domingo, 22 de agosto de 2010

Três pontos por um triz a três minutos do fim

Sem convencer, sem brilhar, sem segurança. Sem o que se espera poder dar confiança aos adeptos o Sporting venceu hoje o Marítimo e foi com um penalty aos 87 minutos de jogo. Foi mais do que um balão de oxigénio, foi uma verdadeira injecção de adrenalina num “corpo” em paragem cardíaca.

Numa análise mais fria, o Sporting foi o que mais tentou a vitória, muitas vezes de forma atabalhoada e ingénua, mas mérito seja dado, tentou jogar futebol. A equipa insular ao invés tentou defender bem e deixar passar o tempo, o que se notou desde o primeiro minuto com demoras sucessivas em repor a bola em jogo seja por livres, cantos, lançamentos laterais e pontapés de baliza.

Foi mesmo na baliza do Marítimo que esteve o melhor jogador da partida, o guarda-redes dos leões da Madeira Marcelo Boeck atrasou o golo dos verde-e-brancos até ao final da partida e não foi por ele que a equipa de Van der Gaag perdeu, muito pelo contrário. Paulo Sérgio iniciou a partida com Vukcevic e Djaló nas alas e um triangulo de médios com Zapater no eixo e Maniche e André Santos na descaídos nos flancos. Na prática Maniche avançava até Zapater quando a equipa atacava.

Liedson sozinho na frente teve pouco apoio e lutou muito em vão frente à defesa bastante povoada do adversário. O plano não resultou e enquanto 1ª parte entrava Polga para o lugar do contundido Pereira (desviando Carriço para lateral direito – como lutou o “capitão”!) já na 2ª parte entrariam Fernandez e Saleiro para o lugar do bravo Vukcevic (bom jogo) e do muito aceitável estreante Zapater.

Qualquer crónica que diga que o Sporting jogou bem terá de salientar que isso foi apenas válido entre os 5 e os 20 minutos da segunda parte, durante todos os outros 75 minutos do encontro foi uma sucessão de incapacidade para dominar e ineficácia para marcar. É preciso dizer uma grande verdade: foi muito pouco o distinguiu as duas equipas, o que preocupa muito mais qualquer Sportinguista .

Paulo Sérgio conseguiu uma vitória, mas muito sofrida, que espelhou acima de tudo os mesmos problemas de sempre. A continuar assim, será a época mais desastrosa dos últimos anos e fará a época anterior parecer boa. Tem de ser invertidos muitos “vícios” já instalados na equipa, falo em vícios para não dizer estilo de jogo, uma vez que me parece que é o que falta à equipa personalidade, identidade e matrizes próprias. Só assim esta vitória fará algum sentido. Esperemos pela Dinamarca para atestar da capacidade e valor de Paulo Sérgio. Esta é a sua hora, a única que irá ter para emendar os muitos erros que já foram cometidos. Costinha podia ajudar, garantindo um avançado de que precisamos como pão para a boca.

Até breve

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