quinta-feira, 31 de março de 2011

Comprar ar e vender terra

Quem passar uma vista de olhos pela imprensa de hoje, irá (se estiver atento) certamente reparar que o Sporting passou de activo comprador, durante a campanha para as eleições, para um interessado vendedor de final de época. É caso para dizer, voltámos ao costume.

O optimismo de grandes reforços, deu lugar ao realismo de ter de vender o melhor, porque no clube não há nem haverá dinheiro para reconstruções ambiciosas. Quero pensar que a estratégia para a próxima época não passa por este tipo de postura no mercado, onde se trocam valores seguros e valorizáveis, por tiros no escuro.

No ano passado vendemos Veloso para ficar com Zapater. Vendemos Moutinho para ficar com Maniche. Vendemos Tonel para ficar com NAC. Vendemos Liedson para ficar com…ninguém. Pode-se ver algum tipo de investimento com estes negócios? Eu apenas vejo desinvestimento. Trocar o bom pelo pior e desviar as mais valias para tapar buracos financeiros.

Quando tanto se prometeu nesta campanha, tanta afirmação plena de convicção na mudança deste paradigma de “venda de anéis”, assisto agora ao regresso de um discurso velho e gasto em Alvalade. É verdade que ninguém admitiu nenhum cenário de venda, mas no passado também não e o que é certo é que as especulações da imprensa são confirmadas mais tarde ou mais cedo e os negócios são tão maus que fazem o adepto mais conformista “ir ao tapete”.

Pereira, Carriço, Djaló e Patrício são, dia após dia, colocados na “montra” de vendas dos media. Por vezes valem 20me, outras 30me, nos dias mais fracos 15me. E isto nem é o mais triste. O que é verdadeiramente desmotivante é a opinião de muitos de que este ou aquele seriam bem vendidos, como se fossem valores banais, culpados máximos dos maus resultados e das más exibições.

Só quem não sabe ver um jogador de futebol é que pode dizer que um jovem que em 2ª época a titular de um clube no estado em que está o Sporting, a jogar no centro da defesa e com a braçadeira de capitão não será no futuro um grande jogador. Só quem não sabe ver futebol é que pode afirmar que seria bem vendido nesta altura.

Aconselha-se mais calma aos adeptos a julgar talentos da sua equipa e mais calma aos gestores a vendê-los. Tal como na bolsa em que uma acção só será bem vendida depois de completar a sua curva de valorização, um jogador só deveria ser transaccionado depois de entendida a sua evolução com tendência à estagnação. Nestes 4 jogadores esse não é o caso. Ainda por mais porque nenhum tem um valor de mercado em alta.

De quem diz à boca cheia que Moutinho só deveria ter sido vendido pela cláusula de rescisão, só posso esperar a mesma firmeza quando os cheques de 6 ou 7 milhões baterem à porta por Carriço, Pereira ou Patrício. Especialmente quando se quer uma equipa para lutar pelo título.

Espero sinceramente que estejamos perante mais uma “campanha” de especulação e que seja tão real como as notícias de contracções da semana passada. Seguramente este não será o caminho de mudança.

Até breve.

Um xadrez "vendado"

A proposta de renovação de contrato que Salvador vai entregar a Domingos é um acto que me levanta muitas questões. É óbvio que o presidente arsenalista lê a imprensa e sabendo o que se tem dito sobre o futuro de Domingos é quase paradoxal que faça esta operação na ressaca de uma eleição que coloca o seu treinador praticamente certo em Alvalade.

Se o não está garantido, o que ganha Salvador? “Lavar as mãos” perante os adeptos? Garantir que consegue em tempo útil preparar a contratação de um novo treinador? Nenhuma destas razões me parece lógica. Primeiro porque Salvador nunca me pareceu o tipo de presidente que tenha de “prestar contas” aos seus sócios. Saiu Jesualdo, saiu Jesus e nunca se viu esta preocupação. Segundo porque da forma como o Braga está hoje organizado dificilmente o presidente não terá uma opção para a substituição, especialmente quando tanto se falou no final da última época que Domingos podia ir para o Porto ou para o Sporting.

Existem muitos rumores a circular, Leonardo Jardim, Jesualdo Ferreira, Rui Vitória, Manuel Machado, Paulo Sousa são nomes que pairam num triângulo Braga-Sporting-Porto. Incluo o Porto neste panorama, porque apesar da imprensa portuguesa estar mais concentrada na “super-equipa” do Benfica, a verdade é que o Porto versão 2010/11 está a ser objecto de estudo por essa Europa fora, com múltiplos artigos que falam já de Vilas Boas como um Mourinho versão 2.0.

Existem reais hipóteses de o Porto ficar sem treinador no final desta época. Não será fácil ver Pinto da Costa deixar sair um treinador campeão logo na primeira época, mas os milhões são argumentos de peso. Esta saída, precipitada por uma época que pode valer dois títulos (a taça de Portugal parece difícil) a um treinador estreante em equipas “grandes”, abre um panorama de escolhas muito mais complexo, onde Domingos seria confrontando com uma vaga no clube de que é adepto e ex-jogador.

Seja qual for o cenário, exige-se a Godinho Lopes um pulso diferente do que exibiu Bettencourt no caso de Vilas-Boas, cedendo, ingenuamente a uma “jogada” de rupturas, a sua escolha a Pinto da Costa. Domingos quer o presidente do Sporting admita ou não, foi um trunfo eleitoral, talvez até tenha rendido muito mais do que 360 votos, daí emana uma responsabilidade diferente na confirmação que será “exigida“ no final da época.

Aqui entra em cena Salvador, que pode inadvertidamente ser o maior aliado de GL, ao precipitar no tabuleiro que as “Rainhas” se mexam para apoiar os “Bispos” a fazer cheque-mate a um Rei que todos querem. Mas neste xadrez existe um “Papa” e todos sabem que é uma peça que não joga com as mesmas regras das outras.

Até breve.

quarta-feira, 30 de março de 2011

Charters de Arrogância

A conferência de imprensa de Paulo Futre feita na Quinta-Feira antes das eleições vai constar na galeria de momentos caricatos do clube. Não tenho dúvidas que será um verdadeiro “tesourinho deprimente” pleno de humor, pois só com humor se pode classificar a forma impetuosa de Futre explanar as suas ideias.

Mas ao contrário de muitos Sportinguistas, não penso que o conteúdo fosse assim tão despropositado. A piada do “chinês” que circula na net como uma anedota viral, tem tudo para ser matéria de alguma reflexão. Só um tonto desaproveita boas ideias. Só um tonto é arrogante o suficiente para não ver um caminho só porque não está assinalado no mapa.

O mercado russo-asiático é um turbilhão de crescimento económico. O dinheiro está lá, em doses massivas. Mais do que no Médio Oriente que a qualquer momento pode entrar em recessão face à ascensão das energias alternativas, mais do que no Brasil e mais do que em África. É do tigre indiano, do urso eslavo e do dragão chinês que virão as bestas e os bestiais investimentos europeus e norte-americanos.

Não entender isto é grave e todos os que se riem com a ideia de o Sporting ter um jogador chinês de selecção no seu plantel, são eles sim, verdadeiros totós. Existem muitas empresas chinesas a querer investir na Premier League, na Serie A e na Liga BBVA. Porquê? Porque os seus consumidores internos na China vêem cada vez mais partidas destes campeonatos.

Se Portugal tivesse responsáveis desportivos inteligentes, sem palas nos olhos, nomeadamente na Liga de Clubes, poderia ser uma jogada fabulosa tentar em bloco vender a Liga nas cadeias emissoras asiáticas. Esse seria o primeiro passo para clubes portugueses terem acesso a contratos fabulosos de novos patrocínios. Se o nosso campeonato não tem mais visibilidade é por culpa dos péssimos espectáculos que as equipas dão semanalmente.

Quando tanto se elogia a capacidade do treinador português, muitos se esquecem das tácticas defensivas do “espreitar o contra-ataque”, da “manha” de fechar a equipa num recuo absoluto libertando dois alas e um ponta-de-lança. Esta é a táctica que o treinador português domina realmente. Quando tem de montar a equipa para marcar golos e jogar ofensivamente é o cabo dos trabalhos. Basta olhar a liga Holandesa, Escocesa e Belga para ver as diferenças, 3 ligas de menor dimensão que a nossa, mas muito mais ricas em golos e espectáculo.

Mas voltando ao tema do “chinês”, não serão óbvios os charters que PF menciona, mas seria óbvio o maior interesse que o Sporting despertaria nos media nomeadamente chineses. Esse interesse poderia ser uma aposta, não que justificasse um departamento, mas que valorizasse a imagem do tal jogador, a ponto de ser um argumento financeiro de peso, mais especificamente nos direitos de imagem do atleta para o exterior.

A visão de Futre está pelo menos correcta quanto à oportunidade. É desfocada na dimensão dos objectivos e lucro, mas a longo prazo e bem estruturada pode valer muitos “charters” de milhões de euros e a dianteira pela aquisição do tal jogador (não existem muitos).

Até breve.

terça-feira, 29 de março de 2011

Continuar!

“A qualidade e força de um homem não se mede quando ganha, mas da forma de como se levanta e anda depois de perder.”

Perdoem-me se não estou a parafrasear correctamente a citação, muito menos sei quem a proferiu. Mas esta é a frase que mais ecoa na minha cabeça depois de saber o resultado das eleições. Tal como muitos, o meu candidato preferido não ganhou. Não vi nele um ser iluminado que faria o milagre de transformar o clube num mandato, vi apenas algumas qualidades mais que os restantes. Juventude, imaginação e ruptura sobretudo.

Bruno de Carvalho é um mistério. Mas era isso que também seduzia, podia muito bem ser a sedução pelo abismo, ninguém saberá ao certo o quão perto estivemos dele. Tanto quanto da mudança e um novo caminho mais vitorioso. A questão é mesmo essa: ninguém sabe. Aliás, esse é pior inimigo de GL. Todos acreditamos saber exactamente o que podemos esperar dele, ou seja, muito pouco.

Conhecemos Luis Duque, conhecemos Carlos Freitas, conhecemos Ricciardi e Nobre Guedes, conhecemos Rogério Alves e pensámos que conhecíamos Varandas e PPC. Esta promessa de “velhos conhecidos” e do que já fizeram no passado retirou margem de sonho, de acreditar que com outros poderia acontecer algo de inesperado, algo de diferente.

A madrugada das eleições devolveu um clube em guerra, numa luta entre gerações, paixões e ideais. De um lado uma maioria plebeia e jovem, do outro uma aristocracia envelhecida. De democrática a eleição teve muito pouca, mas mesmo assim estava aceite previamente entre todos. Perdeu um Sporting, ganhou outro Sporting. O que é que fica?

O que temos nestes dias de recomeço, de fim de sonho, de ressaca eleitoral é uma imensa desilusão, uma descrença absoluta e feroz. Nos últimos dois dias vários bloggers têm desistido de lutar, preferindo a ausência a comentar este verdadeiro estado de sítio.
Muito adeptos estarão a reflectir se valerá a pena apoiar um clube que lhes escapa, que foge da sua vontade, que lhes nega o direito de o decidir.

Mas tal como a frase de começo deste post indica, é nesta altura que TODOS devemos juntar-nos à luta. É nesta altura que nos ergueremos mais uma vez. O Sporting não é de Godinho Lopes, não é de Bruno de Carvalho. O Sporting é uma ideia, são equipas que competem, ganham e perdem, mas permanecem.

Apoiar o clube é estar atento, é cobrar as promessas, é saber ser desportista e não rasgar cartões. Apoiar o clube é saber encontrar esperança, mesmo que nada pareça ser capaz de a suportar. Daqui a uns anos, quando findar o mandato que acabou de se iniciar, faremos novas apreciações quanto ao destino do clube. Se for mais cedo será muito mau sinal. Ninguém deve esperar ou desejar o insucesso de GL.

Abrir uma contracorrente no sucesso do clube será o mesmo que querer que o Sporting se transforme num sistema anárquico. Sabemos todos o que isso gerou no final do mandato de JEB. Nenhum jogador, treinador ou adepto se quererá juntar a uma organização sem apoio e sem liderança. Isso será o fim do clube. O Sporting é grande mas não pode desperdiçar grandeza, lutando contra si próprio.

É por isso que acredito que a direcção de Godinho Lopes deve ter de todos os adeptos e sócios o apoio que daríamos a qualquer outro candidato se tivesse ganho as eleições. A validade do acto eleitoral será decidida fora do clube e até lá TODOS devem respeitar o que os sócios decidiram. Sei que nunca mais será viável a distribuição de votos por antiguidade da forma como está, nunca mais será viável que não exista uma lista vencedora com menos de 50% dos votos, nunca mais será viável que seja apenas possível votar nas urnas em Alvalade.

Acredito que estas inviabilidades estarão perto de cessar, não faltaram vozes que irão propor as necessárias alterações. Posto isto tudo se decidirá, tal como no passado com o sucesso ou insucesso da equipa de futebol. Aí serão decisivas as escolhas de GL, aí será central a política desportiva, será óbvia a linha da continuidade ou ruptura. Se o que foi prometido servir para alguma coisa, penso que teremos uma equipa mais competitiva na próxima época.

Saiba Carlos Freitas acabar com o truque do “coelho a custo zero desacreditado”. Saiba Duque estar calado com o que interessa esconder e falar quando a equipa precisa. Saiba o treinador (seja ele Domingos ou outro qualquer) entender a diferença entre treinar uma equipa qualquer e treinar o Sporting. Saiba Carlos Barbosa fazer mais do que abrir guerras entre os sócios quando está mandatado para os unir. Saiba Varandas instruir GL a ter ideias que levem os sócios a Alvalade apoiar a equipa.

Saibamos todos nós que não podemos passar de um 3º lugar à rasca, para campeões num salto mágico, ao género de um filme de Hollywood com final feliz. TODOS sabemos que vai levar tempo a construir um projecto vencedor. TODOS sabemos que é para isso que GL lá está e TODOS sabemos que não podendo exigir vitórias, podemos exigir trabalho. E do bom!

Mais do que declarações de intenções quero ver acções, decisões. TODOS querem. Esperemos por elas. Mas unidos! Viva o Sporting!

Até breve.

O futuro

O futuro está ligado a um processador. Ligado a um ecrã. Ligado a redes de satélites. O futuro está na internet. Nas redes sociais. Nos I-pads, i-pods, e-casts, e-mails. O futuro pertence ao digital, ao wireless, ao plug&play.
O papel, a carta, o jornal, o livro percorrem algumas vias. Os computadores, telemóveis e as tablets percorrem muito mais.

Dizer isto é uma banalidade. Mas pensá-lo numa lógica de um clube de futebol como o Sporting não tem nada de prosaico. Esta é a melhor introdução que consigo imaginar para a ideia que lanço a seguir.
A comunidade de bloggers do Sporting é, goste-se ou não, a frente pública dos adeptos do clube. A AAS é um organismo extremamente útil, mas o seu universo é vasto e genérico. O estatuto dos blogs e bloggers é muito mais incisivo e activo. Até hoje vivemos de uma partilha fugaz e com alguma insistência isolada concebemos uma rede de sites e espaços que partilha uma audiência em crescimento notável.

Os blogs e as redes sociais são hoje em dia responsáveis pela criação de opinião de muitos dos adeptos Sportinguistas. Escapam os info-excluídos, que serão cada vez menos a cada dia que passa. Desde a criação de alguns espaços de profundidade editorial muito avançada e criteriosa, que o adepto entendeu que finalmente existir uma outra realidade, um outro Sporting que não surgia nos jornais e nas TVs, um clube diferente, que falava uma língua diferente, que expressava ideias diferentes, muito diferentes das dezenas de magazines de "paineleiros" ou crónicas desportivas.

Este "novo" Sporting lançou um Candidato às eleições. Quase ganhou. Não estou a dizer que todos os blogs foram partidários da Lista C. Estou a afirmar que sem os blogs, sites ou redes sociais, Bruno de Carvalho teria uma votação semelhante a Abrantes Mendes. Isto acarreta uma grande responsabilidade. Não entendê-la será ajudar o clube a continuar a navegar ao sabor da corrente, limitando-nos a nós bloggers a prestar um serviço digital de avisos, um autêntico serviço de "lembretes" virtuais.

Porque as Claques se organizaram, porque os Adeptos criaram uma associação, porque quem partilha um espaço e uma tarefa semelhante deve reflectir sobre o seu papel, utilidade e qualidade, proponho a quem queira pensar comigo que se comece o quanto antes a edificar a:



Não é uma acção de instrumentalização, restrição de liberdade de opinião ou ausência de pluralidade. É precisamente o oposto. A opinião, a critica ou a ideia que respeita o rigor, a verdade e o engrandecer do Sporting só pode ser mais útil, mais eficaz e mais fiável.

A quem interessar, o meu e-mail está à vossa disposição.

Até breve.

Entre o 8 e o 80

Neste verão, seguindo a premissa de mudança de que Bettencourt anunciou quanto ao investimento no futebol, os OCS “despejaram” camiões de contratações no Sporting. Foram bem perto de 100 nomes (!) durante dois meses, o que dá uma cadência de quase 2,5 nomes por dia (!). Apenas acertaram em 2 ou 3, dos 8 que chegariam à equipa.

Nestas eleições, quiçá seguindo os “ventos” de algumas candidaturas a imprensa seria mais uma vez inundada de nomes, foram mais 30 (!), muitos deles nunca sequer proferidos por ninguém das listas concorrentes.

A noite das eleições foi trágica. As fontes que relataram o avanço de 600 votos de BdC provocariam um motim, que foi o ponto final num momento de moralização e união sportinguista.

Record viria a pedir desculpa. OJogo teve durante todo o Domingo noticias no seu site relativas à vitória de BdC. A SIC escudou-se em “fontes” misteriosas, que Nuno Luz, por mais que viva, nunca poderá justificar.

Rigor, verdade, apuramento de factos e imparcialidade. Estas são as regras de ouro do jornalismo. Nada mais distante do que se tornou a imprensa desportiva em Portugal.
A diferença hoje em dia, entre um jornalista desportivo e um “espalha-brasas” é ínfima.

Sofrem os clubes que vivem maus momentos, pois se existem matérias de que os OCS mais gostam em Portugal é esmiuçar a “crise”, o conflito, a desordem.

O Sporting é hoje um autêntico “bobo da corte”, que é consumido em puro canibalismo pelos Sportinguistas e como “prato” de humor para os adeptos rivais.

Por que raio havemos nós Sportinguistas de confiar nas informações que são postas a circular na imprensa sobre o clube? Já não aprendemos a nossa lição?

Neste momento e até ao fim da época será prato forte dos media os nomes de Carlos Freitas para a equipa de futebol, o nome do treinador (que todos dizem ser Domingos, mas que nunca foi confirmado!) e quais serão os jogadores a abandonar o clube.

Vale a pena acreditar em qualquer notícia sobre estes temas? Não valerá a pena que GL mostre o teu pulso firme “disciplinando” (uma boa acção judicial pode serenar a vampiresca vontade de publicar boatos) os OCS?

Deixo à vossa consideração. Deixo à consideração de quem manda no clube entender o caos que os rumores e boatos tem provocado na vida diária do clube. Quem vê 80 na imprensa que equivalem a 8 na realidade só pode ficar desiludido com a direcção. Até quando vamos permitir isto?

Até breve.

Mudança de Perfil

Desde que abri este blog, do qual sou único responsável e "writer", que criei e usei o nome de perfil "Verdão". Reparei há dias que existe noutro site sportinguista um blogger que usa exactamente o mesmo nome. Porque que me parece ser um nome que usa há muito mais tempo do que eu, resolvi mudar o meu perfil para "Violino".

A homenagem à época de ouro do nosso clube (5 Violinos) é justa e espero que me inspire a escrever mais e melhor, nesta altura em que é decisiva a participação e clarividência de todos os que comentam a vida do Sporting. Serei ou tentarei ser um "violino" na blogosfera, sabendo que não existem mais 4, mas muitas dezenas que me fazem o favor de acompanhar e comentar neste espaço.

Até breve.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Como mudar uma derrota

Do desconhecido BdC quase ganhava as eleições. Metade dos votos e bem mais de metade dos sócios elegeu-o como o rosto da mudança. Esse é um capital valiosíssimo. Do que sabemos até agora, o acto eleitoral decorreu com alguma má organização mas sem matéria que dê razões para acreditar que o resultado foi adulterado. Faço esta afirmação completamente sem conhecimento do processo. Poucas pessoas poderão ter direito de alegar o que quer que seja sobre a legitimidade do processo, simplesmente porque, não estavam lá.

Imagino que o que move BdC a conceber a hipótese de impugnar as eleições seja apenas a marcação de território e o enfraquecimento do início do mandato de GL. Matéria de anulação existirá pouca e será muito difícil de comprovar. Sendo assim abre-se, mais pelo mediatismo, uma via para a candidatura de BdC rentabilizar um pouco mais o seu estatuto de oposição à “continuidade”.

Penso que será o passo errado para o futuro de BdC no Sporting. Acredito que salvo a existência de dados ainda não revelados e graves, impugnar as eleições nos tribunais só terá o resultado de agastar ainda mais a generalidade dos sócios e prolongar a agonia que foi esta campanha. De facto BdC não precisará de fazer absolutamente nada para garantir a sua próxima eleição. Por 3 razões:

1/ Porque o mandato de GL, já se iniciará por si próprio frágil e sem chama.
2/ Porque existem reais hipóteses de o mandato de GL falhar.
3/ Porque um líder que sabe esperar, conserva intacta a sua imagem.

Acho que para bem do Sporting, salvaguardando a ideia que foi uma votação justa e honesta, GL deve ter todas as condições para liderar o clube. Ninguém sairá a ganhar de mais um mandato fracassado, nem BdC. Pode ser até que nas próximas eleições um clube mais saudável e melhor organizado seja ainda mais apetecível. GL prometeu rever os estatutos, adivinho que não vá mudar a distribuição de votos (prevendo a sombra de BdC em anos futuros), o que será muito grave.

Grande parte do fracasso moral destas eleições deve-se à ideia de que existem sócios leões, outros lagartos e outros pouco mais do que vermes. Esta distribuição é exagerada e não estimula a participação. Querer mais sócios novos para quê? Para valerem 1 voto enquanto alguns valem 25? Até posso ser partidário de alguma diferença entre antiguidade, mas isto é perpetuar uma visão elitista do clube. Se queremos proteger o acto eleitoral de uma súbita adesão de sócios recentes, que se limite a participação aos que têm o mínimo de 1 ano de sócio.

BdC só precisará de tranquilamente continuar a participar nos momentos da vida do clube, discreto e sem criticas. Provavelmente o futuro dar-lhe-á o cumprir do sonho, apenas numa data posterior. Agora é altura de se mostrar magnânime e aceitar a derrota. Perderá o apoio das claques e dos mais extremistas, mas será temporário. Mas ganhará muitos dos votos dos mais conservadores e dos que acreditam que na democracia a palavra perder não existe.

O Sporting precisa de estabilidade. BdC pode, mesmo perdendo ser o seu paladino. Basta que jogue as cartas certas no momento certo e transformará uma derrota hoje numa pré-anunciada vitória no futuro.

Até breve.

domingo, 27 de março de 2011

Carta aberta a GL

Caro Consócio Engº Godinho Lopes. Parabéns pela sua eleição. Ganhou o lugar de presidente numa das eleições mais disputadas de sempre. Mérito para os votos que conquistou, mérito para a equipa que reuniu que lhe foi disfarçando óbvias fragilidades de discurso de ideias e fraqueza de carisma.

Conquistou o seu mandato, numa campanha muitas vezes “negra” contra o candidato que esteve a uns míseros 360 votos de o vencer. Ganhou as eleições, mas o clube e o coração dos adeptos, especialmente os mais jovens e exigentes, está longe de estar conquistado.

Conto-me entre os quais votou na lista de Bruno de Carvalho, conto-me entre os adeptos que olharão para os seus gestos futuros à espera de poder ver o que não vi nesta campanha: rigor, criatividade e combatividade. Exigo-lhe, sim tenho esse direito, exigo-lhe que respeite o seu programa e que comande o clube para um mandato de ruptura com o passado.

As desculpas com as quais os sócios tem sido “amansados” há mais de 10 anos, esgotaram-se. Esgotaram o fervor clubístico, esgotaram a capacidade de acreditar. Na próxima segunda-feira exigem-se soluções, vontades firmes, actos que visem mudar o que está mal e…há muita coisa que está mal no Sporting.

Prometeu uma equipa capaz de lutar pelo título. Pois bem, essa equipa neste momento não existe, tem de ser criada. Não sei como a sua lista pensa começar a preparar um plantel com um treinador no activo, num rival directo pelo 3º lugar, mas sabe-se da urgência de começar a explorar o mercado, procurando soluções viáveis, nomeadamente com jogadores em fim de contrato. Urge definir o que quer e como vai consegui-lo.

Palavra a Carlos Freitas e a Luis Duque. Os seus trunfos devem mostrar o quanto antes para que foram exibidos como garantias de capacidade. As notícias dos jogadores que ambos procuram “fechar” preocupam-me. Hugo Almeida não vale o valor que custará, Jô é um valor muito pouco credível e Zahavi não difere muito das soluções que o plantel já dispõe (Izmailov, Vukcevic). Procure nas listas adversárias e encontrará soluções muito melhores.

É tempo de explicar aos sócios como se encontrou a verba de 100 milhões de euros que prometeu. Aguardamos com ansiedade a explicação, tardia, de onde vêm esses valores, como a conseguimos e a que custo para o futuro do clube. O mistério que rodeia nomeadamente o nome do treinador, os jogadores e o valor do investimento no clube é um factor de dúvida nos que se lhe opuseram. É urgente e vital que o termine.

Será também importante que mostre firme liderança ao unir o universo dos sócios. Terá para isso de demover Bruno de Carvalho de impugnar as eleições, facto que a ocorrer será o destruir do início do seu mandato. Os líderes comandam e governam, para todos, e ficar de cadeira à espera do resultado da batalha administrativa será o maior sinal de divisão do clube. Um clube separado terá um líder frágil.

Procure juntar a cúpula de todas as listas e exigir compreensão estatutária pelo acto eleitoral, quiçá dando garantias pela sua acção futura como elemento agregador do clube. Leia a história das monarquias europeias e entenderá que líder não manda, mas serve os seus súbditos. Ser eleito presidente apenas significa que é o Sportinguista com mais responsabilidades, com mais dever de servir os sócios. Isso começa por servir os que foram seus adversários. Uma atitude arrogante conquistará uma oposição que durará todo o mandato, uma atitude humilde ganhará o respeito e as tréguas que precisa.

Tente esvaziar a necessidade que se grita de mudança. Se o conseguir será o presidente de todos nós. Se não o fizer ficará na mesma galeria de Dias da Cunha e Bettencourt, de presidente incapazes, que não entenderam o que é o Sporting e quem são os Sportinguistas. Acima de tudo há que:

1/ Investir em valores seguros na equipa de futebol. Jô e Hugo Almeida serão os seu  “novos” Pongolle´s.
2/ Mudar os estatutos, cessando esta oligarquia de conservadorismo e abrindo o voto por correspondência.
3/ Desligar a máquina do empresarialismo, iniciando uma nova época no clube, dando mais voz aos núcleos, aos sócios.
4/ Acabar com a atitude subserviente à banca, ao Porto e Benfica, aos Oliveiras, ao Estado.

Se isto for feito rapidamente terá dado os sinais essências para poder realmente ser o presidente de todos os sportinguistas. É que nem todos somos “enganados” com cenouras de jogadores duvidosos, de um treinador do Braga que pode também estar a caminho do Porto, de promessas de auditorias e pintura de cadeiras. Alguns como eu saberemos estar a atentos a actos muito mais importantes. Nunca como opositores, mas como sócios do Sporting.

Até berve.

A exigência

Parabéns a Godinho Lopes. Será o novo Presidente. Dificilmente posso dizer que estou contente. Tive sempre a noção que é um homem colocado por outros e não alguém que por força da sua ambição procurasse o desfecho de se tornar a figura máxima do clube. Pode-se discutir o mérito da sua lista, da sua campanha, do seu programa, mas nada disso parece ter influenciado o eleitorado que viu em Carlos Freitas, Luís Duque e Domingos a salvação desportiva do Sporting.

O clube está partido em dois. Entre uma minoria de sócios mais antigos e conservadores e toda uma juventude à beira de um ataque de nervos, é o Sporting que começa um novo período. Começa um grande desconhecido, porque nenhum dos candidatos soube prometer a certeza e o futuro. Prometeu-se isso sim o sonho e a ilusão, que agora vai bater à porta de GL perguntando pelos jogadores e treinador que foram trunfos e capas de jornal.

Há que respeitar o voto, por mais cruel que tenha sido. Poucos elegeram pelos muitos, mas não mais nenhuma direcção terá cartas e cheques em branco. GL sabe que terá de convencer muitos sportinguistas, só de uma forma, cumprindo o que prometeu. Apetece dizer que o clube errou mais uma vez, que escolheu continuar um caminho desmotivado para lado nenhum, mas não é essa a postura certa, as regras são válidas para todos e se perdemos, perdemos todos.

Desejo a melhor sorte a GL, gostava que fosse o presidente mais bem sucedido da história do Sporting, que me fizesse engolir as (muitas) palavras que escrevi aqui sobre a sua solução para o clube. Desejo o melhor também para toda a equipa que comandará o clube no futuro. Mostrem-nos que não são da "continuidade"!

Viva o Sporting!

Até breve.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Começar

Dificilmente o dia de amanhã não será uma “madrugada” de esperança na longa noite que o Sporting atravessa. Todas as facções, grupos e sectores de sócios querem acordar o clube. Querem levantá-lo de uma enorme cama de desmotivação e dívidas. Não há como não reparar que o clube está doente, letárgico, num sono pesado pleno de todo o tipo de pesadelos. O pior deles será o abandono dos sócios.

Ter 35.000 sócios pagantes não é triste, é um pronuncio de doença grave, uma doença que pode até matar. O único elixir capaz de curar esta doença é a motivação, união e aproximação dos sócios. Enquanto continuarmos a virar as costas o clube continuará a definhar. Todos, uns mais outros menos, vimos em JEB um médico capaz e com o prestígio certo para aplicar uma receita energética e interromper o calvário.

Mas não foi. Acima de tudo porque não soube ser líder, não soube escolher uma equipa acima de tudo, competente. Mas JEB é o passado e junta-se a uma galeria de erros e más decisões, nunca estará sozinho na atribuição de culpas, porque é um sócio e foi mandatado por sócios. Um clube é isso mesmo. Uma organização liderada por sócios, uma parte que é incumbida de decidir pelo todo.

Ao culpar “apenas” um sócio, estamos a desvirtuar o que é o Sporting. Pois de facto se celebramos as vitórias juntos como se fossem nossas, devemos aceitar as derrotas de igual forma. Só neste espírito estaremos a tornar o Sporting mais forte. Só com este tipo de sportinguismo ergueremos o clube à altura que desejamos.

O principal problema do clube, desde o mandato de Roquette, é a distância que foi criada entre os sócios e as decisões, a vida do Sporting. Uma empresa gere, mas gere em função dos seus resultados, não em função dos seus “clientes”. Este pequeno detalhe afastou a critica, a visão diferente, 99,9% de opiniões diversas. Acabou o debate. Soares Franco viu um clube do séc.XXI em que uma empresa “serve” os sócios com um produto chamado desporto, que é consumido.

Faltou um ingrediente no “cozinhado”, os sócios. Os sócios só o serão se tiverem poder, se sentirem que existe espaço para participar, para influenciar. Só assim poderão considerar o clube como deles. Este Sporting, não é nosso. Mas temos de o conquistar. Não o podemos fazer contra nada nem ninguém, mas a favor do próprio Sporting.
Teremos de ser mais exigentes com quem dirige, com quem analisa, com quem comenta, com quem joga.

Temos de mostrar que estamos atentos e nunca mais permitir verdades inquestionáveis, dogmas empresariais. Apenas porque a visão de um ou dois sócios pode de facto falhar, mas a visão de centenas ou milhares será mais próxima de decisão perfeita.

Não nos podemos continuar a inspirar em Porto e Benfica, Barcelona e Real Madrid, como se fossem universidades de modelos e formas de organização. Cada clube escolhe o melhor para a sua realidade, o melhor para o seu tempo e espaço, o melhor para a sua força e capacidade.

Só existe um caminho para começar a estruturar o clube. A proximidade e participação dos sócios. Se a próxima direcção não entender isso, cabe a todos exercer a primeira regra de uma sociedade de interesse comum – contestação e proposta de alternativa. Nos espaços certos e não na imprensa, onde a vaidade é facilmente usada em desfavor do clube. O caminho começa amanhã. Levar-nos à onde quisermos. Onde formos capazes de levar a direcção. Sem cheques em branco, sem licenças para governar sem sócios.
Nós também mandamos. Basta que nos unamos.

Comecemos por votar massivamente!

Até breve.

quinta-feira, 24 de março de 2011

O sprint final de Futre

"Os Jogadores abaixo referenciados têm todas as condições contratuais acertadas com o Dr. Dias Ferreira e com o futuro director geral de futebol do Sporting, Paulo Futre. Se o Dr. Dias Ferreira vencer as eleições, este sábado, todos estes jogadores assinarão contratos com o SCP já a partir da próxima segunda-feira dia 28 de Março. Taiwo - Defesa esquerdo do Marselha. Selecção nacional da Nigéria Donadel - Médio centro Fiorentina Trochowski - Médio e extremo direito Hamburgo. Selecção Alemanha Oscar Wendt – Lateral esquerdo Copenhaga. Selecção Suécia   Todos os outros nomes avançados na conferência de imprensa pelo Dr. Dias Ferreira e por Paulo Futre são apenas alvos identificados com valor para a estratégia da futura direcção do SCP."

Por: José Dias Ferreira

Grande bomba de Dias Ferreira. Não sei se é bom, mas é uma bomba eleitoral. Dois laterais esquerdos? Um médio ofensivo e um médio centro? Dispensaria obviamente Wendt se pudesse ter Taiwo. É absolutamente despropositado investir em 2 laterais esquerdos. Quanto ao resto...é até estranho que nasçam contratações destas com tanta facilidade. Onde andaste durante este anos Paulo Futre? Ou melhor como é que vamos pagar toda esta "euforia"? Não cobrarão por mês só estes 4 jogadores mais que toda a equipa actual? Quanto iremos pagar em prémios de assinatura? O Sporting aguenta esta "bomba"? Já agora porque não um ponta-de-lança deste gabarito? Não seria uma carência mais óbvia?

Estou mais do que surpreendido, atordoado. Só consigo fazer perguntas. Esperemos pelos sprints das outras candidaturas. No final do dia não vamos ter 5 unhas, mas talvez umas 20!

Até breve.