas Eduardo fala do merchandising…mas quem é que vai querer comprar a camisola dos “putos”? Em termos de mkt infantil e juvenil seria um puro desastre. Mais a mais, em termos de design de equipamentos, não estamos mal com a Puma.
 
7/ Academia
Não entendi muito bem a história dos resultados financeiros da Academia. Esta infra-estrutura tem duas componentes a humana e a física. Se a primeira só terá lucro com as vendas de jogadores, que serão lucro da SAD, a segunda só em regime de aluguer poderá captar receitas. Não conheço o projecto a fundo, mas não me parece que a Academia de Alcochete consiga ser a casa de treinos da equipa principal, de todos os escalões e de ainda existir espaço para programar estágios de outras equipas. O sucesso financeiro da Academia estará sempre no dinheiro que poupa e no prestígio que dá á marca Sporting. Sobre o projecto de expansão das Academias sei o suficiente para estar calado neste momento.

8/ Roadshow / Fim-de-semana Sporting
O Sporting é uma marca e nada o impede de chegar mais perto dos seus adeptos, mesmo que estejam longe de Lisboa. Para uma Academia, penso ser mau o modelo de “digressão”, as agendas dos profissionais de futebol estão sobrecarregadas (acções sociais, comerciais, institucionais) e convínhamos são eles a ser requisitados. Este modelo sobrecarregaria bastante os calendários e apesar de concordar na teoria com a ideia, penso ser mais fácil trabalhar com os núcleos para programadamente visitar um número pequeno por ano. Este contacto directo do clube e não da Academia (tornar um departamento frente de contacto é um erro que qualquer gestor conhece de raiz) deve ser extraordinário e não banalizado, para que se mantenha pelo menos o carácter aspiracional da…lá está…marca. Mas existe muito trabalho a fazer na expansão da marca. Deixarei este capítulo para posteriores posts.

9/ Masters do Universo?
O que propõe Eduardo nesta matéria é mais um modelo de estéril discussão que perpetuará um senado muito semelhante ao Conselho Leonino (não vejo substanciais diferenças com o modelo Masters). Na realidade os órgãos consultivos servem de muito pouco, se alguém me conseguir explicar em que é o que o Conselho Leonino ajudou nos últimos 2 anos darei a mão á palmatória. Mas até lá penso que o órgão deveria ser suspenso e extinta a ideia de que no Sporting existem “sábios” ou “nobres”, sócios “notáveis” ou qualquer outra brincadeira que roça muito fortemente os “gentlemen clubs” do antigamente.
Já o Universo Sporting é uma ideia que pode ser explorada, mas mais ao género de um fórum permanente activo que culminaria num seminário anual. Seria um trabalho de investigação para uns e de debate para todos. As ideias são o que traz o futuro e no Sporting tem havido poucas ideias.

10/ Organograma
1 CEO e 4 administradores. Ok Eduardo, mas a “lei”de uma boa gestão organizacional obriga a que se criem detectem primeiro as necessidades, depois as tarefas, as competências e só depois os cargos. Nesse sentido e só depois de uma auditoria e consultoria funcional e operacional alguém estará apto a dizer como deve estar o organograma do clube e da SAD. Mas isto já está tudo inventado há décadas…para quê a criatividade?

Até breve.