Hoje marca o fim de duas coisas aqui neste blog.
O apoio a Sá Pinto e o meu silêncio sobre a gestão profissional do futebol do Sporting.
As explicações são inúteis. Basta ver ou rever o jogo frente ao Videoton.
Os mais incautos tentarão ver o nosso azar, os erros dos árbitros, o mau estado do relvado. Os mais "avisados" não cairão nessas contas fúteis.
As contas a fazer nesta altura são
Ponto nº1 - Qualidade do Plantel
Na baliza o titular da Selecção Portuguesa. Nas laterais, 1 internacional Argentino, 1 internacional Croata, internacional jovem português e um internacional jovem Colombiano. No centro da defesa, internacionais Argentino, Brasileiro, Holandês. No meio campo, internacionais Russo, Português, Argentino, Suíço Holandês, Peruano, Espanhol, Marroquino. No ataque, apesar de ser pouco, há um Argentino cotado pela Europa fora, um internacional Holandês e uma grande promessa Portuguesa e Chilena. Verdade seja dita, ninguém será capaz de olhar para esta equipa e afirmar que não tem soluções.
Ponto nº2 - Currículo
Uma excelente época nos juniores e uma meia-época bastante agradável nos seniores do Sporting. É um currículo muito curto, sem grandes provas de recuperações, sem grande estofo adquirido. Idealmente Sá Pinto teria agora a hipótese de encetar uma verdadeira recuperação e aprender com isso, mas as "curas" que tem tentado, têm feito mais dano que a doença.
Ponto nº3 - Qualidade de Jogo
Zero. Não há automatismos, a equipa joga sempre como se estivesse a iniciar a pré-temporada, sem qualquer ligação entre sectores, sem qualquer estilo ou ideal de jogo. Este Sporting de Sá Pinto é uma manta de retalhos tácticos, uma sucessão de jogadas previsíveis e tudo a uma velocidade exasperante.
Ponto nº4 - Pontos
O pior início de época de sempre. 9 jogos, 2 vitórias, 2 derrotas e 5 empates. Diga-se que todos os jogos de grau bastante acessível. O Sporting ainda não defrontou uma equipa de igual ou superior valia.
Meio da tabela na liga e último lugar na Liga Europa.
Na Liga, após defrontar Maritimo, Rio Ave, Estoril, Gil Vicente e Guimarães, equipas fraquíssimas a que exceptuo a equipa insular, o Sporting tem 6 pontos em 15 possíveis. Ainda por cima com mais jogos em casa do que fora. É uma prestação absurda.
Na Liga Europa apesar de ter encontrado o grupo mais fácil de sempre na competição, o Sporting parece bastante adiantado para deixar Belgas e Húngaros nas primeiras posições, acabando bem cedo a desperdiçar o estatuto de semi-finalista.
Face a tudo isto, pode-se perguntar, alguém faria pior? Não. Apesar do amor ao clube e da história de ligação entre clube e treinador, Sá Pinto é o homem errado no local errado. É um treinador sem capacidade para entender o que deve fazer, não tem culpa. Não é nem nunca será um predestinado como treinador, tal como não é Paulo Bento, Domingos ou a grande maioria do técnicos que treinaram o clube nos últimos 20 anos.
A única coisa que resta a GL e equipa directiva é encontrar a solução para este problema. Ela chama-se bom treinador. Não há muitos, mas também não vale a pena mais "remendos". De que vale montar uma boa equipa se não há alguém para a aproveitar? Querem uma solução de transição? Tem o Manuel Fernandes não têm? Mas desta vez, percam um pouco mais de tempo e sobretudo não cheguem aos adeptos com "Paulos Sergios" servidos de génios. Desta vez não!
Varram o planeta, mas encontrem alguém que tenha provas dadas em ganhar coisas e sobretudo em montar boas equipas. Se não tiverem dinheiro, peçam aos sportinguistas. Tenho a certeza que depois de tantos anos a sofrer com "amadores" até somos capazes de "comprar" bom futebol em Alvalade (e o pior é que não estou a brincar).
Até breve.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Sem justificação
3 jogos. 7 pontos perdidos. Nenhuma vitória. O Sporting não fez, mais uma vez um bom jogo, mas com mais facilidade que o que parecia possível chegou ao 0-1. Depois, bem, depois começou a sucessão de disparates. O nervosismo extremamente visível antes do golo marcado (que até deu alguma concentração extra) deu lugar ao desperdício. Desmazelo de jogadores que ainda não entenderam que facilitar qualquer jogo é sinónimo de desperdiçar pontos. E ficaram mais dois no funchal, num jogo que um candidato ao título tem de ganhar.
E esse é o verdadeiro golpe desta jornada. Ao partir para a 4ª jornada, o Sporting tem já 5 pontos de atraso. Continua a exibir uma dificuldade enorme em assentar um jogo de qualidade, continua a desiludir os adeptos. 3 jogos, 1 golo marcado, 2 sofridos. Pobre, muito pobre.
Não chega a Sá Pinto as queixas do clima, relvado e passar a mão pela cabeça dos jogadores. A verdade é que o trabalho de 18 dias...não se fez notar. O Marítimo é uma boa equipa, mas o Sporting tem de conseguir fazer melhor, muito melhor.
Não será esta época ainda que o Sporting fará um arranque decente, nem sequer mediano. Há muitas épocas que temos iniciado pateticamente as épocas, perdendo o estatuto de candidatos logo nas primeiras jornadas. Dantes não chegávamos à Páscoa, depois ao Natal, ultimamente chegamos ao regresso às aulas e com dificuldade. Isto não é um caminho decente. É uma desilusão.
Oiço dizer que ainda estamos no início. Pois, mas já lá vão 3 jogos, e se ninguém ainda reparou...estamos no fim da tabela. Alguém tem de acordar, acordar a sério!
Até breve.
E esse é o verdadeiro golpe desta jornada. Ao partir para a 4ª jornada, o Sporting tem já 5 pontos de atraso. Continua a exibir uma dificuldade enorme em assentar um jogo de qualidade, continua a desiludir os adeptos. 3 jogos, 1 golo marcado, 2 sofridos. Pobre, muito pobre.
Não chega a Sá Pinto as queixas do clima, relvado e passar a mão pela cabeça dos jogadores. A verdade é que o trabalho de 18 dias...não se fez notar. O Marítimo é uma boa equipa, mas o Sporting tem de conseguir fazer melhor, muito melhor.
Não será esta época ainda que o Sporting fará um arranque decente, nem sequer mediano. Há muitas épocas que temos iniciado pateticamente as épocas, perdendo o estatuto de candidatos logo nas primeiras jornadas. Dantes não chegávamos à Páscoa, depois ao Natal, ultimamente chegamos ao regresso às aulas e com dificuldade. Isto não é um caminho decente. É uma desilusão.
Oiço dizer que ainda estamos no início. Pois, mas já lá vão 3 jogos, e se ninguém ainda reparou...estamos no fim da tabela. Alguém tem de acordar, acordar a sério!
Até breve.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
O Caminho do Sporting
Parece-me existir um denominador comum nas
apostas de contratações e renovações do Sporting. Já no ano passado a
estratégia foi semelhante, mas muito menos conseguida, a tarefa de “limpar” um
plantel e construir outro era difícil e houve meios compromissos.
Mas nesta época é possível já distinguir nas
opções do clube e especificamente na estruturação do seu plantel de futebol
profissional A, uma estratégia. Coisa que vezes sem fim referi aqui que não
existia. De facto, ao olhar para as decisões tomadas neste Verão, salta à vista
um rumo. Muitos podem não concordar com o mesmo (nunca existe unanimidade) mas
ele existe.
Renovar apenas com os jogadores que dão notas
de crescimento e valorização. Preparar uma equipa jovem com algumas referencias
mais experientes. Dar primazia aos atletas formados em Alcochete. Comprar
(através de verbas consideráveis) apenas valores com dados seguros de procura
no mercado. Contratar soluções de 2ª linha apenas a custo zero. Estes são
alguns sinais de que existe uma ideia para o futebol do Sporting. Ela não passa
por um Ajax nem por um Arsenal, fica bastante distante do modelo de clube
formador e ainda longe das lógicas dos rivais Porto e Benfica.
Não será o caso de chamar à definição de
modelo competitivo leonino uma 3ª via. Não será nunca a 3ª, uma vez que a curto
prazo todos os clubes grandes dos campeonatos periféricos terão de a adoptar
como 1ª. O Sporting encontra-se assim a preparar o inevitável. Bem mais cedo
que os seus rivais que permanecem “iludidos” por transferências record de
jogadores que adquiriram por largos milhões de euros.
Num futuro que chegará cedo, será difícil que
um clube em Portugal consiga gastar mais de 4 ou 5 milhões num jogador. Não
existirá crédito bancário e muito menos equilíbrio no orçamento que o sustente.
O Fair Play financeiro da UEFA já não é uma miragem e as “loucuras” de Zentit,
Man City, Anzhi e PSG só vieram criar mais “momentum” nos grandes emblemas
europeus para acelerar a regra do equilíbrio orçamental.
As escolas dos nossos rivais produzem bons
jogadores, mas em rácios bem distintos dos nossos. Alem disso, a rede de scouts
de ambos é muito mais voltada para valores exteriores do que nacionais. O
Sporting tem a melhor rede de scouting jovem, mas isso não é uma realidade
imutável. O Benfica tem optado por uma “cópia” dos nossos processos e bem
recentemente tem procurado “no nosso quintal” valores mal protegidos,
tentando-os com contratos bem acima do que o Sporting implementa.
O Porto permanece com um sector de formação em
auto-gestão, que dá primazia ao lado técnico, mas que vive numa realidade
geográfica bastante reduzida. Ocasionalmente entra em campo na fase de
negociação de Sporting e Benfica com jovens atletas, subindo a parada...o que
não se pode chamar um verdadeiro scouting.
Longe vão os tempos de uma magnifica escola de
centrais e avançados.
Por agora este cenário parece pertencer a uma
narrativa distante das lógicas dos títulos e dos acessos à Champions. Mas em
breve irá deixar de o ser. A pacóvia e passiva atitude da FPF e Liga irão
esbarrar sobretudo nos insucessos da Selecção Nacional, que privada de grandes
jogadores formados nos grandes, não poderá acompanhar a evolução das grandes
nações desportivas (Alemanha, França, Inglaterra, Rússia, Itália ou Espanha)
que estão bem mais adiantadas nas regras de limitação de jogadores
estrangeiros.
Ninguém o deseja, mas é óbvio que enquanto os
3 grandes não patrocinarem uma revolução das competições portuguesas, nada fará
mudar o actual regime, que relega o atleta português constantemente para as
segundas ou terceiras opções.
O plantel do Benfica é um exemplo negativo do
caminho e sobretudo da mentalidade dos gestores desportivos, onde um valor
médio estrangeiro é sempre preferível a um titular da Seleção Portuguesa. A
imprensa parece ignorar a tacanha visão que isto reflecte.
Esperemos para ver o que o futuro reserva.
Aplaudo o caminho do Sporting, reforçando que o futebol das escolas terá de ser
mais blindado a “raids surpresa” de forma a obrigar os nossos rivais a despender
o mesmo esforço e o mesmo empenho que a nós nos obrigamos para formar bons
atletas. O Sporting terá de rever os contratos e as salvaguardas que inclui.
Afinal de contas, terá de fazer valer o seu estatuto de grande escola mundial
na balança da negociação.
Ser um grande formador e um mau vendedor não
combina.
Até breve.
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Pensar antes de avaliar
Apesar de ainda nem sequer passar de um boato,
já está a ser criticado na blogosfera leonina. Pois eu tenho uma opinião bem
clara: quem nos dera!
Dimitri Sychev já foi por 47 vezes
internacional pela Rússia onde marcou 15 golos. Tem quase 400 jogos disputados
e mais de 100 golos marcados. Este jogador apelidado de “Michel Owen” russo é,
como o nickname indica um avançado rápido, será muito mais um atleta à imagem
de Saviola do que um suplente que partilhe os atributos de Wolfswinkel.
Os únicos senãos nesta possível aquisição (o
jornal russo que circulou a notícia falava em cedência por empréstimo e com
opção de compra) é o momento e a necessidade.
O momento - Sychev deixou há 2 épocas de ser
titular e tem feito poucas partidas no Lokomotiv. Se as lições de Pongolle ou
Bojinov serviram para alguma coisa, é bom que se confirme o estado anímico e
estabilidade mental do russo antes de concluir o que quer que seja.
A necessidade – Um avançado rápido pode ser
fundamental em estratégias de contra-ataque, mas por época o Sporting adopta
esta via não mais que em 10 partidas. Nas restantes 50 é o sentido posicional e
capacidade para abrir espaços que fazem a diferença...e aqui não me parece que
seja o forte de Sychev, que assenta a sua valia na capacidade de desmarcação e
rapidez.
Mas de qualquer forma, para suplente, não é
nome que envergonhe ninguém...bem pelo contrario.
Até breve.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Onde comprar golos
Com a saída de Pongolle, com o empréstimo de
Wilson Eduardo à Académica, Balde no Guimarães e com o provável ingresso de
Bojinov no Verona, o Sporting fica apenas com Viola e Wolfswinkel como
avançados puros no plantel. Rubio fará muitas vezes a viagem entre a equipa A e
a B e como tal não será uma opção a full time no plantel.
Com 2 avançados e por melhores que eles sejam,
não é possível encarar uma época de 4 competições de clubes e um apuramento
para o Campeonato do Mundo (o Sporting tem cada vez mais seleccionáveis no
plantel) com a certeza de que nunca faltarão homens para atacar a baliza. É
certo que o recém-chegado argentino e o holandês são ambos bastante jovens, mas
no futebol moderno, o desgaste de jogos acumulados faz-se sentir
independentemente da idade.
É pois quase certo que irá chegar mais uma
opção para o ataque leonino. Ao contrario de Titin Viola, este futuro jogador
deverá ser um avançado de área, como muitos já o afirmaram, um jogador mais
posicional, que dê a Sá Pinto uma presença física mais regular na zona de
finalização. As deslocações de Ricky (que procura muitas vezes receber a bola
no meio campo) aliado à tendência natural de Viola de procurar as alas abrem no
plantel do Sporting uma nova necessidade. E não vai ser fácil supri-la.
Hoje em dia, encontrar um sucessor moderno de
Ian Rush, Manuel Fernandes ou (mais recente) Pipo Inzaghi é uma tarefa árdua.
Estes “killers” são cada vez mais raros e quando encontrados cedo se tornam
tesouros difíceis de resgatar. O próprio Diego Rubio é um “projecto” incerto
que poderá vir um dia a cumprir o desígnio para o qual foi contratado, mas que
para já não confirmou aquilo que os mais optimistas pensariam ser um
rato-de-área pronto a revelar-se ao mundo do futebol de topo.
Os Diego Rubios mais experientes com
currículos já comprovados de elevada materialização de golos, são, infelizmente
areia de mais para o camião de contenção financeira do Sporting. A pergunta que
se coloca é então: onde encontrar e como pagar este novo reforço.
É muito mais fácil responder à primeira parte
da questão. No mercado nacional jogadores deste tipo são quase inexistentes,
nenhum com o calibre que nos faz falta.
Existem alguns valores emergentes na Liga
Argentina, mas com os olhos da Espanha, Itália e França sempre apontados aos
Torneios Apertura e Clausura é cada vez mais raro um bom ponta de lança a jogar
na Argentina passar despercebido.
O mercado brasileiro é abundante e vasto em
soluções. Mas com a recuperação económica fulgurante do país irmão, os clubes
outrora carenciados de vendas a qualquer preço, fazem hoje muita questão em
exportar caro, muito caro. Os exemplos de Damião ou Neymar são um retrato do
que esperam outras possíveis aquisições.
Ainda na América do Sul, Chile, Colômbia e
Uruguai são mercados economicamente interessantes, mas os seus melhores valores
não jogam lá, são rapidamente exportados para o México, Argentina e Itália,
lugar de onde só costumam sair a troco de verbas já incomportáveis.
Ultimamente o Sporting tem optado por explorar
o mercado Holandês, onde os atletas tem uma óptima formação competitiva e uma
tendência para querer abandonar a Eredivise bem no início. Ajax, PSV e
Feyenoord outrora grandes exportadores de jogadores para os “tubarões” da
Europa, perderam a ligação directa. Salvo poucas excepções, um avançado holandês para chegar ao um
clube do top 10 europeu, terá de provar numa liga mais defensiva que rende o
mesmo que na profícua liga holandesa. Mas mesmo assim, o recente poderio económico
dos clubes alemães, está a desviar o que melhor se forma nas excelente escola
de avançados holandesa.
O mercado africano é bem explorado pela
Ligue1, o de leste pelas ligas Russas, Ucranianas e Turca.
O que sobra?
Existe um mercado onde nascem habitualmente
bons avançados, que tem sido muito pouco valorizado pelos clubes portugueses. O
nórdico. Na Noruega, na Suécia, na Dinamarca e até na Finlândia e Islândia
formam-se bons pontas-de-lança, normalmente com poderosos remates e jogo de
cabeça, normalmente altos e atleticamente robustos. Não estão a um nível de
transferência incomportável e apesar da ponte com a Liga Inglesa ser
tradicionalmente forte, há muito que os clubes da Premier League apontaram o
foco a avançados mais “latinos” procurando a criatividade que não encontram nas
ligas nórdicas.
Mas ao Sporting não faz falta um avançado
criativo e no Norte da Europa pode muito bem estar o tal “homem” de área que
nós procuramos.
Talvez não exista nenhum Ibrahimovic por
resgatar, mas se o que buscamos é um suplente a Wolfswinkel não vejo porque razão
desperdiçar uma oportunidade de abrir horizontes no que diz respeito a formatos
de jogadores que não formamos.
A criatividade na procura gera normalmente
bons resultados.
Até breve.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Sinal vermelho
Perder em casa. Perder frente ao Rio Ave. Perder contra uma equipa que vinha de uma derrota em casa. Perder contra uma equipa treinada por um estreante como Nuno Espirito Santo. Tudo parece improvável para qualquer equipa desta Liga, quanto mais para o Sporting. Na segunda jornada acumulamos 3 pontos de desvantagem para os rivais. E pior do que isso, revelamos uma incapacidade enorme em criar jogo ofensivo, uma incapacidade para desposicionar o adversário.
Este Sporting não tem armas ou não faz uso delas. Não há rapidez, não há força nem inspiração no remate, não há jogo de passe, não há sequer uma ideia do que fazer à bola quando se chega ao último terço do terreno. A juventude ou a adaptação não explica sequer metade das dificuldades exibidas. Há impreparação e muitas lacunas táctica na equipa. Quer queiramos quer não, isso é culpa de Sá Pinto. Não é possível ficar satisfeito ou esperançado com tanto desaproveitamento. 23 remates, duas mãos cheias de bolas paradas e muito poucas preocuparam o guarda-redes.
O quadro é evidentemente muito negro e preocupa-me muito o facto de em 2 jogos contra equipas fraquíssimas (Rio Ave e Guimarães são na minha opinião claros candidatos a descer) não conseguimos marcar um golo sequer. Só vitórias (muitas e seguidas) poderão devolver ânimo a esta equipa e aos adeptos, mas sendo cedo para o dizer, podemos estar apenas no prelúdio de um filme já muito visto no Sporting. Oxalá me engane. Estou um pouco cansado de gerir desaires sem descanso. Época após época começamos mal e andamos 8 meses a recuperar a fé na equipa e no clube. No mesmo mês que iniciamos a competição hipotecamos a ilusão, assim não é mesmo possível.
Até breve.
Este Sporting não tem armas ou não faz uso delas. Não há rapidez, não há força nem inspiração no remate, não há jogo de passe, não há sequer uma ideia do que fazer à bola quando se chega ao último terço do terreno. A juventude ou a adaptação não explica sequer metade das dificuldades exibidas. Há impreparação e muitas lacunas táctica na equipa. Quer queiramos quer não, isso é culpa de Sá Pinto. Não é possível ficar satisfeito ou esperançado com tanto desaproveitamento. 23 remates, duas mãos cheias de bolas paradas e muito poucas preocuparam o guarda-redes.
O quadro é evidentemente muito negro e preocupa-me muito o facto de em 2 jogos contra equipas fraquíssimas (Rio Ave e Guimarães são na minha opinião claros candidatos a descer) não conseguimos marcar um golo sequer. Só vitórias (muitas e seguidas) poderão devolver ânimo a esta equipa e aos adeptos, mas sendo cedo para o dizer, podemos estar apenas no prelúdio de um filme já muito visto no Sporting. Oxalá me engane. Estou um pouco cansado de gerir desaires sem descanso. Época após época começamos mal e andamos 8 meses a recuperar a fé na equipa e no clube. No mesmo mês que iniciamos a competição hipotecamos a ilusão, assim não é mesmo possível.
Até breve.
Uma jogada de 2 para 1
Parece mais ou menos óbvio que o novo ponta de
lança está dependente de duas saídas da folha de pagamento do Sporting.
Pongolle e Bojinov são dois avançados que partilham a distinção de flops de
mercado leoninos e estão a ser “oferecidos” em planos diferentes. Enquanto que
Sinama está para liquidação total e a preço de dumping, Valery é um negocio de
ocasião para quem o queira.
Ao todo são mais de 10 milhões de euros em que
dificilmente receberemos metade, duas apostas de direcções diferentes, mas com
o mesmo grau de sucesso, zero. O mais curioso de ambos os casos é que havia de
facto matéria que indicava serem dois atletas de difícil valorização. Riscos
que correram bastante mal, mesmo entendendo que são inerentes a qualquer
contratação.
Do Liverpool até ao Atlético, Pongolle chegou
ao Sporting tal como chegou a Huelva, a precisar de jogar e esquecer épocas de
suplente. Mas desta vez as coisas não correram bem e acrescido de um grave
problema familiar, desaproveitou-se muito e bom dinheiro que daria ainda hoje
para adquirir dois avançados de boa qualidade. Empréstimo atrás de empréstimo,
o Sporting tem tentado que o seu elevado ordenado não pese nas contas de cada
época, já que parece impossível algum clube adquira o seu passe.
Bojinov teve um começo muito promissor, mas
quase tão cedo como prometeu, desiludiu e até ao Sporting tem sido um percurso
descendente e rodeado de várias polémicas. Ninguém tem duvidas que é um
excelente jogador, mas a sombra do seu próprio insucesso impede o búlgaro de se
libertar em campo. Tal como o francês, ano após ano fica mais difícil uma
recuperação, até porque os clubes por onde passam não têm tempo nem espaço para
recuperar o muito que há para recuperar.
Se, por um feliz acaso, o Sporting conseguir
colocar ambos os jogadores, recomendo vivamente a Freitas que olhe para estas
duas realidades e que pense muito bem antes de abrir espaço e crédito a
jogadores “a precisar de recuperar carreiras”. Até os clubes turcos, gregos ou
russos estão a abandonar essa via.
Até breve.
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Algo ficou mal ro reino da Dinamarca
Tenho de admitir que o resultado (mais do que
a exibição) da primeira mão frente a mais um conjunto de poucos créditos
dinamarqueses, foi uma ligeira desilusão. É certo que se apenas 25% das
oportunidades de golo tivessem sido concretizadas, estaríamos hoje a falar de
uma prestação de gala, mas isso em si é a parte mais significativa do problema,
por mais que valorizemos a criação de oportunidades.
A primeira condição para analisar um resultado
será sempre a qualidade do adversário. Uma goleada imposta ao Varzim ou ao
Benfica nunca serão a mesma coisa, tal como um empate fora a 1 golo com o
Horsens nunca será o mesmo que igual resultado em Old Trafford frente ao Man
United. Neste campo o Sporting, tal como na primeira jornada em Guimarães,
desaproveitou.
Noutros anos uma igualdade na cidade berço
podia ser visto como um marcador razoável, mas não nesta temporada e
especialmente no início da época. Este Guimarães é uma equipa jovem,
inexperiente, sem referências, que neste começo de época procura eliminar o
estatuto de candidato à descida de divisão. Foi óbvio durante a partida que não
há fio de jogo, não há qualquer sentido táctico que não passe por fechar os
caminhos para a baliza, a prova mais cabal da insegurança de quem viu sair
todas as figuras importantes da equipa.
Num certo sentido, os resultados obtidos pelos
rivais (empates) ajudaram a que se perdoasse este resultado, mas ficou na
retina uma dificuldade evidente em materializar em oportunidades e em golos o
domínio da partida. Na Dinamarca, criámos muitas ocasiões para marcar, muito
por culpa da qualidade do adversário que permitia o avanço em bloco do nosso
meio-campo e trocas de bola em zonas perigosas, algo que o Guimarães nunca
“autorizou”. É difícil imaginar quantos adversários enfrentará o Sporting esta
época que se coloquem mais a jeito que o Horsens, para serem goleados.
Não explico tudo com a ineficácia de
Wolfswinkel. É demasiado simplista e equivoco fazer esse exercício.
Especialmente quando todos os companheiros pecam pelo mesmo defeito. Concordo
que foram 2 jogos em que o holandês não esteve bem e até que se existisse neste
momento uma alternativa equivalente ao valor do “jovem lobo” fosse preferível
resguardar o atleta no próximo jogo. Mas não há. Viola (fechou a época na
Argentina) ainda não estará sequer inscrito, além dos problemas de adaptação.
Rubio, Etock, Betinho e Wilson Eduardo não terão ainda maturidade para serem a
única referencia do ataque de um candidato ao título, o que deixa apenas uma
solução – Labyad.
Pode parecer estranho encarar o Marroquino
como avançado, mas a sua carreira tem oscilado entre 3 posições, 2º avançado,
extremo e médio ofensivo. Curiosamente foi quando foi colocado como companhia
de um avançado clássico que mais produziu. Tal como noutros momentos do nosso
passado, urge encontrar uma disposição táctica que encontre espaço para dois
avançados. Fez falta em Guimarães, fez muito mais falta da Dinamarca. Assim
porque não testar Labyad e Wolfswinkel juntos frente ao Rio Ave? Dê por onde
der, esta dificuldade em ganhar jogos que dominámos frente a adversários
defensivos tem de ser contrariada e rezar pela santa dos golos para mim é apenas
um sinal de falta de imaginação e coragem. Pelo menos a última sei que Sá Pinto
nunca terá.
Até breve.
PS – Terei que tirar o meu chapéu a dois
jogadores nestes dois primeiros jogos – Cedric e Carrilho. Se o primeiro
realizou notas perfeitas, o segundo terá sido o mais criativo (pena as
oportunidades falhadas). Falta muito pouco para serem certezas e tenho a
certeza que esta época será de grande valorização. Um Carrilho menos perdulário
seria a coisa que mais parecida
temos com um Ronaldo, Messi ou Rooney, ou seja, um desiquilibrador.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Pontos prévios
O primeiro teste do Sporting versão 12/13 foi
apenas a confirmação das forças e fraquezas que foram óbvias na pré-temporada.
É uma equipa mais confiante, mais dominadora, mas também exibe lentidão e
previsibilidade na criação de jogo ofensivo, o que preocupa.
A oportunidade de logo na 1ª jornada desta
liga ganhar vantagem com todos os principais rivais foi desaproveitada, não por
falta de atitude ou de talento, mas sobretudo por um zelo (quiçá exagerado)
notório em manter a equipa equilibrada no campo posicional. Esse esforço
(dispendido mais por distancia percorrida do que por compensações) pagou-se
caro na segunda parte e o Sporting apesar de rondar a baliza do adversário
inúmeras vezes, nunca pareceu capaz de posicionar os seus atacantes em boa
posição para marcar.
Capel e Carrilho exploraram bem os flancos,
mas com poucas assistências para Wolfs, quase sempre perdido na luta com os
centrais. Mesmo com a entrada de André Martins, o Sporting lutou mais com o
meio-campo Vimaranense do que com a sua defesa. Faltou um dez organizador, um
jogador que se colocasse à frente dos médios e que recebesse bolas entre as
duas linhas do Vitória. Nem Adrien, nem André, nem Elias tiveram ordem de
avançar no terreno e “morreram” nas trocas e disputas de bola a meio-campo.
Existem duas explicações possíveis. Ou Sá
Pinto não arriscou perder o predomínio da linha média (que foi assegurado) e da
posse de bola (o Guimarães poucas vezes chegou ao ataque) preferindo um empate
na pior da hipóteses. Ou a equipa não foi capaz fisicamente de se desdobrar em
transições ofensivas velozes, exibindo ainda carências na forma dos atletas.
Por erro táctico ou por índice atlético, o que é certo é que parece ainda longo
o caminho de Sá Pinto para colocar o Sporting no patamar muito promissor do
final da temporada passada.
Já se notam evidente melhorias defensivas, mas
creio que se devam mais à qualidade individual de uma defesa quase
integralmente renovada (restou Ínsua) do que a novos métodos ou movimentações.
Rojo e Boulahrouz fazem uma dupla forte e embora prefira Xandão ao Holandês,
terei de admitir que o “Canibal” dá uma agressividade inovadora à equipa, oxalá
seja poupado aos exageros dos árbitros. Nas laterais Ínsua está em baixo de
forma e Cedric tem mostrado que não precisamos de mais nenhum lateral.
Ainda neste campo, Gelson Fernandes tem
mostrado o que pode dar à equipa, ou seja, uma versão mais “calma” de Rinaudo,
sem os rasgos de brilhantismo deste mas com a mesma disponibilidade, excelente
contratação.
Na parte ofensiva, muita duvidas. Wolfswinkel
continua sem alternativa, Viola ainda está em integração. Jeffren, Izmailov e
Pranjic ainda vão demorar a ser alternativas nas alas e na construção de jogo,
os “promissores” Adrien e André Martins estão ainda a ganhar o “calo” necessário
para poderem um dia assegurar uma presença indiscutível no onze titular.
O tempo dirá se a defesa continuará sólida e o
ataque mais eficaz.
Até breve.
sexta-feira, 17 de agosto de 2012
Organização
Costumava ser um clássico ver o plantel leonino ser fechado já em plena Liga, em oposição ao Porto que muito cedo resolvia as suas trocas. O Benfica nesta matéria não serve de exemplo, a pressão mediática sempre levou as águias a excessos de última hora.
Este ano porém é o Sporting o campeão do "despacho". Apenas existem 3 casos por resolver. Onyewu, Pongolle e Bojinov. Idealmente seriam 3 vendas, mas a desvalorização do francês e o elevado ordenado do norte-americano impedem que as saídas apareçam com naturalidade. O búlgaro tem mercado, mas os interessados jogam com o tempo e com a declarada postura do Sporting que nem sequer integrou o jogador nos trabalhos da pré-época (algo que deveria ter feito nem que fosse para criar dúvida nos compradores).
Se são casos complicados, não se comparam (em quantidade) aos que Porto e Benfica têm ainda por resolver. Num caso e noutro são mais de uma dezena de jogadores à espera de decisão, ou seja, qual o clube e contrato que vão ter pela frente. Em crise impera a lógica de rentabilizar recursos e apesar de se esperar dinheiro como moeda de troca, estes cedidos dificilmente encontrarão melhor que um empréstimo sem participação no ordenado e muitos deles sem cláusula de rescisão.
Com o surgir das equipas B, é impensável aos grandes continuar a gastar para alimentar o sucesso desportivo de outros clubes, ainda por mais agora que grandes empresários portugueses encontram bons clubes em ligas competitivas para fazer crescer jogadores. Arrisco a dizer que a medida de proibir empréstimos entre clubes da mesma divisão, não só era fantástica para o controle financeiro como é essencial para a verdade desportiva. Apenas a intransigência de Benfica e Porto impediu o avanço desta medida, e todos sabemos porquê. Clubes como Paços de Ferreira, V. Setubal ou Olhanense minguam por atletas até à última da hora e Dragões e Águias costumam fazer-lhes o favor. Desconhece-se o que os "pequenos" dão em troca. Não será concerteza a valorização do jogador, pois se fosse essa a razão haveria outros clubes (espanhóis, franceses, brasileiros, holandeses, belgas, gregos. etc) que o fariam muito melhor.
Para sermos justos temos de dar os parabéns aos responsáveis leoninos, pois o plantel parece fechado (permanece a dúvida sobre o lateral direito e a permanência de Izmailov, embora sejam assuntos sem eco nas declarações do departamento de futebol) e competente em soluções.
Até breve
Este ano porém é o Sporting o campeão do "despacho". Apenas existem 3 casos por resolver. Onyewu, Pongolle e Bojinov. Idealmente seriam 3 vendas, mas a desvalorização do francês e o elevado ordenado do norte-americano impedem que as saídas apareçam com naturalidade. O búlgaro tem mercado, mas os interessados jogam com o tempo e com a declarada postura do Sporting que nem sequer integrou o jogador nos trabalhos da pré-época (algo que deveria ter feito nem que fosse para criar dúvida nos compradores).
Se são casos complicados, não se comparam (em quantidade) aos que Porto e Benfica têm ainda por resolver. Num caso e noutro são mais de uma dezena de jogadores à espera de decisão, ou seja, qual o clube e contrato que vão ter pela frente. Em crise impera a lógica de rentabilizar recursos e apesar de se esperar dinheiro como moeda de troca, estes cedidos dificilmente encontrarão melhor que um empréstimo sem participação no ordenado e muitos deles sem cláusula de rescisão.
Com o surgir das equipas B, é impensável aos grandes continuar a gastar para alimentar o sucesso desportivo de outros clubes, ainda por mais agora que grandes empresários portugueses encontram bons clubes em ligas competitivas para fazer crescer jogadores. Arrisco a dizer que a medida de proibir empréstimos entre clubes da mesma divisão, não só era fantástica para o controle financeiro como é essencial para a verdade desportiva. Apenas a intransigência de Benfica e Porto impediu o avanço desta medida, e todos sabemos porquê. Clubes como Paços de Ferreira, V. Setubal ou Olhanense minguam por atletas até à última da hora e Dragões e Águias costumam fazer-lhes o favor. Desconhece-se o que os "pequenos" dão em troca. Não será concerteza a valorização do jogador, pois se fosse essa a razão haveria outros clubes (espanhóis, franceses, brasileiros, holandeses, belgas, gregos. etc) que o fariam muito melhor.
Para sermos justos temos de dar os parabéns aos responsáveis leoninos, pois o plantel parece fechado (permanece a dúvida sobre o lateral direito e a permanência de Izmailov, embora sejam assuntos sem eco nas declarações do departamento de futebol) e competente em soluções.
Até breve
quinta-feira, 16 de agosto de 2012
Jogo Perigoso
A tentativa de resgatar Labyad, quando o mesmo
já tinha até anunciado o seu compromisso com o Sporting já me tinha parecido um
gesto muito perigoso. As últimas notícias dão conta que a Academia foi alvo de
um desvio, que levou Candé para o clube da Luz serão talvez a gota de água nas
relações difíceis entre os grandes de Lisboa.
De facto ao Sporting só resta uma solução:
responder aos “ataques” benfiquistas na mesma moeda. Sim porque se o Benfica
tem (aparentemente) mais poderio financeiro na gestão da equipa A, é bom não
esquecer que nas camadas jovens é o Sporting que dita regras e não haverá jovem
encarnado que não queira por exemplo jogar na NextGen. Será uma guerra até
desiquilibrada.
Mas é fundamental que o clube da Luz entenda
que pagará sempre uma factura elevada por hostilizar os nossos interesses e com
esta direcção encarnada isso só poderá ser feito com actos concretos. O dialogo
e o compromisso é algo gelatinoso que não diz absolutamente nada a LFV.
Aos que acharem que estes raids são a vingança
pelo processo Rojo, recomendo que analisem a diferença das situações:
1- Rojo não pertencia aos quadros do Benfica;
2- É sabido que o Benfica já tinha desistido de contratar o jogador;
3- Se esperava pelo aproximar do fecho do mercado para conseguir Rojo, fez
mal pois o empresário do jogador foi avisando a Luz das ofertas do Sporting.
Este é um cenário de “guerra aberta” onde não
há forma de não ver a “agressão”. Espero sinceramente uma resposta, não em
comunicados, não em comentários ou entrevistas, mas em actos. Só assim nos
daremos ao respeito.
Até breve.
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Ovos e omeletes
O actual plantel do Sporting custou 41.3 milhões de euros a ser adquirido. Só para ter uma ideia, o do Benfica custou qualquer coisa como 106.5 e o do Porto 120 milhões. Vencer tem custado muito dinheiro e perder ainda mais.
Até breve.
Até breve.
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